quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Em Torno da Caridade


Não olvides que a caridade, é o coração no teu gesto. 

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Espalharás o ouro a mancheias, entretanto, se não sabes emoldurar de carinho a tua 
manifestação de bondade, as moedas de tua bolsa serão, muitas vezes, escárnio e 
humilhação, sobre a dor dos infortunados. 

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Ensinarás a verdade, com segurança, contudo, se a tua palavra não estiver 
temperada com a brandura da paciência, quase sempre, o teu verbo, apesar de nobre e 
culto, não passará de azorrague no semblante ferido de teus irmãos. 

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Recorda que a Providência Infinita nos estende o socorro do Céu de mil modos, em 
cada instante do dia, e descerrando tua alma à Grande Compreensão, não admitas que a 
sombra te avilte o culto da gentileza. 

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Muitos dão, mas raros sabem dar.

O pão, misturado de reprimendas, amarga mais que o fel e a lição, que se ajusta a 
críticas e reproches, pode ser comparada à tela preciosa que a ironia apedreja. 

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A beneficência não se levanta por bandeira de superfície. 

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Vale mais a tua frase, vasada em solidariedade e entendimento, para o companheiro 
que jaz sob o gelo de desanimo, que todos os tesouros amoedados da Terra. 

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Vale mais teu braço amigo ao irmão caído no precipício do sofrimento, que a mais 
ampla biblioteca do mundo em cintilações verbalistas na tua boca. 

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Lembra-te de que só o amor pode curar as chagas da penúria e da ignorância e 
aprende a doá-lo aos que te rodeiam, nas maneiras em que te exprimes, porque a 
caridade não é uma voz que fala, mas um poder que irradia. 

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Abraça a fé que te enobrece a existência e segue o valioso roteiro que as sua 
revelações te traçam à luta, mas não te esqueças de içar o coração, na marcha cotidiana, 
para que a tua vida seja, realmente, um poema de luz e fraternidade, consoante a lição do 
poema de luz e fraternidade, consoante a lição do Mestre Divino que, ainda mesmo na 
cruz, foi o amor generoso e triunfante, atravessando o vale escuro da morte, para 
convertê-la em eterna ressurreição.

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Caridade. Ditado pelo Espírito Emmanuel. Capítulo 24. IDE. 

* * * Estude Kardec * * *

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