quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Do sentido de conhecer o meu ser.



Há muito tempo, quando consegui alcançar a liberdade de olhar para meu corpo, de alcançar o meu interior, percebi quem eu era.
Foram momentos de intensas lutas - segundos que me pareceram séculos!
A dor, dilacerando o físico, fortalecia o espírito, a consciência.
A luta permanente me parecia triste, enfadonha.
No entanto, fui compreendendo que sempre, depois de grandes crises, renovava-me.
Que interessante: ao me desfazer de tudo, parecia que tudo possuía.
Negando, afirmava-me; sofrendo, aprendia a ser feliz; sentindo dor, conseguia caminhar no mais profundo do meu próprio ser.
Não sei por que, nem quando, nem quantas pessoas me ajudaram, nem quantas eu ajudei. Algumas vezes, as relações foram pacíficas; outras vezes, violentas e arbitrárias.
Sempre que ficava sozinho conseguia alcançar a minha identidade.
E, naqueles segundos, depreendia o quanto precisava me transformar.
Quando voltava ao caminho da existência, saindo do meu interior, sofria as conseqüências de ter-me indagado.
O dia ficava noite; a noite me punha medo; os amigos cresciam, criticavam; os inimigos apedrejavam.
Que contradição! Tudo me parecia desmontado.
No entanto, eu estava inteiro, hígido, forte para recomeçar. (Confesso: às vezes não queria recomeçar - mas era impossível renunciar à vida.)
Tudo pulsava, tudo falava.
Alguns eu entendia; outros eu negava.
Neste processo, num extraordinário ímpeto de equilíbrio, caí, levantei-me, amei e odiei, fui a força do meu próprio ser.
Na mentalidade do que era e do que sou, transformei-me.
O que era escuro ficou claro; o que era morte ficou vida; o que não era, é.
Continuo sendo o que sempre fui: um ser inteligente que busca, na permanência do próprio ser, do Universo, a compreensão do seu ser.

Mensagem extraída do livro: “IDENTIDADE PARADOXOS”
Pelo espírito Antonio Grimm Psicofonado por Maury Rodrigues da Cruz SBEE Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas.

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