segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Sou


 
Visitante em meu próprio lar
Viajante buscando estar
Habitante de um só lugar
Sou de Deus, de adeus e voltar...
 
Nada tenho além do que sou
Nada levo além do que sou
Sou de Deus, de adeus e voltar...
 
Cintilante... O céu a sonhar
Flamejante... Tal chama a voar
Importante... O fim que terá
Sou de Deus, de adeus e voltar...
 
Nada tenho além do que sou
Nada levo além do que sou
Sou de Deus, de adeus e voltar
Sou partida, trilha e chegar.
 
Somos todos visitantes em nossos próprios lares da Terra.
 
Como Espíritos que somos, seres inteligentes da Criação, habitamos o espaço. E desse espaço nos apartamos momentaneamente, vestindo corpos carnais, no que conhecemos como encarnação.
 
ação de entrar na carne é necessária para nosso crescimento espiritual.
 
Tal vinculação mais intensa com a matéria nos proporciona experiências únicas, vivências fundamentais para o desenvolvimento das virtudes e combate às imperfeições.
 
Somos viajantes, sim, pois ao longo de nossa evolução habitamos muitos corpos em muitos mundos, conforme a necessidade de cada um de nós.
 
Em cada vida chegamos com nossa bagagem moral e intelectual, nossas virtudes conquistadas e nosso conhecimento a respeito das coisas.
 
Cada vez que partimos é só isso que também levamos conosco. Nada além dos tesouros da alma. Tudo que não é da alma, fica.
 
A matéria, o corpo, as coisas... Tudo é instrumento, e não finalidade.
 
O instrumento precisa ser bem cuidado, bem administrado, pois que é o lavrador sem sua enxada e seus braços?
 
Mas o trabalhador do campo sabe muito bem que seu verdadeiro objetivo é a colheita. É ela que o sustenta e provê alimento para sua família.
 
Somos de Deus, criaturas perfectíveis, geradas por essa inteligência suprema, de máxima bondade, que chamamos Pai.
 
Esse Pai Maior deseja nossa felicidade e nos dá todos os meios necessários para alcançá-la.
 
Somos de adeus, pois a vida é um ir e vir constante. Muitos de nós já aprendemos, inclusive, a trocar este adeus por até breve.
 
Não perdemos ninguém pois, em primeiro lugar, ninguém nos pertence de fato e em segundo, porque aqueles que amamos, assim como nós mesmos, são imortais.
 
Não possuímos uns aos outros. O apego excessivo é causa de dor.
 
Somos de voltar, pois sempre recebemos novas chances. A reencarnação é uma realidade da qual não podemos nos esquivar, acreditando nela ou não.
 
* * *
 
Nada tenho além do que sou
Nada levo além do que sou
Sou de Deus, de adeus e voltar
Sou partida, trilha e chegar.
 
Redação do Momento Espírita, com base no poema Sou, do livro No castelo do Espírito, de Andrey Cechelero, ed. Immortality.
 
Em 11.11.2011.
 
* * *
 
 
 
 
Com esta mensagem eletrônica
seguem muitas vibrações de paz e amor
para você

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