quarta-feira, 30 de novembro de 2011

MEIA-NOITE


 
 
 "Sim, há um reino de luz onde o Senhor nos espera os corações! Os que praticam o bem sãocolaboradores de Deus no infinito caminho da vida... Lá, não mais choraremos em noite escura, como acontece na Terra. Um dia perene banhará a fronte de todos os que amaram e sofreram nas estradas espinhosas do mundo. Ah! que não faremos nós para alcançar esses jardins de delícia, onde repousaremos nas realizações divinas do Cordeiro de Deus?..." *
 

 
MEIA-NOITE
Emmanuel
(Francisco Cândido Xavier)
 
“Era perto da meia-noite; Paulo e Silas contavam hinos a Deus e os outros presos os escutavam”. – (Atos, 16.25).
 
Reveste-se de profundo simbolismo aquela atitude de Paulo e Silas nas trevas da prisão, quando numerosos encarcerados ali permaneciam sem esperança, eis que os herdeiros de Jesus, embora dilacerados de açoites, começavam a orar, entoando hinos de confiança.
O mundo atual, na esteira de transições angustiosas e amargas, não parece mergulhado nas sombras que precedem a meia-noite?
Conhecimentos generosos permanecem eclipsados. Noções de justiça e direito, programas de paz e tratados de assistência mútua são relegados a plano de esquecimento.
Quantos homens jazem no cárcere das desilusões, da amargura, do remorso, do crime? Através de caminhos desolados, ao longo de campos que as bombas devastaram, dentro de sombras frias, há mães que choram, velhos desalentados, crianças perdidas.
Quem poderá contar as angústias da noite dolorosa? Os aprendizes do Evangelho, igualmente, sofrem perseguições e calúnias e, em quase toda parte, são conduzidos a testemunhos ásperos.
Muitos se envolveram nas nuvens pesadas, outros se esconderam fugindo à hora de sofrimentos; mas, os discípulos fiéis, esses suportam ainda açoites e pedradas e, não obstante as trevas insondáveis da meia-noite da civilização, oram nos santuários do espírito eterno e cantam cânticos de esperança, alentando os companheiros.
Enquanto raras almas sabem perceber os primeiros rubores da alvorada, em virtude da sombra extensa, recordemos os devotados obreiros do Mestre e busquemos na prece ativa o refúgio consolador. Se o mundo experimenta a tempestade, procuremos a oração e o trabalho, a fé e o otimismo, porque outro dia abençoado está a nascer e em Jesus Cristo repousa nossa resistência espiritual.
 
Do livro "Trilha de Luz", Emmanuel (Espírito), Francisco C. Xavier (psicografia)
NOTA: O link abaixo contém a relação de livros publicados por Chico Xavier e suas respectivas editoras:http://www.institutoandreluiz.org/chicoxavier_rel_livros.html
 
Palavras de Célia (mártir) pouco antes de seu retorno à Pátria Espiritual, no livro "50 Anos Depois", de Emmanuel.
 
 
ATENÇÃO: Última mensagem endereçada aos adultos em 2011
 
 
 
Olha só!... Faltam apenas:
 
 
 


 
 
  CRÉDITOS:
Imagem "Sunset" recebida por e-mail
Gráficos e Arte Digital de Lori 
(Instituto André Luiz)
Música: Enya em "Secret World"
 
 
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