terça-feira, 8 de novembro de 2011

Abençoada expiação.

Olá a todos, uma história para refletir sobre o que achamos que é certo, quando uma pessoa está agonizando em um leito ou sem condições físicas de viver como uma pessoa normal, se estiver consciente, é normal que queira um fim de seu sofrimento, se crê que estará livre da prisão sem muros em que se encontra, na vida próxima. Esse desejo, não justifica apressar o seu desencarne, pois a provação pela qual ele passa faz parte de um propósito planejado antes de sua reencarnação, algumas vezes com a sua própria aprovação. muitas vezes por ignorância pioramos a situação incentivando esse desejo, vejamos a baixo  uma passagem de Chico e depois, enfoque da Codificação Espírita .
Que a paz esteja sempre presente em nossas vidas.
Carla.


Considerando que a vida no corpo só se justifica para o Espírito se se levar em conta a necessidade que tem de evoluir, até ao ponto de não mais estar sujeito à esteira extensa das reencarnações, é de boa oportunidade transcrever-se o caso em frente, narrado no livro de Adelino (Chico de Francisco, Adelino da Silveira, 1. ed. Editora Cultural União, págs. 54-55):

Chico (Xavier) visitou durante muitos anos um jovem que tinha o corpo totalmente deformado e que morava num barraco à beira de uma mata. O estado de alienado mental era completo. A mãe deste jovem era também muito doente e o Chico a ajudava a banhá-lo, alimentá-lo e a fazer a limpeza do pequeno cômodo em que moravam.

O quadro era tão estarrecedor que, numa de suas visitas em que um grupo de pessoas o acompanhava, um médico perguntou ao Chico:

- Nem mesmo neste caso a eutanásia seria perdoável?

- Não creio, doutor, respondeu-lhe o Chico. Este nosso irmão, em sua última encarnação, tinha muito poder. Perseguiu, prejudicou e com torturas desumanas tirou a vida de muitas pessoas. Algumas o perdoaram, outras não e o perseguiram durante toda a sua vida. Aguardaram o seu desencarne (sic) e, assim que ele deixou o corpo, eles o agarraram e o torturaram de todas as maneiras durante muitos anos. Este corpo disforme e mutilado representa uma bênção para ele. Foi o único jeito que a Providência Divina encontrou para escondê-lo de seus inimigos. Quanto mais tempo aguentar, melhor será. Com o passar dos anos, muitos de seus inimigos o terão perdoado. Outros terão reencarnado. Aplicar a eutanásia seria devolvê-lo às mãos de seus inimigos para que continuassem a torturá-lo.

- E como resgatará ele seus crimes? Inquiriu o médico.

- O Irmão X costuma dizer que Deus usa o tempo e não a violência.


Por Weimar Muniz de Oliveira

(Revista Reformador, Outubro de 1994, p. 297.)


Enfoque da Codificação Espírita. 
Questão 953. Quando uma pessoa vê diante de si um fim inevitável e horrível, será culpada se abreviar de
alguns instantes os seus sofrimentos, apressando voluntariamente sua morte?

É sempre culpado aquele que não aguarda o termo que Deus lhe marcou para a existência. E quem poderá estar certo de que, malgrado às aparências, esse termo tenha chegado; de que um socorro inesperado não venha no último momento?

a) Concebe-se que, nas circunstâncias ordinárias, o suicídio seja condenável; mas, estamos figurando o caso em que a morte é inevitável e em que a vida só é encurtada de alguns instantes.
É sempre uma falta de resignação e de submissão à vontade do Criador.
16:21 Page 3 Caderno de Mensagem - Eutanasia final.qxp 29/11/2005

b) Quais, nesse caso, as consequências de tal ato?

Uma expiação proporcionada, como sempre, à gravidade da falta, de acordo com
as circunstâncias.

(O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, 1. ed. espe-
cial, FEB.).

Atenciosamente,
Carla.

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/outros-temas/abencoada-expiacao/#ixzz1d81zKDod

Nenhum comentário:

Postar um comentário