sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Prece eficaz



 
Em sua passagem pelo mundo, Jesus se notabilizou pela pureza, pela bondade e pela sabedoria.
A meditação sobre Sua vida é sempre salutar.
Um aspecto interessante para refletir consiste no hábito que Jesus tinha de orar.
Nas mais diversas oportunidades, buscava se conectar com o Pai.
A pedido dos Apóstolos, ensinou-lhes a oração dominical.
Em Suas derradeiras instruções, antes de experimentar o martírio, Ele também tratou da prece.
Disse que, até aquele momento, os discípulos nada haviam pedido em Seu nome.
Mas que, ao pedirem, receberiam, para que sua alegria se cumprisse.
Com base nessa assertiva, muitos cristãos entendem que toda e qualquer oração deve ser atendida.
Não têm pudor de rogar ao Senhor da Vida a satisfação de fantasias e caprichos.
Ou então pedem para que a morte poupe um ente querido.
De outras vezes, rogam para ter vida tranquila, ao abrigo de imprevistos e desastres.
Imaginam que todos os seus problemas se solucionarão, ao simples custo de uma rogativa.
Olvidam a lei do trabalho, para se lançarem no simples petitório.
Desejam facilidades, sucesso sem esforço.
Acreditam que sua condição de cristãos lhes garante uma posição privilegiada no mundo.
Com isso, esquecem outra afirmativa do Messias Divino, no sentido de ser necessário tomar a própria cruz.
Ou seja, esforçar-se para superar os percalços do mundo.
Guardar dignidade frente às tentações.
Servir de exemplo, com uma vida laboriosa e serena.
Na ausência de pronto atendimento a suas rogativas, quedam desalentados.
Entretanto, há um aspecto importante a ser observado.
Jesus prometeu a resposta do céu aos que pedissem em Seu nome.
Por isso mesmo, a alma crente, convicta da sua fragilidade, precisa interrogar a própria consciência.
Deve analisar o conteúdo de suas rogativas ao Supremo Senhor, no mecanismo das manifestações espirituais.
Estará ela suplicando em nome do Cristo ou das vaidades do mundo?
A título de orar, não estará apenas cultivando o hábito da reclamação?
Pedir, em nome de Jesus, implica aceitar a Vontade Divina sábia e amorosa.
Essa rogativa tão especial pressupõe a entrega do próprio coração.
E quem se entrega ao Divino Amigo sabe se contentar com o necessário que lhe é concedido.
Nessa entrega reside o segredo da compreensão perfeita da sublimidade do amor de Deus.
Ele não envolve Suas criaturas em padecimentos com o propósito de vê-las sofrer.
Experiências dilaceradoras destinam-se a fazer surgir a pureza dos anjos.
Elas propiciam a superação do estágio de infância espiritual.
Chamam a atenção para o que realmente importa: a consciência tranquila, a fraternidade e a fé.
Nisso reside a genuína alegria do cristão, que jamais perece.
Pense a respeito.
 
Redação do Momento Espírita, com base no cap. 66, do
livro 
Caminho, verdade e vida, pelo Espírito Emmanuel, pela
psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.

Em 8.8.2012.

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