terça-feira, 14 de agosto de 2012

























Conta-se que quando perguntado, Chico Xavier falou que o maior exemplo de fé que ele já havia visto era o da mulher que não tendo recursos para comprar os remédios que lhe havia receitado o médico, picotou a receita em tantos pedaços quantos os dias que haveria de se medicar, tomando cada pedaço junto com um copo d’água por dia, após proferir uma prece. Ao terminar de tomar todos os pedaços de papel, estava curada.


Nosso Senhor Jesus Cristo, após curar cada doente, exaltava a fé do beneficiado, como no caso da mulher hemorroíssa que, ao se curar tocando a orla de seu manto, ouviu a afirmação do Mestre: “Filha, tua fé te curou, vai em paz.” (Lucas, 8:48)


Kardec dedica em o Evangelho Segundo o Espiritismo um capítulo a fé, qual seja, o décimo nono, intitulado: "A fé transporta montanhas". Nele começa transcrevendo a passagem bíblica registrada em Mateus, cap. XVII, vv. 14 a 20, no qual o evangelista relata o episódio em que Jesus repreende os discípulos por não terem conseguido curar um menino obsediado, curando-o em seguida. Após, Jesus explica aos discípulos espantados que o motivo de não terem conseguido curar o menino era a incredulidade, pois se houvessem a fé do tamanho de um grão de mostarda (a menor das sementes), diriam para as montanhas se transportarem de um lado para o outro e elas obedeceriam.

Em seguida, os espíritos vêm explicando a passagem bíblica acima, informando-nos que as montanhas a que se refere são aquelas pertencentes ao nosso mundo íntimo, quais sejam a má-vontade, as resistências, os preconceitos, o egoísmo, as paixões etc, barreiras estas que atrapalham a caminhada de qualquer um de nós, quando estamos interessados em conquistar a paz de consciência, o equilíbrio íntimo, a evolução espiritual. Porém, se temos fé, ainda que reconhecendo nossas limitações e defeitos, não estacionamos a margem do caminho, desanimados com a luta. Levantamos a cabeça, pedimos a proteção de Deus e seguimos em frente, combatendo diariamente nossas imperfeições, convictos em nossa capacidade de superá-las.

Traz-nos ainda o Codificador, no último item do capítulo antes mencionado, que a fé pode ser humana e divina, conforme a aplique o homem. Ou seja, aquele que tem fé em sua capacidade de algo operar, tem muito mais chances de êxito, do que aquele que duvida de si mesmo. O homem de bem, que possui fé na vida futura e deseja melhorar sua condição espiritual, haure na sua fé a força necessária para trilhar o bom caminho, para amar, perdoar, servir e mesmo para sacrificar-se em favor do próximo.

E nos reportando aos dois casos narrados no início dessa matéria, reconheceremos o valor da fé, humana e divina, que sustentou nossas irmãs na busca da solução para os problemas que as afligiam, confiando num poder superior e fazendo o que estava ao seu alcance para atingir a cura almejada.

Confiemos em Deus, que nos criou e nos sustenta a vida em todos os matizes materiais e espirituais, mas não nos esqueçamos de que Deus igualmente confia em nós, na nossa capacidade de auto-superação, na nossa determinação de nos melhorarmos e na nossa sensibilidade de amarmos.

Como diz o poeta: "Tenha fé e acredite que o sol amanhã vai brilhar e a força de Deus em ti estará. É preciso crer!"




(Marcos Vianna)
Os Caminheiros - Informativo do Centro Espírita Caminheiros do Bem.


Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/meditacao-diaria/fe-43821/#ixzz23WvdCZl0
 

Nenhum comentário:

Postar um comentário