quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

A Relva



A Relva






Sob a claridade do sol, percebo a beleza verde da relva do campo.

É a imagem da humildade operosa.

Sobre seu tapete passam animais que a pisoteiam; alguns, famintos, nele encontram alimento e, por isso, arrancam-na nos dentes afiados, e ela continua serviçal, na função que a Natureza lhe ofereceu.

Grande número de pessoas a comprime sob os pés desatentos, quando alcatifa praças esportivas, mas ela prossegue em seu mister.

Quando surge a canícula que a resseca, aquieta-se no sofrimento; todavia, logo mais, após a primeira benção de chuva, tudo torna a verdecer. Eis a relva singela a esquecer sofrimentos e secura, para sofrer tudo outra vez.







Amigo, notando esse quadro tão desconsiderado, em que o relvado terá que padecer a dilaceração da enxada, a poda da tesoura, de modo a embelezar-se, tenha paciência em sua luta, não se deixando desfalecer quando sofra o pisoteio das experiências difíceis ou o mordiscado das decepções no caminho onde se desloca.

Mirando a relva tranqüila e sofrida, inicie seus esforço para bem servir e sofrer sem desgovernar-se, sempre pronto a começar tudo novamente.

Trabalhe em seu coração a humildade e a paciência, sem deixar de servir.

Se um dia sentir-se crestado por causa de tantas esfogueantes agonias, conte com a chuva formidável da assistência do nosso Jesus, a fim de que, confiante e disposto, você venha a despontar em novo amanhã de frescor e alegria, como a relva. 







Rosângela Costa de Lima (Espírito) & Raul Teixeira (Médium)
Livro: Rosângela


Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/meditacao-diaria/a-relva-45270/#ixzz2EqgkuSoE

Nenhum comentário:

Postar um comentário