quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

KARDEC, SMITH E O ORÇAMENTO APERTADO



por Wellington Balbo
Baurú - SP

http://www.ger.org.br/kardec_smith.html
 
Um intelectual, estudou em Oxford e lecionou filosofia na universidade de Glasgow.

O escocês Adam Smith (1723 – 1790), é a figura central do desenvolvimento da teoria econômica.

Extremamente organizado, Smith apresentou de forma tão convincente seu raciocínio sobre economia, que em poucas décadas, ela prevalecia sobre todas as outras.

Em seu trabalho – A riqueza das nações - , Smith combateu a teoria mercantilista, onde o Estado acumulava grandes quantidades de barras de ouro.

Defendeu a idéia de que a produção poderia ter grande aumento a partir do momento que fosse feita a divisão do trabalho. Era ele também contra as praticas mercantis monopolistas.

Em A riqueza das nações, Smith explica que o mercado se autogoverna. A sociedade deseja um bem e o mercado irá procurar atendê-la, no começo,  esse bem estará escasso, seu preço naturalmente se elevará, os lucros serão maiores, isso estimulará a entrada de concorrentes para a produção deste mesmo bem, e a entrada da concorrência fatalmente jogará o bem para seu preço de custo de produção. Segundo Smith: “Cada individuo  procura apenas seu próprio ganho, mas é como se fosse levado por mão invisível à produzir um resultado que não fazia parte de sua intenção... Perseguindo seus próprios interesses, freqüentemente promove os da sociedade, com mais eficiência do que se realmente tivesse a intenção de fazê-lo.” (A riqueza das Nações, Livro IV, Cap II).

Adam Smith fez trabalho tão importante que deixou seu nome marcado na história da humanidade.

Se você, caro leitor, não gosta de economia e  julga que não precisa saber seus preceitos, sinto em informar, mas terá que se tornar um discípulo de Smith, porque a economia está em nosso dia a dia.

Aliás, com certeza ela deve ter inclusive influenciado diretamente em seu humor pelo menos uma vez na vida, ou você nunca se pegou esbravejando porque a gasolina aumentou de preço? O preço do pãozinho subiu de novo? É que a farinha está escassa no mercado.

Importações, exportações, alta do dólar... Sim meu caro, tudo isso repercute diretamente em nossa vida, sejamos abastados ou não.

A época da codificação da Doutrina Espírita, Kardec não deixou passar despercebido as questões concernentes a economia, principalmente aquela economia que se refere a nosso dia a dia, e que treinamos, queimando as pestanas, dentro de nosso lar.

Será que o salário chegará ao fim do mês? Será que conseguiremos pagar as contas? Ah, quanta dor de cabeça ,quanta preocupação! Por que não sou rico?

Pois sim, convido-lhe então a observar a questão de nº 811 de O Livro dos Espíritos,  e ver a razão pela qual a maioria dos mortais,  têm de se equilibrar muitas vezes com apertado orçamento:
P - 811 A igualdade absoluta das riquezas é possível e alguma vez já existiu? R – Não, ela não é possível. A diversidade das faculdades e do caráter entre os homens se opõe a essa igualdade.
Com essa resposta objetiva, os Espíritos encerraram o assunto: Nem todos têm condições de administrar fortunas. Aliás, as fortunas podem ser inclusive motivo de grande comprometimento e derrocada moral.

Exigem grande responsabilidade, porque estar em posse de grandes bens terrenos, é assumir perante a Divina Providência o compromisso de fazer girar a economia do planeta.

Gerando empregos, contribuindo com pesquisas, instruindo criaturas, incentivando talentos, investindo na educação, espalhando esperança...

Alguns homens, mais desenvolvidos transformam qualquer coisa em ouro, têm eles o poder de frutificar o pouco que lhes dão. Já outros, sem o mesmo grau de desenvolvimento, transformam ouro em nada, dizimando fortunas em poucos meses.

Certa vez,  assisti entrevista com alguns ganhadores de prêmio de loteria. Milionários da noite para o dia, tinham o suficiente para levar uma existência tranqüila financeiramente, no entanto, muitos além de perder tudo que ganharam, contraíram mais dividas ao tentar salvar o seu já dilapidado patrimônio. Ou seja, ficaram mais pobres do que eram antigamente, antes de ganhar o prêmio.

Mas note o prezado leitor, que o exercício de se equilibrar com um orçamento apertado,  nos faz pensar, raciocinar, coibir os excessos que o mundo moderno nos permite, enfim, somos impelidos ao progresso. Melhor: Aprendemos a ser feliz com pouco.

É como diz Smith: Mãos invisíveis nos guiam em direção a organização, quer queiramos ou não, a vida funciona de tal forma, que nos faz caminhar rumo a melhoria.

Por essas e outras, caro leitor, é que reitero: ganhando muito ou pouco, precisamos nos tornar discípulos de Adam Smith para que possamos assim equilibrar nosso orçamento e nossa vida.

Por isso, vamos abordar assunto interessante, independente se ganhamos rios de dinheiro ou não.

É a questão do orçamento familiar:

Muitas pessoas se perdem na hora de administrar suas finanças por causa de uma questão básica: Gastam mais do que ganham.

O segredo não está em ganhar muito ou pouco, mas sim, na forma como se administra suas finanças.

Se você, caro leitor, é daqueles que sai para comprar um sapato e volta com um sapato, uma calça, duas camisas, dois cintos e de quebra aparece com um novo aparelho de celular, porque o outro que você tinha não bate foto, saiba que seu orçamento corre sério risco de estourar. É que você, meu caro, está incluso na lista daqueles que perdem facilmente o foco dos objetivos, e deixam se deslumbrar com a aparente facilidade de consumo que o mercado oferece.

E para colaborar, nossa sociedade ocidental, movida pelo capitalismo, propaga esse intenso consumismo, que a níveis exagerados, causa rombos difíceis de serem reparados nas finanças domésticas.

Venha para cá, dinheiro fácil e rápido! Diz sedutora mensagem de algumas financeiras.

Ei, você quer cartão de crédito? Que tal aumentarmos seu limite no banco, as taxas são baixas!

Tanta facilidade conquista quem não tem objetivos bem definidos, deslumbrado que se está com as “maravilhas” que lhes oferecem, não raro, caem em complicações financeiras.

Há que se atentar para um conselho da economista Miriam Leitão: Dinheiro é mercadoria, e como tal, deve ser pesquisado, as taxas de juros são atraentes? O investimento vale a pena? Não seria melhor poupar e esperar um pouco mais? Será que isso é realmente necessário?

Para que não se caia nas malhas da ditadura do consumismo, é preciso que identifiquemos nossos objetivos, a fim de que não percamos o foco: O que nos é importante para esse momento? Investir em nossa educação? Ou trocar de aparelho celular? Comprar um carro novo? Ou poupar para a casa própria?

E definidos os objetivos, vamos ao planejamento de nosso orçamento, eles estão divididos em três partes e devem ser criteriosamente anotados: 
  • Despesas – Receitas – Reservas.
  • Despesas – Contas de água, luz, aluguel, higiene, educação,saúde, lazer...
  • Receitas – O que entra de finanças – Salários, comissões, gratificações...
  • Reservas – O que conseguimos poupar para realização de objetivos: Trocar de carro, viajar, comprar um micro novo...
Freqüentemente ocorre de Despesas serem maiores que Receitas, então, além de não sobrar nada para reserva, estamos literalmente no vermelho.

Só há uma maneira de sanar esse problema: Cortar gastos extras. Menos tempo no banho, economia na luz, diminuir o número de carnês com prestações...

Outro ponto importante: Se no final do mês sobrar dinheiro, o melhor a fazer é investir com inteligência, as formas são inúmeras: Poupança, aplicações em renda fixa ou renda variável, planos de previdência privada...

Bem, caro leitor, simples não? A teoria é sempre bem mais simples que a prática, todavia, é imperioso para uma boa saúde financeira, que procuremos, queimar as pestanas, para fazer andar junto Teoria e Prática, porque gostando ou não de economia, forçoso admitir:

Saber lidar com ela é também ponto importante para nosso progresso como Espíritos em processo evolutivo!
 
Pensemos nisso!
 
* * *
 
 
 
 
 
Com esta mensagem eletrônica
seguem muitas vibrações de paz e amor
para você

Nenhum comentário:

Postar um comentário