sexta-feira, 17 de agosto de 2012

A GRANDE TAREFA DO ESPIRITISMO



Amílcar Del Chiaro Filho (*)
de Guarulhos, SP
 
Enquanto muitas pessoas procuram o Espiritismo para resolver problemas triviais da vida, embora reconheçamos que alguns são especialmente dolorosos, não percebem que a grande tarefa do Espiritismo é mostrar a sobrevivência da alma, e a finalidade evolutiva do existir, assim como a orientação ético-moral, emanada do Evangelho de Jesus de Nazaré.
 
Ao se conscientizar da sobrevivência, o homem, se liberta do terror com que encara a morte. No entanto, o Espiritismo responsabiliza-o, também, pela aplicação do seu aprendizado moral, alargando os horizontes do conhecimento.
 
Devemos considerar que não é apenas o Espiritismo que ensina a sobrevivência, todas as religiões o fazem, contudo, o Espiritismo dá uma nova dinâmica à imortalidade, tirando-a de uma situação estática, para a dinâmica.
 
Consideramos, também, que a estrutura doutrinária do Espiritismo, não se limita a pregar a sobrevivência, mas comprova-a através das pesquisas. Ao falar da reencarnação, não a apresenta como um dogma de fé, mas como lei natural.
 
Quanto ao Evangelho, ele é visto, pelo espiritismo, como um código moral, suscetível de erros, interpolações, adulterações, por isso, seguindo os passos de Allan Kardec, aceitamos sem tergiversações os ensinamentos morais do Evangelho. É, sobretudo, um livro humano, portanto, com as limitações humanas. Nele, encontramos os maravilhosos ensinamentos de Jesus de Nazaré, juntamente com textos distorcidos ou interessados em defender idéias, nem sempre condizente com o próprio evangelho.
 
O Espiritismo não pode ficar subordinado a imposições dogmáticas ou aos convencionalismos humanos. Em espiritismo não cabe o crer pelo crer, pois a fé deve ser racional.
 
Sabemos que para muitos as proposições espíritas são assustadoras. Unir fé e razão, assim como a religiosidade à filosofia e à ciência, e transformar a alma ou espírito em objetos de observações e pesquisas, pode, realmente, desestruturar a mente humana.
 
Os místicos-religiosos, dificilmente aceitam as idéias espíritas. Aqueles que aprenderam ouvir e aceitar o que lhe dizem, desde crianças, sem questionar, não conseguem entender essa revolução conceptual. Ao contrário disso, aqueles que procuram novos rumos para as suas vidas, certamente encontrarão no espiritismo roteiro seguro para a emancipação do pensamento.
 
A fé espírita, afirma Herculano Pires, como já dizia Allan Kardec, é iluminada pela razão, mas a razão espírita, por sua vez, é iluminada pela fé, de maneira que não pode ser confundida com a razão céptica. Enquanto esta é espiritualmente estéril, a razão espírita é espiritualmente fecunda, abrindo para a mente humana perspectivas cada vez mais amplas de compreensão do homem, do mundo e da vida.
 
(Jornal Verdade e Luz Nº 169 de Fevereiro de 2000)
 
* * *
 
(*) SOBRE O COLUNISTA
 
Amilcar Del Chiaro Filho, nasceu em Catalão/GO – em 16 de abril de 1935, sendo o sexto e último filho de Amílcar Del Chiaro e Maria Pimentel Barbosa, registrado em Jardinópolis/SP – em 1944, para ser internado no então Asilo Colônia Cocais, em Casa Branca/SP. Em 1936 seus pais mudaram-se para Araguari/MG. No início da década dos anos 40, duas das suas irmãs foram internadas em Cocais e 1944 foi a sua vez.
 
Ficou no Asilo Colônia até julho de 1948, sendo transferido, juntamente com todas as crianças do Asilo, para o Sanatório Padre Bento, em Gopoúva – Guarulhos/SP, ficando aos cuidados do extraordinário hansenologista Dr. Lauro de Souza Lima. Recebeu alta hospitalar em 1951 e foi morar em Tupaciguara/MG, voltando para São Paulo um ano depois. Trabalhou como metalúrgico alguns anos e por seqüelas da hanseníase teve que se afastar da profissão.
 
Algum tempo depois, foi trabalhar como auxiliar de enfermagem no antigo Sanatório Padre Bento.
 
Casou-se em 1958 com Leonil Maria Bucheroni Del Chiaro e como não tiveram filhos adotaram duas crianças, Carlos e Marcos Allan. Este último por problemas de anóxia no parto, teve o seu desenvolvimento mental retardado, desencarnando de um acidente anestésico aos 31 anos de idade.
 
Iniciou-se no Espiritismo em 1954, freqüentando o Centro Espírita Nova Era – de São Paulo. Em 1959 assumiu a presidência da Sociedade Espírita Discípulo do Evangelho, dentro do antigo Sanatório Padre Bento. Foi Presidente do Grupo de Estudos e Pesquisas Espíritas Herculano Pires em Guarulhos e foi muito requisitado para palestras.
 
Participou da instalação da União Municipal Espírita em Guarulhos, em 1976, ocupando a sua presidência, cargo que ocuparia novamente em várias gestões.
 
Tornou-se radialista em 1977, com a criação do programa Sol nas Almas, na Rádio Boa Nova, Emissora da Fundação Espírita André Luiz, trabalhou na produção e apresentação de inúmeros programas espíritas. Recebeu o Título de cidadão Guarulhense, outorgado por unanimidade pela Câmara Municipal de Guarulhos em 1982.
 
Não tem formação escolar, tendo estudado até a 4ª série do antigo Grupo Escolar. Foi articulista de vários periódicos Espíritas do Brasil, inclusive o Perseverança, de Araguari/MG.
 
Profícuo autor, produziu os seguintes livros:
  • Chão de Estrelas - Minas Editora
  • A Barca do Destino – Minas Editora
  • Quando o Amor Fala Mais Alto - Editora FEESP
  • Cantai Comigo a Luz da Eterna Aurora - Editora CEU
  • Tirando Dúvidas vol.1 - Mundo Maior Editora
  • Tirando Dúvidas vol.2 - Mundo Maior Editora
  • A Minha Paz Vos Dou - Mundo Maior Editora
Seu derradeiro livro foi o “Alma Vigilante”, doado à USE. Uma maneira que ele encontrou para captação de recursos para o Congresso Espírita Estadual, a ser realizado em Guarulhos, no ano de 2007.
 
Depois de 71 anos de muita luta, no dia 30 de novembro de 2006, desencarnou em São Paulo.
 
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