quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Por que a gente fica triste?



Por que a gente fica triste?




Todos nós passamos, durante a vida, por alguns momentos de tristeza. Há pessoas que a cultivam sistematicamente; já outras, a sente com menos freqüência.

Os motivos são variados. Uns, perfeitamente justificáveis; outros, de fácil superação.

Ficamos tristes com a desencarnação de um ente querido, com a enfermidade, com tragédias, com problemas de solução difícil e desconhecida, com insucessos e decepções. Ou também com o cansaço, as carências, as dificuldades profissionais, financeiras e de relacionamento.

No entanto, se observarmos bem dentro de nós, veremos que, esses mesmos motivos de tristeza, deixam de sê-los em ocasiões diferentes, sem que saibamos precisar por quê. E é assim que nos surpreendemos felizes, embora "mortos" de cansaço, ou com problemas difíceis, ou até mesmo em meio à enfermidade. Sentimos o passarinho da alegria cantando em nosso coração enquanto atravessamos vales sombrios e aparentemente intermináveis.





Por que, então, a gente fica triste?

Acreditamos que, basicamente, são três os motivos reais de sentirmos tristeza:

1º) Consciência em desarmonia com as leis divinas – Ao longo da nossa existência, desde a criação, vimos passando por inúmeras experiências. Umas, nos deixaram pacificados. Outras, nos distanciaram do amor de Deus, marcando a culpa em nossa consciência, a exigir reparação, a fim de que fiquemos harmonizados com a Sua Lei de Amor. Por isto, periodicamente, sentimos uma imensa saudade de Deus, do divino que há em nós e essa ânsia de nos reaproximarmos d'Ele repercute no consciente, como uma inexplicável tristeza.

Nesse caso, devemos lembrar que a oportunidade de refazer caminhos é agora, semeando flores onde antes espalhamos espinhos. Enfrentando as dificuldades com o entusiasmo do trabalhador que tem objetivos superiores a atingir e não se abate nem repousa enquanto não alcançar a sua meta.

2º) Saudade da família espiritual – Às vezes, durante o sono, nos desprendemos e vamos ao encontro dos afetos que permaneceram no Plano Espiritual ou que reencarnaram distantes de nós. Passamos seis, sete horas, usufruindo o alimento das almas, em sua mais pura expressão. Ao retornarmos ao corpo físico, raramente guardamos a recordação desses momentos de felicidade. No decorrer do dia, porém, acompanhando o bem-estar, toma conta de nós a tristeza em forma de melancolia e insatisfação. Sentimo-nos peregrinos em terras estranhas, ouvindo idiomas que não nos falam à alma.

No Evangelho Segundo o Espiritismo1, encontramos a bonita mensagem intitulada "A melancolia", que nos fará bem ler.

A vida, na Terra, é breve, muito breve. Que representa algumas décadas em relação à eternidade? Se olharmos a vida, do ponto de vista espiritual, veremos que ela se acaba aqui, num abrir e fechar de olhos, para reaparecer do "outro lado", mais bela e mais iluminada, desde que aproveitemos todas as oportunidades de redenção. E poderemos, então, reencontrarmos, com os nossos amores, felizes, enfim.

3º) Presença de Espíritos sofredores – Assim como temos, na Espiritualidade, Espíritos felizes que nos amam, possuímos também vários afetos que experimentam desconforto, alguns deles que se colocam na posição de vítimas das nossas desconsiderações, em algumas vidas, onde lhes desprezamos o carinho e a dedicação que sentiam por nós.

Esses Espíritos infelizes buscam a nossa companhia. Os que agora nos detestam, espreitam o nosso mundo íntimo, aguardando momento propício para o revide. Os que nos admiram vêm em busca de um lenitivo.





Em qualquer caso, quando a mão férrea da tristeza espalhar os seus dedos sobre o nosso peito, oprimindo o coração, elevemos a Deus o pensamento e oremos por esses Espíritos, professores que a Vida nos oferece, pedindo-lhes perdão por sermos ainda tão imperfeitos e termos tão poucas virtudes para oferecer. Busquemos nos escaninhos do ser, os melhores pensamentos, as mais doces recordações, os mais nobres sentimentos de que sejamos possuidores. E entreguemos os resultados a Deus, com a mais absoluta confiança na Sua misericórdia e no Seu ilimitado amor que supre a todos nós.

...Um dia, na Terra, não veremos jamais rostos tristes. Apressemo-nos para que esse dia não tarde muito. 







Fonte: Artezen - Criatividade e Cérebro


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