segunda-feira, 24 de setembro de 2012

inesquecível poema de Emmanuel, de "Há Dois Mil anos".



Alma gêmea da minhalma, 
Flor de luz da minha vida, 
Sublime estrela caída
Das belezas da amplidão!...
Quando eu errava no mundo, 
Triste e só, no meu caminho, 
Chegaste, devagarinho, 
E encheste-me o coração.
Vinhas na bênção dos deuses, 
Na divina claridade, 
Tecer-me a felicidade 
Em sorrisos de esplendor!...
És meu tesouro infinito, 
Juro-te eterna aliança, 
Porque sou tua esperança, 
Como és todo o meu amor!
Alma gêmea da minhalma, 
Se eu te perder, algum dia, 
Serei a escura agonia 
Da saudade nos seus véus...
Se um dia me abandonares, 
Luz terna dos meus amores, 
Hei de esperar-te, entre as flores 
Da claridade dos céus...
Emmanuel
(Do livro "Há Dois Mil Anos, FCXavier)
(IV - Tragédias e esperanças, 275)

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