segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Dez passos para um bom relacionamento familiar



Dez passos para um bom relacionamento familiar



Há muita coisa que pode ser feita para se estabelecer ou manter um bom relacionamento familiar, tanto entre os cônjuges, quanto entre os pais e filhos, ou entre os demais membros da família.

Para ajudar no esforço dos que procuram cultivar bom relacionamento em família, elaboramos "dez passos", que, com um pouco de interesse e boa vontade, são perfeitamente aplicáveis na prática:


. Combater o egoísmo
. Dialogar sempre
. Cultivar simpatia
. Cultivar o sentimento
. Respeitar o espaço e a liberdade
. Aceitar as diferenças
. Aceitar os defeitos
. Olhar e estimular o lado bom
. Cultivar amabilidade nas palavras e gestos
. Praticar a solidariedade em casa

Para ajudar no melhor entendimento de todos os passos, comentaremos cada um deles.

O egoísmo é uma imperfeição moral que muito tem prejudicado o relacionamento em família, sobretudo o conjugal. Por isso, combater o egoísmo é um passo indispensável. E o lar é, seguramente, a maior oportunidade que o ser humano tem de combater esse vício moral, porque no lar temos de aprender a compartilhar ou dividir não só os bens materiais como a atenção e o afeto. O ideal é que todos se preocupem sempre com o bem-estar dos demais familiares. André Luiz nos ensina: "Servir além do próprio dever não é bajular e sim entesourar apoio e experiência, simpatia e cooperação" (Sinal Verde).

O diálogo é imprescindível no bom convívio familiar. Através dele podemos conhecer melhor as pessoas, inclusive os familiares. Quando os familiares interrompem o diálogo, o entendimento fica muito prejudicado, ou mesmo impossível. O ideal é que todas as pessoas reservem tempo para dialogar com os familiares. André Luiz nos ensina: "Converse com serenidade e respeito, colocando-se no lugar da pessoa que ouve, e educará suas manifestações verbais com mais segurança e proveito" (Sinal Verde).

A simpatia atrai e aproxima as pessoas. Para que haja bom relacionamento em família, é imprescindível que os seus membros se esforcem por sorrir para os demais e cumprimentá-los todos os dias. André Luiz nos recomenda: "Aprenda a sorrir para estender a fraternidade" (Busca e Acharás) e "Enfeite o seu lar com os recursos da gentileza e do bom humor" (Sinal Verde).

O sentimento pode ser cultivado. O caminho para se obter sucesso no cultivo do sentimento é o que Jesus nos ensinou: "Onde está o seu tesouro, aí estará o seu coração"
(Mateus, 6:21). Se imaginarmos sempre que os membros de nossa família são nossos tesouros, nosso afeto ficará polarizado neles e o amor por eles ficará sempre vivo. André Luiz nos aconselha: "Sempre necessário compreender que a comunhão afetiva no lar deve recomeçar, todos os dias, afim de consolidar-se em clima de harmonia e segurança" (Sinal Verde).

Cada membro da família, inclusive cada cônjuge, tem direito ao seu espaço e a gozar de certa liberdade. No caso dos cônjuges, respeitados os deveres impostos pelo contrato de casamento, a liberdade de cada um deve ser a maior possível para que nenhum dos dois se sinta preso. No caso dos jovens, a liberdade deve ser regulada pela responsabilidade. É importante que nenhum membro da família invada o espaço do outro, nem limite a sua liberdade. André Luiz nos recomenda: "Dê aos outros a liberdade de pensar, tanto quanto você é livre para pensar como deseja" (Sinal Verde).

As pessoas não são iguais. Cada Espírito está num grau de evolução. As diferenças são muitas. Os gostos são diferentes. É utopia querer que duas pessoas sejam iguais. Conviver bem em família é conviver com as diferenças. É compreender, aceitar e respeitar  as diferenças. André Luiz afirma: "Lembre-se de que as outras pessoas são diferentes e, por isso mesmo, guardam maneiras próprias de agir" e "É preciso reconhecer a diversidade dos gostos e vocações daquele ou daquela que se toma para compartilhar-nos a vida" (Sinal Verde).

Os Espíritos que evoluem na Terra ainda estão distantes da perfeição. Todos têm muitos defeitos e reencarnam para corrigi-los e desenvolver as virtudes. É impossível exigir que as pessoas de nossa família ou nós mesmos não cometamos erros. Conviver bem em família é aceitar as pessoas com os defeitos que elas ainda não conseguiram vencer. André Luiz nos aconselha: "Não exija dos familiares diferentes de você um comportamento igual ao seu, porquanto cada um de nós se caracteriza pelas vantagens ou prejuízos que acumulamos na própria alma" (Sinal Verde).

O homem tem tendência a observar o lado ruim das pessoas, os seus defeitos e, freqüentemente, não percebe as qualidades. A conseqüência disso é um certo pessimismo que acaba comprometendo o relacionamento familiar. Uma maneira de evitar que isso aconteça é observar as qualidades, o lado bom. Isso aumenta a simpatia pelas pessoas. Com relação aos filhos, há necessidade de atentar-se para os defeitos e más tendências para poder combatê-los desde a infância. André Luiz pondera: "Antes de observar os possíveis erros ou defeitos do outro, vale mais procurar-lhe as qualidades e dotes superiores para estimulá-los ao desenvolvimento justo" (Sinal Verde).

Todas as pessoas gostam de ser bem tratadas. Por isso, é importante que os membros da família sejam sempre amáveis uns com os outros, tanto em palavras como nos gestos. Por outro lado, abraços, toque de mãos são exemplos de gestos que ajudam, e muito, o bom relacionamento familiar. Paulo nos recomenda: "Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe (depreciativa); e sim unicamente a que for edificante..." (Efésios, 4:29) e André Luiz nos aconselha: "Eleve o seu vocabulário para o intercâmbio com os outros" (Busca e Acharás). É ideal que os membros da família sejam solidários entre si. Isso é importante sobretudo nas atividades do lar, que acabam sacrificando a dona de casa. André Luiz nos aconselha: "Colabore no trabalho caseiro, tanto quanto possível. Os pequeninos sacrifícios em família formam a base da felicidade no lar" (Sinal Verde).

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Referências Bibliográficas:
¹ Novo Testamento, Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro (RJ).
² Idem, ibidem.
² Xavier, Francisco C. Sinal Verde, pelo Espírito André Luiz. Ed. Comunhão Espírita Cristã, Uberaba (MG).
³ ____. Busca e Acharás, pelo Espírito André Luiz, Ideal, São Paulo (SP)
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Fonte: Reformador nº 2.100, março/2004
 

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