quinta-feira, 28 de novembro de 2013

O Ter e o Ser - Divaldo Franco




"A maior caridade que podemos fazer pela Doutrina Espírita é a sua divulgação." Chico Xavier - Emmanuel


Transformação Pessoal




Clamamos por grandes mudanças, aguardando que se operem significativas transformações em tudo que está à nossa volta e não lembramos de mudar a nós mesmos. Porque sem uma profunda reflexão de nossos atos e a consciência de que é preciso começar a modificar nosso comportamento, como esperar que alguma coisa mude?

"A maior caridade que podemos fazer pela Doutrina Espírita é a sua divulgação." Chico Xavier - Emmanuel


Mais ou Menos

Mais ou Menos

A gente pode morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos, e até ter um governo mais ou menos.

A gente pode dormir numa cama mais ou menos, comer um feijão mais ou menos, ter um transporte mais ou menos, e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro.
A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos...

TUDO BEM!

O que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum...
é amar mais ou menos, sonhar mais ou menos, ser amigo mais ou menos, namorar mais ou menos, ter fé mais ou menos, e acreditar mais ou menos.

Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos.

Chico Xavier

"A maior caridade que podemos fazer pela Doutrina Espírita é a sua divulgação." Chico Xavier - Emmanuel


Consciência de Culpa

Nova publicação em Centro Espírita Amor e Caridade Santarritense

Consciência de Culpa

by ceacgallo
culpa
A consciência de culpa atinge o mundo íntimo da criatura, na qualidade de um autêntico flagelo.
A partir do momento em que se instala, desequilibra as emoções e pode levar à loucura.
A consciência pesada evidencia uma certa imaturidade psicológica, pois denota que a pessoa agiu em descompasso com seus valores ou ideais, ou o fez sem refletir, em um rompante.
O indivíduo por vezes se permite comportamentos incorretos, que lhe agradam às sensações, para posteriormente se auto-punir, entregando-se a arrependimento estéril.
A ciência dos erros passados pune com rudeza o infrator, perante si próprio, mas não o corrige para o futuro.
O cumprimento de uma penitência, embora constitua evento doloroso, nada repara e por isso não traz a plenitude psicológica curativa promovida pelas ações positivas.
O que foi feito não mais pode ser impedido ou evitado.
Disparada uma flecha, ela segue seu rumo.
Se uma ação foi ruim, o importante é reparar os danos que causou.
Todo homem que se considera fraco, não desenvolvendo esforços para fortalecer-se, torna-se de fato débil de forças.
É um sinal de covardia e infantilidade justificar um erro com auto-flagelação, sem sanar as conseqüências, tornando a ele na primeira oportunidade, sob a alegação de fraqueza.
É nobre assumir o próprio equívoco, meditar serenamente sobre ele, arcar de forma corajosa com seus efeitos e repará-los do modo mais perfeito possível.
O difícil processo de reverter os resultados de um ato indigno tende a ser eficiente antídoto para novas experiências.
Tome-se o exemplo de uma mulher que voluntariamente faz um aborto.
Sua consciência pesa e ela pode desenvolver neuroses variadas, mantendo a mente focada no agir equivocado, a essa altura irremediável.
Mas essa mulher também pode, de modo muito mais proveitoso, dedicar as horas de seu tempo dispensando amor e cuidados a crianças órfãs.
Ela teve a desdita de rejeitar o filho que Deus, em sua infinita sabedoria, lhe confiou, mas nada a impede de adotar, por filhos do coração, os pequenos desamparados do mundo.
O tempo aplicado nessa tarefa é infinitamente mais útil do que se for perdido em lamentações.
Além de desempenhar, de certa forma, a missão materna que lhe estava destinada, o contato com a infância desvalida pode sensibilizá-la para as inefáveis bênçãos da maternidade.
Tudo isso tem o condão de funcionar como medida preventiva de novos desatinos.
Por outro lado, o remorso inativo e estéril, ao desequilibrar a personalidade abre as portas para os mais diversos equívocos, dos quais nada de bom resulta.
A partir do momento em que se elege como meta uma vida de paz, com a consciência tranqüila, há um preço a ser pago: a perseverança no dever.
Dignidade, harmonia, equilíbrio entre consciência e conduta não ocorrem ao acaso e nem se podem improvisar.
Tais virtudes devem ser conquistadas no dia-a-dia, mediante seu perseverante exercício.
Mas, em face de dificuldades para agir corretamente, por uma atitude viciosa encontrar-se muito arraigada, há sempre um derradeiro recurso: a oração.
*
Deus dispõe de infinito manancial de paz, sempre à disposição de suas criaturas, desde que estas o busquem com sinceridade e fervor.
O homem manifestando a firme intenção de resistir ao mal, a divindade por certo o fortalecerá no bem, pois foi o próprio Cristo quem afirmou: "pedi e obtereis".
Equipe de Redação do Momento Espírita. Texto baseado no capítulo IX do livro Momentos de Saúde, do Espírito Joanna de Ângelis, mediante a psicografia de Divaldo Pereira Franco..
ceacgallo | 08/11/2013 às 8:40 AM | Categorias: artigos | URL:http://wp.me/p1hFkH-1u4

O que é ter Sucesso

O que é ter Sucesso

Rir muito e com frequência; ganhar o respeito de pessoas inteligentes e o afeto das crianças; merecer a consideração de críticos honestos e suportar a traição de falsos amigos; apreciar a beleza, encontrar o melhor nos outros; deixar o mundo um pouco melhor, seja por uma saudável criança, um canteiro de jardim ou uma redimida condição social; saber que ao menos uma vida respirou mais fácil porque você viveu. 
ISSO É TER SUCESSO

Ralph Waldo Emerson

"A maior caridade que podemos fazer pela Doutrina Espírita é a sua divulgação." Chico Xavier - Emmanuel


Cada Mãe é Uma Flor




CADA MÃE É UMA FLOR
Cada mãe é uma flor, no Mundo criado por Deus
Seu ventre, o paraíso, para o filho que concebeu
Consciência e amor, para nos preparar lhe deu
Todos os puros sentimentos, para gerar os filhos Seus
Para todas deu Grandezas, para a Seus filhos conceber
Tratá-los como fez Maria, para como Jesus Cristo ser
Em todos os momentos da vida, dar amor e proteger
Amar e dar bom exemplo, antes e depois de nascer
Ensinar toda Verdade, falar de um Deus de Amor
Que não castiga nem vinga, sempre a todos perdoou
Está sempre de braços abertos, perdoando quem errou
Infinitamente bom e justo, nunca a Seus filhos vingou
És como o Pai Eterno, que acompanha nossos passos
Que perdoa e espera de volta, até os filhos ingratos
Os que saíram do caminho, e não voltam para Seus braços
Até os últimos momentos da vida, Ele fica a esperá-los
És um Ser infinitamente perfeito, és o símbolo do Amor
És igual a Natureza, resistes o destruidor
És as vidas abandonadas, acolhes e dás calor
Não recusas em ajudar, o coração sofredor
Ninguém pode avaliar, o quanto Deus ama seus filhos
De todas as crianças que nascem, Ele é o Pai Divino
Cuida e ama todo tempo, desde quando concebidos
Para que cumpram as missões, como está no predestino
Durante a gravidez, te ajuda todo tempo
Para tratares como um messias, para ajudar com bom exemplo
Para ser feliz e alegre, e ter só bons pensamentos
Para não sair do bom caminho, e dos males ficares isento
Jôe Luiz - Espírito de Luz
Psicografada Pelo Médium Rui Souza

"A maior caridade que podemos fazer pela Doutrina Espírita é a sua divulgação." Chico Xavier - Emmanuel


Uma Oração para os Vivos - Martha Medeiros

Uma Oração para os Vivos - Martha Medeiros

Que honremos o fato de ter nascido, e que saibamos desde cedo que não basta rezar um Pai- Nosso para quitar as falhas que cometemos diariamente. Essa é uma forma preguiçosa de ser bom. O sagrado está na nossa essência, e se manifesta em nossos atos de boa-fé e generosidade, frutos de uma percepção profunda do universo, e não de ocasião. Se não estamos focados no bem, nossa aclamada religiosidade perde o sentido.

Que se perceba que quando estamos dançando, festejando, namorando, brindando, abraçando, sorrindo e fazendo graça, estamos homenageando a vida, e não a maculando. Que sejam muitos esses momentos de comemoração e alegria compartilhados, pois atraem a melhor das energias. Sentir-se alegre não deveria causar desconfiança, o espírito leve só enriquece o ser humano, pois é condição primordial para fazer feliz a quem nos rodeia.

Que estejamos sempre abertos, se não escancaradamente, ao menos de forma a possibilitar uma entrada de luz pelas frestas. Que nunca estejamos lacrados para receber o que a vida traz. Novidade não é sinônimo de invasão, deturpação ou violência. Acreditemos que o novo é elemento de reflexão: merece ser avaliado sem preconceito ou censura prévia.

Que tenhamos com a morte uma relação amistosa, já que ela não é apenas portadora de más notícias. Ela também ensina que não vale a pena se desgastar com pequenas coisas, pois no período de mais alguns anos estaremos todos com o destino sacramentado, invariavelmente. Perder tempo com picuinhas é só isso, perder tempo.

Que valorizemos nossos amigos mais íntimos, as verdadeiras relações pra sempre.

Que sejamos bem-humorados, porque o humor revela consciência da nossa insignificância – os que não sabem brincar se consideram superiores, porém não conquistam o respeito alheio que tanto almejam. Ria e engrandeça-se.

Que o mar esteja sempre azul, que o céu seja farto de estrelas, que o vinho nunca seja proibido, que o amor seja respeitado em todas as suas formas, que nossos sentimentos não sejam em vão, que saibamos apreciar o belo, que percebamos o ridículo das ideias estanques e inflexíveis, que leiamos muitos livros, que escutemos muita música, que amemos de corpo e alma, que sejamos mais práticos do que teóricos, mais fáceis do que difíceis, mais saudáveis do que neurastênicos, e que não tenhamos tanto medo da palavra felicidade, que designa apenas o conforto de estar onde se está, de ser o que se é e de não ter medo, já que o medo infecciona a mente.

Que nosso Deus, seja qual for, não nos condene, não nos exija penitências, seja um amigo para todas as horas, sem subtrair nossa inteligência, prazer e entrega às emoções que nos fazem sentir plenos.

A vida é um presente, e desfrutá-la com leveza, inteligência e tolerância é a melhor forma de agradecer – aliás, a única.

MARTHA MEDEIROS

"A maior caridade que podemos fazer pela Doutrina Espírita é a sua divulgação." Chico Xavier - Emmanuel


segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Deserto Florido




O deserto do Atacama, no Chile, é o mais árido e alto do mundo. É também o lugar na Terra que passou mais tempo sem chuvas, sendo registrados quatrocentos anos sem uma gota d´água do céu.
Atualmente, ele pode ficar anos e mais anos sem qualquer precipitação atmosférica, porém, de tempos em tempos, um fenômeno muito interessante acontece.
O milagre da floração do deserto é possível de se ver muito raramente, pois depende necessariamente da chuva caída nos meses do verão.
Suficientes quantidades de água permitem que as sementes, que estavam adormecidas no seco deserto, possam despertar para voltar à vida e florescer por um curto espaço de tempo, na primavera.
São mais de duzentos tipos de flores. Cores mil. Um desabrochar belíssimo e inesperado em meio a terras tão áridas.
Quando o deserto revive e floresce surge uma panorâmica maravilhosa. É a oportunidade de desfrutar a singeleza das flores que cobrem as planícies e gloriosamente contrastam com as montanhas que as rodeiam.
Só é possível desfrutar deste milagre do deserto em alguns anos e por pouco tempo, desde fins de agosto até o meio de outubro.
As sementes, que ficam adormecidas por muitos anos, estão especialmente adaptadas para essas condições extremas, e assim podem voltar à vida pelas chuvas que as acordam, convertendo o deserto numa pintura multicor.
Os chilenos conhecem esse fenômeno como deserto florido.
* * *
O ser humano também é capaz de florescer, mesmo após anos de estiagem íntima.
As sementes do potencial evolutivo jazem dormentes, mas vivas, no âmago da alma.
Almas secas, almas aparentemente sem esperança de flor, virão a desabrochar um dia, quando a chuva do entendimento, a chuva da renovação, as fizer despertar.
Não há caso perdido para o Criador.
Mesmo os Espíritos mais relutantes, que na agonia e tristeza profundas, ousam fazer frente ao bem, negando o Criador e o amor; mesmo esses, irão germinar.
Chegará o tempo em que perceberão que o mal, a revolta, a vingança não lhes traz felicidade alguma.
Chegará o tempo em que, regados pelas chuvas contínuas do amor dos que estão ao seu lado, render-se-ão ao bem renovador.
Cada um tem seu tempo. Cada um desperta quando está preparado para despertar.
Porém, recordemos que as sementes ocultas estão lá, aguardando ansiosamente o momento de sair da terra árida, aguardando o instante de respirar o ar puro de uma nova vida.
Todos temos jeito. Todos somos deuses potenciais.
Deus nos fez todos assim, sem exceção.
Quem escolhe o momento de desabrochar somos nós.
Chegará o tempo em que veremos o deserto do planeta Terra, ainda tão sofrido, tão seco, florescente por completo.
Seremos nós, Espíritos bons, que modificaremos a paisagem deste planeta, passando a chamá-lo de terra florida.

"A maior caridade que podemos fazer pela Doutrina Espírita é a sua divulgação." Chico Xavier - Emmanuel


Decidindo com Sabedoria




Decidindo com Sabedoria




É muito comum nos pegarmos indecisos quando temos que tomar grandes decisões, principalmente, quando estas decisões podem mudar radicalmente o rumo de nossas vidas e, muitas vezes, da vida de outras pessoas.

Na verdade, estamos escolhendo a todo instante. Fazemos pequenas escolhas desde a hora que nos levantamos até o momento de nos deitarmos. Porém, como já nos habituamos a essas pequeninas escolhas, elas nos parecem sem importância e somente aquelas que têm o poder de abalar as nossas estruturas é que se tornam "importantes escolhas".



Devo me mudar de casa? Devo ir morar sozinho? Devo me separar? Devo me comprometer com esse serviço ou com essa pessoa? Devo aceitar essa proposta de emprego? Devo me submeter a isso? Devo sacrificar minha vida pessoal em prol da vida profissional? Devo fazer essa viagem? Devo enfrentar essa pessoa, situação ou condição ou devo deixar pra lá? Devo seguir minha mente ou coração? Devo fazer o que esperam que eu faça ou devo fazer aquilo que acredito mesmo que me critiquem?


Esses são alguns exemplos de escolhas que podem modificar o rumo de nossas vidas. Mudar de casa, de emprego, de cidade, país, priorizar certas coisas e sacrificar outras e romper ou formar relações pode resultar numa mudança gigantesca que não só nos afetará, mas também afetará aqueles que estiverem direta ou indiretamente envolvidos conosco e com a questão em si.


Então, o que fazer quando uma situação dessas se apresentar? Como saber qual é a melhor opção? Como decidir? O que escolher?


Deepak Chopra nos fornece uma ótima sugestão. Em uma de suas publicações ele aponta para a escuta do corpo. Isso mesmo, nosso corpo é sábio e ele pode fornecer valiosas pistas em momentos de indecisão. Segundo ele, você deve visualizar as duas alternativas, uma de cada vez, e prestar atenção na reação de corpo quando estiver num e noutro contexto. Exemplo:  Você pensa na escolha A, visualiza a si mesmo no contexto da escolha e percebe como seu corpo se sente ali. Depois você faz o mesmo com a escolha B. Seu corpo se sente confortável, relaxado, ou tenso e desconfortável? Você se sente alegre, feliz, livre e realizado ou se sente triste, infeliz, preso e fracassado? Segundo Chopra, aquela opção que deixa uma sensação de bem-estar, relaxamento e alegria em nosso corpo é a melhor opção.

Essa é uma maneira.

Outra maneira é fazer uma ligação sincera entre razão e emoção. Acessar esses dois níveis de consciência e fazer um balaço de suas descobertas.

Primeiro, você faz uma projeção (mental) para analisar se aquela escolha vai levá-lo aonde você pretende chegar, se os esforços valerão a pena, e se você tem o que necessita para lidar com as consequências que advirão dessa decisão. Depois, você pode usar da fórmula de Chopra para perceber as sensações que se apresentam no momento em que você se visualiza naquele contexto. Essa escolha o faz feliz? Essa escolha o coloca num estado de felicidade, comprometimento e segurança?

Escolha após ouvir os conselhos de sua mente racional e de seu corpo emocional. Anote todos os prós e contras e tente fazer de um jeito que os dois (mente e coração) saiam ganhando.

Outro fator que acho importante colocar na balança é a repercussão de suas decisões: Essa escolha afetará positivamente as pessoas que o cercam? Vai ser bom para elas que você decida por...? Sairão (essas pessoas) prejudicadas ou lesadas de alguma maneira se você optar por...?

Depois de sondar sua mente, coração e o possível impacto positivo ou negativo na vida de outras pessoas, creio que seja a hora de agir. Mas, aí não restará mais dúvida.

Quando decidimos com convicção, quando escolhemos com inteireza, depois de verificarmos nossos reais motivos e possíveis resultados, temos muito mais chances de não nos arrependermos dessas escolhas. Agora quando decidimos por impulso, por motivações egoístas, puramente racionais ou emocionais, sem o devido equilíbrio e tempo de dedicação, estamos cavando a cova do arrependimento e certamente colheremos resultados negativos e semearemos dificuldades àqueles que forem afetados por essas nossas más escolhas.

Dedique o tempo necessário para refletir sobre uma escolha importante. Não trate como algo banal. Escute sua mente. Anote suas colocações. Escute seu coração. Anote suas colocações. Escute as pessoas que serão afetadas por essa decisão. Anote suas colocações. E obtenha o resultado a partir dessa análise. Isso trará benefícios a você e as outras pessoas? Isso te fará feliz? Valerá a pena o esforço e a dedicação? Valerá a pena o sofrimento e a dificuldade? Você está agindo de forma egoísta ou está levando em conta o bem-estar de todos (incluindo o seu)?

Decida com sabedoria e abrace com coragem as transformações. Uma decisão sábia jamais é lamentada.





Fonte: Somos Todos Um,
por Fernanda Luongo - fernanda_luongo@hotmail.com


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A Mágoa

Nova publicação em Centro Espírita Amor e Caridade Santarritense

A Mágoa

by ceacgallo
magoa
Síndrome alarmante, de desequilibro, a presença da mágoa faculta a fixação de graves enfermidades físicas e psíquicas no organismo de quem a agasalha.
A mágoa pode ser comparada à ferrugem perniciosa que destrói o metal em que se origina.
Normalmente se instala nos redutos do amor-próprio ferido e paulatinamente se desdobra em seguro processo enfermiço, que termina por vitimar o hospedeiro.
De fácil combate, no início, pode ser expulsa mediante a oração singela e nobre, possuindo, todavia, o recurso de, em habitando os tecidos delicados do sentimento, desdobrar-se em modalidades várias, para sorrateiramente apossar-se de todos os departamentos da emotividade, engedrando cânceres morais irreversíveis. Ao seu lado, instala-se, quase sempre, a aversão, que estimulam o ódio, etapa grave do processo destrutivo.
A mágoa, não obstante desgovernar aquele que a vitaliza, emite verdadeiros dardos morbíficos que atingem outras vítimas incautas, aquelas que se fizeram as causadoras conscientes ou não do seu nascimento.
Borra sórdia, entorpece os canais por onde transita a esperança, impedindo-lhe o ministério consolador.
Hábil, disfarça-se, utilizando-se de argumentos bem urdidos para negar-se ao perdão ou fugir ao dever do esquecimento. Muitas distonias orgânicas são o resultado do veneno da mágoa, que,gerando altas cargas tóxicas sobre a maquinaria mental, produz desequilíbrio no mecanismo psíquico com lamentáveis consequências nos aparelhos circulatório, digestivo, nervoso...
O homem é, sem dúvida, o que vitaliza pelo pensamento. Sua idéias, suas aspirações constituem o campo vibratório no qual transita e em cujas fontes se nutre.
Estiolando os ideais e espalhando infundadas suspeitas, a mágoa consegue isolar o ressentido, impossibilitando a cooperação dos socorros externos, procedentes de outras pessoas.
Caça implacavelmente esses agentes inferiores, que conspiram contra a tua paz. O teu ofensor merece tua compaixão, nunca o teu revide.
Aquele que te persegue sofre desequilibros que ignoras e não é justo que te afundes, com ele, no fosso da sua animosidade.
Seja qual for a dificuldade que te impulsione à mágoa, reage, mediante a renovação de propósitos, não valorizando ofensas nem considerando ofensores.
Através do cultivo de pensamentos salutares, pairarás acima das viciações mentais que agasalham esses miasmas mortíferos que, infelizmente, se alastram pela Terra de hoje, pestilenciais, danosos, aniquiladores.
Incontáveis problemas que culminam em tragédias quotidianas são decorrência da mágoa, que virulenta se firmou, gerando o nefando comércio do sofrimento desnecessário.
Se já registras a modulação da fé raciocinada nos programas da renovação interior, apura aspirações e não te aflijas. Instado às paisagens inferiores, ascendo na direção do bem. Malsinado pela incompreensão, desculpa. Ferido nos melhores brios, perdoa.
Se meditares na transitoriedade do mal e na perenidade do bem, não terás outra opção, além daquela: amar e amar sempre, impedindo que a mágoa estabeleça nas fronteiras da tua vida as balizas da sua província infeliz.
"Quando estiveres orando, se tiverdes alguma coisa contra alguém, perdoai-lhe, para que vosso Pai que está nos Céus, vos perdoe as vossas ofensas". - Marcos: 11-25.
"Não sou feliz! A felicidade não foi feita para mim! exclama geralmente o homem em todas as posições sociais. Isto, meus caros filhos, prova melhor do que todos os raciocínios possíveis, a verdade desta máxima do Eclesiastes: "A felicidade não é deste mundo". - Cap.V - Item 20.
FRANCO, Divaldo Pereira. Florações Evangélicas. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL.
ceacgallo | 19/11/2013 às 1:27 PM | Categorias: artigos | URL:http://wp.me/p1hFkH-1uT

Àquele que tem, mais será dado: entendendo os fracassos reencarnatórios.




Àquele que tem, mais será dado:
entendendo os fracassos reencarnatórios.



"Àquele que tem, mais será dado e
àquele que não tem, até o que pensa ter,
ser-lhe-á tirado.” (Mt. 25:14-30.)




Esse interessante aforismo evangélico é ainda motivo de indagações profundas em relação ao seu significado em termos de Lei de Causa e Efeito. Tal comentário de Jesus necessita ser associado a conquistas de valores espirituais e não de posses efêmeras, suscetíveis às alternâncias circunstanciais da vida material.

Quem tem grande potencial, ou seja, um elevado talento intelecto-moral terá mais condições de desenvolver obras de maior envergadura para o avanço espiritual concomitante de si mesmo e da sociedade. Realmente, a Questão 132 de “O Livro dos Espíritos” estabelece que as tarefas primordiais do esforço reencarnatório consistem na própria evolução espiritual do Espírito reencarnado e, ao mesmo tempo, na participação como colaborador da Obra da Criação. Logo, à medida que evoluímos individualmente colaboramos com a evolução de todos à nossa volta, uma vez que a nossa evolução dá-se através de contato social (Lei de Sociedade) e dos esforços inerentes a essa interação (Lei de Trabalho, Lei de Justiça, Amor e Caridade, entre outras). Esse raciocínio bem simples e acessível é respaldado, inclusive, por outras passagens evangélicas como a própria “Parábola dos Talentos”.

Ocorre, porém, que vários indivíduos talentosos fracassam em suas tarefas reencarnatórias. André Luiz, em sua obra “Os Mensageiros”, relata em vários capítulos as experiências frustradas de companheiros que desencarnaram com realização espiritual pífia. A intensidade do fracasso está relacionada à capacidade do fracassado, ao tempo de preparo, às oportunidades disponíveis e à relevância dos objetivos previamente traçados pelos próprios protagonistas dessas vivências em colaboração com mentores espirituais extremamente preparados e experientes. Ressalta-se que as tarefas destes casos supracitados estavam centradas em trabalhos de cunho espiritual, destacando-se o papel de médiuns e doutrinadores. Além disso, o autor espiritual, que havia sido médico na última encarnação, analisa o próprio fracasso como ser humano de uma forma geral em relação a outros médicos que fracassaram especificamente no desempenho da atividade médica. Também é digna de registro a obra “Tormentos da Obsessão” (Manoel Philomeno de Miranda/Divaldo Pereira Franco) que relata grande número de casos envolvendo espíritas fracassados em suas reencarnações, os quais foram socorridos no “Hospital Esperança” pelo Mentor Espiritual Eurípedes Barsanulfo e sua equipe.

Em muitos exemplos, as falências espirituais de criaturas talentosas acontecem, pois, apesar de indiscutíveis conquistas prévias em determinada área, o Espírito reencarnante traz falhas espirituais, sobretudo morais, que acabam afetando o trabalho específico que ele deveria realizar, mesmo que esse indivíduo tenha realmente imenso cabedal em certo setor evolutivo. Assim, as diversas mazelas intelecto-morais em outras áreas do comportamento humano dificilmente permitem que o candidato à realização espiritual consiga manifestar plenamente seu talento, pois a indisciplina, a falta de força de vontade e a ausência de ideal superior, entre outras características pessoais, são tendências inferiores que limitam o desenvolvimento de maior amplitude de tarefas. Até mesmo pequenos trabalhos podem ser comprometidos, pois traços de personalidade inferior como a intolerância e a impaciência suprimem frequentemente a manutenção de esforços de longo prazo, favorecendo o desperdício de oportunidades.

É importante frisar que “Deus não dá fardos pesados a ombros frágeis”, significando dizer que, se o indivíduo fracassa, ele deve atribuir essa queda espiritual à sua própria negligência, uma vez que o livre-arbítrio é alicerce da Lei de Deus. No entanto, mesmo assim, estas experiências fracassadas, se bem estudadas e assimiladas, podem trazer aprendizados que serão as bases para realizações vitoriosas no futuro. Por isso, quando não pudermos realizar totalmente nossas tarefas, tentemos, ao menos, realizar parcialmente, pois o nosso futuro espiritual será construído a partir das nossas construções do presente. “Todo esforço de hoje é uma facilidade a sorrir amanhã”, nos ensina Emmanuel na obra “Palavras de Vida Eterna”, implicando que todo tempo perdido hoje será sempre oportunidade de crescimento desperdiçada a ser lembrada no dia de amanhã, quando as circunstâncias da vida podem não mais favorecer a referida realização.

Quando o indivíduo detém vários talentos, os quais são conquistas espirituais pretéritas, essas potencialidades atuam sinergicamente, fomentando o desenvolvimento de obras de maior complexidade. Em outras palavras, quanto mais pré-requisitos intelecto-morais, maior a probabilidade de sucesso espiritual na encarnação, uma vez que mais recursos o Espírito reencarnado terá para “driblar” os obstáculos e as armadilhas do caminho existencial. Mesmo quando fraqueja espiritualmente, é possível que consiga realizar significativa obra, pois suas habilidades favorecem o surgimento e o aproveitamento de bom número de oportunidades. Estes casos de Espíritos com grande capacidade que realizam parcialmente as suas tarefas são muito interessantes, pois podem gerar conflitos espirituais e complexos de culpa, mesmo quando tais companheiros são altamente reconhecidos pelo que realizaram, especialmente na análise dos encarnados. Acontece que o autoexame sincero demonstra uma extensa perda de oportunidades e até mesmo aquisição de débitos, os quais passariam praticamente despercebidos se fossem associados a criaturas com menor cabedal espiritual. Todavia, como a Lei de Deus está escrita na consciência da própria criatura, os Espíritos em questão constatam que poderiam ter feito muito mais por si mesmos e pela humanidade, pois o nível de consciência dessas criaturas já é bem elevado.

Assim sendo, quando nos sentimos detentores de poucos talentos, devemos ter alta vigilância e disciplina, porque somente o foco, o esforço no trabalho e a humildade frente às nossas fragilidades farão com que não “caiamos em tentações”, não nos deixando levar por interesses tortuosos que nos desviem de nossas tarefas principais, atrapalhando a manifestação de nosso talento espiritual, que representa os dons divinos em nós.

Interessantemente, a vigilância e a disciplina também são fundamentais quando alguns irmãos se sentem detentores de grandes possibilidades, pois as responsabilidades são evidentemente maiores (“Muito será cobrado a quem muito foi dado”). Os Espíritos que já trazem um expressivo leque de habilidades podem, eventualmente, deixarem-se levar por interesses, muitas vezes dignos, mas não tão prioritários em relação aos compromissos assumidos previamente.

Neste contexto, é muito sugestiva a famosa recomendação de Emmanuel em seu primeiro contato com Chico Xavier, asseverando a relevância da disciplina nas tarefas espirituais.

Sabendo-se que “reconhece-se a árvore pelos frutos”, devemos nos autoavaliar constantemente para identificarmos as consequências concretas de nossas ações efetivas na vida física. Se os efeitos dessas atitudes não têm representado valores do bem, da utilidade e da verdade, devemos repensar os caminhos que estamos trilhando, sob pena de nos vermos pelejando por questões com pouco valor espiritual em nossos esforços diários.

“Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que empreende para domar suas más inclinações.” Portanto, o verdadeiro Espírita busca sua melhoria pessoal de forma sistemática, o que deve repercutir diretamente nos sentimentos, pensamentos e atitudes de cada adepto do Espiritismo, e, consequentemente, no aproveitamento das oportunidades evolutivas e na construção da obra no bem. 




Fonte: O Consolador, por Leonardo M. Moreira


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Sois a Luz


Nova publicação em Centro Espírita Amor e Caridade Santarritense

Sois a Luz

by ceacgallo
luz-do-mundo
"Vós sois a luz do mundo." Jesus (Mateus, 5:14)
Quando o Cristo designou os seus discípulos, como sendo a luz do mundo, assinalou-lhes tremenda responsabilidade na Terra.
A missão da luz é clarear caminhos, varrer sombras e salvar vidas, missão essa que se desenvolve, invariavelmente, à custa do combustível que lhe serve de base.
A chama da candeia gasta o óleo do pavio.
A iluminação elétrica consome a força da usina.
E a claridade, seja do Solou do candelabro, é sempre mensagem de segurança e discernimento, reconforto e alegria, tranqüilizando aqueles em torno dos quais resplandece.
Se nos compenetramos, pois, da lição do Cristo, interessados em acompanhá-lo, é indispensável a nossa disposição de doar as nossas forças na atividade incessante do bem, para que a Boa Nova brilhe na senda de redenção para todos.
Cristão sem espírito de sacrifício é lâmpada morta no santuário do Evangelho.
Busquemos o Senhor, oferecendo aos outros o melhor de nós mesmos.
Sigamo-lo, auxiliando indistintamente.
Não nos detenhamos em conflitos ou perquirições sem proveito.
"Vós sois a luz do mundo" - exortou-nos o Mestre -, e a luz não argumenta, mas sim esclarece e socorre, ajuda e ilumina.
XAVIER, Francisco Cândido. Fonte Viva. Pelo Espírito Emmanuel. FEB. Capítulo 105.
ceacgallo | 20/11/2013 às 8:05 AM | Categorias: artigos | URL:http://wp.me/p1hFkH-1uX

Cuidemos das Crianças




Cuidemos das Crianças






O uso de drogas por crianças, algumas chegando à adolescência, assim como a tendência para outros vícios, o suicídio, a violência e a depressão que elas vêm apresentando, têm sido uma constante preocupação por parte de pais, professores, autoridades governamentais e do povo em geral. Como evitar que isto ocorra, é a pergunta que normalmente se faz.


Em comentário à questão 685, de O Livro dos Espíritos, que trata de assunto de interesse social no qual este se inclui, Allan Kardec observa: "Há um elemento,  que se não costuma fazer pesar na balança (...). Esse elemento é a educação, não a educação intelectual, mas a educação moral. Não nos referimos, porém, à educação moral pelos livros e sim à que consiste na arte de formar caracteres, à que incute hábitos, porquanto a educação é o conjunto dos hábitos adquiridos. Considerando-se a aluvião de indivíduos que todos os dias são lançados na torrente da população, sem princípios, sem freio e entregues a seus próprios instintos, serão de espantar as consequências desastrosas que daí decorrem?"  Destaques de Allan Kardec.)

A Doutrina Espírita nos ensina, e a ciência humana gradativamente confirma, que somos Espíritos imortais em processo de permanente aprimoramento moral e intelectual.

Ensina-nos, também, que o período em que o Espírito está mais sujeito a mudanças interiores é o que vai da sua concepção, como embrião, em nova reencarnação, até a sua adolescência. É a fase mais propícia à influência na formação do seu caráter. Destaque-se, todavia, que a influência que a criança mais absorve é a do exemplo. Na busca de se integrar no contexto social em que inicia nova existência, ela procura amoldar-se mais ao comportamento dos que a cercam e menos ao que lhe dizem.

Desta forma, para afastar a criança das drogas, de outros vícios, do suicídio e da violência, necessário se faz que ofereçamos a ela exemplos de muito amor, representados por claras manifestações de interesse pelo seu progresso intelectual, moral e, acima de tudo, espiritual; pela saúde, alimentação, integração familiar e social; e oferecendo-lhe, ainda, atenção afetiva, ensino adequado e energia construtiva. Estas atitudes preenchem o vazio do seu coração - provocado pela sensação de rejeição e abandono -, dando-lhe um sentido nobre para a vida e restituindo-lhe a fé na própria existência.

Lembrando a observação de Jesus - "Deixai vir a mim as criancinhas e não as impeçais, porquanto o reino dos céus é para os que se lhes assemelham"¹, eduquemos todas elas para a vivência do amor, independentemente da raça, cultura, cor ou condição social que apresentam, amando-as com os nossos melhores sentimentos e gestos. Estaremos, desta forma, construindo homens de bem, distantes das perversões que os vícios provocam.

O amor que educa à luz do Evangelho é a solução para todos os problemas. Sua falta é a causa de todos os males. **

¹ Marcos, 10:14.







Fonte: Editorial da Revista Reformador setembro/2002, Ed. FEB.


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Os autores e as obras de Divaldo Franco


Nova publicação em Centro Espírita Amor e Caridade Santarritense

Os autores e as obras de Divaldo Franco

by ceacgallo
divaldojoannaejesus
Ao examinar a produção mediúnica de Divaldo Pereira Franco, destacam-se, pelo volume de sua produção e pelo teor dos ensinos ministrados, os livros ditados por Joanna de Ângelis e Manoel Philomeno de Miranda.
Entretanto, muitos outros autores têm trazido contribuições de alto valor elucidativo ou literário, cada um no seu estilo peculiar de expressar seu ensino ou de narrar episódios interessantes aos leitores. Do total de aproximadamente 211 comunicantesdesencarnados que já utilizaram as faculdades do tribuno e médium baiano, destacam-se Vianna de Carvalho, Marco Prisco, Amélia Rodrigues, João Cléofas, Bezerra de Menezes, Victor Hugo, Simbá, Eros, Ignotus e Otília Gonçalves, José Petitinga, Rabindranath Tagore, Francisco de Mont’Alverne e Guaracy Paraná Vieira.
Vianna de Carvalho (1874 - 1926) foi um dos expositores mais requisitados do movimento doutrinário brasileiro nas décadas iniciais do presente século. Segundo o seu biógrafo Paulo Alves Godoy, "a sua palavra era atraente e arrebatadora, conseguindo uma penetração inusitada e inconfundível... Foi, na realidade, ... um esteta do sentimento". Em sua carreira de engenheiro militar, residiu em Fortaleza, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Santa Maria, Curitiba, São Paulo, Cuiabá, Recife, Maceió e Aracaju, locais em que se empenhou em divulgar o Espiritismo.
Presta assessoria espiritual durante as conferências de Divaldo e já ditou quatro livros: "À Luz do Espiritismo" (ed. LEAL, com 144p.), "Enfoques Espíritas" (1980) (ed. CAPEMI, com 144p.), "Médiuns e Mediunidades" (1990) (ed. Arte e Cultura, com 136p.) e "Reflexões Espíritas", (1992) (ed. LEAL, com 144p.). A sua linguagem é argumentativa e um tanto retórica, como habitualmente se expressavam os expoentes da oratória anteriores ao advento do Modernismo, bastante diversa das frases suaves e emotivas de Joanna de Ângelis.
Amélia Rodrigues (1861-1926) atuou no magistério nos municípios baianos de Arraial da Lapa, Santo Amaro da Purificação e Salvador. Dedicou-se paralelamente às atividades literárias e ao jornalismo, tendo escrito poemas, peças teatrais, romances e obras didáticas.
Marco Prisco, que aparece aos videntes com os trajes utilizados nas catacumbas romanas, por sua vez aprecia as frases curtas, quase epigramáticas, e os conteúdos de suas mensagens são de alto teor evangélico, como evidenciam as obras: "Ementário Espírita" (1971) (ed. LEAL, com 144p.), "Glossário Espírita Cristão" (1974) (ed. LEAL, com 144 p.), "Legado Kardequiano" (1982) (ed. LEAL, com 200 p.), "Faze Isso e Viverás" e "Momentos de Decisão" e "Luz Viva" (em co-autoria com Joanna de Ângelis) (1985) (ed. LEAL, com 144 p.).
"Intercâmbio Mediúnico" (1986) (ed. LEAL, com 168 p.) e "Suave Luz nas Sombras" (1994) (ed. LEAL, com 144 p.) são coletâneas de instruções ministradas psicofonicamente pelo mentor desencarnado João Cléofas na abertura das reuniões mediúnicas realizadas, em Salvador, no C.E. Caminho da Redenção.
Otília Gonçalves, primeira diretora da Mansão do Caminho, desencarnada em 1952, relata a sua experiência de retorno à pátria espiritual e dos tempos iniciais de vida numa colônia espiritual, no seu livro "Além da Morte" (ed. LEAL). Fracisco de Mont’Alverne, um dos grandes oradores sacros do início do século passado, ditou páginas de exortação e de advertência em "Florilégios Espirituais" (1981) (ed. LEAL, com 144 p.).
Bezerra de Menezes (1838-1900), presidente da Federção Espírita Brasileira nos anos finais do século XIX e supervisor das equipes médicas socorristas do espaço, ditou as mensagens enfeixadas no livro "Compromissos Iluminativos" (1991) (ed. LEAL, com 126 p.) (comentado pelo autor deste artigo no Mundo Espírita de julho de 1992).
Guaracy P. Vieira, jornalista e radialista de Ponta Grossa, que foi vice-presidente da Federação Espírita do Paraná, legou a coletânea de crônicas denominada "Perfís da Vida" (1993) (ed. LEAL, com 96 p.) (examinada pelo signatário no Mundo Espírita de janeiro de 1993).
Rabindranath Tagore (1861-1941) é, sem dúvida, um dos maiores expoentes da Literatura Universal. Autor de 192 obras, entre poemas, peças teatrais, ensaios, romances e coletâneas de contos, foi o primeiro escritor oriental a receber, em 1913, o Prêmio Nobel de Literatura. Nos seus textos, ele sempre procurou mostar a unidade essencial das coisas e dos seres e da harmonia da natureza junto ao Absoluto, numa apreensão do amor e da beleza transcendentais.
De todos os expoentes da literatura universal, Victor Hugo (1802 - 1885) é, com toda a certeza, um dos nomes mais conhecidos de todos os aficcionados da Literatura. Um dos lançadores do Romantismo na França, exerceu enorme influência nos escritores de sua geração.
Mencionam-se, ainda, Ignotus, autor de dois livros de contos singelos e saborosos, "Panoramas da Vida" (1970) (com 120 p.) e "Espelho da Alma" (1980) (com 144 p.); Eros, um poeta e contista com estilo sui-generis, suave e diáfano, publicou: "Heranças de Amor" (1978), "No Longe do Jardim" (1982), "Em Algum Lugar do Futuro" (1987), "A Um Passo da Imortalidade" (1989) e "Paz Íntima" (1997); Simbá, autor de uma seleta de poemas em prosa, "Poemas de Paz"(1970) (com 114 p.), escrita no estilo peculiar do Oriente Médio, todos publicados pela LEAL.
Além das obras acima mencionadas, há mais de uma vintena de antologias, contendo dissertações sobre temas diversos, transmitidas por baluartes do movimento espírita, tais como: José Petitinga, Cairbar Schutel, Lins de Vasconcellos, Dias da Cruz e muitos outros.
Jornal Mundo Espírita, ed. agosto e outubro/97
ceacgallo | 20/11/2013 às 8:12 AM | Categorias: artigos | URL:http://wp.me/p1hFkH-1v2

Segurando as cordas




Segurando as cordas








Há alguns anos, uma equipe de botânicos, desejando realizar uma experiência muito especial, se dirigiu à região dos Alpes à procura de novas espécies de flores.

Depois de muitos dias de pesquisa, através de binóculos, eles encontraram uma flor extremamente rara, com valor incalculável para a ciência.

Porém, havia uma dificuldade. Ela estava na parte inferior de uma encosta muito inclinada. Para pegá-la, alguém precisaria descer amarrado a uma corda. Era, sem dúvida, uma tarefa de certo risco.

Buscando nas redondezas, os botânicos encontraram um menino e lhe perguntaram se, em troca de um bom pagamento, ele não se proporia a buscar a flor. O garoto foi até o precipício, com seus olhos infantis mediu a boca enorme da fenda, pensou um pouco e respondeu:

Se vocês esperarem um pouco, eu lhes darei a resposta. Volto logo.

Algum tempo depois ele retornou, seguido por um senhor com os cabelos já grisalhos. Aproximando-se do chefe da expedição científica, ele disse:

Agora, estou pronto para descer e pegar a flor, se este homem segurar a corda. Ele é meu pai.









Confiança no pai. Tão salutar para as nossas vidas seria se vivêssemos com confiança em Deus, nosso Pai. Confiança que nos permitiria viver mais tranquilos, guardando a certeza de que a barca do planeta não anda à deriva. O Divino Pai a conduz, atento e compassivo.

Se existem aparentes injustiças, guerras e rumores de guerra, fome e dor - o Pai está atento, tudo providenciando no momento certo e oportuno, colocando as criaturas nos lugares exatos das suas necessidades espirituais.

Confiança que nos ensina que não devemos nos afadigar na precipitação, pois que há tempo da sementeira como há o tempo da colheita.

Confiança que nos oferece forças para solucionar problemas em vez de afastá-los. Que nos permitiria olhar a dor com outra configuração. Não como o espinho do resgate, mas a força-estímulo para a vida, desafio para o avanço e a autorrealização.

Confiança que é dínamo gerador de poderosas energias, mediante as quais se estabelecem os contatos com as augustas fontes da vida, donde fluem e refluem as forças que movem as montanhas das dificuldades.

Confiança que permite ao homem investir todos os valores e recursos de que pode dispor na programática que traça a bem de si mesmo.

Confiança que lhe permite superar os receios, graças à luz que espanca todas as sombras.

Confiança que se transforma em coragem, nesse ardor que impele o homem a realizar alguma coisa e a algo fazer, em benefício alheio.

Confiança em Deus, o Pai, que zela por nós e governa as nossas vidas.







Nos dias de luta, recorde que Jesus, o doce Rabi Galileu, nos ensinou que tudo que pedíssemos ao Pai, em nome dEle, o Pai nos concederia.

Recorde ainda mais que o mesmo Jesus lecionou que nenhum pai dá uma pedra ao filho que lhe pede pão. Assim também nosso Pai nos atenderá as rogativas, velando pelos nossos destinos.

Pense nisso e siga mais tranquilo na vida, guardando a certeza de que Deus é Pai e segura as cordas da sua vida, de todas as nossas vidas.









Redação do Momento Espírita, com base na mensagem
Segurando as cordas, de autoria ignorada; no cap. 42, do livro Celeiro
de bênçãos, pelo Espírito Joanna de Ângelis e no cap. 45, do livro
Terapêutica de emergência, por Espíritos diversos, psicografia de
Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.


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