quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

O SONHO DE KARDEC


 
Em dada passagem do Evangelho, Jesus salientou a  responsabilidade maior que cabe a quem conhece o bom caminho.
 
Ele afirmou que muito se pedirá àquele a quem muito se houver dado.
 
A respeito dessa assertiva, narra-se que, certa feita, Allan Kardec, o codificador da Doutrina Espírita, teve um sonho.
 
Em pleno processo de elaboração do Espiritismo, foi levado em desdobramento para uma região muito triste do plano espiritual.
 
Tratava-se de um local nevoento e feio, no qual gemiam milhares de entidades em sofrimento estarrecedor.
 
Ouviam-se soluços de aflição, gritos de cólera e gargalhadas de loucura.
 
Atônito, Kardec lembrou dos tiranos da História.
 
Então, inquiriu à entidade luminosa que o acompanhava:
 
Encontram-se aqui os crucificadores de Jesus?
 
O guia lhe esclareceu que nenhum deles lá estava.
 
Disse que, embora responsáveis, eles desconheciam, na essência, o mal que praticavam.
 
O próprio Cristo os havia auxiliado a se desembaraçarem do remorso.
 
Conseguira-lhes abençoadas reencarnações, nas quais se resgataram perante a lei.
 
Kardec imediatamente pensou nos imperadores romanos.
 
Mas também eles ali não se encontravam.
 
O anjo lhe disse que homens como Tibério e Calígula não possuíam a mínima noção de espiritualidade.
 
Alguns deles, depois de estágios regenerativos na Terra, já se haviam elevado a esferas superiores.
 
Outros ainda se demoravam na Terra, mas já à beira da redenção.
 
Diante dessa resposta, o codificador aventou a possibilidade de estarem ali os algozes dos primitivos cristãos.
 
A resposta também foi negativa.
 
Embora esses carrascos possuíssem algumas tintas de civilização, eram homens e mulheres quase selvagens.
 
Todos tinham sido encaminhados à reencarnação, para adquirirem instrução e entendimento.
 
Os conquistadores da Antiguidade, como Átila e Gengis Khan, foram a próxima aposta de Kardec.
 
Contudo, a entidade luminosa lhe afirmou que também esses já se encontravam no bom caminho.
 
Como erraram, em plena ignorância das realidades do Espírito, sua responsabilidade era menor.
 
Finalmente, o codificador perguntou quem eram os sofredores.
 
O anjo lhe respondeu que se tratava dos que estiveram no mundo plenamente educados.
 
Residiam naquela região os conhecedores dos ditames do bem e da verdade.
 
Ali se encontravam especialmente os cristãos infiéis de todas as épocas.
 
Embora cientes da lição e dos exemplos do Cristo, decidiram se entregar ao mal.
 
Para eles, era especialmente difícil um novo berço na Terra.
 
Conta-se que Allan Kardec retornou ao corpo fundamente impressionado.
 
E logo tratou de enfatizar na Doutrina Espírita a responsabilidade do homem quanto aos seus deveres (1).
 
Conclui-se que é preciso abandonar desculpas e ilusões.
 
Talentos, conhecimentos e fé é um depósito sagrado.
 
O homem ilustrado precisa movimentar suas mãos no bem, sob pena de incidir em grave responsabilidade.
 
Pense nisso.
 
Redação do Momento Espírita, com base no cap. 7, do livro Cartas e crônicas, pelo Espírito Irmão X, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.
 
Em 4.2.2013.
 
(1) Será suficiente não se fazer o mal, para ser agradável a Deus e assegurar uma situação futura?R: Não: é preciso fazer o bem, no limite das próprias forças, pois cada um responderá por todo o mal que tiver ocorrido por causa do bem que deixou de fazerO Livro dos Espíritos, questão 642, obra codificada por Allan Kardec
 
* * *
 
 
 
 
 Com esta mensagem eletrônica
seguem muitas vibrações de paz e amor
para você

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