quinta-feira, 15 de novembro de 2012

CLARIVIDÊNCIA, LUCIDEZ, SEGUNDA-VISTA e VIDÊNCIA



Texto extraído dos livros
O LIVRO DOS ESPÍRITOS e
INSTRUÇÕES PRÁTICAS SOBRE AS MANIFESTAÇÕES ESPÍRITAS (*)
por Allan Kardec
Pesquisa: Elio Mollo
 
CLARIVIDÊNCIA: propriedade inerente à alma e que dá a certas pessoas a faculdade de ver sem o auxílio dos órgãos da visão (ver Lucidez).
 
LUCIDEZ, clarividência, faculdade de ver sem o auxílio dos órgãos da visão. É uma faculdade inerente à própria natureza da alma ou do Espírito, e que reside em todo o seu ser; eis porque em todos os casos em que há emancipação da alma, o homem tem percepções independentes dos sentidos. No estado corporal normal, a faculdade de ver é limitada pelos órgãos materiais: desprendida desse obstáculo, ela não é mais circunscrita, estende-se por toda parte onde a alma exerce sua ação: tal é a causa da visão à distância de que gozam certos sonâmbulos. Eles se vêem no próprio local que observam e o descrevem, ainda que este se situe a mil léguas de distância, visto que, se o corpo não se acha acolá, a alma, em realidade, ali se encontra. Pode-se, pois, dizer que o sonâmbulo vê pelos olhos da alma.
 
A palavra clarividência é mais geral; lucidez diz-se mais particularmente da clarividência sonambúlica. Um sonâmbulo é mais ou menos lúcido, conforme a emancipação da alma é mais ou menos completa.
 
SEGUNDA-VISTA: Efeito da emancipação da alma que se manifesta no estado de vigília. Faculdade de ver as coisas ausentes como se estivessem presentes. Aqueles que dela são dotados não vêem pelos olhos, mas pela alma, que percebe a imagem dos objetos por toda parte onde ela se transporta, e como por uma espécie de miragem. Esta faculdade não é permanente. Certas pessoas a possuem sem saber: ela parece-lhes um efeito natural, e produz o que denominamos visões.
 
DUPLA VISTA: A emancipação da alma se manifesta às vezes no estado de vigília, e produz o fenômeno designado pelo nome de dupla vista, que dá aos que o possuem a faculdade de ver, ouvir e sentir além dos limites dos nossos sentidos. Eles percebem as coisas ausentes, por toda parte, até a alma onde possa estender a sua ação; vêem, por assim dizer, através da vista ordinária, como por uma espécie de miragem.
 
No momento em que se produz o fenômeno da dupla vista, o estado físico é sensivelmente modificado: os olhos tem qualquer coisa de vago, olhando sem ver, e toda a fisionomia reflete uma espécie de exaltação. Constata-se que os órgãos da visão são alheios ao fenômeno, ao verificar-se que a visão persiste, mesmo com os olhos fechados. (O Livro dos Espíritos, livro segundo, cap. VIII, Resumo teórico do sonambulismo do êxtase e da dupla vista.)
 
VIDENTE: aquele ou aquela que é dotado de segunda-vista. Algumas pessoas designam sob este nome os sonâmbulos magnéticos para melhor caracterizar a lucidez. Esta palavra, nesta última acepção, pouco mais vale do que o adjetivo invisível aplicado aos Espíritos. Tem o inconveniente de não ser especial ao estado sonambúlico. Quando se tem um termo para exprimir uma idéia, é supérfluo criar outro. É preciso sobretudo, evitar desviar as palavras de sua acepção consagrada.
 
(*) Livro publicado em 1858 e que antecedeu o O Livro dos Médiuns. Em agosto de 1860, referindo-se a estas "Instruções" Kardec fazia seus leitores saberem que: "Esta obra está inteiramente esgotada e não será reimpressa. Será substituída por novo trabalho (ainda não tinha título, mas referia-se ao O Livro dos Médiuns), ora no prelo, e que será muito mais completo e diversamente planificado. (Nota da A Era do Espírito.)
 
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