terça-feira, 25 de junho de 2013

Deus disse não


Deus disse não




Nas horas difíceis, quando lembramos de rogar a Deus por Seu socorro, nem sempre sabemos interpretar a Sua resposta.

No entanto, a resposta sempre chega de conformidade com as nossas necessidades e merecimentos.

Um homem que costumava fazer pedidos específicos a Deus, um dia conseguiu entender a Sua resposta e escreveu o seguinte:



Eu pedi a Deus para tirar a minha dor. Deus disse não. "Não cabe a Mim tirá-la, mas cabe a você desistir dela."

Eu pedi a Deus para fazer com que meu filho deficiente físico fosse perfeito. Deus disse não. "Seu Espírito é perfeito e seu corpo é apenas provisório."

Eu pedi a Deus para me dar paciência. Deus disse não. "A paciência nasce nas tribulações. Não é doada, é conquistada."

Eu pedi a Deus para me dar felicidade. Deus disse não. "Eu lhe dou bênçãos. A felicidade depende de você."

Eu pedi a Deus para me proteger da dor. Deus disse não. "O sofrimento o separa dos apelos do Mundo e o traz para mais perto de Mim."

Eu pedi a Deus para me fazer crescer em Espírito. Deus disse não. "Você tem que crescer sozinho, mas Eu o podarei para que você possa dar frutos."

Eu pedi a Deus todas as coisas para que eu pudesse gostar da vida. Deus disse não. "Eu lhe dou vida para que você possa gostar de todas as coisas."

E, por fim, quando pedi a Deus para me ajudar a amar os outros, tanto quanto Ele me ama, Deus disse:

"Finalmente você captou a ideia!"



*   *   *


Se, porventura, você está se sentindo triste por não ter recebido do Pai Criador a resposta que desejava, volte a sorrir.

O sol beija o botão da flor e ela sorri.

A chuva beija a terra e ela, reverdecida, sorri.

O fogo funde os metais e esses, depurando-se, expressam formas para sorrir.

Vai a dor, volta a esperança.

Foge a tristeza, volta a alegria.

 

*  *  *


Certa vez um discípulo rogou, emocionado, ao seu mestre:

Senhor, quando identificarei a plenitude da paz e da felicidade, vivendo neste Mundo atribulado de enfermidades e violências?

O mestre, compassivo, respondeu:

Quando puderes ver com a suavidade do meu olhar as mais graves ocorrências, sem julgamento precipitado;

Quando lograres ouvir com a paciência da minha compreensão generosa;

Quando puderes falar auxiliando, sem acusação nem desculpismo;

Quando agires com misericórdia, mesmo sob as mais árduas penas e prosseguir sem cansaço no caminho do bem entre espinhos pontiagudos, confiando nos objetivos superiores, você se identificará comigo e gozará de felicidade e paz.

O aprendiz ouviu, meditou, e, levantando-se, partiu pela estrada do serviço ao próximo, disposto a conjugar o verbo amar, sem cansaço, sem ansiedade e sem receio.



*   *   *


Se, porventura, tu estás triste por não teres recebido a resposta que desejavas do Pai Criador, volte a amar e a sorrir.

Só assim vai a dor e volta a esperança.

Foge a tristeza e volta a alegria.




Redação do Momento Espírita, com base em texto de autoria desconhecida e mensagem do Espírito Eros, psicografia de Divaldo Pereira Franco. Em 11.10.2010.


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Dificuldades no Movimento Espírita


Dificuldades no Movimento Espírita


Não te aturdas pelo que vês nas fileiras da Seara Espírita, que almejavas grandiosa e bela:

  A apatia no campo moral de tantos, dando a impressão de que isso é coisa natural.

  Os desatinos que não são freados pelo bom-senso, comprometendo o nome da gloriosa Doutrina.

  Os descompassos entre as lições teóricas conhecidas e as atividades práticas diárias cheias de hostilidades.

  A maledicência que alcança largas praias da vida dos nossos arraiais, como se devessem fazer parte das nossas ocupações cotidianas.

  Não te deixes desalentar pela sensação de que o Espiritismo em nada te auxilia, considerando os golpes contundentes que te ferem cotidianamente, impondo-te lágrimas em que se mesclam:

  Dores,
  Mágoas
  E revoltas.

  Não te rebeles ao verificar que muitos que ocupam posições destacadas no Movimento do luarizado Espiritismo, agem como se nada tivessem a ver com a magnitude da mensagem.

  Uma vez que somente anseiam pelas coisas do mundo material, com cinismo e desplante, preocupados tão só em fixar-se nas posições que lhes proporcionam maior visibilidade.

Bastando-lhes o ensejo exibicionista, em função dos quais afirmou Jesus que “Já teriam obtido o seu galardão”, ou seja, o que desejavam. Não te atormentes, pois, uma vez que o planeta terreno atravessa momentos de seríssimas definições e redefinições, de cujo processo ninguém pode escapar, enquanto se persistir na busca do progresso.

A Terra, em razão disso, traz sobre seu dorso e nas esferas do seu campo psíquico, entidades nos mais diferenciados estágios de aprimoramento, de desenvolvimento geral.

Dentre os quais são muitos os que se aninham na má vontade, esforçando-se por retardar o dia luminoso da grande renovação planetária.

Nesse estado de coisas, não estaria o Movimento Espírita indene a semelhantes presenças ou livres dessas almas que, em si mesmas atordoadas, causam atordoamento onde quer que chegam.

Quer estejam no corpo físico, reencarnadas, quer ainda se achem aguardando novas oportunidades, na erraticidade.

  Do mesmo modo que encontramos os dos incautos,
  Encontramos os ignorantes e parvos, nas mais distintas confissões de fé ou fora delas,
  Encontramos almas irresponsáveis que se valem do nome de Jesus, a fim de explorar a boa fé dos ingênuos.

Temos em nosso Movimento os que, da mesma maneira, evocam o nome do Senhor, admitindo sempre que não há nenhuma necessidade de que levem a sério o trabalho e os deveres que lhes cabem, já que os Guias do mundo são dotados de grande generosidade, são misericordiosos.

— Almas infantilizadas, nas quais ainda é verdoso o senso moral, enxameiam:

  Vaidosas umas,
  Orgulhosas outras, 
  Prepotentes tantas...

... Que, mesmo reconhecendo suas incapacidades, fazem questão de assumir posições e cargos de responsabilidade, que sabem que não responderão a contento, pelo fato de tais situações lhes conferir projeção ou destaque social.

Há os que não têm nenhuma noção do campo de atividades em que se acham, mas não recuam, não procuram orientar-se de modo a produzir o melhor para a Doutrina.

Permanecem como estão, supondo que os Espíritos do Senhor lhes suprirão a má vontade e o relaxamento.

Desgraçadamente, tais irmãos do mundo estão distribuídos por todos os campos da vida social e se fazem temerários aventureiros, nas esferas da política ou da administração das coisas públicas.

Achamo-los à frente de empresas que deveriam ser produtivas para o progresso da sociedade e que seguem a passos tartaruguescos.

— Temo-los liderando movimentos artísticos e culturais:

  Onde nada funciona a contento,
  Onde coisa alguma de expressivamente bom acontece para suas áreas.

  Do mesmo modo como os deparamos à frente de grupos familiares e de instituições religiosas.

Vemos que cada um anseia por extrair benefícios imediatos da situação em que se aloja, desacreditando, convictamente, da vida imortal para além da matéria densa do mundo.

Não te desarmonizes, perante esse quadro sinistro, conflitivo e cheio de contradições da sociedade.

Trata de cumprir o que a ti te cabe, sem que as atitudes alheias te induzam ao desgoverno de ti mesmo, ou ao relaxamento para com teus compromissos perante a existência.

Cumpre-te pautar a vida nos passos dos ensinos do grande Mestre Jesus Cristo; aprende com Ele que a cada um será conferido de conformidade com as próprias atuações nos trilhos da vida.

Aprende, ainda, a não depositar os ensinos rútilos do Espiritismo sob mãos francamente incapazes ou sob mentalidades insanas, pois que, sem contestação, mais cedo ou mais tarde:

  Tudo elas conseguirão desvirtuar,
  Tudo irão degenerar sob os mais tolos ou obscuros argumentos.

Trata, pois, de mergulhar a mente nos ensinamentos felizes do Cordeiro de Deus e ajusta os teus passos na trilha por Ele deixada, e não te importunarás com os companheiros desviados da estrada por livre deliberação, conseguindo, então:

  Não oferecer suas pérolas aos porcos,
  Tampouco desejarás depositar vinho novo em barril velho.

— Procurando, aí, sim, apesar das pelejas ardentes e das lágrimas inevitáveis dos teus testemunhos, seguir fiel e renovado, cheio de possibilidades para:

  Orientar,
  Entender, 
  E socorrer...

... A quantos o necessitem, na busca do Reino dos Céus, por meio dos roteiros do Espiritismo.

Com o tempo, na medida em que se renovem os humanos, também renovar-se-á o nosso bendito Movimento Espírita que, somente então, conseguirá refletir o brilho intraduzível do estelar Espiritismo.

Assim, não te descompenses.

Procura fazer o que te cabe para ser feliz, levando contigo os que estejam sintonizados com o ideal de vida abundante e de paz insuplantável que adotaste para alicerçar a tua existência.

Hugo Reis.
Mensagem psicografada por Raul Teixeira.
Na Sociedade Espírita Francisco de Assis de Amparo aos Necessitados – SEFAN, em Ponta Grossa – PR. 




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Benefício e Gratidão


Benefício e Gratidão




Deslizando incansável, o rio não cogita de examinar as bênçãos que conduz nem sindica o solo por onde segue.
Bailando no ar, o perfume nada pede além da amplidão para espraiar-se.

Convertendo-se em alimento, não espera o grão outra dádiva da vida senão trituramento.

O sol fecundo não escolhe sítio para visitar com luz, calor e vida.

A chuva fertilizante não tem preferência por onde espalhar vitalidade.

Todos cooperam em nome da Divindade sem exigências e sem reclamações.

São úteis e passam.

Nada esperam, nada impõem.

Aqueles que os podem utilizar beneficiam-se e não recordam sequer dos bens que auferem com eles, mas nem por isso eles deixam de produzir.

Examinando as lições sem palavras com que a Natureza se expressa, pode o homem, com o discernimento, muito favor do próximo e de si mesmo.

Não digas, quando a ingratidão te bater à porta: "Nunca mais ajudarei a ninguém!".

Não exclames, quando a impiedade dos teus beneficiários chegar ao reduto do teu lar: "Para mim, chega!".

Não reclames, quando a soberbia dos teus pupilos queimar tuas mãos generosas com as brasas da maldade que carregam consigo: "E eu que tudo lhes dei!".

Não sofras, dizendo, quando o azorrague daqueles a quem amas te ferir o devotamento: "Arrependo-me de ter ajudado!".

Não retribuas mal por mal, pois que, assim, vitalizarás o próprio mal.

A noite domina quando encontra sombras no roteiro e a enfermidade se alastra quando se agasalha em organismos indefesos.

O bem que se faz a alguém é luz que se acende interiormente.

Gostarias, sim, de recolher gratidão, amizade, compreensão... Todos nós gostaríamos de experimentar os pomos da gratidão.

A árvore, porém, não pergunta a quem lhe colhe o fruto para onde o carrega, que pretende dele. Felicita-se por poder dar e se multiplicar através da semente que, atirada alhures, abençoa o novo solo com outras dádivas de alegria.

Imita-lhe o exemplo.

Teus frutos bons, que produzam bons frutos além...

Tuas nobres tarefas, que se desdobrem em tarefas superiores mais tarde.

A ti a alegria de fazer, doar, e nunca a ideia de colher reconhecimento ou gratidão.

Gratidão pode ser, também, pagamento.

Seja grato o teu coração, mas não esperes pelo reconhecimento de ninguém.

A reencarnação, por impositivo da Lei, aproxima de ti queridos afetos de ontem, adversários do pretérito que te buscam para receber ou para exigir, envergando trajos diferentes e estranhos sobre espíritos conhecidos.

Refaze ou completa a tarefa interrompida, o dever esquecido.

A água do rio harmoniosa que o sol traga em hausto de calor tornará ao solo, ao curso antigo, em chuva dadivosa.

O bem que faças, viajando sem parar em muitos corações, espalhará luz no longo curso e, amanhã - nos caminhos sem fim do futuro - mesmo que não o saibas ou o tenham esquecido, ressurgirá mais além, mais formoso, mais fecundo.





pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco
Obra: Dimensões da Verdade


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Responsabilidade



Responsabilidade






O conhecimento lúcido dos deveres representa responsabilidade moral para o homem equilibrado.

Responsabilidade é, portanto, consciência amadurecida ante as tarefas a executar.

Ninguém se pode eximir de tal cometimento - a responsabilidade.

Em qualquer operação da vida em que a inteligência tome parte, a responsabilidade assume papel relevante a impor deveres de que não te podes desobrigar pela fuga, por transferência, nem pela negligência sistemática.

A responsabilidade mede a estatura moral do homem, fala dos seus sentimentos espirituais, expressa a sua evolução e candidata-o a mais elevados misteres.

Sinal típico da idiotia, do desajuste, do desequilíbrio, a imprevidência e a irresponsabilidade são a ausência moral diante dos compromissos assumidos.

Considera, portanto, os labores que te competem e define-te pela execução de todos eles. 







Diante de alguém que te ludibria, não o tomes como modelo que servisse para enganar outros. Errando, porque outros erram, não te compensará a dor, sabendo que eles sofrem, também.

Impõe-te o cumprimento puro e simples do que deves fazer, porquanto, responderás por ti mesmo, enquanto o outro de si dará contas.







Reflexiona detidamente:

. porque transfiras teus deveres, não te exonerarás de nenhum;
. a tarefa adiada ressurge complicada à tua frente;
. a sementeira atrasada prejudica a colheita futura.


Na mesma ordem de raciocínio, examina:

. o fruto não colhido a tempo cai espontaneamente e perde-se;
. o grão não aproveitado à hora própria decompõe-se e morre.






Responsabilidade é obrigação íntima de fazer no devido tempo,, no lugar certo, o que compete executar.

Muitos dirão que as tuas exigências, para com os deveres, resultam de desequilíbrios.

Acusar-te-ão de intolerante, e dirão, levianos, que o dever te enlouquece e desarticula.

Responsável, como és, não lhes dês importância. Talvez, não estejam em condições de ser idôneos. Encontram-se doentes.

Sê, portanto, como diz o Evangelho, severo para contigo mesmo e tolerante para com as faltas alheias.

Eles, os irmãos irresponsáveis, desrespeitar-te-ão, perturbarão o teu trabalho, criarão problemas em volta do teu campo de ação, todavia, não fugirão da lei. Tudo aquilo que retardarem, desfizerem, adiarem, encontrarão mais tarde, em circunstâncias possivelmente piores do que aquela em que se acham.

Disse Jesus: "ao dia bastam seus males", concitando-nos à despreocupação somente quanto a fadigas e precipitações desnecessárias.








pelo Espírito Joanna de Ângelis
Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Celeiro de Bênçãos.


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