segunda-feira, 24 de setembro de 2012

151 ANOS DE O LIVRO DOS MÉDIUNS


151 ANOS DE O LIVRO DOS MÉDIUNS
Angélica da Costa Maia
 
O ano de 2011 começou marcado pelas fortes chuvas que ocasionaram resgates coletivos em muitas regiões brasileiras.
 
É como se a espiritualidade quisesse nos dizer que renovar é buscar harmonizar a consciência e “endireitar as veredas”, usando a expressão do precursor do Cristo, João Batista.
 
Muitas são as reflexões que fazemos em situações como as que estamos vivendo. Em todas elas, presente está nossa busca de Deus, tentando compreender suas leis e a destinação humana. 
 
Vamos, assim, descobrindo que a vida física está inteiramente comandada pela vida espiritual e que os dois mundos – físico e espiritual – são companheiros no engendro da história humana. Algumas pessoas possuem maior sensibilidade para perceber o contato e a estreita relação entre os dois mundos, sendo, portanto, intermediárias entre um e outro. Estas percebem que existe algo que transcende a vida física e que pode ser captado pelas vias intuitivas ou mesmo percebido por fenômenos que ferem os sentidos físicos.
 
Desde que o ser humano se firmou na Terra como espécie pensante que o intercâmbio entre os dois mundos se dá, das mais variadas formas. Cultuando divindades, idolatrando seres, criando altares, utilizando oráculos, o ser humano tudo faz para se aproximar do mundo extra físico e avançar nas lições de vida eterna. Segundo a capacidade intelectiva do ser humano o intercâmbio entre os dois mundos sempre ocorreu, para que a ideia da comunicabilidade entre estes fosse se firmando no conceito da humanidade como algo natural, que tem ressonância nas leis que governam a vida.
 
Mas foi com Allan Kardec, em 1857, que as relações ente os mundos físico e espiritual puderam ser estabelecidas de forma equilibrada, monitorada por diretrizes de segurança e dignidade.
 
Após a publicação da primeira obra da Doutrina Espírita, “O Livro dos Espíritos”, em abril de 1857, o Codificador inicia uma pesquisa de caráter experimental, e registra seus resultados em janeiro de 1861 em forma de livro – “O Livro dos Médiuns”. Um guia para todo aquele que sente em algum grau a influência dos espíritos e recebe comunicações das esferas espirituais.

É “O Livro dos Médiuns” uma metodologia para o intercâmbio entre encarnados e desencarnados, apresentando convincente argumentação sobre a existência do mundo espiritual, oferecendo aos que são médiuns diretrizes para que a nobre atividade seja realizada de forma disciplinada e produtiva.  A partir de então nova vida mental para a humanidade no que diz respeito ao intercâmbio com os seres de outras dimensões.
 
“O Livro dos Médiuns” reúne os ensinos das esferas superiores, apresentando todos os gêneros de manifestações do mundo espiritual, esclarecendo sobre as dificuldades e tropeços que podem surgir no exercício mediúnico bem como cita as etapas do desenvolvimento da mediunidade.
 
Neste ano de 2012 a obra completou 151 anos! Nós, espíritas, nos alegramos pela data e relembramos o trabalho minucioso e metódico de Allan Kardec para sintetizar num só tomo todo o processo de intercâmbio com as esferas espirituais.
 
Convidamos a todos que já fazem de “O Livro dos Espíritos” e de “O Evangelho Segundo o Espiritismo” suas leituras diárias, que incluam a excepcional obra “O Livro dos Médiuns” na rotina diária de estudo e meditação.
 
Segundo Allan Kardec “todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse fato, médium” (Cap XIV item 159 de “O Livro dos Médiuns”). Isso implica em dizer que todos devemos conhecer a obra que completa 150 anos de publicação e que traçou as mais seguras diretrizes para que essa influência seja benéfica e frutífera.
 
Angélica da Costa Maia, publicado no jornal Novos Tempos, do C.E. Augusto Silva, edição nº 46
 
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in REVISTA ESPÍRITA Jornal de Estudos Psicológicos Publicada sob a Direção de Allan Kardec
Ano 3 - agosto/novembro 1860 - Nºs. 8/11  janeiro/novembro de 1861 - Ano 4 - Nºs. 1/11
 
 
Esta obra está inteiramente esgotada e não será reimpressa. Será substituída pelo novo trabalho – neste momento no prelo – muito mais completo e que seguirá um outro plano. (1)
 
Allan Kardec
na Revista Espírita, agosto de 1860
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AVISO
 
Lembramos aos nossos leitores que a obra intitulada: Instruções Práticas Sobre as Manifestações Espíritas está esgotada e será substituída por outra, bem mais completa, sob o título de Espiritismo Experimental (2). Encontra-se no prelo e aparecerá no mês de dezembro.
 
Allan Kardec
na Revista Espírita, dezembro de 1860
 
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Anunciada há muito tempo, mas com a publicação retardada em virtude de sua própria importância, esta obra aparecerá entre os dias 5 e 10 de janeiro, na livraria do Sr. Didier, nosso editor, localizada no Doca de Augustins, 35 (3). Representa o complemento de O Livro dos Espíritos e encerra a parte experimental do Espiritismo, assim como este último contém a parte filosófica.
 
Fruto de longa experiência e de laboriosos estudos, nesse trabalho procuramos esclarecer todas as questões que se ligam à prática das manifestações. De acordo com os Espíritos, contém a explicação teórica dos diversos fenômenos, bem como das condições em que os mesmos se podem reproduzir. Não obstante, sobretudo a matéria relativa ao desenvolvimento e ao exercício da mediunidade mereceu de nossa parte uma atenção toda especial.
 
O Espiritismo experimental é cercado de muito mais dificuldades do que geralmente se pensa, e os escolhos aí encontrados são numerosos. É isso que ocasiona tantas decepções aos que dele se ocupam, sem a experiência e os conhecimentos necessários. Nosso objetivo foi o de prevenir contra esses escolhos, que nem sempre deixam de apresentar inconvenientes para quem se aventure sem prudência por esse terreno novo. Não podíamos negligenciar um ponto tão capital, e o tratamos com o cuidado que a sua importância reclama.
 
Os inconvenientes quase sempre se originam da leviandade com que é tratado problema tão sério. Sejam quais forem, os Espíritos são as almas dos que viveram, no meio das quais estaremos infalivelmente, de um momento para outro. Todas as manifestações espíritas, inteligentes ou não, têm, pois, por objeto, pôr-nos em contato com essas mesmas almas; se respeitamos os seus restos mortais, com mais forte razão devemos respeitar o ser inteligente que sobrevive e que constitui a sua verdadeira individualidade. Fazer das manifestações uma brincadeira é faltar com o respeito que talvez amanhã reclamaremos para nós mesmos, e que jamais é violado impunemente.
 
O primeiro momento de curiosidade causado por esses estranhos fenômenos já passou. Hoje, que se lhes conhece a fonte, guardemo-nos de profaná-la com brincadeiras descabidas e nos esforcemos por nela haurir o ensinamento apropriado que nos assegurará a felicidade futura. O campo é muito vasto e o objetivo por demais importante para cativar toda a nossa atenção. Até hoje, todos os nossos esforços tenderam para fazer o Espiritismo entrar neste caminho sério. Se esta nova obra, tornando-o ainda mais bem conhecido, puder contribuir para impedir que o desviem de sua destinação providencial, estaremos amplamente recompensados de nossos cuidados e de nossas vigílias.
 
Não negamos que esse trabalho suscitará mais de uma crítica da parte daqueles a quem incomoda a severidade dos princípios, bem como dos que, vendo as coisas de um outro ponto de vista, já nos acusam de querer fazer escola no Espiritismo. Se fazer escola é procurar nesta ciência um fim útil e proveitoso para a Humanidade, teríamos o direito de nos sentir envaidecidos com essa acusação. Mas uma tal escola não necessita de outro chefe que não seja o bom-senso das massas e a sabedoria dos Espíritos bons, que a teriam criado sem a nossa participação. Eis por que declinamos da honra de a ter fundado, felizes de nos colocarmos sob a sua bandeira, não aspirando senão o modesto título de propagador. Se for necessário um nome, inscreveremos em seu frontispício: Escola de Espiritismo Moral e Filosófico, e para ela convidaremos todos quantos têm necessidade de esperanças e de consolações.
 
Allan Kardec
 na Revista Espírita, janeiro de 1861
 
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BIBLIOGRAFIA
 
Segunda edição (4)
 
A primeira edição de O Livro dos Médiuns, publicada no início do ano, esgotou-se em poucos meses, o que vem a ser um dos traços mais característicos do progresso das idéias espíritas.

Nós mesmos pudemos constatar, em nossas excursões, a influência salutar que esta obra exerceu sobre a direção dos estudos espíritas práticos; assim, as decepções e mistificações são muito menos numerosas do que outrora, porque ela ensinou os meios de frustrar as artimanhas dos Espíritos enganadores. Esta segunda edição é muito mais completa que a precedente; encerra numerosas e importantes instruções e vários capítulos novos. Toda a parte que concerne mais especialmente aos médiuns, à identidade dos Espíritos, à obsessão, às questões que podem ser dirigidas aos Espíritos, às contradições, aos meios de discernir os Espíritos bons dos maus, à formação de reuniões espíritas, às fraudes em matéria de Espiritismo, recebeu notáveis desenvolvimentos, frutos da experiência. No capítulo das dissertações espíritas adicionamos várias comunicações apócrifas, acompanhadas de observações pertinentes, de modo a facultar os meios de descobrir o embuste dos Espíritos enganadores, que se apresentam com falsos nomes.

Devemos acrescentar que os Espíritos reviram a obra inteiramente e trouxeram numerosas observações do mais alto interesse, de sorte que se pode dizer que é obra deles, tanto quanto nossa.

Recomendamos com insistência esta nova edição, como o guia mais completo, seja para os médiuns, seja para os simples observadores. Podemos afirmar que, seguindo-a pontualmente, evitar-se-ão os escolhos tão numerosos, contra os quais se vão chocar principiantes inexperientes. Depois de a ter lido e meditado atentamente, os que forem enganados ou mistificados certamente não poderão culpar-se senão deles mesmos, porque tiveram todos os meios para se esclarecerem.
 
na Revista Espírita, novembro de 1861
 
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(1) Allan Kardec faz referência a O Livro dos Médiuns, que seria lançado em janeiro 1861. (N.do T.)
(2) Allan Kardec refere-se a 
O Livro dos Médiuns, que surgiria em janeiro de 1861. (N.do T.)
(3) Ela é igualmente encontrada nos escritórios da Revista Espírita, Rua Sainte-Anne, 59, passagem Sainte-Anne. Um grande volume in-18, de 500 páginas; Paris, 3 fr.50; pelo Correio, 4 fr.
(4) 1 vol.in-12, preço 3 fr.50 c. pelo Correio, 4 fr.
 
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