segunda-feira, 12 de novembro de 2012

SIMPATIAS E ANTIPATIAS TERRENAS

Novo post em Centro Espírita Amor e Caridade Santarritense

O Livro do Espíritos – Questões 386 a 391

by ceacgallo
SIMPATIAS E ANTIPATIAS TERRENAS
- Dois seres que se conheceram e se amaram podem encontrar-se noutra existência corpórea e se reconhecerem?
- Reconhecerem-se, não; mas serem atraídos um pelo outro sim; e frequentemente as ligações íntimas, fundadas numa afeição sincera, não provem de outra causa. Dois seres se aproximam um do outro por circunstâncias aparentemente fortuitas, mas que são o resultado da atração de dois Espíritos que se buscam através da multidão.
- Não seria agradável para eles se reconhecerem?
- Nem sempre. A recordação das existências passadas teria inconvenientes maiores do que acreditais. Após a morte eles se reconhecerão e saberão em que tempo estiveram juntos.
- A simpatia tem sempre por motivo um conhecimento anterior?
- Não. Dois Espíritos que tenham afinidades se procuram naturalmente sem que se hajam conhecido como encarnados.
- Os encontros que se dão algumas vezes entre certas pessoas, e que se atribuem ao acaso, não seriam o efeito de uma espécie de relações simpáticas?
- Há, entre os seres pensantes, ligações que ainda não conheceis. O magnetismo é a bússola desta ciência, que mais tarde compreendereis melhor.
- De onde vem a repulsa instintiva que se experimenta por certas pessoas, à primeira vista?
- Espíritos antipáticos que se percebem e se reconhecem, sem se falarem.
- A antipatia instintiva é sempre um sinal de natureza má?
- Dois Espíritos não são necessariamente maus pelo fato de não serem simpáticos. A antipatia pode originar-se de uma falta de similitude do modo de pensar. Mas, à medida que eles se elevam, os matizes se apagam e a antipatia desaparece.
- A antipatia entre duas pessoas nasce em primeiro lugar naquele cujo Espírito é pior ou melhor?
- Numa e noutra, mas as causas e os efeitos são diferentes. Um Espírito mau sente antipatia por quem quer que o possa julgar e desmascarar; vendo uma pessoa pela primeira vez, percebe que ela vai desaprová-lo; seu afastamento se transforma então em ódio, inveja e lhe inspira o desejo de fazer o mal. O bom Espírito sente repulsa pelo mau porque sabe que não será compreendido por ele e que ambos não participam dos mesmos sentimentos; mas seguro de sua superioridade, não sente contra o outro nem ódio nem inveja: contenta-se em evitá-lo e lastimá-lo.
Fonte:
O Livro dos Espíritos – Allan Kardec
Livro 2 – Mundo Espírita ou dos Espíritos
Cap. 7 – Retorno à Vida Corporal
Item VII – Simpatias e Antipatias Terrenas
(Questões 386 a 391)

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