terça-feira, 9 de outubro de 2012

A MISERICÓRDIA DIVINA, SEM A REENCARNAÇÃO, SERIA PURA FICÇÃO


A MISERICÓRDIA DIVINA, SEM A REENCARNAÇÃO, SERIA  PURA FICÇÃO
José Reis Chaves (Belo Horizonte/SP)


      Se a misericórdia de Deus é infinita – e eu creio que seja –, ela tem que durar por todas as eternidades.
      Observe-se que eu uso a palavra eternidade no plural, e digo todas as eternidades, pois, de acordo com o seu significado etimológico latino (“aeternitas” ou “aetas”) e com a Bíblia, ela significa um ciclo, um tempo indefinido, e não sem fim, como foi ensinado pelos teólogos. “Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, de eternidade a eternidade.” (Salmo 106: 48). E quando falamos em misericórdia infinita de Deus, na verdade estamos dizendo que a lei de causa e efeito está sempre funcionando para o espírito, tendo ele sempre a oportunidade de se regenerar, até que, enfim, se liberte. “Ao vencedor, fá-lo-ei coluna no santuário do meu Deus, e daí jamais sairá.” (Apocalipse 3: 12).
     Também o pecado é contra as leis divinas, mas não é Deus que sofre, e sim, o nosso semelhante e, por consequência, nós que o fizemos. A Seicho-No-Ie diz que o pecado não existe. Realmente, tudo aquilo que não tem a mão de Deus que o sustente, não é de existência verdadeira. Aliás, se o pecado fosse sustentado por Deus, tivesse, pois, existência verdadeira e fizesse Deus sofrer, Deus estaria agindo contra Ele próprio e seria o ser mais infeliz que existe. E, por isso, Ele não seria tão sábio, ou então, seria, mas não Todo-Poderoso como é, pois faria coisas prejudiciais a Ele próprio. E, se o pecado não faz Deus sofrer, também o bem que fazemos não O beneficia, pois Deus é imutável. “A tua impiedade só pode fazer o mal ao homem como tu mesmo; e a tua justiça dar proveito ao filho do homem.” (Jó 35: 8). “Por ventura será o homem de algum proveito a Deus? Antes o sábio é só útil a si mesmo. Ou tem o Todo-Poderoso interesse em que sejas justo, ou algum lucro em que tu faças perfeitos os teus caminhos?” (Jó 22: 2-3).  
      Santo Agostinho disse que ninguém é tão santo, que mereça ir direto para o céu, e tão mau, que mereça ir direto para o inferno. Isso lembra o Purgatório da Igreja, o qual, por sua vez, lembra a lei de causa e efeito, ou seja, a colheita do bem e do mal que houvermos semeado. Paulo afirma: “Deus não pode ser enganado, porque o que o homem semear, isso ele colherá.” (Gálatas 6: 7). E, se nós semeamos o mal na carne, pela lógica, é nela que devemos colher também o seu consequente sofrimento. Aliás, hoje, a própria Igreja ensina que não se sabe onde fica o Purgatório. Ademais, como se diz, a voz do povo é a voz de Deus, e essa voz ensina também: “Aqui se faz, aqui se paga”.  A Bíblia nos mostra que a misericórdia de Deus, de fato, é infinita. “O Senhor é misericordioso e compassivo; longânimo e assaz benigno. Não repreende perpetuamente, nem conserva para sempre a sua ira.” (Salmo 103: 8-9). Mas excluída dessa misericórdia infinita de Deus a ideia da reencarnação, que nos permite novas oportunidades de regeneração, essa misericórdia infinita de Deus se torna insustentável.
     No meu livro, “A Reencarnação na Bíblia e na Ciência”, 8ª Edição, lê-se na página 184 que O padre parapsicólogo austríaco Andréas Resch foi encarregado pelo Vaticano para estudar a reencarnação. E eis a sua conclusão: “Não se pode proibir que Deus faça exceções.” Ele não escancarou as portas para a reencarnação, mas uma porta, não há dúvida, ele abriu!

José Reis Chaves (Belo Horizonte/SP)
estudou para padre na Congregação dos Redentoristas, é formado em Comunicação e Expressão na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. É Escritor, durante vários anos lecionou Português, Literatura, História, Geografia e Latim. É Teósofo, parapsicólogo, biblista, e ao longo de toda a sua vida, o autor vem desenvolvendo pesquisas sobre a Bíblia, as religiões e a Parapsicologia. Por último, passou a estudar o Espiritismo, Doutrina que assimilou com facilidade, tendo em vista o seu longo tempo de estudo da Bíblia, da História e da Teologia Cristãs. Aposentado, atualmente dedica-se ao trabalho de escrever e proferir palestras na área espiritualista, mas principalmente Espírita, por todo o Brasil.
É autor dos livros, entre outros:  “A Reencarnação Segundo a Bíblia e a Ciência”,
“Quando chega a Verdade” e "A Face Oculta das Religiões. 


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