quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Desculpismo


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Desculpismo


   
“ E todos a uma vez começaram a  escusar-se. Disse lhe o primeiro:
     comprei um campo e importa ir vê-lo;rogo-te que haja escusado.” 
    Jesus – ( LUCAS, 14:18)




Desculpismo sempre foi a porta de escape dos que abandonam as próprias obrigações.

Irmãos nossos que tiveram a infelicidade de escorregar na delinqüência costumam  justificar-se com vigoroso poder de persuasão, mas isso não lhes exonera a consciência do resgate preciso.

Companheiros que arruínam o corpo em hábitos viciosos arquitetam largo sistema de escusas, tentando legitimar as atitudes infelizes que adotam, comovendo a quem os
ouve, entretanto, acabam suportando em si mesmos as conseqüências das responsabilidades a que se afeiçoam.

E, ainda agora, quando a Doutrina Espírita revive o Evangelho, concitando os homens à construção do bem na Terra, surgem às pencas desculpas disfarçando deserções:

         - Estou muito jovem ainda…
         - Sou velho demais…
         - Assumi compromissos de monta e não posso atender…
         - Minhas atribulações são enormes…
         - Obrigações de família estão crescendo…
         - Os negócios não me permitem qualquer atividade espiritual…
         - Empenhei-me a débitos que me afligem…
         - Os filhos tomam tempo…
         - Problemas são muitos…


Tantas são as evasivas e tão veementes aparecem que os ouvintes mais argutos terminam convencidos de que se encontram à frente de grande sofredores ou de criaturas
francamente incapazes, passando até mesmo a sustentá-los na fuga.

Os convidados para a lavoura de luz, no entanto, engodados por si próprios, acordam para a verdade no momento oportuno e, atados às ruinosas conseqüências da própria leviandade, não encontram outra providência restauradora senão a de esperarem por outras reencarnações. 

 


Fonte: Palavras de Vida Eterna, Emmanuel, Chico Xavier


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