sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Paciência


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Paciência



Na vida, muitas vezes, é indispensável que nos dobremos para aguardar que passe a tempestade embora não fiquemos em inação. Terminado o clamor da borrasca, seguir à frente demandando o alvo, mantendo no coração a paz e na mente a certeza de que Deus é o Objetivo.

(Simbad /DPF – Poemas de Paz – 2 de junho)

Em nossa existência, passamos periodicamente por momentos difíceis. São as provas ou, quase sempre, as expiações, naturais e necessárias na caminhada evolutiva do espírito. Elas se apresentam como problemas demorados, de difícil solução. Aparecem no seio familiar, em questões afetivas, profissionais, assim como em enfermidades físicas e mentais.

Outras vezes se apresentam em forma de testes, quando situações passageiras avaliam os nossos valores espirituais.

Em qualquer desses casos – testes, provas ou expiações necessitamos nos revestir da paciência uma profunda e constante paciência que nos irá auxiliar nesses momentos.

A paciência, segundo a definição de Aurélio Buarque de Holanda, é a "virtude que consiste em suportar as dores, incômodos, infortúnios, etc., sem queixa e com resignação. Perseverança tranqüila".

Se nós fizemos tudo o que foi possível para nos livrarmos daquilo que nos aborrece e incomoda, e, mesmo assim continuamos sofrendo, paciência, é que ainda não fomos liberados da experiência corretiva.

Podemos orar e pedir a Deus que nos conceda a "carta de alforria", dando demonstrativo de que aprendemos a lição e não incorreremos mais nos mesmos erros de antes.

É como se entrássemos com um pedido na Justiça. Todo processo demora meses, anos, para vir a resposta, e só nos resta esperar. Enquanto esperamos, vamos semeando luzes no caminho, para, no futuro, nossa estrada se encontrar mais clara e mais fácil de ser trilhada...

Rajneesh diz que "paciência significa estar pronto para esperar infinitamente. Se você está pronto para esperar infinitamente, então nada é perdido." (1)

Às vezes perseveramos por muitos e muitos anos e, momentos antes de conseguirmos o que almejamos, cansamos e desistimos. Daí a necessidade de nos predispormos a esperar por todo o tempo e enquanto isso nos ocuparmos do tempo presente, acreditando que o melhor momento é agora, a melhor pessoa é a que se encontra à nossa frente e o que melhor podemos fazer é o que fazemos agora.

Digamos que temos um compromisso numa cidade próxima. Tomamos todas as precauções para que a viagem transcorra sem problemas e saímos de casa com antecedência, a fim de que imprevistos não atrapalhem o cumprimento do nosso dever. Na estrada o carro quebra, apesar dos cuidados, ou existe um acidente que impede a passagem dos demais veículos e não há nada a fazer, só esperar, enquanto as providências são tomadas para a nossa liberação. O mesmo ocorre com os nossos propósitos não satisfeitos no tempo esperado.

Esta, é a paciência perante as circunstâncias adversas da vida.

Necessitamos também do exercício da paciência no trato com as pessoas. Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, Um Espírito Amigo nos fala na mensagem A paciência: "A caridade que consiste na esmola dada aos pobres, é a mais fácil de todas. Mas há uma bem mais penosa e, conseqüentemente, mais meritória: perdoar àqueles que Deus colocou sobre nosso caminho para serem os instrumentos dos nossos sofrimentos e submeterem à prova nossa paciência." E mais adiante: "O fardo parece menos pesado quando se olha para o alto, do que quando se curva a fronte para a Terra." (2)

Ergamos, portanto, nossa cabeça para o alto, pedindo a Deus que nos dê coragem, força, esperança e fé, a fim de termos a paciência necessária diante dos testemunhos que a Vida nos pede, assim como paciência para conosco, pois a evolução não se dá de um momento para outro, compreendendo que Deus é Amor, e que tudo o que passamos é a manifestação desse Amor nos conduzindo para o caminho reto da harmonia íntima, em sintonia com Ele, em direção à Luz.

Busquemos, nessa trajetória, ajudar aos que se encontram em maiores dificuldades que as nossas, juntando os pedaços do vaso partido do nosso sentimento para fazermos vasilhas onde encheremos da água da consolação, para refrigerar e saciar a sede dos que não têm recursos ainda para suprirem as suas próprias carências.

E Deus, por certo, nos abençoará, multiplicando nossas energias.


(1) Nem água, nem lua – Bhagwan Shree Rajneesh (Osho) – quinto discurso
(2) Capítulo IX 




Fonte: Artezen - Criatividade e Cérebro


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