quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Ante o Desânimo



Ante o Desânimo







Quando o desânimo interior intentar o sítio da tua casa mental, insiste na ação libertadora.

Semelhante a ópio que entorpece, ele penetra suavemente e domina com indiferença.

Muitas vozes conspiram a seu benefício, apresentando arrazoados deprimentes contra os teus esforços, esbordoando as tuas atitudes, censurando o teu comportamento.

Perverso, ele se te insinua no coração e alcança o teu raciocínio propondo-te parar, desistir da luta. Ele te recorda que já abandonaste o labor em tentativas outras e desmoraliza-te diante de ti próprio com arremetidas perturbadoras.

Quando lhe experimentas a intromissão tornas-te mais sensível à advertência, que mais te molesta; espicaça-te o melindre, que mais te aflige; faz-te mais susceptível à mágoa, e, sem que te dês conta, começas a aceitar-lhe as injustas insinuações.

O desânimo é inimigo de todas as criaturas, gerador de depressões grosseiras e males outros ainda não catalogados, que conspiram contra os seres humanos.







Desanimado ante a necessidade da vigilância que deveria manter, na condição de amigo, Pedro, irritado e medroso, negou Jesus reiteradas vezes.

Sob a ação do desânimo que lhe corroía o temperamento intempestivo, e, talvez, aguardando a reação do Mestre para a batalha externa que parecia demorar, Judas vendeu o Justo.







O desânimo responde por vários mecanismos de fuga à responsabilidade. Encontra justificativas para afastar do trabalho aqueles que lhe sofrem o ferretear contínuo. Entorpece a mente e o corpo, negando oportunidade de libertação àquele que lhe tomba sob os vapores mefíticos.

Hoje, ei-lo na feição de desistência. Amanhã é o desalento perante a vida. No futuro é o fracasso total. São esses os passos nefastos do desânimo.







Aprende a não desistir, quando encetes tarefas.

Vincula-te de coração e contribui em favor das causas nobres da Humanidade.

Participa mais ativamente do programa de libertação de consciências, tu, que crês na imortalidade, limando as tuas imperfeiões e ajudando sempre. Não te escuses, sob pretextos de que o desânimo, também disfarçado de acomodação, te propõe.

Possuis inestimáveis recursos que necessitas colocar à disposição do Mestre, que te ensina como perseverar, amar e encontrar o caminho para a tua realização pessoal, ajudando os teus irmãos da retaguarda evolutiva.

E parafraseando o Apóstolo Tiago no capítulo cinco, versículo treze da sua Epístola, dizemos-te: "
Está alguém entre vós cansado? Ore".






Joanna de Ângelis  &  Divaldo P. Franco
Obra: Momentos de Harmonia


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