domingo, 26 de fevereiro de 2012

Nossos preconceitos




Nossos preconceitos




Preconceito é o conceito formado com base em julgamento próprio,com tom depreciativo. Deriva de análise tendenciosa,discriminatória.

Trata-se de um pré-julgamento,em que se desconhecem os detalhes. Define-se algo ou alguém,de acordo com nossos olhos de ver.

Isso tem causado muitos dissabores,no mundo,e continua a causar. Porque quem julga previamente não tem o cuidado de ficar com o conceito para si,mas o transmite a outros.

E esses,em ouvindo,não indagam se aquilo é verdadeiro ou não. Simplesmente admitem que seja.

Quando sabemos de alguém que se consorcia com outrem em que a diferença de idade é grande,a primeira pergunta que nos vem à mente é: Por que se casaram?

Se uma das pessoas tem fama,ou dinheiro,ou poder,logo cogitamos que o motivo para o consórcio seja do outro se aproveitar de um desses itens.

Esquecemos que pessoas famosas,como todas as pessoas,têm carências afetivas. Que buscam o amor,que desejam ser amadas.





Quando o velho doutor Hahnemann,vivendo na Alemanha,salvou da morte a parisiense Mélanie Gohier,mal poderia imaginar que seria ela a ponte para que a Homeopatia ficasse conhecida no mundo.

Sim,porque aquela mulher,de apenas trinta e cinco anos,se casou com o mestre alemão de oitenta anos.

O novo matrimônio de Hahnemann parece quase um conto. Ela era poetisa e pintora e desfrutava da amizade de excelentes poetas e pintores de Paris.

Logo após o casamento,em 1835,mudaram-se para Paris,onde ele obteve autorização para clinicar,a despeito da vigorosa oposição dos colegas alopatas.

A Academia de Medicina encaminhou um documento ao Ministro Guizot para que lhe fosse proibido o exercício da Medicina na França.

Guizot,por influência da esposa de Hahnemann,além de sua digna posição,decidiu o caso com grandeza ímpar e respondeu:

Trata-se de um sábio de grande mérito. A ciência deve ser de todos! Se a Homeopatia é uma quimera ou um sistema sem valor,cairá por si mesma.

Se ela é,ao contrário,um progresso,expandir-se-á apesar de nossas medidas proibitivas,e a Academia deve se lembrar,antes de tudo,que tem a missão de fazer progredir a ciência,de encorajar as descobertas!





Assim,a Homeopatia se estabeleceu em França,onde Hahnemann encontrou vários discípulos e seguidores.

Prosseguiu ensinando,curando e escrevendo,a despeito da avançada idade.

Aos oitenta e oito anos,ele regressou ao mundo espiritual. Estava forte e lúcido,mas com certeza já chegara ao fim a sua missão.

Deixou a Homeopatia reconhecida como ciência,a expandir-se pelo mundo.

Quem poderá,em sã consciência,deixar de agradecer a Melanie sua atuação junto ao grande mestre homeopata?

Não o tivesse levado a Paris,a cidade luz,teria a Homeopatia sido reconhecida e divulgada pelo mundo?

Assim,pensemos,antes de externar conceitos de valor preconceituosos. Busquemos analisar com olhos de ver e aprendamos a respeitar opções alheias.

Aprendamos a ter olhos compassivos,olhos que descobrem o bem. Olhos que veem as coisas positivas,sem julgamentos equivocados e precipitados.





Redação do Momento Espírita,com base em dados biográficos de Samuel Hahnemann.


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