quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Desejo, gozo e bem-aventurança




Desejo, gozo e bem-aventurança







O homem tem necessidades reais e imaginárias.

As primeiras são pertinentes ao processo da sua evolução.

As outras são criadas pela sua mente, em artifícios para o gozo, o prazer.

Não sabendo distingui-las ou não querendo compreendê-las, dá preferência, não raro, às secundárias, deixando de lado as essenciais.

Concede caráter de primazia àquelas que dizem respeito aos sentidos imediatos, em detrimento daqueloutras que proporcionam as emoções duradouras.

Os sentidos, quando satisfeitos, passam a anelar por novos prazeres, engedrando mecanismos para alcançar os gozos nos quais sedia os seus objetivos.

Em conseqüência, o sofrimento resulta das satisfações não fruídas, bem como da necessidade de reviver aquelas que já foram experimentadas e ora jazem no solo da saudade.

O desejo do prazer é responsável pelas mais diversas aflições humanas.

Mesmo quando a dor decorre de enfermidades físicas ou mentais, a sua causa está no desejo da saúde, fenômeno compreensível, mas nem sempre justificável.

Há uma tendência natural para o bem-estar, a satisfação dos desejos. No entanto, a existência física não pode ser reduzida à conquista de objetivos tão limitados e de tão efêmera duração.







Para satisfazer os desejos, não cries necessidades falsas, que mais complicam o quadro das tuas aspirações.

Intenta eliminá-las na sua origem, libertando-te da sua constrição.

Cada paixão removida será uma menor carga a conduzir.

O que desfrutes agora, retornará com maior exigência, amargurando-te, se não for conseguido e deixando-te mais insatisfeito, se logrado, porque desejarás reter o tempo no prazer, e como isso não é possível, transitarás sempre de um gozo no rumo de uma nova, atraente sensação.







O prazer é um artifício criado através da excitação da mente.

Quanto mais coloques esperanças na satisfação de um desejo, mais te sentirás espicaçado por ele, passando a sofrer, enquanto não o desfrutas, ou a arrepender-te depois, quando constates que, afinal, não valeu o grande investimento que lhe concedeste.

Se almejas, em realidade, a paz - pleno gozo da realização pessoal - libera a mente do desejo, e a consciência da excitação que diz respeito à necessidade falsa que foi criada.

Não raro o desejo, ao invés de reduzir as necessidades imaginárias, mais as estimula, buscando artifícios e justificações.

Deste modo, estarás sujeito a maior soma de sofrimento em razão de não poderes ficar adstrito às mesmas, já que, invevitavelmente, despertarás para a realidade e para aquelas que são fundamentais.

Faze uma avaliação daquilo a que aspiras e, ante o sofrimento que o desejo proporciona, renuncia, mesmo que o experimentes agora, às necessidades de importância secundária, fixando-te no atendimento àquelas que dizem respeito à tua imortalidade e serão eternas como bem-aventuranças na tua vida.







Joanna de Ângelis  &  Divaldo P. Franco
Obra: Momentos de Alegria


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