sexta-feira, 8 de junho de 2012

A Consciência


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A Consciência



O cérebro não produz a consciência, que procede do Espírito, permanecendo independente das células.

Através dele exterioriza-se, e, quando os seus equipamentos se apresentam defeituosos impedem-lhe a manifestação na área física.

O homem é, portanto, o ser espiritual, momentaneamento encarcerado no corpo de carne e osso que deve conduzir com elevação, buscando alcançar a finalidade para a qual se encontra em regime transitório, pois que está fadado à imortalidade, à glória.

O instrumento somático passa, terminada a programação que lhe foi estabelecida pelo Espírito que o vitaliza, na condição de meio para a reparação dos deslizes morais do passado e aquisição de conhecimentos e amor para o futuro.

Viver para a ralização exclusiva da matéria constitui grave equívoco de conseqüências lamentáveis, em face da decepção que proporciona, em razão da constituição transitória.

Desprezá-lo, a pretexto de superação mental, igualmente se torna crime de efeitos danosos, considerando-se o valor de que se reveste.

O homem tem por obrigação viver conforme as circunstâncias, colocando a consciência em Deus e liberando-a dos limites estreitos do corpo.





Rompe, desse modo, a ligação entre a tua consciência e as paixões que se manifestam pelo teu corpo, remanescentes das tuas marchas ancestrais nas formas primárias.

Separa os laços da forma carnal em que predominam a dor, a ansiedade, a fome, a insatisfação frustradora, as enfermidades minadoras das resistências morais.

Aquieta-te e respira livremente, esquecendo as limitações orgânicas, e voa com a tua consciência pelos rumos infinitos.

Banha-te com a luz da esperança e da paz, irradiando-a em favor de outras vidas.

Sê a claridade que se espraia, rasgando as sombras do corpo, as barreiras do cérebro, as mágoas do coração.





A consciência é irradiação do pensamento eterno, expressando-se na dimensão da própria conquista.

Lúcida, reflete as conquistas logradas.

Confusa, demonstra a situação penosa em que ainda se encontra.

Sempre, porém, dispõe de recursos para crescer e romper barreiras.

A sua condição de lucidez propiia calma, confiança e fé irrestrita no próprio destino.

Quando aturdida, gera balbúrdia, desarticulando os implementos nervosos pelos quais se externa.






Consulta com a razão os painéis da tua consciência e trabalha com afinco o campo do amor e do conhecimento no qual ela se expande na busca da Causalidade Cósmica.





Espírito Joanna de Ângelis & Divaldo Franco
Livro: Momentos de Alegria

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