terça-feira, 9 de abril de 2013

A eterna busca do viver





A eterna busca do viver



 

Pode parecer estranho que se fale em "busca do viver". 
Estamos vivos... então, buscar o que?
Buscar as razões, as motivações que nos fazem estar vivos ao invés de só nos limitarmos a viver.


A diferença entre "estarmos vivos" e "vivermos", está na maneira de com que nos mantemos vivos.


Existem pessoas que se deixam dominar por um estranho desalento face às menores dificuldades.  Basta surgir um contratempo e o mundo vem abaixo, passam a lamentar seu "infortúnio", dizendo que, decerto "Deus me esqueceu".


Quase que dedicado àqueles que se recusam a enxergar o que está diante dos olhos, ou seja, que a vida não é só de flores, encontrei no jornal "Expresso Popular" de Santos, esta autêntica "jóia", escrita por Waldemar Valle Martins:


 

"Rezar não é apenas pedir, mas também agradecer. 
Quem agradece toca mais uma vez o coração de Deus.

 

Prece:

 

Obrigado Senhor,  por esta meia hora de silêncio quando pude me reencontrar;

Pelo aviso que me deste com a doença;

Pelo tempo que ganhei orando a teus pés;

Pela renúncia que me impuseste e que vou conseguindo aceitar;

Pelo trabalho que me mandaste e que não me permite pensar só em mim;

Pelas horas de solidão que tento transformar em prece;

Pelas provações que me levam ao desprendimento;

Pela compreensão dos meus amigos, que são os anjos que me enviaste;

Pela vida que me deste, e que não mereci;

Pela morte que me reservaste e que aceito, beijando as tuas mãos."

 

Waldemar Valle Martins é doutor em Filosofia, professor universitário e membro da Academia santista de letras.


Realmente, é uma lição de humildade e do que eu chamo "Saber Viver".


Àqueles que por crença religiosa, chamem Deus por outros nomes (eu, por exemplo, sempre o chamo de Amigão), basta que transfiram para o seu Deus o teor desta prece de agradecimento que verdadeiramente me comoveu.


Não podemos confundir humildade e sentido de agradecimento com conformismo.


O sentido dado pelo autor não é de conformismo com o destino, mas sim de agradecimento pelas benesses conseguidas, ao mesmo tempo que entende que os percalços surgidos são conseqüências da vida.


Devemos então cruzar os braços e esperar que vida passe? Claro que não, temos que fazer a nossa parte, aproveitando as fases boas, o que de bom nos acontece, ao mesmo tempo que devemos sempre estar preparados para problemas que possam surgir.


Quando surgirem, ao invés de nos desesperarmos e lamentar "o azar que nos persegue", vamos procurar soluções. Mantendo a serenidade, muito mais fácil será encontrá-las, pois o desespero é mau conselheiro...


Serve a lógica da engenharia moderna. Se no traçado de uma estrada surgir um morro, temos as seguintes alternativas: fazer um túnel, contorná-lo, dinamitá-lo, escalá-lo, mas nunca abandonar o projeto, só porque tem um morro no meio do caminho...


Então amigos, dentro da lógica que determina o "Saber Viver", devemos sempre ter presente que o presente é um presente que temos de aproveitar. Se estiver favorável, vamos desfrutá-lo, caso contrário, vamos procurar torná-lo favorável.


O que não adianta é encolher os ombros dizendo que nada pode ser feito, e esperar que outros solucionem o problema por nós, ou que Deus o resolva por sua conta e risco.


Inclusive está em nossas mãos, fazer de cada dia, sempre um lindo dia...


 
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Marcial Salaverry
Fonte: A Era do Espírito


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