segunda-feira, 30 de abril de 2012

Não deixe para depois



Às vezes, por motivos banais, deixamos passar oportunidades únicas, que jamais se repetirão em nossas vidas.
São momentos em que uma distração qualquer nos afasta do abraço afetuoso de um ser querido…
Um compromisso, que poderíamos adiar, nos impede de ficar um pouco mais com alguém que nos deixará em breve…
Depois, como aconteceu ao pai que recusou os beijos do filho, só resta a dor do arrependimento.
E essa dor é como um fogo que queima sem consumir.
E não é necessário que a pessoa a quem negamos nossa atenção seja arrebatada pela morte, para que sintamos o desconforto do arrependimento.
Quantos filhos deixam de procurar os pais, por falta de atenção, e se vão, em busca de alguém que ouça seus desabafos ou responda suas perguntas.
Quantas esposas se fecham no mutismo, depois de várias tentativas de diálogo com o companheiro indiferente ou frio.
Quantos esposos se isolam, após tentativas frustradas de entendimento.
Por todas essas razões, vale a pena prestar atenção nos braços que se distendem para um abraço, os lábios que se dispõem para um beijo, as mãos que se oferecem para um carinho.
*   *   *
Um gesto de ternura deve ser sempre bem recebido, mesmo que estejamos sobrecarregados, cansados, sem vontade de atender.
Uma demonstração de amor é sempre bem-vinda, para dar novo colorido às nossas horas, ao nosso dia a dia, às nossas lutas.
O amor, quando chega, dissipa as trevas, clareia o caminho, perfuma o ambiente e refaz o ânimo de quem lhe recebe a suave visita.

Privações


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O homem deve esforçar-se por viver bem, preservar-se da dor e ser feliz.
Constitui um imperativo da lei de conservação que ele busque se furtar a experiências dolorosas.
Entretanto, nem todos os sonhos e desejos humanos se realizam.
No contexto de uma única existência, sempre há certas dificuldades incontornáveis.
Algumas pessoas possuem marcante fragilidade física.
Desde a infância, ou a partir de dado momento, vivem a braços com dores e enfermidades.
Já outras não conseguem sucesso profissional ou tranquilidade financeira.
Há também as que não se realizam afetivamente.
Também são comuns os casos de importantes inibições.
Há quem não consiga falar em público, tomado de profunda timidez.
Ou então apresenta bloqueios e dificuldades sexuais.
Por certo, tudo isso constitui desafios.
Sendo possível, a superação deve ocorrer.
Mas tal nem sempre acontece e a situação desconfortável acompanha a criatura por longo tempo, talvez por toda a sua vida.
Nesse contexto, é importante não se amargurar e nem se revoltar com a Providência Divina.
Há muito tempo, Jesus formulou interessantes reflexões a respeito de determinadas privações na vida humana.
Ele asseverou que se a mão, o pé ou o olho de alguém é motivo de escândalo, mais vale extirpá-lo do que se perder.
É importante transcender a imagem literal para alcançar os possíveis sentidos dessa contundente afirmação.
A ênfase parece residir na priorização dos objetivos eternos, mesmo que à custa de alguns sacrifícios passageiros.
Ora, o Espírito anima incontáveis corpos físicos em sua jornada pela eternidade.
É um viajor do infinito, na busca da perfeição.
Mas, por vezes, utiliza mal alguns recursos que lhe vêm às mãos.
Chega a se viciar em determinados equívocos.
Por exemplo, ao contato com a riqueza torna-se arrogante e egoísta.
Acha-se superior aos pobres e não lhes estende as mãos.
Ou então gasta sua saúde em loucuras.
Afeiçoa-se ao hábito de noitadas, come e bebe demais.
Ao vivenciar a prova da beleza física, seduz e infelicita os semelhantes.
Ocorre que, ao retornar ao mundo espiritual, vê-se miseravelmente infeliz.
Compreende que utilizou muito mal os talentos e os meios que recebeu.
Então, a fim de aprender a valorizá-los, programa uma nova existência na qual será privado do que malbaratou no passado.
Assim, o que hoje falta, possivelmente, já foi mal utilizado no pretérito.
A privação atual constitui um tratamento espiritual, um processo educativo e não uma injustiça.
Pense nisso.
Redação do Momento Espírita.
Em 27.04.2012.

Informativo Instituto Chico Xavier


"Fique por dentro das Notí­cias do Movimento Espí­rita por todo Brasil."
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Infância



379 O Espírito que anima o corpo de uma criança é tão desenvolvido quanto o de um adulto?
– Pode até ser mais, se progrediu mais. São apenas órgãos imperfeitos que o impedem de se manifestar. Ele age em razão do instrumento, com que pode se manifestar. 
 
380 Numa criança de tenra idade, o Espírito, exceto pelo obstáculo que a imperfeição dos órgãos opõe à sua livre manifestação, pensa como uma criança ou como um adulto?
– Quando é criança, é natural que os órgãos da inteligência, não estando desenvolvidos, não possam lhe dar toda a intuição de um adulto; ele tem, de fato, a inteligência bastante limitada, enquanto a idade faz amadurecer sua razão. A perturbação que acompanha a encarnação não cessa subitamente no momento do nascimento; ela somente se dissipa gradualmente, com o desenvolvimento dos órgãos.
   
   Uma observação em apoio dessa resposta é que os sonhos da criança não têm o caráter dos de um adulto; seu objeto é quase sempre infantil, o que é um indício da natureza das preocupações do Espírito. 
 
381 Na morte da criança, o Espírito retoma imediatamente seu vigor anterior? 
– Deve retomar, uma vez que está livre do corpo; entretanto, apenas readquire sua lucidez quando a separação é completa, ou seja, quando não existe mais nenhum laço entre o Espírito e o corpo.
 
382 O Espírito encarnado sofre, durante a infância, com as limitações da imperfeição de seus órgãos?
– Não. Esse estado é uma necessidade, está na natureza e de acordo com os planos da Providência: é um tempo de repouso para o Espírito.
 
383 Qual é, para o Espírito, a utilidade de passar pela infância?
– O Espírito, encarnando para se aperfeiçoar, é mais acessível, durante esse tempo, às impressões que recebe e que podem ajudar o seu adiantamento, para o qual devem contribuir aqueles que estão encarregados de sua educação.
 
384 Por que a primeira manifestação de uma criança é de choro?
– Para excitar o interesse da mãe e provocar os cuidados que lhe são necessários. Não compreendeis que, se houvesse apenas manifestações de alegria, quando ainda não sabe falar, pouco se preocupariam com suas necessidades? Admirai em tudo a sabedoria da Providência.
 
(O Livro dos Espíritos  - Perguntas 379,380,381, 382,383 e 384)
 
 
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18. Disse o Cristo: "Deixai que venham a mim as criancinhas. " Profundas em sua simplicidade, essas palavras não continham um simples chamamento dirigido às crianças, mas, também, o das almas que gravitam nas regiões inferiores, onde o infortúnio desconhece a esperança. Jesus chamava a si a infância intelectual da criatura formada: os fracos, os escravizados e os viciosos. Ele nada podia ensinar à infância física, presa à matéria, submetida ao jugo do instinto, ainda não incluída na categoria superior da razão e da vontade que se exercem em torno dela e por ela. 
Queria que os homens a ele fossem com a confiança daqueles entezinhos de passos vacilantes, cujo chamamento conquistava, para o seu, o coração das mulheres, que são todas mães. Submetia assim as almas à sua terna e misteriosa autoridade. Ele foi o facho que ilumina as trevas, a claridade matinal que toca a despertar; foi o iniciador do Espiritismo, que a seu turno atrairá para ele, não as criancinhas, mas os homens de boa-vontade. Está empenhada a ação viril; já não se trata de crer instintivamente, nem de obedecer maquinalmente; é preciso que o homem siga a lei inteligente que se lhe revela na sua universalidade. 
Meus bem-amados, são chegados os tempos em que, explicados, os erros se tomarão verdades. Ensinar-vos- emos o sentido exato das parábolas e vos mostraremos a forte correlação que existe entre o que foi e o que é. Digo-vos, em verdade: a manifestação espírita avulta no horizonte, e aqui está o seu enviado, que vai resplandecer como o Sol no cume dos montes. -João Evangelista. (Paris, 1863.) 
 
(O Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo VIII)
 
 
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AVE MARIA
Ave Maria cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre Jesus.
Santa Maria, Mãe de Jesus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.
 
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PAI NOSSO
Pai nosso que estais no Céu, santificado seja o Vosso Nome, venha a nós o Vosso reino, seja feita a Vossa vontade, assim na terra como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.
 
JESUS

SERENIDADE E ACOMODAÇÃO



Redação do Momento Espírita.
 
Você já observou que um dos maiores inimigos do homem é a acomodação? Irmã da indiferença, aparentada com a preguiça, a acomodação é como uma doença que aos poucos paralisa as iniciativas humanas.
 
A acomodação vai contra o ritmo da vida. Sim, porque aqui na Terra tudo nos convida ao trabalho. A ação move a roda do progresso e é responsável pelos avanços humanos.
 
Sem trabalho, o homem se afasta de seu grupo social. Sem agir, ele se torna praticamente invisível aos outros. E assim foge ao contato que pode enriquecer sua experiência de vida.
 
Você já notou como há gente acomodada no Mundo? Pessoas que, à primeira dificuldade, simplesmente desistem. Outras há que sequer começam qualquer coisa que dê trabalho dobrado. São vítimas da preguiça.
 
É óbvio que essa acomodação não se restringe apenas ao trabalho. Quem é acomodado, leva isso para todos os demais aspectos da vida.
 
Assim, o acomodado não busca se aperfeiçoar ou se aprimorar. Pior: geralmente, costuma reclamar que não é valorizado. Esquece que não é valorizado porque está parado no tempo.
 
A atitude do acomodado é muito diferente da atitude de uma pessoa que enfrenta os acontecimentos da vida com serenidade. Vamos ver qual a diferença?
 
Sereno é aquele que, diante de uma situação adversa analisa todas as variáveis: verifica onde errou, como pode corrigir e pesa os prós e os contras.
 
Em geral, a pessoa realmente serena não se deixa perturbar pelas dificuldades, mas busca soluções.
 
O acomodado é bem diferente. Ele diz simplesmente: “Deus quis assim e eu não vou contra Ele”. E cruza os braços!
 
Ora, é indiscutível que tudo o que acontece é porque Deus permite. Também não se trata de ser contra a vontade divina.  No entanto, as dificuldades chegam para que aprendamos a lidar com elas.
 
Ou seja: toda situação difícil traz uma lição. Mas esse aprendizado é longo e tem várias fases.
 
Depois de observar quais lições aprendemos com determinados episódios, o passo seguinte é verificar se podemos minimizar os efeitos negativos.
 
A diferença entre uma pessoa tranqüila e uma pessoa acomodada é que a segunda não aproveita a lição de forma completa.
 
Ela pára no meio do caminho. Quando algo aparentemente ruim acontece, chora, se lamenta e fica por isso mesmo.
 
Algumas vezes até permanece calma, mas não reflete, nem toma qualquer atitude para que no futuro não mais seja atingida por situações semelhantes.
 
Em verdade, o acomodado tem preguiça de pensar no que fará daí por diante. Para ele é mais fácil varrer as dificuldades para debaixo do tapete do esquecimento.
 
E esse conformismo paralisa a criatura, faz com que ela se torne apática, sem iniciativa.
 
Por isso, vale a pena observar os nossos atos perante a vida. Que estamos fazendo com as lições que Deus nos permite vivenciar?
 
Será que estamos aproveitando para mudar hábitos negativos? Para modificar a maneira de ver as coisas?
 
Não esqueça de que cada momento vivido é um instante único em nossa trajetória. Cada lágrima ou sorriso carrega consigo um mundo de ricas experiências que devemos aproveitar.
 
Pense nisso!
 
 
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Com esta mensagem eletrônica
seguem muitas vibrações de paz e amor
para você
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Portal A ERA DO ESPÍRITO
 
 
Planeta ELIO'S (Poemas)

Espetáculo Divino





A madrugada despede a noite e se instala. Mas, a escuridão ainda predomina.
Os homens usam a luz artificial para espancar as trevas. São faróis de carros, para os que se deslocam a distâncias. Nas casas, são lâmpadas, velas, lampiões.
Lâmpadas nos postes auxiliam a mostrar o caminho que a cara redonda da lua, com sua luz prateada, não se mostra suficiente.
Faróis em pontos estratégicos apontam o rumo aos que navegam nas águas mansas ou agitadas dos mares.
Logo mais, os braços da madrugada se espreguiçam e pequenos raios de luminosidade tocam a manhã, para que desperte.
Finalmente, é manhã plena e, enquanto os homens correm, de um lado para outro, em função de seus estudos, de seus negócios, de suas vidas, Deus instala Seu extraordinário aparelho multimídia para a projeção do novo dia.
Em trabalho sem igual, que a cada dia não se repete da mesma forma, o Arquiteto sem par projeta na tela do Universo, os Seus slides.
Há luz, som, animação.
Os braços do salgueiro balançam, agitados pelo vento que se veste de brisa ligeira.
Jardins, montanhas, campinas. Áreas verdejantes, rios cantantes, fontes generosas se multiplicam.
A projeção é tão magnífica que o espetáculo permite se sentir o perfume da terra, das flores, dos veios da madeira aberta em sulcos.
Os raios do sol aqui lançam sombra, além se estendem, espancando nuvens.
As pequenas elevações parecem ondular na paisagem. As folhas multicoloridas do outono se misturam em um quadro, enquanto noutro as delícias da primavera explodem em botões.
Paisagens desérticas, quase intermináveis em um ponto. Dunas, oásis, palmeiras.
Paredes altas, montanhosas, de outro.
Gelo aqui, calor acolá.
Pássaros cantam, ovos são chocados, a vida se multiplica em toda parte.
E assim, durante as horas do dia, os slides irão se sucedendo um a um.
O homem passa apressado, muito poucos se dando conta dos quadros que se alternam, sucedem, de contínuo.
Quando morre a tarde e a noite retorna, como hábil artista, Deus estende um negro manto, a fim de que os astros que percorrem o Infinito, possam melhor ser percebidos.
Assim é, a cada dia, a cada noite.
Se o homem contemplasse mais a natureza, estudasse melhor as suas leis, compreendesse a harmonia que ela leciona, viveria melhor.
Quando o cansaço o tomasse, nas horas de trabalho, pararia um pouco e olharia o jardim.
Se estiver cercado por paredes de concreto de vários edifícios, poderia olhar o céu, acompanhar o passeio das nuvens e permitir-se despentear pelo vento.
Bastará colocar a cabeça para fora de uma das janelas em que esteja.
Tudo isso o revigoraria. E o faria lembrar de Quem o criou por amor e por amor o sustenta.
Dar-se-ia conta de que acima das leis humanas, uma maior, imutável e justa vigora.
Lembraria que é filho de Deus, que a vida é um tesouro muito precioso para ser desperdiçada.
E, então, aprenderia que o dia foi feito para o homem e não o homem para o dia. O que quer dizer que dosaria trabalho, lazer, meditação.
Horário para alimentar o corpo. Horário para alimentar a alma.
Sobretudo amaria intensamente aos que com ele convivem neste lar abençoado que se chama planeta Terra.
Redação do Momento Espírita.

"A maior caridade que podemos fazer pela Doutrina Espírita é a sua divulgação." Chico Xavier - Emmanuel


Verdadeira compaixão


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 Quando resolveu contar histórias para crianças em hospitais, como voluntário da associação Viva e deixe viveraquele desembargador teve de superar a si mesmo.
No dia escolhido para seu turno, na ala de queimados de um grande hospital de São Paulo, ele colocou seu nariz de palhaço, ajeitou seu avental colorido e enfrentou a forte visão das crianças com queimaduras.
Foi um grande choquePorém, em poucos minutos, ele já estava solto.
Sabia que sua maneira de exercitar a compaixão ali era dar alegria a quem estava mergulhado no sofrimento.
O que ele não podia, naquele momento, era sentir dó, piedadepeninha. Por isso riu e arrancou muitos sorrisos, com as histórias que contou.
Foi um verdadeiro sucesso. Quando estava quase saindo, sentiu um puxão no seu avental. Era um menino de uns cinco anos, com o rosto quase totalmente envolto por bandagens e esparadrapos.
O garoto fez um sinal para o desembargador se inclinar e disse bem baixinho no seu ouvido: Tio, pode não parecer, mas eu estou rindo...
Aí não teve jeito, algo se desmanchouem seu coração. Percebeu que ele se tornou mais terno, mais terno, e perdeu um pouco sua carapaça habitual de dureza.
Como não preenchê-lo de amor por aquela criança vivendo condições tão difíceis?
*   *   *
O sentimento da compaixão é mesmo um transbordamento amoroso. Como as lágrimas, que rolam dos olhos por causa da emoção, ela transborda diretamente do coração, só que em direção ao mundo.
Quando sentimos pena, olhamos de cima para baixo, evitando o envolvimento com a situação ou com o outro.
Quando vivemos a compaixão, olhamos de lado, de dentro e nos sentimos responsáveis, comprometidos com o outro.
A verdadeira compaixão tem por base o raciocínio de que todo ser humano tem o desejo inato de ser feliz e de superar o sofrimento, exatamente como nós.                    
E, exatamente como nóso outro tem o direito de realizar essa aspiração fundamental.
O filósofo André Comte Sponville esclarece que compartilhar o sofrimento do outro não é aprová-lo nem compartilhar suas razões, boas ou más, para sofrer.
É recusar-se a considerar um sofrimento, qualquer que seja, como um fato indiferente. E um ser vivo, qualquer que seja, como coisa.
Os grandes missionários da Terra, aqueles que se dedicaram ao próximo de forma intensa, foram grandes exemplos dessa compaixão, pois não cederam à indiferença.
Não suportaram ver o sofrimento alheio sem fazer nada a respeito e se atiraram a tarefas grandiosas de abnegação e coragem pelo mundo.
A compaixão é dinâmica, atuante e vibrante.
Eis mais uma virtude que podemos aprender. Mais um tesouro escondido na alma que precisa ser descoberto.
*   *   *   
Deixai que o vosso coração se enterneça ante o espetáculo das misérias e dos sofrimentos dos vossos semelhantes.
Vossas lágrimas são um bálsamo que lhes derramais nas feridas e, quando, por bondosa simpatia, chegais a lhes proporcionar a esperança e a resignação, que encanto não experimentais!
   
 Redação do Momento Espírita, com base em matéria de autoria de Liane Alves, da revista Vida simples, de novembro de 2007 e no cap.Compaixão, do livro Pequeno tratado das grandes virtudes, de André Comte Sponville, ed. Martins Fontes.
Em 25.04.2012.

sábado, 28 de abril de 2012

A força espiritual para enfrentar as adversidades da vida






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A força espiritual para enfrentar as adversidades na vida se faz tanto quanto há abundância por todo universo, onde cada um de nós precisa dessa conexão em nosso próprio interior, nessa união que desperta a confiança  e a fé que move as realizações em nossa vida, ou, quando desconectados, cultivamos as dúvidas, as incertezas, a maldade diante das pessoas e das coisas que se apresentam em nosso caminho e é assim que nossa mente se mostrará, gerando a condição para cada passo identificarmos a necessidade de transformação.

Tudo já está em nós e precisamos conciliar nossas necessidades ora espiritual, ora física ou material, apontando para construção da nossa base solidificando nossa força para enfrentarmos as adversidades na vida.

Então, perceba que a força espiritual coopera para enfrentarmos nossas adversidades na vida trazendo o desenvolvimento que faz parte do nosso acordo interno, contribuindo com nossas decisões, nutrindo o funcionamento positivo que gera a ordem para dar certo no movimento do fluxo da energia espiritual em nossa vida; assim como: obter um aparelho de TV, geladeira, fogão, cama, entre tantas outras coisas que nos servem nessa relação com a vida, na união entre espírito e matéria, e é assim que podemos transformar nossa relação interna, modificando nossa visão consigo mesmo diante da vida, e a partir dessa ligação harmônica se dá o avanço nessa força espiritual que nutre  nossa energia e a vida se transforma cada vez mais.








Perceba que a força espiritual flui por todo o universo e cabe a cada um de nós conectarmos, escolhendo viver com Amor Incondicional ou não, e é nessa sintonia que podemos reconhecer que as adversidades da vida estão para todos, mas, cada um decide como lidar com as situações que promove o desenvolvimento das habilidades na satisfação de participar da vida, reconhecendo nossas próprias dificuldades diante de cada instante, atingindo o despertar de nossas virtudes, na humildade que solicita ajuda, na necessidade de ouvir o outro admitindo nossas próprias incertezas, nos reconhecendo humanos tanto quanto as pessoas a nossa volta, aceitando que o corpo físico é uma roupagem temporária, onde nos faz compreender nossas necessidades nas sensações que essa união de espírito se apresenta; na cura eficaz que motiva o progresso na relação com a mente que transborda em palavras, identificando o quê damos importância, na boa disposição com a verdade que se faz viva em nosso mundo.

Perceba que quando confiamos nessa força espiritual para enfrentar as adversidades da vida, despertamos a fé que move nosso ser direcionando nossa visão ao colorido que há na vida, e nessas novas percepções, liberamos nossos medos, desconfianças, dúvidas, apontando para nossos valores e conquistas, onde reconhecemos o melhor que a vida pode apresentar nessa conexão despertada gerando em nossa vida a qualidade nas novas ideias, nos novos percursos, na afinidade com novas pessoas, nos levando a alcançar vitória em cada processo, experimentando e conhecendo nossa própria capacidade unida nessa força espiritual.







A força espiritual coopera fortalecendo nossos sentimentos, dirigindo nossa mente na confiança que movimenta nossa ação em superar as adversidades da vida conciliando em nosso ser as necessidades do próprio desenvolvimento, unindo nossa mente, corpo e espírito para superar as dificuldades apresentadas como falta das coisas no físico com as queixas e doenças, como na falta da confiança que apresenta os pensamentos negativos, como dúvidas e incertezas, estagnando nossas atitudes e nos fazendo desacreditados do bem verdadeiro que nos move e nos faz alcançar o sucesso.

Então vos convido a conhecer a si mesmo nessa união que traz o bem em si e permite que a força espiritual possa cooperar para enfrentar as adversidades da vida, instalando a confiança interna que reconhece a necessidade de avanço, esclarecendo as dúvidas mais frequentes para transformar nossas experiências, manifestando nosso sentimento de gratidão pela oportunidade da viagem concedida ao planeta terra, determinados a fazer nosso melhor a cada instante, nessa fé que move o bem, restabelecendo o melhor em nosso mundo.

Aguardo o seu comentário através dessa força espiritual que nos une e promove a nossa fé, movendo o Bem Maior do Grande Espírito em cada um de nós, na escolha que podemos fazer deixando nosso mundo um pouco melhor do que antes da nossa chegada, enfrentando as adversidades da vida com humildade, na tranquilidade da Alma que nos permite viver o estado de paz interna.




Fonte: Vera Luz, do Inspira Alma


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O Amigo

Queridos Irmãos,

Que o sentimento da Amizade vibre em nossos corações...

Beijos de luz!!!
































O Amigo


Roterdam, Holanda, 09.09.80
Ignotus & Divaldo P. Franco




    Um afirmava: "- Depois da paz íntima e da saúde, o amigo é o mais valioso tesouro da vida. Ele se sobrepõe à consangüinidade, aos laços de parentesco corporal, sendo, não raro, mais fiel e devotado do que muitos irmãos. Penso, mesmo, que a paz e a saúde muito devem aos afetos que cercam a criatura, facultando-lhe a harmonia."

    Discordava o outro: " - Creio diferente. O mundo é egoísta e o homem avaro. O mais importante, na vida, é o dinheiro. Depois, tudo pode ser adquirido: paz, saúde e amigos. Sem dinheiro, o homem é nada."

    Respondeu o primeiro: " - Sou seu amigo e não me interessa o que você tem, o que venha a conseguir ou deixe de possuir. O importante para mim é a amizade."

    Concluiu o segundo: " - Não lhe desconheço os valores morais. Mas, sem querer desprestigiá-lo, na linha de seleção entre todos os bens que me cercam, eu opto pelo dinheiro."

    Passaram os tempos.

    O utilitarista enriqueceu-se de moedas; gozou os favores breves da fortuna, que mudou de mãos; enfermou; experimentou o abandono, a amarga soledade e a dor...

    O amigo conheceu a escassez de recursos financeiros, de triunfos e aplausos. Nunca, porém, sofreu a solidão, nem o desespero. Quando o outro, que o olvidara, tombou no esquecimento geral, foi ele quem distendeu as mãos da amizade para evitar-lhe a derrocada total.

    Examina tuas posses e seleciona a jóia da amizade, preservando-a como tesouro de incalculável significação.

    Se não encontrares amigos, sê o devotado companheiro de outro que depares no teu caminho.

    Feliz é aquele que se faz o amigo de todos.


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Holocausto a Fé



A mensagem rutilante avançava gloriosa por quase todo o Império.

No Oriente, a palavra alcançara o Egito, Bizâncio, Cartago, Líbia e se ampliara imensamente em Israel, mesmo sob perseguições insanas... No Ocidente, galvanizava as vidas que se dedicavam a Jesus, pela imensidão da Espanha, das Gálias, da Península Itálica e, particularmente na Capital do Império, com incomparáveis demonstrações de fidelidade que culminava com o sacrifício da própria vida, abalando as estruturas hegemônicas das Legiões...

Depois das calamitosas perseguições que se prolongaram com mais ou menos vigor, Roma havia amenizado o cerco à doutrina do Crucificado, e embora não fosse aceita legalmente, conseguira erguer igrejas, difundir os ensinamentos, publicar as lições incomparáveis do Mestre, realizar reuniões...

Penetrando as classes dominantes, era praticada por comandantes de algumas tropas e seus soldados, por governantes de cidades e pelo povo...

Diocleciano, após muitas lutas sangrentas assumira a governança geral de todo o Império em 284, embora dividisse alguma regiões com outros guerreiros, logo percebendo o perigo que ameaçava a unidade de Roma, que se espalhava por, praticamente, todo o mundo conhecido, porquanto, não poucos generais e comandantes de legiões vinculados à fé cristã, recusavam-se a guerrear, não matando quem quer que fosse, e a impor as leis severas que se faziam necessárias para impedir as sedições e a fragmentação.

Advertido, mais de uma vez, por alguns generais pagãos que se opunham à fraternidade e à doutrina contrária aos deuses das suas tradições politeístas, encomendou o primeiro Édito, firmado no dia 23 de fevereiro de 303, data reservada à celebração da festa da Terminália, que se tratava de homenagear o deus Terminus, protetor das famílias e das fronteiras, coibindo a expansão da doutrina cristã, autorizando a queima dos documentos da fé nascente e a punição dos que se opunham a atender aos deveres do Estado...

A seguir, mandou preparar mais dois Éditos, que se transformaram em instrumento de perseguição sistemática e cruel, variando de acordo com a região em que eram aplicados, caracterizando o pior e mais perverso período enfrentado pelos novos cristãos.

As mais terríveis técnicas foram aplicadas para que abjurassem a fé e homenageassem os deuses.

Os holocaustos ficariam célebres pela rudeza da aplicação das penas, especialmente nos líderes das igrejas como em relação ao poviléu.

Propunha-se que abjurassem a crença e teriam a benevolência do Imperador. Mas quase todos, à exceção de um pequeno número de apóstatas, permaneceram fiéis e estoicamente enfrentaram os algozes perdoando-os como fizera Jesus.

Em Antioquia, como em Roma, alongando-se pelas províncias, mesmo as mais distantes da Capital, os cristãos eram queimados vivos em grelhas e postes, decapitados, empalados, atirados às feras, mandados ao trabalho forçado em minas perigosas de onde nunca poderiam sair com vida...

Um pouco antes, por volta do ano 286, Maximiano avançou com a Legião Tebana que fazia parte do seu exército, conseguindo a vitória almejada. Por ocasião do retorno a Agaunum, na Suíça, Maximiano, exultante, impôs que todo o exército deveria homenagear os deuses e fazer sacrifícios, coroando os atos com a proposta de execução de alguns cristãos que estavam aprisionados.

Ocorreu o inesperado, porque a Legião Tebana, comandada pelo capitão Maurício, negou-se a fazê-lo, já que era constituída de cristãos, não atendendo à imposição de celebrar os ritos impostos...

Contrariado, Maximiano impôs que a Legião fosse dizimada, isto é, um entre dez soldados fosse assassinado. Ninguém recuou, e o processo hediondo prosseguiu até a destruição da Legião, inclusive, com a morte do seu comandante, ampliando-se por outras partes do Império...

Diocleciano e os seus sequazes, logo após o primeiro Édito, destruíram igrejas, e somente não as incendiaram porque receavam o alastramento das chamas, tendo em vista, que as mesmas haviam sido construídas ao lado de grandes edifícios.

É nesse período de hediondez que desaparecem os preciosos documentos originais que narram a história do Evangelho e do suave Rabi, todos ou quase todos reduzidos a cinzas...

Essa página de hediondez histórica permaneceu em atividade perversa por dez anos, somente sendo modificada no dia 13 de junho de 313, quando Constantino e Licínio propuseram o Édito de Milão, iniciando-se uma nova era para a fé cristã.

A liberalidade do novo Imperador logo transformou o Cristianismo em doutrina do Estado, conspurcando a pureza do comportamento moral dos seus adeptos, ceifando a humildade e a simplicidade nascidas na Manjedoura de Belém, tornando-o poderoso e infiel.

Ao longo do tempo, a fim de manter a autoridade e o poder terrenos, face à perda dos valores morais, os seus escritores e copistas adulteraram os fatos, interpolaram as informações, falsificaram os ensinamentos, criaram dogmas ultrajantes, compatíveis com as formulações políticas e arbitrárias, dando lugar às lamentáveis perseguições aos herejes que eram todos aqueles que não compactuavam com os absurdos estabelecidos pelo Papa e pelo Colégio dos Cardeais, assim como pelos membros da organização em defesa da fé...

As inqualificáveis Cruzadas são as heranças absurdas da temeridade do poder dos Papas e Reis alucinados pelas glórias do mundo, mais tarde ampliadas pela Inquisição que se utilizou dos mesmos métodos que Diocleciano usara, aprimorados pela volúpia da loucura humana que se alastrava...

Foi transformada a mensagem em força de destruição contra os judeus e os mouros, contra os albigenses, que tinham também direito à vida, por serem as outras ovelhas que não eram do rebanho, conforme se referira Jesus.

O inevitável progresso, porém, através dos tempos futuros rompeu a densa treva da ignorância e da alucinação, libertando os asfixiados ideais humanos de liberdade, de fraternidade e de dignidade, ao tempo em que o ser humano alcançou e compreendeu as leis do Universo, relegando ao olvido a presunção e prepotência dogmáticas...

Novos tempos, novos conteúdos comportamentais e decadência da fé cristã, dividida, na atualidade, pelo fanatismo dos neopentecostalistas e dos indiferentes vinculados à tradição, deixando as massas sofredoras ao abandono e à desordem moral.

Nada obstante, graças ao advento de O Consolador, renasce a mensagem dúlcida e simples de Jesus, evocando o sublime Amigo, que prossegue convidando aqueles que O amam ao holocausto pela fé e à abnegação na tarefa do amor em todas as suas dimensões.

Os cristãos novos, sem dúvida, os mesmos que antes conspurcaram a nobre doutrina, encontram-se na liça, buscando restaurar a pulcritude do Evangelho, promovendo o ser humano e construindo a nova era, não estando indenes ao holocausto, certamente diverso daquele do passado, como forma de reabilitação em testemunho de fidelidade e de honradez.

Que se façam dignos da nova investidura libertadora, são os votos que formulamos todos aqueles que os antecipamos na experiência redentora e iluminativa!

Franco, Divaldo Pereira. Pelo Espírito Vianna de Carvalho. Psicografia de Divaldo Pereira Franco, na sessão mediúnica de 21 de
dezembro de 2011, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador,
Bahia. Em 10.04.2012. Fonte: http://www.divaldof ranco.com/ . 

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