domingo, 17 de junho de 2012

O arrependimento e o mundo regenerado





“Então aparecerá no céu o Filho do Homem e todas as tribos da terra baterão no peito e verão o sinal do Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu com poder e grande glória. "  Mateus 24; 30
 
Jesus, em Mateus 24, dá-nos saber dos escuros dias que se abaterão sobre a Terra da sua morte ao seu regresso. Diz-nos da temporalidade das coisas materiais, pois não restará “pedra sobre pedra”. Fala-nos de guerras, fomes e terremotos e que isso são os princípios das dores. Orienta-nos, curiosamente, a leitura do profeta Daniel. Alerta-nos sobre os falsos cristos e sobre a amplitude dos acontecimentos.
Um desfiar de novelo que nossa inteligência não alcança sem nos enfileirarmos aos falsos profetas. Entretanto, guardamos a observação do Divino Senhor de que, em todos os cantos, haverá arrependimento – “e todas as tribos da terra baterão no peito”.
Aqui devemos resgatar o ensino do Apóstolo do Consolador, quando, ao discorrer sobre o Código Penal da Vida Futura em O Céu e o Inferno, nos diz que o arrependimento é o primeiro passo para a regeneração.
Ao vermos desmantelar as pedras do templo exterior que soerguemos com sacrifícios, perguntaremos qual o Eclesiastes: Que proveito tem o homem de todo o seu trabalho...? (Ecl.; 1,1) Dedicamo-nos por séculos à suntuosa construção de templos externos. Nossos valores foram depositados na efemeridade das coisas materiais, refletindo orgulho e posse.  Assim, perante o encantamento vaidoso dos seus discípulos defronte ao Templo de Jerusalém, ensina Jesus: “não ficará aqui pedra sobre pedra”. Acolá acrescenta: “Passarão o céu e a terra. Minhas palavras, porém, não passarão”. Ou seja, os valores da Boa Nova: o amor, a equidade, a justiça, a fé e outros tantos valores com os quais construímos nosso templo interior, jamais passarão, são sólidos como a palavra de Jesus e eternos como as Leis Divinas.
Ao deslumbre dos sinais preditos por Jesus, deve  o trabalhador da última hora manter o coração sereno, seguindo a própria orientação do Messias: cuidado para não vos alarmardes (Mat. 24; 6); pois sua transformação íntima precedeu ao escurecimento do sol (Mat. 24; 29), estando aposto à tarefa de consolação dos corações apreensivos, para que após as dores e o arrependimento emerja um novo mundo, um mundo de regeneração.
 
 
Paulo Henrique Sant’Ana da Costa






                                                                                             PAZ, MUITA PAZ!

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