segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

O AMOR EXISTE SEMPRE


O AMOR EXISTE SEMPRE
Há dias em que nos perguntamos, sinceramente: Será que o amor existe mesmo, ou será uma invenção daqueles que desejam que ele exista?

Será que o amor não passa de uma ilusão?

No entanto, quando lançamos o olhar um pouco além do nosso limitado círculo de visão, podemos perceber que uma força invencível rege a vida.

E é a essa força que podemos chamar amor.

Sim, o amor de Deus no qual o Universo inteiro está imerso.

Basta ter olhos de ver, que notaremos a ação do amor que, sem dúvida, existe sempre.

Arrebenta-se o átomo, desconcentrando a sua energia, e nasce o cosmo.

Brilha a estrela, como gema policromada no velário do céu, e o Universo se incendeia.

Organiza-se a célula e exubera a vida.

Surge a semente, repositório de vida orgânica, e a floresta se instala.

Apresenta-se a flor como unidade de beleza, e multiplicam-se jardins.

Dobram-se os jardins, em homenagem à sensibilidade geral, e aromatiza-se todo o ambiente.

Goteja o pingo d´água e formam-se mananciais, deságuam rios e agiganta-se o mar.

Gesta a mulher, em cooperação com o Criador, e surge a Humanidade.

Brilha o intelecto, devidamente direcionado, e constitui-se a ciência.

Medita o cientista, querendo dar utilidade aos seus estudos, e elabora-se a técnica.

Multiplicam-se as técnicas e vive melhor o ser humano.

No ensejo do silêncio, que facilita o olhar para dentro de si mesmo, nasce a meditação.

Medita o ser sobre como ver o mundo, e a arte encontra nascedouro.

Desenvolve-se a arte, desentranhando a criatividade humana, e projetam-se ideias de Deus.

E Deus é todo o amor que existe.

E tudo quanto existe se nutre do amor, que é Deus, e Nele está imerso.

O amor existe sempre!

O zunzum dos insetos e o voo dos pássaros falam-nos de amor.

A germinação da semente e a fecundação humana mostram-nos o amor.

O verme que fertiliza o solo e a fera que ruge na selva dão-nos mostras de amor.

O sorriso da criança e o aconselhamento do velho são quadros do amor.

A disposição do jovem e a ponderação do adulto são obras do amor.


Em tudo vibra o amor... E o amor é Deus.

Busquemos, então, meditar sobre o que temos e o que não temos, sobre quem somos e sobre quem não somos, a respeito do que fazemos, e do que não fazemos, guardando a convicção de que sem a presença do amor naquilo que temos, no que fazemos e no que somos, estaremos imensamente pobres, profundamente carentes, desvitalizados.

Seja qual for a lida, a luta, a nossa atividade no mundo, vinculemos-nos ao amor, acatemos as suas sugestões e vibremos vitoriosos e felizes, plenos de vida, de candura, de harmonia, pois com o amor seguimos com Deus, agimos por Deus e em Deus, conscientemente, nos movimentamos.



Redação do Momento Espírita, com base em mensagem do Espírito Rosângela, psicografia de Raul Teixeira, recepcionada em 30.01.2002, na Sociedade Espírita Fraternidade, Niterói-RJ. Disponível no livro Momento Espírita, v. 3, ed. Fep.

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