segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Crucificação Libertadora




Crucificação Libertadora






A crucificação de Jesus é mais do que um marco assinalando profundamente os fastos históricos da Humanidade.

Representa uma luz que se expande na direção do futuro, abrangendo todos os períodos vindouros.

O Seu holocausto jamais se apagará da memória dos tempos, pelo motivo de ter sido Ele, o Justo por Excelência, que se doou em sacrifício de amor.

Antes, foram inúmeros os homens crucificados sob a sanha sanguissedenta de dominadores arbitrários, que se compraziam em matanças sistemáticas, ou de governantes impiedosos que aplicavam a justiça mediante a pena capital, elegendo esse método cruel.

Depois, prosseguiram as crucificações por paixões políticas, sociais, raciais, legalizando o crime do Estado, que pretendia cobrar delitos imaginários ou reais no organismo social e individual.

Em Sua homenagem, muitos discípulos, fascinados pelo Seu amor, e amando, deixaram-se crucificar, queimar, devorar pelas feras, desterrar, consumir-se  em cárceres infectos, dando prosseguimento ao seu programa.

Ele, porém, fez-se o Modelo, iniciando a Era da resistência pacífica, de que Sócrates se transformara no primeiro mártir, sendo condenado à morte sem haver praticado qualquer crime, exceto o de ensinar a ética da imortalidade, da moral e do bem, numa época de abuso do poder e de dissipações.

A Cruz do Gólgota permanece como símbolo de resistência ao mal transitório, que o tempo supera, abrindo espaço para o bem, que permanece.







Hoje ainda prosseguem as crucificações daqueles que O amam e desejam segui-lO.

Cruzes invisíveis são acionadas e nelas são imolados incontáveis apóstolos, que se deixam sacrificar.

Urdem-se calúnias com as quais os azorragam.

Acionam-se mecanismos restritivos que os impedem de avançar.

Movimentam-se forças tenebrosas que lhes obscurecem os céus da esperança e os atingem no cerne da alma.

Seviciam-nos com a maledicência e a suspeita sistemática, tornando quase insuportáveis as suas horas.

Dilapidam-lhes o caráter, através de infâmias habilmente apresentadas.

Os crucificadores também permanecem desafiando os tempos. Um dia, porém, não muito distante, arrependidos, se renovarão, iniciando as experiências redentoras do amor.







Se pretendes identificar-te com Jesus, provarás a crucificação nas traves imateriais da renúncia, do silêncio e da abnegação.

Quem O ame, não transita no mundo indene ao testemunho da fidelidade.

Experimentarás solidão, e muitos dos teus anelos se desfarão como névoa ao Sol, a fim de que nenhuma ilusão te perturbe a lucidez do amor por Ele.

Conhecerás de perto o apodo e a humilhação, e, confiando, não te rebelarás.

Provarás o vinagre da ingratidão e o fel do abandono.

Terás o coração em chaga moral a doer.

Todavia, quando parecer que não mais suportarás as aflições da cruz, Ele te aparecerá e suavemente te libertará, conduzindo-te ao Seu reino de bênçãos para sempre.







Joanna de Ângelis  &  Divaldo P. Franco
Obra: Momentos de Alegria


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