sexta-feira, 31 de agosto de 2012

A Samambaia e o Bambu





Certo dia os problemas me fizeram dar-me por vencido.
Renunciei ao meus sonhos, meus objetivos e as minhas metas.
Resolvi desistir até da minha vida.
Dirigi-me ao bosque para ter uma última conversa com Deus.
“Deus, eu disse:
Poderias dar-me uma boa razão para eu não entregar os pontos?”
Sua resposta me surpreendeu:
“Olha em redor. Estás vendo a samambaia e o bambu?”
“Sim, estou vendo”, respondi.
“Pois bem. Quando eu semeei as samambaias e o bambu, cuidei deles muito bem.
Não lhes deixei faltar luz e água.
A samambaia cresceu rapidamente.
Seu verde brilhante cobria o solo.
Porém, da semente do bambu nada saía.
Apesar disso, eu não desisti do bambu.
No segundo ano, a samambaia cresceu ainda mais brilhante e viçosa.
E, novamente, da semente do bambu, nada apareceu.
Mas, eu não desisti do bambu.
No terceiro ano, no quarto, a mesma coisa…
Mas, eu não desisti.
Mas… no quinto ano, um pequeno broto saiu da terra.
Aparentemente, em comparação com a samambaia, era muito pequeno, até insignificante.
Seis meses depois, o bambu cresceu mais de 50 metros de altura.
Ele ficara cinco anos afundando raízes.
Aquelas raízes o tornaram forte e lhe deram o necessário para sobreviver.
A nenhuma de minhas criaturas eu faria um desafio que elas não pudessem superar.
E olhando bem no meu íntimo, disse:
Sabes que durante todo esse tempo em que vens lutando, na verdade estavas criando raízes?
Eu jamais desistiria do bambu.
Nunca desistiria de ti.
Não te compares com outros”.
“O bambu foi criado com uma finalidade diferente da samambaia, mas ambos eram necessários para fazer
do bosque um lugar bonito”.
“Teu tempo vai chegar” disse-me Deus.
“Crescerás muito!”
Quanto tenho de crescer? perguntei.
“Tão alto como o bambu?” foi a resposta.
E eu deduzi: Tão alto quanto puder!
Espero que estas palavras possam ajudar-te a entender que Deus nunca desistirá de ti.
Nunca te arrependas de um dia de tua vida.
Os bons dias te dão felicidade.
Os maus te dão experiência.
Ambos são essenciais para a vida.
A felicidade te faz doce.
Os problemas te mantêm forte.
As penas te mantêm humano.
As quedas te mantêm humilde.
O bom êxito te mantém brilhante.
Mas, só Deus te mantém caminhando...

"A maior caridade que podemos fazer pela Doutrina Espírita é a sua divulgação." Chico Xavier - Emmanuel


de

A MONTANHA DA VIDA



A vida pode ser comparada à conquista de uma montanha. Como a vida, ela possui altos e baixos. Para ser conquistada, deve merecer detalhada observação, a fim de que a chegada ao topo se dê com sucesso.
Todo alpinista sabe que deve ter equipamento apropriado. Quanto mais alta a montanha, maiores os cuidados e mais detalhados os preparativos.
No momento da escalada, o início parece ser fácil. Quanto mais subimos, mais árduo vai se tornando o caminho.
Chegando a uma primeira etapa, necessitamos de toda a força para prosseguir. O importante é perseguir o ideal: chegar ao topo.
À medida que subimos, o panorama que se descortina é maravilhoso. As paisagens se desdobram à vista, mostrando-nos o verde intenso das árvores, as rochas pontiagudas desafiando o céu. Lá embaixo, as casas dos homens tão pequenas...
É dali, do alto, que percebemos que os nossos problemas, aqueles que já foram superados são do tamanho daquelas casinhas.
Pode acontecer que um pequeno descuido nos faça perder o equilíbrio e rolamos montanha abaixo. Batemos com violência em algum arbusto e podemos ficar presos na frincha de uma pedra.
É aí que precisamos de um amigo para nos auxiliar. Podemos estar machucados, feridos ao ponto de não conseguir, por nós mesmos, sair do lugar. O amigo vem e nos cura os ferimentos.
Estende-nos as mãos, puxa-nos e nos auxilia a recomeçar a escalada. Os pés e as mãos vão se firmando, a corda nos prende ao amigo que nos puxa para a subida.
Na longa jornada, os espaços acima vão sendo conquistados dia a dia.
Por vezes, o ar parece tão rarefeito que sentimos dificuldade para respirar. O que nos salva é o equipamento certo para este momento.
Depois vêm as tempestades de neve, os ventos gélidos que são os problemas e as dificuldades que ainda não superamos.
Se escorregamos numa ladeira de incertezas, podemos usar as nossas habilidades para parar e voltar de novo. Se caímos num buraco de falsidade de alguém que estava coberto de neve, sabemos a técnica para nos levantar sem torcer o pé e sem machucar quem esteja por perto.
Para a escalada da montanha da vida, é preciso aprender a subir e descer, cair e levantar, mas voltar sempre com a mesma coragem.
Não desistir nunca de uma nova felicidade, uma nova caminhada, uma nova paisagem, até chegar ao topo da montanha.
* * *
Para os alpinistas, os mais altos picos são os que mais os atraem. Eles desejam alcançar o topo e se esmeram.
Preparam-se durante meses. Selecionam equipe, material e depois se dispõem para a grande conquista.
Um desses arrojados alpinistas, Waldemar Nicliewicz, o brasileiro que conquistou o Everest, disse: Quem de nós não quer chegar ao alto de sua própria montanha?
Todos nós temos um desejo, um sonho, um objetivo, um verdadeiro Everest. E este Everest não tem 8.848 metros de altitude, nem está entre a China e o Nepal. Este Everest está dentro de nós.
É preciso ir em busca deste Everest, de nossa mais profunda realização.
Redação do Momento Espírita, baseado em texto de Valdemar Nicliewicz, colhido da Internet.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 6, ed. Fep.
Em 25.03.2009. kARDEC ONLINE

de

http://dirceurabelo.wordpress.com/author/dirceurabelo/

Do Burilamento O Serviço da Perfeição

















Do Burilamento

O Serviço da Perfeição




Um velho oleiro, muito dedicado ao trabalho, certa feita adoeceu gravemente e entrou a passar enormes dificuldades.

Os parentes, aos quais ele mais servira, moravam em regiões distantes e pareciam haver perdido a memória...

Sem ninguém que o auxiliasse, passou a viver da caridade pública, mas, quando esmolava, caiu na via pública e quebrou uma das pernas, sendo obrigado a recolher-se à cama, por longo tempo.

Chorando, amargurado, fez uma prece e rogou a Deus alguma consolação para os seus males.

Então, dormiu e sonhou que um anjo lhe apareceu, trazendo a resposta pedida.

O mensageiro do Céu conduziu-o até o antigo forno em que trabalhava, e, mostrando-lhe alguns formosos vasos de sua produção, perguntou:

- Como é que você conseguiu realizar trabalhos assim tão perfeitos?

O oleiro, orgulhoso de sua obra, informou:

- Usando o fogo com muito cuidado e com muito carinho, no serviço da perfeiçõ. Alguns vasos voltaram ao calor intenso duas ou três vezes.

- E sem fogo você realizaria a sua tarefa? - indagou, ainda, o emissário.

- Nunca! - respondeu o velho, certo do que afirmava.

- Assim também - esclareceu o anjo, bondoso -, o sofrimento e a luta são as chamas invisíveis que nosso Pai Celestial criou para o embelezamento de nossas almas que, um dia, serão vasos sublimes e perfeitos para o serviço do Céu.

Nesse instante, o doente acordou, compreendeu a Vontade Divina e rendeu graças a Deus.





por Meimei
Livro: Idéias e Ilustrações, Médium: Francisco C. Xavier, por Diversos Espíritos


Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/meditacao-diaria/do-burilamento-o-servico-da-perfeicao/#ixzz258ECF2iP

O Fim do Mundo



14 - Como compreender a afirmativa dos astrônomos relativamente à morte térmica do planeta?

- É certo que todo organismo material se transformará, um dia, revestindo novas formas. As energias do Sol, como as forças telúricas do orbe terrestre, serão esgotadas aqui, para surgirem noutra parte. Alguns astrônomos calculam a morte térmica do planeta para daqui a um milhão de anos, aproximadamente.

Já se disse, porém, que a vida é o eterno presente. E o nosso primeiro dever não é o de contar o tempo, demarcando, em bases inseguras, a duração das obras conhecidamente sagrada para as edificações definitivas do nosso espírito, as quais são inacessíveis a todas as transformações da matéria, em face do Infinito.

XAVIER, Francisco Cândido. O Consolador. Pelo Espírito Emmanuel. FEB. Questão 14. 

* * * Estude Kardec * * *

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

"Ressurreição ou Reencarnação?", por Severino Celestino da Silva




Palestra na Sociedade Colatinense de Estudos Espíritas, com dentista, professor e escritor Dr. Severino Celestino da Silva, de João Pessoa-PB, no dia 26/08/2012, de 09 as 10 da manhã. Ele abordou o tema "Ressurreição ou Reencarnação?". O Dr. Severino é coordenador e professor do Curso Ciências das Religiões, da Universidade Federal da Paraíba (João Pessoa). Escritor, com vários livros escritos, dentre eles destacam-se: 'Analisando as Traduções Bíblicas' e 'Sermão do Monte'. Ele fala e escreve em diversas linguas, dentre elas: a grega, hebráica e latim, dentre outras. Especialista em Análises Bíblicas. Tem programas de TV sobre assuntos bíblicos. Presidente de Casa Espírita e Médium. Ufa! acho que já basta!!! Muita saúde e paz a todos. Abraços! Virgilio Knupp (Presidente da SCEE).

 Confiram as palestras que são transmitidas ao vivo através da Rede Amigo Espírita no link http://www.redeamigoespirita.com.br/page/canalamigoespirita

Rogativa de Apoio - prece de Meimei

O Privilégio da Oração





Deus nos fala pela Natureza e pela Revelação, através de Sua providência e pela influência de Seu Espírito. Isto, porém, não basta; precisamos também abrir a Ele nosso coração. Para ter vida e energia espirituais, necessitamos manter verdadeira comunhão com o Pai celestial. Nossos pensamentos podem dirigir-se para Ele; podemos meditar sobre Suas obras, Suas misericórdias, Suas bênçãos; mas isto não é, no sentido mais amplo, ter comunhão com Ele. Para isso é preciso que tenhamos alguma coisa que Lhedizer acerca de nossa vida.

A oração é o abrir do coração a Deus como a um amigo. Não que seja necessário, para que Deus nos conheça, mas para nos habilitar a recebê-Lo. A oração não faz Deus baixar a nós, mas eleva-nos a Ele. Quando Jesus andou na Terra, ensinou a Seus discípulos como deviam orar. Instruiu-os a apresentar suas necessidades diárias a Deus, e lançar sobre Ele todos os seus cuidados. A certeza que lhes deu, de que suas orações seriam ouvidas, nos é dada também.

Jesus mesmo, enquanto andava entre os homens, muitas vezes Se entregava à oração. O Salvador identificou-Se com nossas necessidades e fraquezas, tornando-Se um suplicante, junto de Seu Pai, para buscar dEle novos suprimentos de força, a fim de que pudesse sair revigorado para os deveres e provações.

Ele é nosso exemplo em todas as coisas. É um irmão em nossas fraquezas, pois "como nós, em tudo foi tentado". Mas, sem pecado como era, Sua natureza recuava do mal. Suportou lutas e tristezas num mundo de pecado. Sua humanidade tornou a oração uma necessidade e um privilégio para Ele. Encontrava conforto e alegria na comunhão com o Pai. E se o Salvador dos homens, o Filho de Deus, sentia a necessidade de orar, quanto mais devemos nós, débeis e pecadores mortais que somos, sentir a necessidade de fervorosa e constante oração!

O Pai celestial deseja derramar sobre nós a plenitude de Suas bênçãos. É nosso privilégio beber livremente da fonte de Seu amor ilimitado. É de admirar, pois, que oremos tão pouco! Deus está pronto para ouvir a oração sincera do mais humilde de Seus fiIhos, e contudo há tanta relutância de nossa parte, para levar a Deus nossas necessidades! Que pensarão os anjos do Céu, a respeito dos pobres e desamparados seres humanos, sujeitos à tentaçâo, quando o coração de Deus, cheio de infinito amor,inclina-se para eles, pronto para lhes dar mais do que sabem pedir ou pensar. Contudo oram tão pouco, tão pequena fé exercem!

Os anjos têm prazer em prostrar-se perante Deus, têm prazer em estar na Sua presença. Consideram a comunhão com Deus sua maior alegria. Os filhos da Terra, porém, que tanto precisam do auxílio que só Deus pode dar, parecem satisfeitos em andar sem a luz de Seu Espírito, sem a companhia de Sua presença.

As trevas do maligno envolvem os que negligenciam a oração. As sutis tentações do inimigo os levam ao pecado. E tudo isso acontece por não fazerem uso do privilégio da oração, que Deus lhes ofereceu. Por que deveriam os filhos e filhas de Deus ser tão relutantes em orar, quando a oração é a chave nas mãos da fé para abrir os depósitos do Céu, onde estão armazenados os ilimitados recursos da Onipotência?

Sem oração e vigilância constante, estamos em perigo de nos tornar descuidados e nos desviar do caminho verdadeiro. O adversário procura continuamente obstruir o caminho para o trono da graça, para que não obtenhamos, pela súplica fervorosa e fé, graça e poder para resistir à tentação. Há certas condições sob as quais podemos esperar que Deus ouça nossas orações e a elas atenda. Uma das primeiras é sentir nossa necessidade de Seu auxílio. Ele prometeu: "Vou fazer com que caia chuva no deserto e que em terras secas corram rios." Os que têm fome e sede de justiça, que anelam a Deus, podemestar certos de que serão satisfeitos. O coração tem de estar aberto à influência do Espírito. Ao contrário, não pode obter a bênção de Deus.

Nossa grande necessidade é por si mesma um argumento, e intercede em nosso favor de modo muito eloqüente. Temos, porém, de buscar ao Senhor a fim de que faça essas coisas por nós. Ele diz: "Peçam ereceberão." "Ele não deixou de entregar nem o Seu próprio Filho, mas O ofereceu por todos nós! Se Ele nos deu Seu Filho será que também não nos dará também de graça todas as coisas?" Se guardamos ainda iniqüidade em nosso coração, se nos apegamos a algum pecado consciente, o Senhor não nos ouvirá. Mas a oração da pessoa arrependida e sincera será sempre aceita. Depois de termos nos arrependido de todas as faltas que nos são conscientes, poderemos crer que Deus atenderá às nossas orações. Nossos próprios méritos jamais nos recomendarão ao favor de Deus; é o mérito de Cristo que nos salvará, Seu sangue é que nos purificará. Nós, porém, temos uma parte a fazer para cumprir as condições da aceitação.

Outro elemento da oração perseverante é a fé. "Porque quem vai a Deus precisa crer que Ele existe, e que recompensa os que O procuram." Jesus disse a Seus discípulos: "Quando orarem e pedirem alguma coisa, creiam que já a receberam, e assim tudo será dado a vocês." Cremos em Sua palavra? A certeza que Ele nos dá é ampla, sem limites. Aquele que prometeu é fiel. Se não recebemos exatamente as coisas que pedimos e no tempo desejado, devemos, assim mesmo, crer que o Senhor nos ouve e que atenderá às nossas orações. Somos tão cheios de faltas e possuímos uma visão tão estreita, que às vezes pedimos coisas que não seriam uma bênção para nós. O Pai celestial amorosamente atende às orações dando-nos aquilo que é para nosso maior bem - aquilo que nós mesmos desejaríamos se, com a visão divinamente iluminada, pudéssemos ver todas as coisas como são na realidade.

Quando nossas orações ficam aparentemente sem resposta, devemos nos apegar à promessa, pois virá, por certo, a ocasião de serem atendidas, e receberemos a bênção de que mais necessitamos. Pretender no entanto, que a oração seja sempre atendida exatamente do modo e no sentido particular que desejamos é presunção. Deus é muito sábio para errar, e bom demais para deixar de conceder qualquer benefício aos que são sinceros. Não tenha medo, pois, de confiar nEle, ainda que não veja resposta imediata às suas orações.

Apóie-se na segura promessa: "Peçam e receberão." Se tomarmos conselho com as nossas dúvidas e temores, ou procurarmos resolver tudo que não podemos compreender claramente, antes de ter fé, as dificuldades apenas aumentarão e se complicarão. Mas se chegarmos a Deus convencidos de nosso desamparo e dependência, tais como somos, e com humilde e confiante fé levarmos nossas necessidades Àquele cujo conhecimento é infinito, e que tudo vê na criação, governando todas as coisas por Sua vontade e palavra, Ele pode atender e atenderá ao nosso clamor, e fará a luz brilhar em nosso coração.

Pela oração sincera somos ligados com a mente do Infinito. Não podemos ver, no mesmo momento, evidências claras de que a face do nosso Redentor se inclina para nós em compaixão e amor, mas é realmente assim. Podemos não sentir Seu contato visível, mas Sua mão está sobre nós em amor e compassiva ternura.

Quando pedimos misericórdia e bênçãos de Deus, devemos ter no coração um espírito de amor e perdão. Como poderemos orar:

"Perdoa as nossas ofensas como também nós perdoamos os que nos ofenderam" e não obstante, alimentar um espírito de ódio? Se esperamos que nossas orações sejam atendidas, devemos perdoar aos outros do mesmo modo e na mesma medida em que esperamos ser perdoados. A perseverança na oração é também uma condição para que seja atendida. Devemos orar sempre, se quisermos crescer na fé e experiência. Devemos "perseverar em oração, agradecendo a Deus".

Pedro recomenda aos crentes: "Vocês devem ser prudentes e estar alerta para poderem orar." A Paulo instrui: "Mas em todas as orações peçam a Deus o que vocês precisam e sempre orem com o coração agradecido." "Porém vocês, meus amigos", diz Judas, "orem no poder do Espírito Santo. E continuem no amor de Deus." A oração constante é a união ininterrupta da alma com Deus, de maneira que a vida de Deus flui para nossa vida, e de nossa vida voltam para Deus pureza e santidade.

É necessário que a oração seja diligente. Coisa alguma deve fazer com que você deixe de orar. Faça tudo o que estiver ao seu alcance para conservar aberta a comunhão entre Jesus e você. Procure toda oportunidade para ir aonde se costuma fazer oração. Os que estão realmente buscando a comunhão com Deus, serão vistos nas reuniões de oração, fiéis ao seu dever, e atentos e ansiosos por receber todos os benefícios que possam obter. Aproveitarão todas as oportunidades de colocar-se onde possam receber raios de luz do Céu.

Temos que orar em família, mas acima de tudo, não devemos negligenciar a oração secreta, pois ela é a vida da alma. É impossível a uma pessoa prosperar se não ora o suficiente. A oração familiar e a oração pública não bastam. Sozinho, abra seu coração aos olhos de Deus. A oração secreta só deve ser ouvida por Ele - o Deus que ouve as orações. Nenhum ouvido curioso deve partilhar essas petições em que a alma entrega a Deus suas dificuldades. Na oração secreta a pessoa está livre das influências do ambiente, livre de excitamento.

Calmamente, mas com fervor, pode buscar a Deus. A influência que vem dAquele que conhece os segredos será suave e permanente. Seu ouvido está aberto para ouvir a prece que vem do coração. Pela fé calma e singela o ser humano mantém comunhão com Deus e absorve raios de luz divina que irão fortalecê-lo e sustentá-lo no conflito contra Satanás. Deus é nossa fortaleza. Ore no seu aposento particular. E enquanto você executa seus afazeres diários, ore muitas vezes. Era assim que Enoque andava com Deus. Essas orações silenciosas sobem para o trono da graça como se fossem precioso incenso. Satanás não pode vencer aquele que dessa maneira se firma em Deus.

Não há tempo nem lugares impróprios para fazer uma prece a Deus. Nada nos pode impedir de elevar o coração no espírito de uma oração sincera. Entre as pessoas na rua, ou em meio a uma transação comercial, podemos elevar a Deus um pedido, solicitando a direção divina, como fez Neemias quando apresentou seu pedido perante o rei Artaxerxes. Onde quer que nos encontremos podemos manter comunhão íntima com Deus. A porta do coração deve estar constantemente aberta, sempre pedindo a Jesus que venha habitar em nós, como hóspede celestial.

Ainda que nos encontremos num ambiente maculado e corrupto, não somos forçados a respirar os odorespoluídos deste mundo, mas temos condições de viver no puro ambiente do Céu. Podemos fechar todas asportas a imaginações impuras e pensamentos profanos, conduzindo nossa alma à presença de Deus pormeio de sincera oração. Aquele que se acha aberto para receber o auxílio e a bênção de Deus poderá vivernum ambiente mais santo que o da Terra, e ter constante comunhão com o Céu.

Precisamos ter uma visão mais clara acerca de Jesus, bem como uma compreensão mais ampla do valordas realidades eternas. O coração dos filhos de Deus tem que se encher de beleza e santidade, e para queassim seja, devemos procurar a divina revelação das coisas celestiais.Que o nosso interior se abra e se eleve, a fim de que Deus possa nos proporcionar um vislumbre maior daatmosfera celeste. Podemos nos conservar tão ligados a Deus que, em cada provação inesperada, nossospensamentos sejam direcionados para Ele de modo tão natural como a flor se volta para o Sol.

Conte sempre ao Senhor acerca de suas necessidades, alegrias, tristezas, cuidados e temores. Você nãoconseguirá sobrecarregá-Lo; não O poderá cansar. Aquele que conta os cabelos de nossa cabeça não éindiferente às necessidades de Seus filhos. "Porque o Senhor é cheio de bondade e de misericórdia." Seucoração amorável se comove com nossas tristezas, e quando falamos delas.Entregue-Lhe tudo quanto causa insegurança em você. Coisa alguma é muito grande para Ele, poissustenta os mundos e dirige o Universo.

Nada do que, de algum modo, se relacione com a nossa paz é tãoinsignificante que Ele deixe de observar. Não há em nossa vida nenhum capítulo demasiado obscuro paraque Ele não o possa entender; dificuldade alguma por demais complicada para que a possa resolver.Nenhuma calamidade poderá sobrevir ao mais humilde de Seus filhos, ansiedade alguma que lhe perturbea paz de espírito, nenhuma alegria que possa ter, nenhuma oração sincera que lhe escape dos lábios, semque seja observada pelo Pai celeste, ou sem que Lhe atraia o imediato interesse.

Ele "cura os que estão desanimados e trata de seus ferimentos". As relações entre Deus e cada pessoa sãotão particulares e íntimas, como se não existisse nenhuma outra por quem Ele houvesse dado Seu bem-amado Filho.Jesus disse: "Naquele dia vocês farão pedidos em Meu nome. E Eu digo que não precisarei pedir ao Paiem favor de vocês." "Fui
Eu que os escolhi... assim o Pai Ihes dará tudo o que pedirem em Meu nome."Orar em nome de Jesus, porém, é mais do que simplesmente mencionar-Lhe o nome no começo e fim daoração. E orar segundo o sentimento e o espírito de Jesus, ao mesmo tempo que cremos nas Suaspromessas, descansamos em Sua graça, e fazemos Suas obras.

Deus não espera que nos tornemos eremitas ou monges, que nos afastemos do mundo, com o objetivo denos consagrar a práticas de piedade. Nossa vida deve ser tal como foi a de Cristo - dividir-se entre omonte da oração, e o convívio das multidões. A pessoa que não faz outra coisa senão orar, ou em brevedeixará essa prática, ou suas orações acabarão se tornando formais e rotineiras.Quando os homens se retiram da vida social, param de cumprir seus deveres cristãos e levar sua cruz;quando deixam de trabalhar com zelo pelo Mestre, que com tanto amor por eles trabalhou, perdem oobjetivo essencial da oração, não sendo mais estimulados às devoções. Suas preces se tornam pessoais eegoístas.

Não podem orar a respeito das necessidades humanas, ou da edificação do reino de Cristo,rogando forças para o trabalho.Ao nos privarmos da alegria de nos reunir uns com os outros para fortalecimento e ânimo no serviço doSenhor, nosso prejuízo será grande. As verdades de Sua Palavra perdem o vigor e a importância para onós. O coração deixa de ser iluminado e comovido por Sua santificadora influência. A espiritualidadedeclina.Perdemos muito, em nossas relações como cristãos, devido à falta de simpatia de uns para com os outros.

Aquele que se fecha em si mesmo não está preenchendo o lugar que lhe foi designado pelo Senhor. Odevido cultivo dos traços sociais de nossa natureza nos leva a ter simpatia pelos outros, sendo um meio denos desenvolver e tornar mais fortes para o serviço de Deus.Se os cristãos cultivassem maior convivência entre si, falando do amor de Deus e das preciosas verdadesda redenção, seu próprio coração seria abrandado, ao mesmo tempo que levariam conforto uns aos outros.Devemos aprender diariamente de nosso Pai celeste buscando nova experiência de Sua graça.

Assim,desejaremos falar acerca de Seu amor e nosso ânimo e fervor crescerão.Se pensássemos e falássemos mais em Jesus e menos em nós mesmos, teríamos muito mais de Suapresença. Se pensássemos em Deus ao menos tantas vezes quantas vemos Suas demonstrações de cuidadopor nós, poderíamos tê-Lo sempre presente em nossa mente, alegrando-nos em falar a Seu respeito e emlouvá-Lo.Falamos sobre as coisas temporais, porque nos interessamos por elas. Falamos em nossos amigos, porqueos amamos; com eles partilhamos as dores e alegrias. Temos, no entanto, razões infinitamente maiorespara amar mais a Deus do que aos nossos amigos terrestres.

Deveria ser a coisa mais natural do mundodar-Lhe o primeiro lugar em nossos pensamentos, falar de Sua bondade e de Seu poder.Ao conceder-nos tão preciosos dons, não era vontade de Deus que eles ocupassem de tal forma nossamente e coração, que nada nos restasse para Lhe dar. Os dons nos devem, ao contrário, fazer lembrarsempre dEle, ligando-nos com laços de amor e gratidão ao celeste Benfeitor.Vivemos muito apegados à Terra.

Ergamos o olhar para a porta aberta do santuário no Céu, onde a luz daglória de Deus resplandece na face de Cristo, o qual "pode, hoje e sempre, salvar os que vão a Deus pormeio dEle."Devemos louvar mais a Deus "pela Sua bondade e pelas Suas maravilhas para com os filhos dos homens".Nossas orações não deviam se resumir só em pedir e receber. Não pensemos sempre em nossasnecessidades, sem nunca nos importar com os benefícios recebidos. Não oramos muito, mas somos aindamais pobres em nossas ações de graças. Continuamente recebemos as misericórdias de Deus e, noentanto, quão pouco Lhe expressamos nosso reconhecimento e O louvamos pelo que tem feito por nós!O Senhor instruiu antigamente os israelitas, quando se reuniam para Seu culto: "Ali na presença doEterno, o nosso Deus, vocês e as suas famílias comerão da carne dos sacrifícios e ficarão alegres porqueDeus abençoou todo o trabalho de vocês."

Aquilo que fazemos para glória de Deus, deve ser feito comalegria, hinos de louvor e ações de graças, não com tristeza e aspecto sombrio.Nosso Deus é Pai misericordioso e amorável. Servi-Lo não deve ser considerado um exercício cansativo etriste. Deve ser uma alegria adorar o Senhor e tomar parte em Sua obra. Deus não quer que Seus filhos,para quem ofereceu tão grande salvação, ajam como se Ele fosse um patrão duro e exigente. Ao contrárioé o melhor amigo deles. E espera que, quando O adorem, possa estar com eles, para os abençoar econfortar, enchendo-lhes o coração de alegria e amor.

O Senhor deseja que Seus filhos encontrem conforto em Seu serviço, achando mais prazer do que fadigaem Seu trabalho. Deseja que aqueles que O buscam para Lhe prestar adoração, levem consigopensamentos preciosos acerca de Seu cuidado e amor, podendo ser, desse modo, animados em todas asocupações da vida diária, e receber graça para lidar sincera e fielmente em todas as coisas.Precisamos nos reunir em torno da cruz. O Cristo crucificado deve ser o tema de nossas meditações denossas conversas, e de nossas mais gratas emoções. Devemos conservar em mente todas as bênçãos querecebemos de Deus e, ao compreendermos o grande amor que Ele nos tem, iremos sentir-nos atraídos aconfiar tudo às mãos que foram por nós cravadas na cruz.A alma pode subir para mais perto do Céu nas asas do louvor.

Deus é adorado com hinos e música nascortes celestes. Ao exprimir-Lhe nossa gratidão, estamos nos aproximando do culto que Lhe é prestadopelas hostes celestes. "Aquele que Me traz ofertas de gratidão, esse Me honra." Cheguemos, pois, comreverente alegria a nosso Criador, "com ações de graças e voz de melodia"

"A maior caridade que podemos fazer pela Doutrina Espírita é a sua divulgação." Chico Xavier - Emmanuel


de

Suave convite


 Nos tempos modernos, torna-se cada vez mais frequente o surgimento de transtornos emocionais e diversos tipos de fobias e angústias sociais.
Isso demonstra o grau de infelicidade de muitas criaturas.
Tem sido comum a alma humana buscar o alento e apoio nas coisas materiais ou nas pessoas.
Viagens, compras, jogos de azar, entrega às fartas mesas e à embriaguez, férias prolongadas – tudo constitui um caminho comum na busca incessante de se equilibrar emocionalmente.
A desilusão é certa quando se busca o alívio em algo material.
Com o tempo, tudo isso leva ao enfado e ao descontentamento.
As amizades, quando não são sinceras, se esvaem com o tempo.
As variadas terapias que temos à disposição, muitas vezes não trazem o resultado que o indivíduo busca.
*   *   *
Jesus, nosso celeste Amigo, nos convida à Sua companhia para que tenhamos o amenizar das dores. A proposta do Mestre é a do auxílio incessante. Vinde a mim... que eu vos aliviarei.
Não existe a promessa de que o problema será retirado da vida de cada pessoa, pois todos têm que resgatar o que devem perante a lei de Deus.
Mas Ele nos oferece a certeza de que está sempre conosco, iluminando nossos caminhos, para que nos sintamos fortalecidos ao enfrentar as dificuldades.
Com Jesus Cristo temos o discernimento para entender que ninguém se acha no mundo sem nobres objetivos.  
No quadro de todas as lutas humanas, a ajuda de Jesus é essencial para a conquista da harmonia física, mental e espiritual.
Poucos de nós paramos para meditar no verdadeiro papel do Cristo na vida de cada um.
Se permitirmos que Ele se mantenha vivo em nossos corações, alcançaremos com mais facilidade a coerência e a lucidez nas atitudes e nos sentimentos.
Jesus prossegue socorrendo a pequenez humana e, nos dias de insegurança, Ele representa para nós um foco de luz.
Faz o convite diário a todas as criaturas, sem distinção e, com certeza, nos aguarda de braços abertos, cheio de esperança de que busquemos conhecê-lO e aprendamos a amá-lO com os nossos mais sinceros sentimentos.
*   *   *
O apoio do Cristo é de importância capital para cada um e para todos nós.
Se, por um lado, Ele não retira o fardo da quota das nossas responsabilidades, por outro, jamais nos deixa à míngua da Sua luminosa presença, o que será sempre garantia de fortalecimento para o enfrentamento da asperidade.
O Cristo é, assim, para nós, a fonte do ansiado alívio para todos os tormentos, para todas as lutas e dores, impulsionando-nos para que aprendamos a solucionar intrincados enigmas por meio da nossa comunhão com os Seus ensinos.
Não apenas nas quadras de aperto e infelicidade, mas, também, quando tudo nos sorri, quando o sol brilha sobre as nossas estradas, pois esse é o melhor tempo de fixarmos o aprendizado para os tempos de invernia.
Busque-O, você também, em cada dia da sua vida, com alegria interior, instalando em si mesmo os prenúncios da paz que o vacinará contra os maus tempos da alma, dando-lhe resistência para facear, com bom ânimo, todo e qualquer testemunho pelo qual tenha que passar. 
Redação do Momento Espírita, com base
 no cap. 3, do livro 
Quem é o Cristo,
pelo Espírito Francisco de Paula Vítor,
psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter.
Em 17.8.2012.

História Ligeira



O candidato ao ministério cristão penetrou o templo do serviço e proclamou-se transformado.

Na primeira semana, afirmou-se favorecido pela divina Luz e, depois de solene profissão de fé, assinalou fronteira entre ele e o pecado, entre a sua perfeição e o mundo envilecido.

Na segunda semana, discursou, ardentemente, conclamando o povo à salvação com o Cristo.

Na terceira, traçou programas e promessas, na esfera da beneficência, mostrando-se inclinado a socorrer infelizes, curar doentes e asilar criancinhas abandonadas.

Na quarta, declarou-se vítima de incompreensão e da discórdia, entre pesadas nuvens de tristeza e insubmissão.

Na quinta, apareceu cansado e desiludido, indicando os males do mundo e os defeitos dos irmãos.

Na sexta, rogou ao Senhor licença para descansar.

Na sétima, deitou-se e dormiu por duzentos anos.

Nesse candidato às bênçãos do Evangelho, temos a história de milhões.

"Muitos chamados, poucos escolhidos".

Oportunidades para todos e serviço de raros.

Em verdade, o Divino Amigo continua curando, levantando, consolando, reanimando e convidando almas para o banquete do Reino de Deus, mas os seguidores e discípulos começam a tarefa mais alta... Pronunciam votos comovedores, gesticulam e ensinam; entretanto, em poucos dias, antes, mesmo de marcharem dez passos, na senda da salvação, reclamam férias espirituais para o repouso de vários séculos.

Pelo Espírito André LuizXAVIER, Francisco Cândido. Educandário de Luz. Espíritos Diversos. IDEAL. 

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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Oração da Cura




Pai celestial, que habitais o meu interior, impregna com a Tua Luz vital cada célula de meu corpo, expulsando todos os males, pois estes não fazem parte de meu ser. Na minha verdadeira realidade, como filho de Deus perfeito que sou, não existe doença; por isso que se afaste de mim todo o mal, todos os bacilos, micróbios, vírus, bactérias e vermes nocivos, para que a perfeição se expresse no meu corpo, que é templo de Divindade.
Pai teu Divino filho Jesus disse: pedi e recebereis, porque todo aquele que pede recebe, portanto, tenho absoluta certeza de que a minha oração da cura já é a própria cura. Para mim agora, só existe esta verdade: a cura total. Mesmo que a imagem do mal permaneça por algum tempo no meu corpo, só existe em mim agora a imagem mental da cura e a verdade da minha saúde perfeita.
Todas as energias curadoras existentes em mim estão atuando intensamente, como um exército poderoso e irresistível, visando os inimigos, fortalecendo as posições enfraquecidas, reconstruindo as partes demolidas, regenerando todo o meu corpo. Sei que é o poder de Deus agindo em mim e realizando o milagre maravilhoso da cura perfeita.
Esta é a minha verdade mental. Esta portanto é a verdade do meu corpo.
Agradeço-te, óh! pai, porque Tu ouvistes a minha oração.
Dou-te graças, com toda alegria e com todas as forças interiores porque tua vontade de perfeição e saúde aconteceram em mim, em resposta ao meu pedido.
Assim é e assim será.
Dr. Manoel Dantas

"A maior caridade que podemos fazer pela Doutrina Espírita é a sua divulgação." Chico Xavier - Emmanuel


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Hoje é o Começo da Minha Nova Vida




Hoje é o começo da minha nova vida.
Estou começando de novo hoje.
Todas as coisas boas estão vindo até mim.
Sou grato por estar vivo.
Vejo a beleza ao meu redor.
Vivo com paixão e determinação.
Reservo tempo para rir e brincar todos os dias.
Estou acordado, energizado e vivo.
Estou focado em todas as coisas boas da vida,
e agradecido por elas.
Estou em paz e em sintonia com tudo.
Sinto o amor, a alegria e a abundância.
Sou livre para ser eu mesma.
Sou a magnificência na forma humana
Sou a perfeição da vida.
Sou grato por ser EU!
Hoje é o melhor dia da minha vida

"A maior caridade que podemos fazer pela Doutrina Espírita é a sua divulgação." Chico Xavier - Emmanuel


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Os quatro principios da alma - André Ariovaldo




Os quatro principios da alma, palestra de André Ariovaldo realizada no C.E. Irmã Angélica na cidade de Araçatuba/SP na noite de 22/08/2012. André abordou a S...

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Muito Se Pedirá Àquele que Muito Recebeu



O servo que souber da vontade do seu amo e que, entretanto, não estiver
pronto e não fizer o que dele queira o amo, será rudemente castigado. - Mas, aquele que
não tenha sabido da sua vontade e fizer coisas dignas de castigo menos punido será.
Muito se pedirá àquele a quem muito se houver dado e maiores contas serão tomadas
àquele a quem mais coisas se haja confiado. (S. LUCAS, cap. XII, vv. 47 e 48.)

Vim a este mundo para exercer um juízo, a fim de que os que não vêem
vejam e os que vêem se tornem cegos. - Alguns fariseus que estavam, com ele, ouvindo
essas palavras, lhe perguntaram: Também nós, então, somos cegos? - Respondeu-lhes
Jesus: Se fôsseis cegos, não teríeis pecados; mas, agora, dizeis que vedes e é por isso que
em vós permanece o vosso pecado. (S. JOÃO, cap. IX, vv. 39 a 41.)

Principalmente ao ensino dos Espíritos é que estas máximas se aplicam. Quem
quer que conheça os preceitos do Cristo e não os pratique, é certamente culpado; contudo,
além de o Evangelho, que os contém, achar-se espalhado somente no seio das seitas cristãs,
mesmo dentro destas quantos há que não o lêem, e, entre os que o lêem, quantos os que o não
compreendem! Resulta daí que as próprias palavras de Jesus são perdidas para a maioria dos
homens.

O ensino dos Espíritos, reproduzindo essas máximas sob diferentes formas,
desenvolvendo- as e comentando-as, para pô-las ao alcance de todos, tem isto de particular:
não é circunscrito: todos, letrados ou iletrados, crentes ou incrédulos, cristãos ou não, o
podem receber, pois que os Espíritos se comunicam por toda parte. Nenhum dos que o
recebam, diretamente ou por intermédio de outrem, pode pretextar ignorância; não se pode
desculpar nem com a falta de instrução, nem com a obscuridade do sentido alegórico. Aquele,
portanto, que não aproveita essas máximas para melhorar-se, que as admira como coisas
interessantes e curiosas, sem que lhe toquem o coração, que não se torna nem menos vão,
nem menos orgulhoso, nem menos egoísta, nem menos apegado aos bens materiais, nem
melhor para seu próximo, mais culpado é, porque mais meios tem de conhecer a verdade.

Os médiuns que obtêm boas comunicações ainda mais censuráveis são, se persistem
no mal, porque muitas vezes escrevem sua própria condenação e porque, se não os cegasse o
orgulho, reconheceriam que a eles é que se dirigem os Espíritos. Mas, em vez de tomarem
para si as lições que escrevem, ou que lêem escritas por outros, têm por única preocupação
aplicá-las aos demais, confirmando assim estas palavras de Jesus: "Vedes um argueiro no
olho do vosso próximo e não vedes a trave que está no vosso." (Cap. X, nº 9.)

Por esta sentença: "Se fôsseis cegos, não teríeis pecados", quis Jesus significar que a
culpabilidade está na razão das luzes que a criatura possua. Ora, os fariseus, que tinham a
pretensão de ser, e eram, com efeito, os mais esclarecidos da sua nação, mais culposos se
mostravam aos olhos de Deus, do que o povo ignorante. O mesmo se dá hoje.

Aos espíritas, pois, muito será pedido, porque muito hão recebido; mas, também, aos
que houverem aproveitado, muito será dado.

O primeiro cuidado de todo espírita sincero deve ser o de procurar saber se, nos
conselhos que os Espíritos dão, alguma coisa não há que lhe diga respeito.

O Espiritismo vem multiplicar o número dos chamados. Pela fé que faculta,
multiplicará também o número dos escolhidos.

KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. FEB. Capítulo 18. Livro eletrônico gratuito em http://www.febnet. org.br. 

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Um só Espírito opera em todas as coisas



O Papa João Paulo segundo afirmou: “o diálogo com os mortos não pode ser interrompido...”

Mas um só e o mesmo Espírito opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer. (I Coríntios, 12: 11)

Já comentamos a respeito da afirmativa que diz que um só e o mesmo Espírito opera todas essas coisas. Que fique claro que vários são os Espíritos que podem se comunicar; todos os livros sagrados dão prova disso e nos dias de hoje, até a ciência pode comprovar a comunicação entre os dois planos.
A própria igreja católica já aceita essa comunicação, em 2 de Novembro de 1983 perante mais de vinte mil pessoas na Basílica de São Pedro o Papa João Paulo II afirmou:
"O diálogo com os mortos não deve ser interrompido, pois, na realidade, a vida não está limitada pelos horizontes do mundo". 
Em entrevista concedida à repórter Ilze Scamparini, o Padre Gino Concetti, um dos Teólogos mais competentes do Vaticano também afirma a mesma possibilidade de comunicação:
Ilze Scamparini : "Existe Comunicação entre os Vivos e os Mortos ?" 
Gino Concetti : "Eu creio que sim. Eu acredito e me baseio num fundamento teológico que é o seguinte : Todos nós formamos em Cristo, um Corpo místico, no qual Cristo é o Soberano. De Cristo emanam muitas graças, muitos dons, e se estamos todos unidos, formamos uma comunhão. E onde há comunhão, existe também comunicação." 
Ilze Scamparini : "O que o Senhor pensa do Espiritismo ?" 
Gino Concetti : "O Espiritismo existe. Há sinais na Bíblia, na Sagrada Escritura, no Antigo Testamento. Mas, não é do modo fácil como as pessoas acreditam. Nós não podemos chamar o Espírito de Michelangelo ou de Raphael. Mas como existem provas nas Sagradas Escrituras, não se pode negar que existe essa possibilidade de comunicação".1
Não temos, portanto, nenhuma dúvida de que em breve esta possibilidade natural de comunicação será certeza em toda a humanidade.
Entretanto para isso é preciso humildade para reconhecermos que de planos mais altos, de rara espiritualidade, o mesmo Espírito opera todas essas coisas, isto é, o Espírito do Cristo, repartindo particularmente a cada um como quer, ou seja, dando a cada um de acordo com a sua adesão à Lei de Deus que, invisível aos olhos humanos, coordena e dirige todos acontecimentos universais.

Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também. (I Coríntios, 12: 12)

O filósofo italiano Pietro Ubaldi nos afirma em sua obra de maior expressão, A Grande Síntese, que “todos os Seres tendem a reagrupar-se, à proporção que evoluem, em unidades coletivas, em colônias, em sistemas sempre mais abrangentes.”2 
Se tal acontecimento é uma verdade científica ainda não podemos precisar, há mistérios na Lei Diretora do Cosmos que para nós ainda é um grande desafio. Porém, o Espiritismo nos deixa transparecer que pode ser desta forma, pois o Espírito Paulo, o apóstolo, segundo as anotações de Kardec na questão 1009 de O Livro dos Espíritos nos diz que:  “Gravitar para a unidade divina, eis o fim da Humanidade”
Jesus também nos asseverou que Ele e o Pai eram um3, querendo com isso dizer não a mesma pessoa, mas que Ele já havia se unificado com Deus através da vivência plena de Sua Lei.
O preclaro filho de Tarso neste versículo aponta-nos por analogia, que, se os membros sendo muitos formam um só corpo, do mesmo modo é Cristo. Ou seja, que todos os cristãos, sendo muitos, mas em comunhão em Deus, formam um só corpo, o corpo de Cristo. Indo mais além em outro momento:
Porque assim como em um corpo temos muitos membros, e nem todos os membros têm a mesma operação, assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros.4
Ou seja, esta comunhão com o Pai se dá através do perfeito ajuste uns dos outros, ou melhor, da perfeita harmonia reinante entre os próprios seguidores do Nazareno.
Jamais seremos plenamente idênticos, mas poderemos formar, se em harmonia, um organismo sem falhas onde hierarquia deixe de ser disputa entre superiores e inferiores, para se tornar comunhão por um objetivo maior que é o perfeito funcionamento do universo.
Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também. Em matéria de mediunidade podemos também afirmar o mesmo. A orientação de Kardec é clara:
Uma reunião é um ser coletivo, cujas qualidades e propriedades são a resultante das de seus membros e formam como que um feixe. (…) Toda reunião espírita deve, pois, tender para a maior homogeneidade possível. Está entendido que falamos das em que se deseja chegar a resultados sérios e verdadeiramente úteis. Se o que se quer é apenas obter comunicações sejam estas quais forem, sem nenhuma atenção à qualidade dos que as deem, evidentemente desnecessárias se tornam todas essas precauções; mas, então, ninguém tem que se queixar da qualidade do produto.5
É imprescindível que toda prática mediúnica esteja vinculada à proposta reeducativa do Evangelho, pois o intercâmbio entre os dois planos da vida não tem como único objetivo a comprovação da imortalidade, mas também ampliar os potenciais do Espírito em bases de um amor adimensional.
Deste modo, médiuns ostensivos ou de sustentação, dirigentes e outros participantes de reuniões, devem comungar sentimentos nobres e superiores, cultivando sincera humildade, pois formarão, se assim acontecer, um só corpo, e corpo de Cristo.


Claudio Fajardo de Castro (Juiz de Fora/MG)
Cláudio Fajardo é bancário, escritor desde 1997, dedica-se ao estudo do Novo Testamento à luz da Doutrina. Coordenou curso de Espiritismo no Centro Espírita Amor e Caridade em Goiânia – GO, denominado de Curso de Espiritismo e Evangelho. A partir daí surgiram seus livros: O Sermão do Monte, Jesus Terapeuta I e II, O Sermão Profético e O Sermão do Cenáculo, todos publicados pela Editora Itapuã.



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