quarta-feira, 9 de novembro de 2011

VIRTUDE SOLITÁRIA


VIRTUDE SOLITÁRIARedação do Momento Espíritahttp://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=3220&stat=0
 
Há quem deseje tranquilidade ideal na Terra.
 
Casa branca no aclive da serra, com o vale rente.
 
Fontes claras, correndo perto e jardim florido.
 
Clima doce e perfume da natureza.
 
Nenhum aborrecimento.
 
Nenhum cuidado.
 
Falta alguma.
 
Problema algum.
 
Solidão saborosa em que o morador consiga estirar-se, inerte, em poltronas e redes.
 
Essa imagem idílica da vida aparece de modo menos ostensivo na imaginação de muitos.
 
Trata-se da ideia de que os problemas são alheios à criatura.
 
São os semelhantes que complicam a existência, que de outro modo transcorreria pacífica.
 
Deixada sozinha, ela floresceria.
 
Com essa crença, sente-se justificada para reclamar dos outros.
 
Em alta voz ou no íntimo de seus pensamentos, brada contra os que a rodeiam.
 
Indigna-se contra o chefe exigente e o colega de trabalho preguiçoso ou difícil.
 
Sente enfado em relação aos familiares e aos vizinhos.
 
Deseja que o mundo pare para que possa descer.
 
No entanto, é no trato da luta que as forças se robustecem  e as qualidades se aperfeiçoam.
 
O mal é o trânsito inferior nos quadros da experiência mais nobre.
 
Ele se revela por erros onde era possível acertar.
 
Traduz-se em sombra e dor, nos caminhos próprio ou alheio.
 
E é no serviço do amparo mútuo e da tolerância recíproca que o mal transitório pode ser transformado em bem duradouro.
 
Ao agir de modo proveitoso no mundo, o homem transforma as suas sombras de ontem na luz de hoje.
 
Livres, todos os homens estão interligados perante a lei, para fazer o melhor.
 
Escravizados aos compromissos expiatórios, oriundos do erro, eles se acorrentam uns aos outros.
 
A reencarnação os aproxima para que anulem o que fizeram de equivocado nas existências passadas.
 
Ninguém progride sem alguém.
 
É por meio do homem que o progresso surge na face do planeta e nunca constitui realização de um só.
 
Sempre são muitos os que cooperam para que algo de bom felicite a coletividade.
 
Assim, é preciso abençoar as provações que felicitam a convivência e os caminhos humanos.
 
Trabalho é ascensão.
 
Dor é burilamento.
 
Toda adversidade avisa, todo sofrimento instrui.
 
Todo pranto lava, toda dificuldade esclarece e toda crise seleciona.
 
Virtude solitária é pão na vitrine.
 
Por bela que pareça, caracteriza-se pela inutilidade.
 
Não sacia e nem fortifica.
 
Competência no palanque é usura da alma.
 
Todos são alunos na escola da vida.
 
E ninguém consegue aprender sem dar a lição.
 
Pense nisso.
 
Redação do Momento Espírita, com base no cap. 4, do livro Justiça Divina, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.
 
Em 04.11.2011.
 
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Com esta mensagem eletrônica
seguem muitas vibrações de paz e amor
para você
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