terça-feira, 4 de setembro de 2012

CONCEITOS ESPÍRITAS DE DEUS, ESPÍRITO E MATÉRIA



Cláudio Rodrigues do Prado
 
 
Conceito Espírita de Deus
 
Conforme o "O Livro dos Espíritos", Deus é a "inteligência suprema, causa primária de todas as coisas".Nesta frase, "causa primária" primária é o mesmo que "princípio" e portanto Deus pode também ser entendido como sendo o princípio (fonte ou origem, substancial) de tudo o que existe.
 
Para a doutrina espírita, Deus não é pessoa, ou coisa representável materialmente, mas sim um princípio substancial não material. Ainda segundo a doutrina espírita, não podemos conhecer a natureza íntima de Deus, pois carecemos do sentido apropriado para isso. Contudo e à medida que nos vamos desenvolvendo espiritualmente, em nós vai-se despertando o senso espiritual e vamos fazendo uma idéia cada vez mais justa da Divindade, embora sempre incompleta.
 
O conceito espírita de Deus está pormenorizadamente expresso no "O Livro dos Espíritos" (questões de no 1 a 16) e especialmente na "A Gênese" - Capítulo II. A seguir, alguns dos caracteres e atributos da Divindade, segundo a doutrina espírita:
 
a) Não podemos compreender a natureza íntima de Deus, pois para isso nos falta o sentido próprio.
 
Comentário: A afirmação de que não podemos compreender a natureza íntima de Deus (questão nº 10), o conceitua como um "absoluto" ou incognoscível. Porém, mais adiante afirma o "O Livro dos Espíritos" (questão nº 11) que quando nos aproximarmos de Deus, pela nossa perfeição, veremos a Deus e o compreenderemos. Essa última expressão poder ser entendida como força de expressão, pois em seu comentário desta questão Kardec afirma que à medida que se desenvolve no ser humano o senso moral, o seu pensamento penetra mais e melhor no âmago das coisas; e então faz idéia mais justa da Divindade e, ainda que sempre incompleta, mais conforme a sã razão.
 
b) Não podemos compreender a natureza íntima de Deus, entretanto podemos formar idéia de algumas das suas perfeições.
 
Comentário: Reafirma-se aqui (questão nº 12) que a natureza íntima de Deus nos é inacessível, porém que podemos conhecer alguns dos seus atributos.
 
c) Quando dizemos que Deus é eterno, infinito, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom, estamos fazendo idéia quase completa dos atributos de Deus, porém nunca completa, pois que há coisas que estão acima da inteligência do homem mais inteligente, que nossa linguagem não teria meios para exprimir.
 
Comentário: A questão (no 13) refere-se aos atributos de Deus, não se referindo à própria Divindade, isto é, podemos fazer idéia quase completa dos atributos de Deus, porém não da sua natureza íntima.
 
Deus é eterno: Isto é, não teve começo. Na hipótese de ter tido começo, teria sido criado por algum outro ser; ou então teria saído do nada. Se tivesse sido criado por outro ser, este último é que teria características divinas ou de criador e teria sido a "causa de Deus", o que é absurdo, uma vez que, sendo eterno, Deus não teve causa. E a hipótese de ter saído do nada não é menos absurda, pois o nada coisa alguma é e por isso coisa nenhuma poderia ter produzido.
 
Deus é imutável: É imutável no sentido de que não se altera, nem altera as leis por ele estabelecidas. Se fosse mutável, as leis universais não teriam estabilidade e haveria o caos permanente.
 
Deus é imaterial: A sua natureza difere de tudo o que entendemos por "matéria". Embora sendo substancial (é algo que existe ou subsiste), Deus não é material e não tem forma alguma apreciável pelos nossos sentidos.
 
Deus é único: Como causa primária (e só pode haver uma causa primária) Deus há de ser único. Se vários deuses houvesse, não haveria unidade de poder e de objetivos na ordenação de tudo o que existe.
 
Deus é onipotente: Ele o é, porque é único, não havendo quem pudesse disputar poderes com ele. A idéia de poder (absoluto) indica a capacidade de fazer todas as coisas. Se houvesse algo mais poderoso do que ele, Deus não teria feito todas as coisas; e as que ele não houvesse feito teriam sido feitas por outro "Deus".
 
Deus é soberanamente bom e justo: A sabedoria divina se revela tanto nas pequeninas quanto nas maiores coisas e essa sabedoria demonstra a justiça e a bondade divinas.
 
Comentário: Alguns dos atributos divinos acima fazem parte dos atributos do "absoluto" filosófico. Tais atributos são negações, pois do absoluto nada se pode afirmar. Deus tomado como absoluto, é eterno porque não teve começo; é imaterial porque não muda, não altera; é único, porque não há outro "Deus". Quanto à onipotência, à justiça e à bondade de Deus, não se trata de atributos do absoluto. De modo especial a justiça e a bondade são características do "Deus Nosso Pai" ensinado por Jesus. Assim sendo, o conceito espírita de Deus pode ser considerado uma junção do conceito do absoluto com o conceito de "Nosso Pai".
 
 
Conceito Espírita de Espírito
 
Juntamente com a matéria, o espírito aparece no "O Livro dos Espíritos", inicialmente, como um componente da trindade universal (Deus, espírito e matéria), designado como princípio, isto é, fonte ou origem de alguma coisa. No decorrer dessa obra básica, aparecem entretanto expressões com o mesmo significado de espírito, tais como elemento espiritual e princípio inteligente do universo.
 
É interessante notar que Allan Kardec determinou, em uma nota por ele aposta sob a questão nº 76 do "O Livro dos Espírito", uma distinção entre "espírito" (palavra escrita com a letra inicial minúscula), entendido como sendo o "princípio inteligente do universo" e Espírito (escrita com letra inicial maiúscula) como sendo a "individualização" desse mesmo princípio (inteligente do universo). Estabeleceu que daquela questão em diante, no "O Livro dos Espíritos", "espírito" (com a inicial minúscula) passaria a designar sempre o princípio espiritual universal (ou total) e "Espírito" (com a inicial maiúscula) passaria sempre a designar a individualização desse mesmo princípio total, correspondendo aos Espíritos.
 
Os Espíritos que transmitiram as comunicações que deram origem ao "O Livro dos Espíritos" e as outras obras "básicas", utilizaram-se de termos e expressões similares ou mesmo sinônimos, para o que deveremos estar atentos, a fim de que o pensamento desses Espíritos fique bem entendido. Caso contrário encontraremos dificuldades na tentativa de compreensão mais aprofundada dos ensinos revelados, ou mesmo, o que seria pior, poderíamos entende-los de maneira incorreta. No caso do espírito as dificuldades poderiam ser ainda mais significativas, porque a noção correta de espírito, tal como nos é informada nas obras básicas, depende do conhecimento e da compreensão do significado filosófico de "princípio", "substância", "elemento", "fonte" e "origem". E a utilização de palavras homófonas e quase homógrafas para designar o espírito como princípio e o Espírito como individualização desse mesmo princípio, gera confusão, sobretudo quando essas palavras são pronunciadas (pois são homófonas); pelo que, em situações como esta deveremos manter nossa atenção redobrada.
 
espírito é o próprio princípio inteligente do universo. Os Espíritos que transmitiram as obras básicas não se referem à matéria como sendo o "princípio não inteligente do universo", porém essa é uma conclusão lógica. Esse universo a que o "O Livro dos Espíritos" se refere é o universo da criação divina, que engloba o espírito e a matéria. Se o espírito é o princípio inteligente do universo, e contendo esse universo apenas dois princípios (o espírito e a matéria), e sendo o espírito o princípio inteligente, então logicamente a matéria há de ser o princípio não inteligente dessa dualidade espírito-matéria.
 
A trindade universal é composta por três princípios, ou três elementos, ou três causas: Deus, espírito e matéria. É dito que ela é o princípio de tudo o que existe, no sentido de que Deus como causa, como resultado de uma criação ou emanação. Porém também são causas (princípios) de tudo o que existe ou possa existir de "espiritual" e de tudo o que existe ou possa existir de "material". Os Espíritos são originários do espírito (o princípio inteligente) e os corpos materiais são originários da matéria (o princípio não inteligente). Assim sendo, o espírito (ou elemento espiritual) é a fonte de onde emanam os Espíritos e a matéria é a fonte de onde emanam todos os corpos materiais.
 
Na questão nº 23 do "O Livro dos Espíritos", Kardec pergunta o que seria o espírito, tendo os Espíritos respondido que para nós seres humanos o espírito nada é, devido às limitações de nossos sentidos, que não podem perceber e muito menos apreender aquilo que não é material ( o espírito é uma realidade não material). Porém o espírito há de ser alguma coisa e sendo alguma coisa isto significa que é substância ou substancial.
 
Na questão nº 25, tendo sido perguntado se o espírito independe da matéria ou se seria apenas uma propriedade desta, foi respondido que: "Um é diferente do outro; mas é necessária a união do espírito e da matéria pata que esta possa ser intelectualizada". Fica claro então que o espírito e a matéria são dois princípios ou elementos diferentes um do outro, embora, no estado evolutivo em que nos encontramos, não tenhamos possibilidades de aprecia-los em separado, o que somente podemos fazer "pelo pensamento". Na Gênese, Capítulo XI, Kardec pergunta se o princípio espiritual teria tido origem na matéria,a que os Espíritos responderam que não, pois se assim fosse o espírito teria as mesmas características e vicissitudes da matéria: a morte do corpo extinguiria também o espírito, que (hipoteticamente) se desagregaria ou voltaria ao nada ou ao Todo universal. A aceitação de tal hipótese seria a sanção das doutrinas materialistas.
 
Como a inteligência e o pensamento são atributos do espírito e não da matéria (a matéria é o princípio "não inteligente" do universo da criação divina), esta é diferente do espírito e vice-versa (item 6 do Capítulo XI da "A Gênese).
 
Na abordagem referente aos Espíritos veremos como se dá ou como se daria a sua criação ou emanação, a partir do todo espiritual (do elemento espiritual ou princípio inteligente do universo); bem como a sua união com a matéria, equipando-se com o perispírito e com o corpo material ou carnal (encarnação), dando origem aos seres humanos.
 
 
Conceito Espírita de Matéria
 
O termo matéria surge no "O Livro dos Espíritos" inicialmente para designar um dos três elementos da realidade total expressa como "trindade universal" (Deus, espírito e matéria). Não se trata pois do conceito usual ou científico de matéria, mas sim de um princípio. A matéria tomada como princípio é uma concepção filosófica. Porém ela também é considerada, no decorrer das obras básicas, no seu significado comum, isto é, como a matéria "física".
 
Na questão nº 21 do "O Livro dos Espíritos", diz Kardec que geralmente se define a matéria como sendo o que tem extensão, o que é capaz de impressionar os sentidos, o que é impenetrável. E pergunta aos Espíritos se seriam exatas essas definições. Em resposta, disseram eles que essas definições estão corretas sob um certo ponto de vista, porém que a matéria referida por Kardec corresponderia mais propriamente à matéria "física"; existindo entretanto outros estados da matéria além da física, sendo que nesses estados ela pode ser tão "etérea" e sutil que nenhuma impressão pode causar aos sentidos físicos. Em seguida, à pergunta "Que definição podeis dar da matéria? ...", os Espíritos responderam que ela é o laço que prende o Espírito: o instrumento de que este se serve e sobre o qual exerce a sua ação.
 
Universo: "Universo" pode ser definido como "tudo o que existe". Como para a ciência tudo o que existe é material, "Universo" em astronomia refere-se a toda a matéria celeste conhecida e por conhecer. Em filosofia, o termo "universo" significa "totalidade" e pode ser aplicado a diferentes totalidades, não tendo necessariamente relação com "cosmo".
 
Nas obras básicas da doutrina o termo "universo" é aplicado a diferentes totalidades, sendo que nem sempre os Espíritos especificam a que totalidade estão se referindo, em determinadas situações; o que não raro é motivo para confusões (desde que não se tenha a percepção correta do assunto). Por exemplo, denominam o espírito de "princípio inteligente do universo", sem especificarem a qual universo se referem. As pessoas tendem a pensar na existência de um único universo, o "Universo da ciência" e assim geralmente entendem o princípio inteligente como fazendo parte do Universo físico, cometendo, talvez involuntariamente, um grave erro doutrinário. Na verdade o universo relacionado ao princípio inteligente é o "universo da criação divina", a dualidade espírito-matéria.
 
Outro termo muitas vezes incompreendido é universal. Ele tem evidente relação com "universo", porém nem sempre com o universo material. Significa "total" ou "somatória". Assim a "trindade universal" é a somatória de Deus-espírito-matéria. O "fluido cósmico universal", por sua vez, é a somatória da matéria física com a matéria etérea.
 
Fluido Cósmico Universal: Na questão nº 27 do "O Livro dos Espíritos" a matéria "física" é chamada de "matéria propriamente dita", à qual deve ser acrescentado o "fluido universal" o qual é "matéria mais perfeita, mais sutil, e que se pode consdierar independente (da matéria propriamente dita)". A "Gênese" (Capítulo XIX - item 02) denomina a somatória da matéria "propriamente dita" com a matéria sutil, de fluido cósmico universal.
 
O fluido cósmico universal é o universo material total, constituído pela matéria "física" (ou o "nosso" Universo material) e pela matéria "não física" (um outro universo, mais amplo do que o "nosso" e constituído por matéria "etérea"). A designação de "etérea" é devida à antiga concepção do "éter". Por definição, o éter era o "hipotético fluido cósmico sutil, que encha os espaços, penetra os corpos e é considerado o grande transmissor da luz, do calor e da eletricidade". Por muito tempo a ciência aceitou a existência do éter, porém, com o surgimento das teorias de Einstein ele foi abandonado como teoria científica.
 
O fluido cósmico universal é um "superuniverso" ou um "hiperuniverso", pois que engloba o "nosso" Universo e o "universo" de todas as substâncias materiais "não físicas" (etéreas). Esse hiperuniverso está contido num "hiperespaço" universal. Ele não é entretanto um "princípio" e não corresponde à matéria como princípio. A matéria como princípio deve ser tomada como sendo a causa ou fonte substancial de tudo o que existe de material,inclusive do fluido cósmico universal; e este deve ser entendido como sendo uma "parte" da matéria total ou elemento material.
 
A matéria como princípio deve ser tomada como a causa ou a fonte substancial de tudo o que existe de material. Como princípio, ela deve ser vista (ou imaginada) não possuindo nenhuma partícula, nenhuma divisão, modificação ou transformação, até ao momento em que, por leis e motivos desconhecidos e inacessíveis ao entendimento humano, ela forma "fluidos cósmicos universais".
 
Um fluido cósmico universal ou "hiperuniverso" seria então o resultado da modificação de pelo menos uma parte da matéria como princípio, resultando no surgimento de partículas, as quais combinando-se entre si dão origem à inumerável variedade de fluidos ou substâncias de que se compõem o "universo etéreo" e o Universo "físico". No momento em que surge, esse "superuniverso" passa a reger-se por leis que determinam o comportamento da matéria etérea e da matéria física. Por força dessas leis, a matéria etérea sofre crescente e contínua condensação, de modo que, que das mais ínfimas partículas e mais distanciadas entre si, até às mais "pesadas" e aproximadas, vão-se formando, por densificação, "planos" ou "universos" secundários em diferentes dimensões dentro dessa "massa" material, até chegar ao estado mais densificado ou mais concentrado de todos, que corresponde à matéria "física" ou "Universo físico".
 
Princípio Vital: Conforme ensinam as questões nº 59 e seguintes (até à de nº 70) do "O Livro dos Espíritos", desenvolvidas por Kardec na "A Gênese", participa da matéria universal um fluido especial ou característico, responsável pela vitalidade de todos os seres vivos. Esse fluido ou "massa fluídica" foi denominado pelos Espíritos de princípio vital. Contudo não se trata na realidade de um verdadeiro princípio e poderia ser entendido como um subprincípio, participante do princípio material ou matéria como princípio, uma vez que verdadeiramente princípios o são Deus, espírito e matéria. Esse subprincípio tem relação direta com a vida biológica e com a vitalidade de um modo geral. Aparece no nascimento de todos os seres vivos, dando-lhes "vitalidade" e desaparece na morte de todos os seres, voltando a compor o fluido universal.
 
O princípio vital tem importância fundamental nos fenômenos mediúnicos, de modo particular nos fenômenos de efeitos físicos. Nas materializações, desprende-se do corpo do médium um fluido denominadoectoplasma que é o responsável pelas manifestações físicas provocadas pelos Espíritos e esse fluido é um dos componentes do princípio vital; o qual através dos "fluidos vitais" participa não somente dos fenômenos mediúnicos, mas também das trocas energéticas entre o corpo físico e o perispírito de todas pessoas, quer encarnadas quer desencarnadas.


(1) No "O Livro dos Espíritos" há a afirmação de que, quando nos depurarmos completamente da matéria, veremos Deus "face a face"; o que devemos tomar como uma simples força de expressão, uma vez que Deus não tem face e também porque o relativo não pode facear o absoluto.

(2) Embora Kardec não faça diretamente referência ao conceito filosófico do "absoluto", que por definição é "o ser em si mesmo", "o incognoscível", o "desligado" (de ab = dês + solutum = ligado) - está evidente no texto do "O Livro dos Espíritos" que ele tinha conhecimento desse conceito, pois vários dos atributos divinos que ele aponta correspondem aos atributos filosóficos do "absoluto".

(3) A afirmação, de que o Espiritismo adotou o conceito filosófico do absoluto e uniu-o à idéia de "Deus-Nosso Pai" - tal qual foi exposto não se encontra nas obras básicas da doutrina espírita. Trata-se de uma tese do autor deste trabalho, pela qual Deus é o Absoluto e "Deus-Nosso Pai" uma manifestação, através do que o Absoluto dá-se a conhecer no espírito ou substância espiritual total. Disse Jesus que "Deus é espírito" e que quer ser adorado "em espírito". Como o verbo "ser" pode significar também "estar", a afirmação de Jesus de que Deus é espírito pode ser entendida como estando Deus no espírito ou, em outras palavras, estando manifestado no espírito.

(4) O "O Livro dos Espíritos" não informa o que seria a "intelectualização" da matéria pela ação do espírito, porém podemos entender que essa intelectualização, talvez melhor dizendo "inteligenciação", da matéria é feita pela imersão nela dos Espíritos, que são os "seres inteligentes da criação" (e sendo que a matéria não é inteligente).

(5) Espírito é a designação dada a um conjunto ou dualidade espírito-matéria a nível individual, resultando na "individualização" do princípio espiritual total. Essa individualização contudo não significa necessariamente que a "centelha" espiritual "fundiu-se" com uma porção de matéria. Aessência ou verdadeira realidade do Espírito é espiritual e independente da matéria. Deve-se entender que essa essência não passou a existir no momento da "individualização" do princípio espiritual total, mas que já existia (embora não individualizada) antes da constituição do Espírito, continua a existir "como" Espírito e existirá sempre; enquanto que a matéria não existirá sempre. Esta, porém, é uma questão discutível a nível filosófico, não estando explícita nas obras básicas.
 
 
 
 
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