segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Cuidemos das Crianças




Cuidemos das Crianças






O uso de drogas por crianças, algumas chegando à adolescência, assim como a tendência para outros vícios, o suicídio, a violência e a depressão que elas vêm apresentando, têm sido uma constante preocupação por parte de pais, professores, autoridades governamentais e do povo em geral. Como evitar que isto ocorra, é a pergunta que normalmente se faz.


Em comentário à questão 685, de O Livro dos Espíritos, que trata de assunto de interesse social no qual este se inclui, Allan Kardec observa: "Há um elemento,  que se não costuma fazer pesar na balança (...). Esse elemento é a educação, não a educação intelectual, mas a educação moral. Não nos referimos, porém, à educação moral pelos livros e sim à que consiste na arte de formar caracteres, à que incute hábitos, porquanto a educação é o conjunto dos hábitos adquiridos. Considerando-se a aluvião de indivíduos que todos os dias são lançados na torrente da população, sem princípios, sem freio e entregues a seus próprios instintos, serão de espantar as consequências desastrosas que daí decorrem?"  Destaques de Allan Kardec.)

A Doutrina Espírita nos ensina, e a ciência humana gradativamente confirma, que somos Espíritos imortais em processo de permanente aprimoramento moral e intelectual.

Ensina-nos, também, que o período em que o Espírito está mais sujeito a mudanças interiores é o que vai da sua concepção, como embrião, em nova reencarnação, até a sua adolescência. É a fase mais propícia à influência na formação do seu caráter. Destaque-se, todavia, que a influência que a criança mais absorve é a do exemplo. Na busca de se integrar no contexto social em que inicia nova existência, ela procura amoldar-se mais ao comportamento dos que a cercam e menos ao que lhe dizem.

Desta forma, para afastar a criança das drogas, de outros vícios, do suicídio e da violência, necessário se faz que ofereçamos a ela exemplos de muito amor, representados por claras manifestações de interesse pelo seu progresso intelectual, moral e, acima de tudo, espiritual; pela saúde, alimentação, integração familiar e social; e oferecendo-lhe, ainda, atenção afetiva, ensino adequado e energia construtiva. Estas atitudes preenchem o vazio do seu coração - provocado pela sensação de rejeição e abandono -, dando-lhe um sentido nobre para a vida e restituindo-lhe a fé na própria existência.

Lembrando a observação de Jesus - "Deixai vir a mim as criancinhas e não as impeçais, porquanto o reino dos céus é para os que se lhes assemelham"¹, eduquemos todas elas para a vivência do amor, independentemente da raça, cultura, cor ou condição social que apresentam, amando-as com os nossos melhores sentimentos e gestos. Estaremos, desta forma, construindo homens de bem, distantes das perversões que os vícios provocam.

O amor que educa à luz do Evangelho é a solução para todos os problemas. Sua falta é a causa de todos os males. **

¹ Marcos, 10:14.







Fonte: Editorial da Revista Reformador setembro/2002, Ed. FEB.


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