terça-feira, 27 de novembro de 2012

De Alma Confiante


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De Alma Confiante

Livro: Messe de Amor
Joanna de Ângelis  & Divaldo P. Franco





    Recordas-te deles, lágrimas nos olhos e coração dorido, como se houvesses sido pisoteado por infrenes corcéis em disparada.

    Esperanças mantidas por longos anos jazem mortas.

    Promessas vibrantes e douradas parecem negros panos da mentira.

    Amigos carinhosos que te esqueceram.

    Amores que pareciam eternos e que fugiram.

    Abraços e afagos que desapareceram.

    Mãos gentis que estavam distendidas e agora se ocultam.

    Companheiros que eram atestados vivos da lealdade plena e que te deixaram.

    Realizações honestas, feitas com suor e lágrimas, hoje apontadas como filhas da usura, a ruírem lentamente.

    A cada instante novos espinhos se cravam nas tuas carnes.

    Ingratidões na boca de velhos devedores do teu carinho.

    Queixas veiculadas por comensais da tua abnegação.

    Incompreensões de quem mais dependia dos teus esforços.

    Todos se voltam e saem quando chegas, e sentes que são injustos para contigo.

    Apesar de tudo, porém, não te desesperes.

    Reúne os músculos caídos e renova o Espírito vergastado, prosseguindo sem desfalecimento.

    Se não recolhes agora os frutos abençoados dos teus esforços, recebê-los-ás mais tarde.

    Colheita de hoje, sementeira de ontem.

    Dor agora, compromisso passado.

    Esforço atual, merecimento futuro.

    Envolve as íntimas aspirações, nas vibrações positivas do amor infatigável, desculpando e edificando sempre, e deixa-te arrastar pelas correntes do trabalho digno, seguindo à frente, na condição de seareiro da eternidade.

    Perdendo tudo e tudo tendo...

    Perseguido mas com todos...

    Alanceado e jubiloso...

    Incriminado, porém, inocente...

    Cansado, no entanto de pé...

    Surrado e feliz...

    Caindo aqui para reunir forças, e levantar reanimado um passo à frente.

    A linguagem do bem é de vibração imorredoura: desaparece aqui para repercutir alhures.

    O que faças de bom é dádiva que te fará bom...

    Não te arrependes nem te lamentes.

    E se for necessário morrer no trabalho entre amarguras e saudades, chancelado como incapaz e vencido, lembra o mestre divino que, antes de atingir a excelsa libertação, foi azorragado e perseguido, sorvendo o fel da maldade humana até a última gota e, carregando o madeiro infamante até o Gólgota, ressurgiu, logo mais, na glória solar, libertando-se do pó e das sombras... 



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