quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Uso da Palavra



Uso da Palavra




A palavra é emissão do pensamento que se verbaliza, portadora do conteúdo mental, que busca alcançar um fim.

Mesmo quando procura dissimular os sentimentos íntimos, é veículo de alta carga vibratória que a desvela.

O seu uso correto faz que se torne instrumento de grande poder, favorecendo quem a explicita.

Quando carreada de sinceridade e fé, age como onda vibratória que estiola as forças negativas que envolvem o indivíduo, promovendo as aspirações de que se reveste.

Se portadora de pessimismo, dúvida e acusações, atrai por sintonia mental enfermidades, sombras e malquerenças, que terminam por vencer aquele que a exterioriza.

A educação da vontade contribui de maneira especial para o exercício feliz da palavra.

Falar, sem pensar, é ato comum, automático.

Pensar, antes de falar, resulta da conquista dos valores morais e espirituais que dignificam o homem.





A palavra é semente que se deposita no solo das vidas.

Conforme a sua qualidade, ressurge em colheita de frutos que serão portadores de paz ou desgraça.

A sementeira, portanto, deve ser realizada de forma consciente, com os olhos postos no futuro.


Quando se silencia uma palavra infeliz, ela permanece subjugada; porém, se expressa, faz-se verdugo implacável.




Falar é uma ciência e uma arte.

Ciência, porque deve ser sempre mensageira de sabedoria, repassada de amor, portadora de fé. E arte, porque se deve revestir da correspondente modulação ao que informa.

Estabeleceu-se como correto, na arte da palavra, "que nem sempre é o que se diz, mas como se diz", que provoca a reação do ouvinte.

Assim, coloca a dose de emoção correta no teu verbo, de modo a torná-lo objetivo, claro e saudável.


Fala, emitindo ondas positivas, afirmações sinceras, com correspondente carga de amizade.

Diante de uma situação negativa, não faças coro geral, com palavras rudes, pejorativas, portadoras de azedume e ira.

Além de não resolverem a ocorrência, tornam-na pior, gerando perturbação e desequilíbrio.





A palavra apaixonada pelo mal tem sido responsável por guerras lamentáveis, assim como aquela, que se faz mensageira de compreensão e lucidez, tem podido intermediar e conseguir a paz.

A palavra propele ao trabalho, à ação do bem, ou à revolta, à indolência, à injustiça.

A palavra é uma flecha que, disparada, não mais pode ser detida, alcançando o alvo.

Tem cuidado com ela.


Falando, Jesus alterou completamente a filosofia existencial, então vigente na Sua pátria, e abriu as fronteiras da esperança de felicidade para as criaturas de todos os tempos futuros.





Joanna de Ângelis &  Divaldo P. Franco
Livro: Momentos de Alegria


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