sábado, 8 de outubro de 2011

Desforço


Fere, profundamente, o sentimento e a razão, a injustiça.

Magoa, sem dúvida, a agressão injustificável.

A rede das maldades, quando envolve alguém, asfixia-o e aflige-o.

São muitos os fatores e acontecimentos que surgem à frente, obstaculizando a tua marcha.

Não o deplores, nem revides deixando-te empolgar pelo anseio do desforço.

*

Os outros, os infelicitadores, já são infelizes sem que lhes aumentes a carga de desar com os revides e a vingança, tão covardes e insensatos quanto as más ações danosas.

Certamente, não mereces muitas dessas dores, pelo menos na atual conjuntura e na forma como te alcançam...

Sem embargo, não és viajor de primeira experiência, incurso num passado que te serve de base para o presente.

Como deves lutar para modificar, nas causas, os efeitos perniciosos que afetam a muitas outras criaturas, não te é lícita a ação ignóbil de vingança.

Só os homens de pequeno porte moral se desforçam, tombando em fosso mais profundo do que aquele em que se encontra o seu perseguidor.

*

Se desculpas o acusador, és melhor do que ele.

Se perdoas o inimigo, te encontras em mais feliz situação do que a dele.

Se ajudas a quem te fere, seja por qual motivo for, lograste ser um homem de bem, um verdadeiro cristão.

Desforço, jamais!

Divaldo P. Franco. Da obra: Episódios Diários. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. Capítulo 23. LEAL. 

* * * Estude Kardec * * *

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