sexta-feira, 29 de março de 2013

A Migalha





Oração - A Migalha
Senhor!

Quando alguém estiver em oração, referindo-se à caridade, faze que este alguém me recorde, para que eu consiga igualmente ajudar em teu nome.

Quantas criaturas me fitam, indiferentes, e quantas me abandonam por lixo imprestável!...

Dizem que sou moeda insignificante, sem utilidade para ninguém; contudo, desejo transformar-me na gota de remédio para a criança doente. Atiram-me à distância, quando surjo na forma do pedaço de pão que sobra à mesa; no entanto, aspiro a fazer, ainda, a alegria dos que choram de fome. Muita gente considera que sou trapo velho para o esfregão, mas anseio agasalhar os que atravessam a noite, de pele ao vento... Outros alegam que sou resto de prato para a calha do esgoto, mas, encontrando mão fraternas que me auxiliem, posso converter-me na sopa generosa, para alimento e consolo dos que jazem sozinhos, no catre do infortúnio, refletindo na morte.

Afirmam que sou apenas migalha e, por isso, me desprezam... Talvez não saibam que, certa vez, quando quiseste falar em amor, narraste a história de uma dracma perdida e, reportando-te ao reino de Deus, tomaste uma semente de mostarda por base de teus ensinos.

Faze, Senhor, que os homens me aproveitem nas obras do bem eterno!... E, para que me compreendam a capacidade de trabalhar, dize-lhes que, um dia, estivemos juntos, em Jerusalém, no Templo de Salomão, entre a riqueza dos poderosos e as jóias faiscantes do santuário, e conta-lhes que me viste e me abençoaste, nos dedos mirrados de pobre viúva, na feição de um vintém.

Chico Xavier pelo Espírito Meimei

"A maior caridade que podemos fazer pela Doutrina Espírita é a sua divulgação." Chico Xavier - Emmanuel



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Oração e Humildade

Oração e Humildade

Meu Deus, sei que ainda sou um ser em evolução e que muitas vezes fujo dos objetivos que o Senhor traçou para que eu alcance a minha felicidade.
Sei também que nem sempre consigo fazer o bem que desejo, e muitas são as vezes que faço o mal que já não gostaria mais de fazer.
Por isso venho a ti, Senhor, para rogar forças, coragem e lucidez para acertar mais vezes do que me equivocar, e quando me equivocar, que seja por fraqueza ou ignorância, mas nunca por deliberação.
Venho a ti para pedir que não permitas, em tempo algum, que eu perca a vontade de viver, apesar dos momentos de dor e de sofrimento, que por certo terei que passar.
Pedir ajuda para cultivar o otimismo, mesmo que o futuro não seja tão promissor.
Para que me ensine a desenvolver o romantismo, ainda que em meu peito o coração pareça ter emudecido.
Senhor, ajuda-me a não perder a fé na amizade, mesmo que às vezes os amigos me traiam ou me abandonem nos momentos em que mais precisar deles.
Ajuda-me a cultivar o hábito e a alegria de ajudar as pessoas, ainda que muitas delas sejam ingratas e incapazes de retribuir.
Ensina-me a manter o equilíbrio até nos momentos de grandes abalos, em que tudo conspire para que eu perca o rumo.
Senhor, ajuda-me a amar sem esperar retribuição nem reconhecimento dos seres amados.
A observar a vida com brilho no olhar, até nos momentos em que a escuridão turbe os meus olhos.
A enfrentar os desafios da vida com garra e disposição, mesmo sabendo que as derrotas são inevitáveis no meu caminho.
Permite-me usar sempre a razão e o bom senso, ainda que o apelo dos vícios seja forte, insistente e constante na minha intimidade.
Sobretudo, Senhor, ajuda-me a elevar o sentimento de justiça acima dos meus próprios interesses.
Permite-me conservar o amor pela família, mesmo que ela me exija imensos esforços e árduas renúncias em prol da sua harmonia.
Ensina-me a ver sempre o lado bom e belo das coisas, apesar das lágrimas que brotam amargas do fundo da minha alma.
Senhor, que eu jamais perca a vontade de herdar as estrelas, mesmo habitando um planeta pequeno e de categoria inferior.
E, acima de tudo...
Que eu jamais esqueça que o Senhor é a inteligência suprema e que me ama infinitamente...
Que provê minhas necessidades, ampara-me sempre e só quer o meu aperfeiçoamento.
Que eu possa entender as pessoas que são mais frágeis que eu...
A não julgar o meu semelhante...
A educar meus sentimentos e desenvolver minha inteligência...
E, por fim, que eu nunca esqueça que sou um Espírito imortal... E que minha felicidade é uma conquista minha...
* * *
Nos dias em que a tristeza se apresentar, dissimulada e insistente em sua janela, recolha-se por alguns instantes...
Busque sintonizar com as forças do bem, que pairam acima das nuvens densas que envolvem a Terra, e alimente sua intimidade com a harmonia celeste.
Não se deixe envolver pela tristeza, pois ela lhe impedirá de ver a esperança que insiste em lhe acenar com a certeza de que um novo e lindo dia surgirá.
Redação do Momento Espírita.


"A maior caridade que podemos fazer pela Doutrina Espírita é a sua divulgação." Chico Xavier - Emmanuel



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DIMENSÕES ESPIRITUAIS DO CENTRO ESPÍRITA

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DIMENSÕES ESPIRITUAIS DO CENTRO ESPÍRITA

by ceacgallo
casaes
Costumamos frequentar o Centro Espírita durante anos sem atentarmos para aspectos mais profundos da sua importância, pois o vemos apenas como o local onde vamos buscar ajuda, consolo, amparo e esclarecimento, e onde se tem um bom ambiente espiritual, apropriado para as reuniões espíritas. Não nos damos conta de toda a complexa estrutura espiritual que mantém uma sede de atividades espíritas, no âmbito dos encarnados, para que ela possa atuar nos dois planos da vida. 
Entretanto, há alguns anos, estamos sendo conscientizados, principalmente através de mensagens dos Instrutores Espirituais, do que é, na realidade, o Centro Espírita e a premente necessidade que temos de adequá-lo e preservá-lo de acordo com as diretrizes da Codificação, bem como dos cuidados com que a Espiritualidade Maior cerca e dispensa, ao longo do tempo, aos núcleos espíritas que estão incluídos entre os que são merecedores dessas providências, pelo trabalho sério, nobre e edificante que realizam.
O Espírito Manoel Philomeno de Miranda relata no capítulo 21 do livro Tramas do Destino, como são os planejamentos espirituais de um Centro Espírita, inclusive relatando os compromissos assumidos pela equipe espiritual que trabalharia diretamente com os encarnados, junto àquele que seria o seu patrono, no caso o Espírito Francisco Xavier, que foi abnegado trabalhador do Cristianismo no século XVI.
Suely Caldas Schubert   dimensoes-espirituais-do-centro-espirita_3722913_53744
ceacgallo | 21/03/2013 às 10:33 PM | Categorias: artigos | URL: http://wp.me/p1hFkH-1dj

A Videira

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A Videira

by ceacgallo
videira verdadeira
"Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador." - Jesus. (JOÃO, capítulo 15, versículo 1.)
Deus é o Criador Eterno cujos desígnios permanecem insondáveis a nós outros. Pelo seu amor desvelado criam-se todos os seres, por sua sabedoria movem-se os mundos no Ilimitado.
Pequena e obscura, a Terra não pode perscrutar a grandeza divina, O Pai, entretanto, envolve-nos a todos nas vibrações de sua bondade gloriosa.
Ele é a alma de tudo, a essência do Universo.
Permanecemos no campo terrestre, de que Ele é dono e supremo dispensador.
No entanto, para que lhe sintamos a presença em nossa compreensão limitada, concedeu-nos Jesus como sua personificação máxima.
Útil seria que o homem observasse no Planeta a sua imensa escola de trabalho; e todos nós, perante a grandeza universal, devemos reconhecer a nossa condição de seres humildes, necessitados de aprimoramento e iluminação.
Dentro de nossa pequenez, sucumbiríamos de fome espiritual, estacionados na sombra da ignorância, não fosse essa videira da verdade e do amor que o Supremo Senhor nos concedeu em Jesus-Cristo. De sua seiva divina procedem todas as nossas realizações elevadas, nos serviços da Terra. Alimentados por essa fonte sublime, compete-nos reconhecer que sem o Cristo as organizações do mundo se perderiam por falta de base. NEle encontramos o pão vivo das almas e, desde o princípio, o seu amor infinito no orbe terrestre é o fundamento divino de todas as verdades da vida.
XAVIER, Francisco Cândido. Caminho, Verdade e Vida. Pelo Espírito Emmanuel. 28.ed. Brasília: FEB, 2009. Capítulo 54.
ceacgallo | 21/03/2013 às 10:36 PM | Categorias: artigos | URL: http://wp.me/p1hFkH-1do

Questões 371 a 378 – Os Deficientes Mentais e a Loucura

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Questões 371 a 378 – Os Deficientes Mentais e a Loucura

by ceacgallo
loucura-ou-sabedoria
371 A opinião de que os deficientes mentais teriam uma alma inferior tem fundamento?
- Não. Eles têm uma alma humana, muitas vezes mais inteligente do que pensais, que sofre da insuficiência dos meios que tem para se manifestar, assim como o mudo sofre por não poder falar.
372 Qual o objetivo da Providência ao criar seres infelizes como os loucos e os deficientes mentais?
- São Espíritos em punição que habitam corpos deficientes. Esses Espíritos sofrem com o constrangimento que experimentam e com a dificuldade que têm de se manifestarem por meio de órgãos não desenvolvidos ou desarranjados.
372 a É exato dizer que os órgãos não têm influência sobre as faculdades?
- Nunca dissemos que os órgãos não têm influência. Têm uma influência muito grande sobre a manifestação das faculdades; porém, não as produzem; eis a diferença. Um bom músico com um instrumento ruim não fará boa música, mas isso não o impedirá de ser um bom músico.
Comentário de Allan Kardec. É preciso distinguir o estado normal do estado patológico(*). No estado normal, a moral(**) suplanta o obstáculo que a matéria lhe opõe. Mas há casos em que a matéria oferece tanta resistência que as manifestações são limitadas ou deturpadas, como na deficiência mental e na loucura. São casos patológicos e, nesse estado, não desfrutando a alma de toda a sua liberdade, a própria lei humana a livra da responsabilidade de seus atos.
373 Qual pode ser o mérito da existência para seres que, como os loucos e os deficientes mentais, não podendo fazer o bem nem o mal, não podem progredir?
- É uma expiação obrigatória pelo abuso que fizeram de certas faculdades; é um tempo de prisão.
373.a O corpo de um deficiente mental pode, assim, abrigar um Espírito que teria animado um homem de gênio em uma existência precedente?
- Sim. A genialidade torna-se às vezes um flagelo quando dela se abusa.
Comentário de Allan Kardec. A superioridade moral nem sempre está em razão da superioridade intelectual, e os maiores gênios podem ter muito para expiar. Daí resulta freqüentemente para eles uma existência inferior à que tiveram e causa de sofrimentos. As dificuldades que o Espírito experimenta em suas manifestações são para ele como correntes que impedem os movimentos de um homem vigoroso. Pode-se dizer que deficientes mentais são aleijados do cérebro, assim como o coxo das pernas e o cego dos olhos.
374 O deficiente mental, no estado de Espírito, tem consciência de seu estado mental?
- Sim, muito freqüentemente; ele compreende que as correntes que impedem seu vôo são uma prova e uma expiação.
375 Qual é a situação do Espírito na loucura?
- O Espírito, no estado de liberdade, recebe diretamente suas impressões e exerce diretamente sua ação sobre a matéria. Porém, encarnado, se encontra em condições bem diferentes e na obrigatoriedade de só fazer isso com a ajuda de órgãos especiais. Se uma parte ou o conjunto desses órgãos for alterado, sua ação ou suas impressões, no que diz respeito a esses órgãos, são interrompidas. Se ele perde os olhos, torna-se cego; se perde o ouvido, torna-se surdo, etc. Imagina agora que o órgão que dirige os efeitos da inteligência e da vontade, o cérebro, seja parcial ou inteiramente danificado ou modificado e ficará fácil compreender que o Espírito, podendo dispor apenas de órgãos incompletos ou deturpados, deverá sentir uma perturbação da qual, por si mesmo e em seu íntimo, tem perfeita consciência, mas não é senhor para deter-lhe o curso, não tem como alterar essa condição.
375 a É então sempre o corpo e não o Espírito que está desorganizado?
- Sim. Mas é preciso não perder de vista que, da mesma forma como o Espírito age sobre a matéria, também a matéria reage sobre o Espírito numa certa medida, e que o Espírito pode se encontrar momentaneamente impressionado pela alteração dos órgãos pelos quais se manifesta e recebe suas impressões. Pode acontecer que, depois de um período longo, quando a loucura durou muito tempo, a repetição dos mesmos atos acabe por ter sobre o Espírito uma influência da qual somente se livra quando estiver completamente desligado de todas as impressões materiais.
376 Por que a loucura leva algumas vezes ao suicídio?
- O Espírito sofre com o constrangimento e a impossibilidade de se manifestar livremente, por isso procura na morte um meio de romper seus laços.
377 O Espírito de um doente mental é afetado, depois da morte, pelo desarranjo de suas faculdades?
- Pode se ressentir durante algum tempo após a morte, até que esteja completamente desligado da matéria, como o homem que acorda se ressente por algum tempo da perturbação em que o sono o mergulha.
378 Como a alteração do cérebro pode reagir sobre o Espírito após a morte do corpo?
- É uma lembrança. Um peso oprime o Espírito e, como não teve conhecimento de tudo que se passou durante sua loucura, precisa sempre de um certo tempo para se pôr a par de tudo; é por isso que, quanto mais tempo durar a loucura durante a vida terrena, mais tempo dura a opressão, o constrangimento após a morte. O Espírito desligado do corpo se ressente, durante algum tempo, da impressão dos laços que os uniam.
Notas:
(*) - Estado patológico: situação em que o organismo sofre alterações provocadas por doenças (N. E.).
(**) - A moral: o conjunto das virtudes; a vergonha; o brio (N. E.).
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 76.ed. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1995. Livro eletrônico gratuito em http://www.petit.com.br.
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ceacgallo | 24/03/2013 às 5:58 PM | Categorias: artigos | URL: http://wp.me/p1hFkH-1ds

Indicações – BOA LEITURA

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Indicações – BOA LEITURA

by ceacgallo
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Autismo uma leitura espiritual - Hermínio C. Miranda
- O mundo fechado do autismo continua sendo um enigma para a ciência. Os especialistas nesse distúrbio psíquico utilizam as mais variadas e conflitantes abordagens, sem chegar a resultados conclusivos. No meio de tantas hipóteses acadêmicas, o estudo de Hermínio Miranda distingue-se por seguir uma linha de raciocínio inteiramente original. O autor baseia-se na premissa de que o ser humano, como espírito imortal, preexiste à sua atual existência,a qual é conseqüência do que foi semeado em vidas anteriores. A partir daí, valendo-se da mais atualizada bibliografia, Miranda destrincha o assunto com a delicadeza e o rigor que ele exige, sem qualquer concessão a hipóteses que não estejam apoiadas nos mais rígidos conhecimentos científicos. Assim,abre perspectivas fascinantes, senão para a cura definitiva, ao menos para a atenuação do problema.
Transtornos Mentais - Suely Caldas Schuber
- Da uma visão aprofundada dos diferentes transtornos mentais e apresentar a visão espírita sobre eles.
O trabalho específico de Hermínio C. Miranda (Editora Lachâtre) e a abordagem de Suely Caldas Schubert (Minas Editora) contendo depoimentos de Chico Xavier.
ceacgallo | 24/03/2013 às 6:10 PM | Categorias: artigos | URL: http://wp.me/p1hFkH-1dx

Jesus e a Espada

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Jesus e a Espada

by ceacgallo
espada
“Não penseis que eu tenha vindo trazer a paz a Terra; não vim trazer a paz, mas a espada; porquanto, vim separar de seu pai o homem, de sua mãe a filha, de sua sogra a nora; e o homem terá por inimigos os de sua própria casa.” -(Mateus, cap. X, v. 34 a 36).

Habituados a ler nas páginas fulgurantes dos Evangelhos apenas palavras de brandura e de tolerância, estranhamos quando Jesus muda de diapasão para proclamar que não veio trazer a paz a Terra, mas, sim, a espada.
Jesus Cristo, modelo vivo da docilidade, da bondade e da misericórdia, que apenas proferia palavras de fé, de incentivo, de esperança e de brandura, de um momento para outro passa a externar palavras de sentido revolucionário.
Essa mudança de um pólo a outro parece paradoxal, se não abandonarmos a letra que mata para divisar apenas o espírito que vivifica.
Emmanuel, consultado sobre o sentido daquelas palavras do Nazareno, pontificou: “Todos os símbolos do Evangelho, dado o meio em que desabrocharam, são, quase sempre, fortes e incisivos. Jesus não vinha trazer ao mundo a palavra de contemporização com as fraquezas do homem, mas a centelha de luz para que a criatura humana se iluminasse para os planos divinos. E a lição sublime do Cristo, ainda e sempre, pode ser reconhecida como a “espada” renovadora, com a qual deve o homem lutar consigo mesmo, extirpando os velhos inimigos do seu coração sempre capitaneado pela ignorância e pela vaidade, pelo egoísmo e pelo orgulho”.
Deriva-se dessas palavras do grande mentor espiritual que a espada significa o instrumento renovador que não tergiversa com os erros humanos e nem contemporiza com as falhas voluntárias daqueles que desejam manter o mundo acorrentado a inócuas tradições, vivendo sob a égide da superstição, do medo e do fanatismo.

Se o Messias viesse contemporizar com as nossas falhas descuidaríamos da nossa própria evolução, e passaríamos a aguardar, ansiosamente, que Ele voltasse de novo à Terra, fosse novamente crucificado e “arcasse outra vez com os nossos pecados”, no dizer dos antigos teólogos.

O Mestre não veio para nos livrar das nossas faltas, mas ensinar-nos o caminho para nos livrar delas. Não veio tomar sobre seus ombros os encargos das nossas transgressões, mas indicar-nos, através das palavras edificantes dos Evangelhos, como aprimorar nossas qualidades e nos aproximarmos da perfeição.

Jesus usava de palavras meigas e tolerantes para com os pequeninos e os pobres de espírito, mas também sabia empregar palavras cortantes e incisivas quando se dirigia aos escribas e fariseus hipócritas. A mesma boca que havia prometido a bem-aventurança aos aflitos, aos famintos e aos sequiosos de justiça, verberava acerbamente o procedimento dos fariseus que mantinham o povo na ignorância e no fanatismo. O Mestre que prometia a recompensa aos pacificadores, aos mansos e aos pobres de espírito, também acenava com os rigores dos sofrimentos expiatórios aos falsos mentores religiosos da época “que nem entravam no Reino dos Céus e nem deixavam que os outros entrassem” e que “colocavam pesados fardos nos ombros dos seus discípulos, mas que não ousavam sequer tocá-los com os dedos”.

Deduz-se ainda das palavras do Nazareno que não haverá trégua definitiva para os Espíritos ociosos, tornando-se um imperativo a procura, pelos meios que nos são facultados, da fórmula ideal para levarmos as nossas cruzes, sem os inconvenientes das quedas sucessivas que retardam a nossa ascensão para Deus.

O fogo foi trazido à Terra pelo Meigo Rabi da Galiléia para que os homens se capacitem de que, somente pela luta interior em prol do aprimoramento moral e espiritual, a Humanidade poderá equacionar seus milenares problemas e sair do estado caótico em que se encontra.
Para isso o Evangelho é a solução.
Paulo Godoy
Livro: Os Padrões Evangélicos
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ceacgallo | 17/03/2013 às 7:12 PM | Categorias: artigos | URL: http://wp.me/p1hFkH-1cZ

Modelo de Perfeição



Modelo de Perfeição








Não há notícia alguma sobre uma pessoa que Lhe haja sido igual.


Sábio incomum, manteve-se por quase trinta anos no silêncio, apenas uma vez interrompido, quando contava somente doze anos, demonstrando sua ímpar capacidade intelecto-moral.


Com um pequeno grupo de doze homens simples, quase sem cultura, fundou um Colégio em contato com a Natureza, ali ministrando em breve tempo a mais ampla gama de conhecimentos gerais de que se tem informação, que se fundamentavam na lição viva do amor.


Transitou entre os vários fogos da inveja e da impiedade, enfrentando a astúcia e a perversidade, sem nunca deixar-se chamuscar.


Compôs com ternura o mais perfeito código de justiça espiritual, que é a canção incomparável das Bem-aventuranças.


Conviveu com a miséria social, moral e econômica do mundo, sem fazer-se mesquinho ou revoltado.


Conheceu os poderosos em trânsito no mundo, os ricos e dominadores, em os invejar ou combater.


Ecologista nato, tomou como modelo as expressões vivas da Terra: as aves, as serpentes, os lobos, os peixes, os lírios do campo, o mar, a mostarda, para compor insuperáveis parábolas em respeito ao equilíbrio vigente em tudo.


Estabeleceu na fraternidade a mais salutar experiência social para a convivência humana mediante trocas, sem destaque de indivíduo ou de posse, concitando a uma experiência em comum, que resultou em êxito incomum.


Não desperdiçou palavras nem agiu com insensatez, sendo sempre comedido.


Amou a infância, os pecadores e mesmo os inimigos.


Mestre, não retirou a oportunidade da aprendizagem saudável de cada um, ensinando como ser feliz e concedendo espaço para que os discípulos aprendessem a lográ-la.


Terapeuta eficiente, curou enfermidades e explicou como erradicá-las, advertindo os pacientes sobre as recidivas e novas complicações.


Jamais ostentou os poderes de que era portador, ou os ocultou.


Disciplinado, submeteu-se à vontade de Deus, sem queixas ou receios injustificáveis até o extremo da renúncia pessoal.


E por amar em demasia entregou-se à crucificação e à morte, para ressurgir, logo depois, a fim de cofirmar todos os Seus ensinamentos e voltar à convivência afetuosa com as criaturas, aquelas mesmas que duvidaram, fugiram e negaram-nO.


Por isso, e muito mais, Jesus "é o ser mais perfeito que Deus ofereceu ao homem para servir-lhe de modelo e guia", conforme arirmaram os espíritos a Allan Kardec.









Joanna de Ângelis  &  Divaldo P. Franco
Obra: Momentos de Harmonia


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segunda-feira, 25 de março de 2013

Efeito do Perdão




Efeito do Perdão






    Dentre os ângulos do perdão, um existe dos mais importantes, que nos cabe salientar: os resultados dele sobre nós mesmos, quando temos a felicidade de desculpar.

    Muito freqüentemente interpretamos o perdão como sendo simples ato de virtude e generosidade, em auxílio do ofensor, que passaria a contar com a absoluta magnanimidade da vítima; acontece, porém, que a vítima nem sempre conhece até que ponto se beneficiará o agressor da liberalidade que lhe flui do comportamento, porquanto não nos é dado penetrar no íntimo mais profundo uns dos outros e, por outro lado, determina a bondade se relegue ao esquecimento os detritos de todo mal.

    Urge perceber, no entanto, que, quando conseguimos desculpar o erro ou a provocação de alguém contra nós, exoneramos o mal de qualquer compromisso para conosco, ao mesmo tempo que nos desvencilhamos de todos os laços suscetíveis de apresar-nos a ele.

    Pondera semelhante realidade e não te admitas carregando os explosivos do ódio ou os venenos da mágoa que destroem a existência ou corroem as forças orgnicas, arremessando a criatura para a vala da enfermidade ou da morte sem razão de ser.

    Efetivamente, conhecerás muitas vezes a intromissão do mal em teu caminho, mormente se te consagras com diligência e decisão à seara do bem, mas não te permitas a leviandade de acolhê-lo e transportá-lo contigo, à maneira de lmina enterrada por ti mesmo no próprio coração.

    Ante ofensas quaisquer, defende-te, pacifica-te e restaura-te perdoando sempre. Nas trilhas da vida, somos nós próprios quem acolhe em primeiro lugar e mais intensivamente os resultados da intolerncia, quando nos entrincheiramos na dureza da alma.

    Sem dúvida, é impossível saber, quando venhamos a articular o perdão em favor dos outros, se ele foi corretamente aceito ou se produziu as vantagens que desejávamos; entretanto, sempre que olvidemos o mal que se nos faça, podemos reconhecer, de pronto, os benéficos efeitos do perdão conosco, em forma de equilíbrio e de paz agindo em nós.







Emmanuel & Francisco Cândido Xavier
Livro: Alma e Coração


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O Abismo do Silêncio



O Abismo do Silêncio






    Entre pais e filhos não há maior abismo que o silêncio.

    O silêncio da indiferença, do esquecimento, da mágoa...

    Silêncios que tem início na infncia, talvez até antes do nascimento, quando os pais não consideram que ali, no ventre da mãe, já existe um ser.

    Embora aquele novo corpo físico ainda esteja em elaboração, ligado a ele, desde a concepção, já está o Espírito reencarnante.

    Assim, toda vida psíquica e comportamental da mãe, e também do pai, terá muita influência sobre o feto.

    A alma que regressa não está consciente, mas sente se é querida ou não, se há equilíbrio no lar ou não, se realmente terá um lar ou não...

    Desta forma, é importante conversar, desde esses primeiros momentos, com o bebê que irá nascer.

    Dizer a ele que é amado; que os pais irão preparar um lar onde reinará o carinho, a compreensão; que estão cientes da missão que estão recebendo e vão se esforçar para serem bem sucedidos.

    Os carinhos na barriga, os beijos suaves, as canções de ninar jamais serão esquecidos pelo Espírito, que cada dia se sentirá mais seguro em voltar ao palco terrestre.

    Os estímulos que podemos produzir por vezes são tão fortes, que presenciaremos vários casos em que há resposta.

    O bebê se mexe, chuta, dá cambalhotas, como se quisesse dizer alguma coisa.







    Estudos mostram que, depois de nascida, a criança reconhece sons, música e vozes ouvidos no período da gestação.

    Assim, podemos entender que no útero materno não há silêncio, há vida.

    Vida que começou na concepção, e talvez até antes, se considerarmos o planejamento reencarnatório, o encontro com os futuros pais no mundo espiritual, os planos, os sonhos...

    Não há espaço para o silêncio na família.

    O hábito do diálogo, o hábito de se envolver com a vida do outro, da empatia, começa na gestação.

    Os pais podem iniciar o processo educacional do seu filho ainda no ventre, de modo desajustado ou feliz, pelos tipos e vida íntima que escolham.

    Pelos hábitos sociais e alimentares que adotem, enfim, pelas descargas de vida ou de morte que façam incidir sobre o seu filhinho.

    Conscientes da missão grandiosa que estão recebendo do Criador, os bons pais aproveitarão o período da gestação para darem boas-vindas ao Espírito que volta.

    Sendo um amor do passado, um opositor ou mesmo um estranho naquele núcleo, merece receber os cuidados necessários para que tenha em sua nova vida, todos os recursos para crescer.

    Em sua bagagem vêm muitos planos, muitas dificuldades, mas certamente a vontade de vencer, de acertar e de amar.

    Procura amigos que o acolham, que o apóiem em seu novo tentame, e que estejam sempre presentes em sua vida.

    É isso que nos faz filhos e depois pais, que nos une em família, e que propicia que aprendamos a amar, primeiro poucos, para depois amarmos toda a Humanidade.







    No amor, não há lugar para o silêncio...

    Bons pais conversam. Pais brilhantes dialogam.

    O eminente estudioso Augusto Cury, em uma de suas mais conhecidas obras, afirma que entre conversar e dialogar há um grande vale.

    Conversar é falar sobre o mundo que nos cerca, dialogar é falar sobre o mundo que somos.

    Outro especialista na área, Gardner, explica:

    Dialogar é contar experiências, é segredar o que está oculto no coração, é penetrar além da cortina dos comportamentos, é desenvolver inteligência interpessoal.







        Bibliografia
        Livro Pais brilhantes, professores fascinantes, de Augusto Cury, ed. Sextante, 2003.

        Fonte: Equipe de Redação do Momento Espírita


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Sobras da Alma



Sobras da Alma




 Davi é uma das esculturas mais famosas do autor renascentista Michelangelo.

O trabalho, uma estátua de mármore que mede cinco metros e dezessete centímetros de altura, retrata o herói bíblico com realismo anatômico impressionante, sendo considerada uma das mais importantes obras desse período da História das artes.

A escultura imponente se encontra em Florença, Itália, cidade que, originalmente, encomendou a obra.

Michelangelo levou três anos para concluí-la, em 1504.

É fascinante perceber a habilidade dos grandes artistas, conseguindo enxergar numa grande pedra uma bela escultura.

Um deles, certa feita, relatou que ficou a fitar um grande bloco de mármore por horas e horas, até visualizar a estátua ali dentro. Depois, segundo contou, bastou tirar as sobras, desbastando a pedra, para que surgisse a escultura perfeita.

Inspirados na sabedoria dos grandes mestres, podemos levar esse entendimento para nossas vidas.
Imaginando que nossa alma é nossa grande obra, a grande escultura que precisamos aformosear, entenderemos que a técnica desses artistas é genial.

Primeiro, a análise demorada. Olhar para dentro da alma, conhecê-la. Penetrar em sua intimidade buscando encontrar-se.

É o conhecimento de si mesmo, a chave de todo progresso moral. A grande viagem para dentro do Espírito, procurando lá o que precisa de reforma, de melhoria.

Quais as nossas maiores imperfeições, nossas dificuldades? E quais também nossas habilidades, nossos potenciais?

Estabelecendo o que precisa ser retirado, encontrando as sobras da rocha do Espírito, começamos então o trabalho de esculpir a alma.

Retirar tudo que não é essencial, que não é nosso, que não faz parte da construção da nossa felicidade.

Remover os vícios, as mágoas, os grandes e pequenos ódios que fomos guardando ao longo das eras.
Retirarmos a poluição mental, os pensamentos de inveja, ciúme e revolta.

Removermos a tristeza e a depressão que já nos fizeram tão mal, que já nos fizeram desistir tantas vezes, soltando o cinzel das mãos por alguns momentos.

Alguns blocos podem ficar sem o trabalho do escultor por um longo período… Mas acabam por não resistir à ação do tempo, e voltam a pedir que o escultor continue… continue.

O processo pode ser doloroso, incômodo, assim como as investidas do artista, com suas ferramentas, contra o mármore.

As primeiras ações são as mais doloridas, pois o bloco ainda está intocado em várias partes. Retirar a alma da inércia espiritual não é nada fácil.

Porém, quanto mais vamos retirando, mais da nossa verdadeira essência vamos enxergando, e isso concede ânimo, energia, para não retardar o trabalho de escultura.

Após algum tempo, após algumas reencarnações, começaremos a vislumbrar a beleza de Davi no meio de tantos pedaços de pedra que foram vertendo da pedra bruta.

É assim que esculpimos a alma, nossa grande obra-prima, que inicia sua jornada na simplicidade e na ignorância, e que a devemos concluir na perfeição, na felicidade.

Nossa alma, nosso Davi, nossa grande obra!




Redação do Momento Espírita.


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Diante da Angústia




Diante da Angústia




A ausência de objetivos existenciais conduz o indivíduo à conceituação do nada como um mecanismo de fuga da realidade.

Kierkegaard, o eminente teólogo e filósofo dinamarquês, estabeleceu que a ausência de sentido da vida conduz à angústia, procedendo do nada e vivenciando realidades para o futuro .

Essa ambigüidade entre o nada e o ser leva a uma irracionalidade da sua existência metafísica e a expressão absurda da vida.
Essa conceituação abriu espaço para formulações variadas na área da filosofia, facultando aos existencialistas, através do pensamento de Sartre, que a considerava como sendo uma expressão de liberdade, conseqüência da falta de objetivos essenciais. Igualmente os sensualistas têm-na como ausência de metas, o absurdo, produzindo resultados de aniquilamento da vida, como pensava Camus e todo um grupo de apologistas do prazer.

Sob o ponto de vista psicológico, a angústia resulta de vários fatores ancestrais, que podem possuir uma carga genética, que imprimiu no comportamento a patologia perturbadora.
Outros impositivos psicossociais como perinatais influenciam a conduta angustiante, levando à depressão profunda, que pode resultar em suicídio.
A fixação de pensamentos negativos em que o homem se compraz termina por gerar conflitos graves quando se negam auto-estima e o direito à felicidade, vivência a autoconsideração, tombando na revolta surda e silenciosa, que cultiva nos dédalos da personalidade conflitiva.

Entretanto, as raízes fortes da angústia encontram-se emaranhadas no passado de culpa do Espírito, que reconhece o erro e teme ser descoberto.
Envolve-se , sem dar-se conta, num manto sombrio de desconforto moral e sem ter consciência da sua realidade, compreende-a, mas não sabendo digeri-la, transforma-a em mortificação, em cilício, que o amargura.
Faltando valores morais para um enfrentamento lúcido com a realidade em que limita os movimentos, transfere o sentido de responsabilidade para o próximo, para a sociedade e descarrega a sua mágoa, rebelando-se, anulando-se.

A angústia é estado mórbido que deve ser combatido na sua causalidade.

A reflexão em torno dos valores que são desconsiderados, a introspeção sobre a oportunidade de despertamento para ser útil, o sentimento de fraternidade que deve ser despertado, contribuem positivamente para o tratamento libertador...
A ajuda especializada de terapeuta responsável enseja o desalgemar do Espírito desse amargo estado aflitivo, acenando possibilidades felizes que se transformam em bem –estar e saúde.
Não raro, o portador de angústia cultiva o masoquismo, que resulta de uma consulta egoísta, graças, ao que, mediante mecanismo psicológico especial, foge da realidade por necessidade de valorização pessoal.

Em face da ausência de recursos positivos e superiores, recorre ao atavismo dos instintos primários e descamba na torpe angústia.
Diante dela, somente uma resolução firme e legítima para facultar abertura terapêutica para o desafio.
Não havendo interesse do paciente, é certo que mais difícil se torna a liberação da psicopatologia tormentosa.

Considera a bênção da oportunidade que desfrutas e espanca as sombras da tristeza que, periodicamente, te assaltam.
Evita acumular amarguras defluentes da queixa, da sensação de infelicidade, e trabalha-te, a fim de que teu amanhã se apresente menos tenebroso.
Hoje colhes, enquanto fruis o ensejo de ensementar.
Busca ser útil a alguém, mesmo que, aparentemente, nenhum objeto se te delineie de imediato.
Sempre há oportunidade, quando se deseja crescer e desenvolver valores latentes.

Jesus informou que Ele é vida e vida em abundância.
Recorre-lhe à ajuda, e deixa-te curar pela sua assistência de Psicoterapeuta por excelência.





Joanna de Ângelis  &  Divaldo Pereira Franco


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terça-feira, 19 de março de 2013

Desejo





Desejo que você ame muito e mesmo quando a paixão arrefecer, haja no seu coração esperança e calidez para novos recomeços.

Desejo prosperidade o bastante para suprir suas reais necessidades e discernimento suficiente para você desejar tudo que é compatível com o seu propósito de vida, nem mais nem menos.

Que haja saúde sempre, aquela que lhe permite ir e vir e se um dia não for assim, que ainda haja motivos para uma ou várias celebrações.

Desejo que, independente das tumultuadas ondas que possam haver no mundo exterior, haja lá no íntimo do seu coração um reino mágico de absoluta paz, no qual somente você tenha acesso e do qual seja absoluto senhor.

Desejo que, dentre tantos conhecidos, você tenha ao menos um amigo verdadeiro, aquele que jamais deserta, mesmo que descubra um furo no casco do seu navio.

Desejo que seus olhos brilhem de alegria sempre, mas sejam também capazes de ficar úmidos quando a ternura invadir o seu coração.
Na verdade desejo que você jamais perca a capacidade de se enternecer.

Desejo que você seja forte e corajoso sempre mas que não se sinta desapontado quando pintar covardia ... há um lado covarde em todos nós.

E quando sentir medo, mergulhe fundo naquele reino mágico do qual falei acima porque é lá que mora Deus: dentro de Você!

Fátima Irene

"A maior caridade que podemos fazer pela Doutrina Espírita é a sua divulgação." Chico Xavier - Emmanuel


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O lazer que nos falta



O lazer que nos falta








Há uma lei da natureza que nos ajusta perfeitamente na relação com o trabalho. Essa lei se chama Lei do Repouso. Existe. Existe uma Lei do Repouso. Lei Divina.



Uma vez que Deus nos deu um corpo físico, capaz de sofrer com o passar do tempo, capaz de se esgotar com as nossas atividades mais densas, mais rústicas, ou com o passar do tempo, Ele nos dotou de recursos de recomposição desse corpo.



Mas, para que esses recursos de recomposição se estabeleçam e deem frutos, será preciso que  colaboremos para isso.



A Lei do Repouso, que  encontramos num livro muito interessante, que é O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, esse trabalho que Deus deseja que a gente realize, tem como respaldo esse descanso que Ele espera que tenhamos.



Todas as vezes que trabalhamos excessivamente ou que trabalhamos muito, durante algum tempo, o organismo vai se ressentindo. O desgaste vai nos levando a um estado de cansaço, às vezes de irritabilidade, que fez com que se chamasse internacionalmente de stress.



Toda aquela atividade feita e que nos causa um certo distendimento, uma certa distensão comportamental, uma coisa que nos exige muito emocionalmente ou psicologicamente, causa um stress. E, hoje em dia, todo mundo tem stress.



Chamamos de stress a tudo. As pessoas são nervosas, irritadiças, nós dizemos: Que sujeito estressado.



Passamos a admitir que esse termo tenha caído no lugar comum e que todo mundo usa. E, no nosso trabalho, excessivo, cansativo, ficamos estressados.



É necessário então, que procuremos uma forma, uma maneira de desfazer esse estado de distensionamento, esse estado estressante. Exatamente por quê? Porque Deus não pretende que trabalhemos até a exaustão.



Em O Livro dos Espíritos, chegamos a aprender que deveremos trabalhar até o limite das forças. E cada criatura tem o seu limite de forças.



Importante é não nos deixarmos arrastar por essa situação que se torna depois inviável retroceder, porque o corpo adoece. Quando exigimos demasiadamente do nosso organismo, do nosso cérebro, do nosso sistema nervoso, a tendência é que esse organismo sofra, adoeça, se desgaste.



Então, vamos pensar no que poderemos fazer para produzir esse descanso. Vamos pensar naquilo que convencionamos chamar lazer. Afinal de contas, o que é o lazer?



Para muita gente, lazer é não fazer nada, lazer é parar totalmente, lazer é um descanso sem limites.



Será que é esta mesmo a proposta do lazer para as nossas vidas na Terra? Será que, para atendermos a essa Lei Divina do descanso, teremos que parar definitivamente? Teremos que interromper definitivamente a nossa atividade, ou poderemos mudar de ação?



Aprendemos que no Mundo Superior, onde pulsa a Espiritualidade Superior, onde estão os nossos Anjos Guardiães, a sua forma de descansar é mudando de atividade. Mudar de atividade será trabalho no bem.


 


 

E o que é trabalho no bem?



Aprendemos que toda ocupação útil da criatura é um trabalho.



Se estou pensando no bem, se estou fazendo oração, se estou cozinhando, lavando uma peça de roupa, se estou caminhando por um jardim e respirando fundo, se é uma coisa positiva que visa positivismo, é um trabalho no bem, é um trabalho.



Desse modo, o lazer poderá ser um trabalho. Mas um trabalho que não nos exija, que não nos esfalfe.



Quanta gente gosta de desenvolver o seu lazer lendo? Existe coisa mais agradável do que uma leitura superior, do que uma leitura gostosa? Uma leitura que nos traga um gracejo, cultura, informação? Uma leitura que nos faça manter contato com pensamentos superiores, é um lazer.



Há pessoas que passam um fim de semana lendo. Há pessoas que passam um fim de semana cuidando do jardim. Já trabalharam na sua empresa, na sua oficina a semana inteira mas, nos finais de semana, vão fazer o seu lazer, um outro tipo de trabalho.



Há indivíduos que gostam de consertar coisas em casa, por hobby. Eles gostam de mexer nas instalações,  gostam de cuidar das paredes, das pinturas. É um hobby, é um lazer. Tudo que nos descansa a mente do trabalho renitente, continuado, para sair da mesmice, é lazer.



Encontramos outras pessoas que vão passar o final de semana, por exemplo, os feriados, os feriadões, nas praias, nas casas de campo, nas montanhas e, quando voltam, vemos nas ruas coisas absurdas, nas estradas, porque as pessoas cortam pelo acostamento irritadas, tensas, densas.



Vemos outros que xingam, que agridem, que dizem impropérios, que fazem maus sinais aos choferes, aos motoristas que estão passando ao seu lado.



Afinal de contas, essa pessoa conseguiu fazer o seu lazer ou não? Esse indivíduo descansou ou não? Como é que nós poderemos descansar e voltar pior do que fomos?



Vale pensar no lazer de que temos necessidade. Não temos que sair, por sair, para nos irritar nas estradas, para nos irritar no trânsito. Precisamos sair para relaxar a mente, ou precisamos ficar para relaxar a mente.



Há senhoras que aproveitam e, para relaxar a mente, vão arrumar gavetas, tirar papéis, mexer em roupas, passar roupas. Há todo tipo de lazer. Há uns que vão ouvir música, outros que vão tocar música. Os nossos lazeres são os mais variados.



Importante é que haja lucidez no nosso lazer. Porque, ficar parado sem fazer nada, isso tem cheiro de preguiça, e nós estaremos jogando nosso tempo fora, desperdiçando nosso tempo.



Cabe a você, cabe a nós, a todos nós, buscar esse tipo de lazer que nos construa, que nos ilumine, que nos exalte.



Bater uma bolinha no final de semana, jogar um pingue-pongue, ir para uma quadra de tênis, de vôlei, não importa. Importa é que dessa atividade, nós saiamos em melhor estado.



Se formos para o futebol, o nosso lazer, o nosso jogo não poderá ser uma coisa estressante. Não poderemos jogar com a outra equipe, querendo ganhar somente e se a outra equipe ganhar, partirmos para a briga, porque isso não terá sido um lazer. Isso terá sido um incômodo, uma agitação, uma excitação.



Todo esporte deve ser uma coisa agradável. O outro time não é um inimigo nosso, é um adversário no jogo. Adversário não quer dizer inimigo. Adversário é quem está em campo oposto, inimigo é quem se indispõe com o outro.



O nosso lazer nos esportes deve ser uma coisa agradável. Quando  ganharmos ou quando  perdermos, nos abraçamos, porque o gostoso do esporte é praticar o esporte.



Quando somos profissionais e aquilo demanda ganho de dinheiro, demanda posição social dentro do clube, encontramos maiores possibilidades desse stress. As pessoas estão disputando dinheiro, posição social, cargos, mas não é o nosso caso.



O lazer de que precisamos é esse descanso proposto pela Lei de Deus. Descansar mudando de atividade, não parar definitivamente, não passarmos doze horas dormindo, para que o corpo se levante lasso, mais cansado ainda, e nós, irritadíssimos.



Vamos mudar de atividade, fazer uma coisa do bem. Ouvir música, cantar músicas, ler, caminhar, passear com as pessoas amadas, com a pessoa querida, dando sentido ao nosso descanso.




 




Transcrição do Programa Vida e Valores, de número 103, apresentado por
Raul Teixeira, sob coordenação da Federação Espírita do Paraná.


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