terça-feira, 21 de outubro de 2014

Fraternidade



Fraternidade




Em "Prolegômenos" de O Livro dos Espíritos, os Orientadores espirituais incumbidos de trazer aos homens o Consolador prometido por Jesus destacaram o objetivo do seu trabalho: "[...] Nele pusemos as bases do novo edifício que se eleva e que um dia há de reunir todos os homens num mesmo sentimento de amor e caridade. [...]"

Significa, tal propósito, transformar a Terra, moralmente classificada como Mundo de Expiações e Provas, em que prodominam o orgulho, o egoísmo e a violência, em Mundo de Regeneração, onde o homem, animado do desejo de aprimorar seus valores morais, substitua o orgulho pela humildade, o egoísmo pelo amor ao próximo, a violência pela fraternidade.

Convictos de que somos seres imortais, em constante processo de evolução com vistas à perfeição espiritual, como nos ensina a Doutrina Espírita, o caminho natural que nos cabe seguir, a par da busca de novos conhecimentos, é o da conquista de novos valores morais marcados pelo exercício da fraternidade.

Esse novo edifício, todavia, que há de reunir todos os homens num mesmo sentimento de amor e caridade, não se erguerá por simples concessão. Deverá, sim, ser construído por todos aqueles que pretendam nele habitar, sendo fruto do esforço renovador de cada um em aprender a amar ao próximo, a querer bem ao semelhante, independentemente das diferenças de raça, povo, religião, opinião, condição social, econômica ou cultural. Será também o resultado da nossa capacidade de conviver fraternalmente com todos aqueles que a Providência Divina coloca ao nosso lado na grande caminhada de redenção humana e espiritual. Será, numa palavra, obra de nosso firme propósito de viver a Caridade como a entendia Jesus:"Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas". ¹

Somente pela prática plena da Caridade, vivenciando a Fraternidade, poderá o homem conquistar sua libertação do círculo vicioso da dor, do sofrimento e da violência.

"Fora da caridade não há salvação",² proclamam os Espíritos Superiores.

Construamos, pois, a Paz, promovendo o Bem e praticando a Fraternidade.





_______________
¹  O Livro dos Espíritos, Edição Comemorativa, questão 886.
²  O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XV, item 10.





Fonte: Reformador FEB - maio/2007


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Reforma Interior



Reforma Interior





Tendes seguidamente ouvido recomendações quanto ao vosso padrão vibratório, o qual deve ser, o mais possível, harmonioso e estável, evitando-se oscilações e quedas.

Não seria cabível exigir de vós elevação constante de pensamentos e vibrações. Entretanto, embora atualmente impossível vossa estabilização nos planos mais elevados que frequentemente atingis, por esforço próprio, tanto na esfera do pensamento como na do sentimento, bom seria que evitásseis ao máximo oscilações vibratórias. Naturalmente, referimo-nos a oscilações "para baixo", em sentido de "queda", e não aos vôos intelectuais e afetivos em que necessariamente vos deveis exercitar, até que vos possais estabilizar em planos mais elevados.

Infelizmente notamos, em muitos dos seguidores do Mestre, uma atitude de certa forma comodista. Deixam-se influenciar por entidades inferiores, ou obedecem a impulsos menos dignos, contando mais tarde reabilitarem-se mediante o devido retorno ao bom caminho, ou por meio de preces e passes, esquecidos de que a queda tem invariavelmente seu preço doloroso, e cada pacto com as forças do mal, por ligeiro que seja, implica sintonia e ligação, muitas vezes prolongando-se mais do que esperava o encarnado invigilante.

Olvidam muitos que não podem ligar-se ocasional e momentaneamente a uma entidade colérica, por exemplo, sem correrem o risco de tê-la, talvez por longo tempo, como obsessora, não mais atendendo a apelos inconscientes, na forma de impulsos raivosos do encarnado, mas acompanhando-o constantemente e, já agora, impelindo-o no sentido das explosões de ódio.

Conhecêsseis o imenso valor e a oportunidade sempre atual da oração e da vigilância, saberíeis evitar frequentes "pequenas quedas", eivadas do perigo de se tornarem em grande e terrível derrocada espiritual, e tampouco correríeis o risco de instantes, embora ligeiros, de sintonia com o astral inferior.

Muitos dão excessiva importância aos fatores cármicos, ao considerarem o problema das obsessões. Na realidade, mesmo o número de obsessões oriundas de rancores e inimizades pregressas diminuiria prodigiosamente, se atentásseis devidamente para o valor imenso da oração e da vigilância.

Para que ocorra obsessão, necessário é que haja, primeiramente ligação. E para que se efetive a ligação, é imprescindível sintonia.

É fato muito conhecido que mesmo os mais evoluídos Espíritos, encarnados entre vós, sempre contaram com acirrados inimigos nos planos astrais inferiores, em virtude mesmo de seu adiantamento espiritual. No entanto, embora o peso tremendo das vibrações adversas que os atingem e, muitas vezes, chegam a abalar profundamente, jamais se teve notícia de que Espíritos de escol fossem vítimas de obsessão. Sabeis que o próprio Cristo não escapou ao assédio das forças das trevas, mas de forma alguma poderia ser influenciado obsessivamente, por absoluta inexistência e impossibilidade de sintonia e ligação entre suas elevadíssimas vibrações e as de seus adversários.

Com o único recurso de defesa ante tais perigos, necessário vos é buscar, firme e decididamente, destruir a "criatura velha" que em todos habita, sujeita e vulnerável, por sua imperfeição, aos ataques das forças inferiores, e abraçar sinceramente o propósito de vossa reforma interior.

A ninguém ocorreria, galgando uma escada, subir e descer o mesmo degrau, repetidamente. Não pretenderíeis subir a escada de Jacó, permanecendo em perpétuo movimento de "queda - ascensão - queda".




por Bezerra de Menezes


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Saudade da vida livre



Saudade da vida livre








Que saudade da vida livre
Dos dias da minha infância
Sentir, do mato, as fragrâncias
No despertar das manhãs.
A brisa pela campina
Refrescava muitas flores
Dispersando os aromas
Das flores dos laranjais.



O cuco cantando cedo
Nos dias de primavera
Nos carvalhos entre eras
O “gayo” fazia o ninho.
Ao lado das mimosas
Raposa cuida filhotes
Entre “fentos e merotes”
Na beirada do caminho.



Ai! Que saudades que tenho
Das amoras da Silveira
Desde minha vez primeira
Que degustei seu sabor.
Driblando seus espinhos
Junto do ninho da melra
Dentro da pequena selva
Junto ao sabugueiro em flor.



Livre pelos matagais
Buscando mimosos ninhos
Para ver os passarinhos
Na sua cama acolchoada.
Nas ladeiras da montanha
Junto de alegres regatos
Esgueirando pelos matos
Nos dias de trovoada.



 




Que saudade da floresta
De carvalhos e pinheiros
Junto do rio, os salgueiros
Num mundo de fantasia.
Quando vinha o por do sol
E a noite se apresentava
O céu era minha amada
Ate raiar de um novo dia.



Como eram belos os campos
Andados na minha infância
Era um mundo de fragrância
De muitas vidas um lar.
Borboletas pelas matas
Grilos cantando na relva
Dentro da pequena selva
Os passarinhos a cantar.



Que doce que a vida era
Sentado a beira do rio
Ouvindo das aves o pio
Água passando a bailar.
No céu um manto azul
Pelo chão, campos de flor
Como um ninho de amor
Era, da vida, um sonhar.



Naqueles tempos difíceis
Trepava a colher as frutas
No rio a pegar as trutas
No forno a pegar o pão.
Pelos caminhos de pedra
Como andarilho perdido
Fugia bem escondido
Junto com o meu irmão.



As cerejas dos vizinhos
Eram manjares de Deus
Quase chegava aos céus
Subindo por tronco imenso.
Porque as cerejas divinas
Davam na ponta dos ramos
Muitas vezes as pegamos
Ficando no ar suspensos.









Muitas vezes vi o lobo
Fazendo cara de mau
Na árvore, o pica-pau
Construindo seu cantinho.
Rolinha fazendo casa
Era uma vida campestre
Naquele mundo rupestre
Todo mato tinha ninho.



Quantas lembranças da casa
Dos tempos da juventude
Sempre em alegre atitude
Diante do sol e do vento.
Que Sacudia as ramagens
Como flâmula e bandeira
Chorando na carvalheira
Como trompete em lamento.



Bebendo de fonte fresca
Junto da poça das rãs
Seu canto pelas manhãs
Era uma orquestra divina.
Deitado em fresca relva
Junto de cardos e flores
Vendo passar os pastores
Nos caminhos da campina.



Nas tardes de primavera
O sol acariciando a pele
Da paisagem se despede
Das flores e castanhal.
Aos poucos chegava a lua
E as estrelas brilhando
Grilos e anuros cantando
Por dentro do milharal.

 






ACA
Fonte: Cacef
Casa de Caridade Esperança e Fé


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Ilumines o santuário



Ilumines o santuário




"Pois nós somos um santuário do Deus vivo." - Paulo.
(II Coríntios, 6:16.)



O esforço individual estabelece a necessária diferenciação entre as criaturas, mas a distribuição das oportunidades divinas é sempre a mesma para todos.

Indiscriminadamente, todas as pessoas recebem possibilidades idênticas de crescimento mental e elevação ao campo superior da vida.

Todos somos, pois, consoante a sentença de Paulo, santuários do Deus vivo. Apesar disso, inúmeras pessoas se declaram afastadas da luz eterna, deserdadas da fé. Enquanto dispõem da saúde e do tesouro das possibilidades humanas, fazem anedotário leve e irônico. Ao apagar das luzes terrestres, porém, inabilitados à movimentação no campo da fantasia, revoltam-se contra a Divindade e precipitam-se em abismo de desespero. São companheiros invigilantes que ocuparam o santuário do espírito com material inadequado. Absorvidos pelas preocupações imediatistas da esfera inferior, transformaram esperanças em ambições criminosas, expressões de confiança em fanatismo cego, aspirações do Alto em interesses da zona mais baixa.

Debalde se faz ouvir a palavra delicada e pura do Senhor, no santuário interno, quando a criatura, obcecada pelas ilusões do plano físico, perde a faculdade de escutar. Entre os seus ouvidos e a sublime advertência, erguem-se fronteiras espessas de egoísmo cristalizado e de viciosa aflição. E, pouco a pouco, o filho de Deus encarnado na Terra, de rico de ideais humanos e realizações transitórias, passa à condição de mendigo de luz e paz, na velhice e na morte...

O Senhor continua ensinando e amando, orientando e dirigindo, mas, porque a surdez prossegue sempre, chegam a seu tempo as bombas renovadoras do sofrimento, convidando a mente desviada e obscura à descoberta dos valores que lhe são próprios, reintegrando-a no santuário de si mesma para o reencontro sublime com a Divindade.






pelo Espírito Emmanuel & Chico Xavier
livro: Vinha de Luz


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quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Dia de Luz





Dia de Luz






O despertador toca e você acorda. Abre os olhos e torna a contemplar as mesmas cenas do ontem.

Pela sua mente ágil, as dores sofridas passam em cenário cinematográfico.

Você sente o corpo dolorido e cansado. Na boca, o gosto da amargura, que como fel, lhe fere o paladar.

Novo dia... Contudo, embora a noite de sono, não serão novas as lutas.

Os problemas financeiros não se solucionaram no intervalo de algumas horas. A enfermidade que se abateu em seu lar não partiu. Ao contrário, você a sente mais presente do que nunca, nos gemidos que já lhe chegam aos ouvidos.

Há que erguer-se do leito e retornar às lutas. A mesma luta.

Você sente desânimo e pensa: Por que Deus não me tirou a vida, enquanto dormia? Sinto-me exausto. Não desejo mais sofrer, nem lutar.

No entanto, os minutos correm céleres e é preciso retomar as atividades.







Entre a tristeza e o desalento, você se ergue e abre a janela.

Neste instante, o sol lhe bate em cheio na face e ilumina o seu quarto.

Faz-se luz e a luz espanca as trevas.

É novo dia - informa-lhe o sol.

Há alegrias no ar - cantam os pássaros.

A brisa da manhã o envolve e a natureza toda o convida a reformular suas disposições íntimas.

Pare um instante. Encha os seus pulmões com o ar renovado da manhã. Respire profundamente. Contemple o azul do céu e dirija ao Criador a sua prece.

Prece de gratidão por mais um dia no corpo. Em vez de rogar a Deus que lhe tire a vida, rogue-Lhe forças para o combate.







É dia novo. Você não pode imaginar o que a Divindade lhe reservou para hoje.

Pense em quantas pessoas almejariam estar em seu lugar, agora.

Enfermidade, dor, desemprego são problemas a serem administrados e equacionados, ao longo da existência.

Recorde que a Divindade lhe providenciou um dia de luz para você treinar, outra vez, disciplina, paciência, perdão.

Não perca a oportunidade. Não jogue fora as chances de crescimento e resgate.

E hoje, enquanto você sofre, luta e espera, alegre-se com os sons da vida, com o sorriso das crianças, com o colorido da Natureza que o Pai Criador dispôs especialmente para você.

Sorria. As lutas poderão ser semelhantes, mas não idênticas.

Porque dia como este nunca houve e não haverá outra vez.

Deus não se repete. Detenha-se a descobrir detalhes e observe a riqueza que o circunda.

Amigos, colegas, brincadeiras, abraços.

Nada será igual ao que já foi.

Desfrute deste dia integralmente, porque dia igual a este só se vive uma vez.

Cada dia é bênção nova. Cada minuto é oportunidade espontânea de crescimento.

Pense nisso!






Redação do Momento Espírita, com pensamento colhido no verbete Dia,
do livro Repositório de sabedoria, v.1, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de
 Divaldo P.Franco, ed. Leal. Disponível no CD Momento Espírita, v. 2, ed. Fep.


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A Vida: Duas Vidas




A Vida: Duas Vidas





A vida são duas vidas.
A sua vida interior é a responsável
pelos reflexos no seu comportamento exterior.
O que você anele e cultive na mente se tornará impulso
e necessidade que se manifestarão em busca intérmina.





Assim, tente abandonar o ego,
porém sem pressão nem amargura, e sim mediante
a reflexão em torno daquilo que lhe é realmente importante,
pois que de imediato se apresentará na face exterior da sua vida
como a harmonia desejada.




O equilíbrio do seu pensamento,
fazendo-o tagarelar menos e meditar mais,
facultar-lhe-á um bom trânsito entre a vida interior e a exterior.
Quando você conseguir vencer no íntimo as paixões dissolventes,
externamente você irradiará bem-estar,
porque todo aquele que conhece a verdade corrige os excessos,
e não se preocupa com os resultados imediatos.




Aquele que apenas exibe a verdade, inquieto quão infeliz,
fomenta e vive a balbúrdia,
incapaz de beneficiar-se com a realidade.
A vida interior saudável vincula o homem
ao mundo transcendente; enquanto a exterior,
com as suas sensações, liga-o ao mundo físico.




Viva interiormente na luz, e o exterior
se manifestará em tranquilidade, sem qualquer tormento.

 



Divaldo Pereira Franco / Eros (espírito)


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terça-feira, 22 de julho de 2014

Deus e Nós




Quando o mundo geme, atormentado, é como um soluço que escapa de nosso peito e busca o Pai Celeste.
Quando as provações visitam a nossa vida, e tudo parece cinza, o coração se agita em busca do Senhor dos Mundos.
E Deus está presente.
A grande certeza que assinala nossa vida é a existência de um Pai amoroso, que vela por nós.
Esqueçamos tudo o que nos disseram sobre um Deus vingativo. Apaguemos de nossa mente a imagem de um Deus mesquinho, que aplica punições para Seus filhos. Essas coisas são criação humana.
Deus é todo amor. Causa de todas as coisas, Senhor dos Mundos, Ele nos criou por Sua vontade.
Deu-nos a preciosa vida, plantou em nós as sementes dos sentimentos, deixou florescer inteligência, livre-arbítrio e sorrisos.
Ao longo dos milênios, esse Divino Amor nos segue. Acompanha nossa trajetória, testemunha nossos erros e acertos. E aguarda. Sim, pacientemente Deus aguarda.
Ele espera o fim de nosso tempo de tempestades, de turbulência íntima.
Sabe que é passageira essa época atormentada, em que ainda não sabemos domar os sentimentos, controlar a mente ou ser feliz com as coisas do Espírito.
Ele sabe que estamos em plena era de descobertas. É paciente com esses filhos que agem como crianças tolas, embora sejam homens maduros.
Sim, Deus está ao nosso lado.
Para ver os sinais Dessa presença grandiosa, basta aprender a ler o grande livro da natureza.
Cada estrela que reluz no céu é um recado do Pai Celeste. O brilho dos sóis, nas galáxias distantes, nos fala da magnífica Criação além da Terra.
E nos transmite a mensagem silenciosa: mesmo no breu das noites escuras, há luzes de esperança.
Deus está vivo nas flores que criou para enfeitar jardins e campos. Girassóis, lírios, rosas e margaridas traduzem o carinho Divino por todos nós.
Se Deus os veste tão ricamente, muito mais faz por nós.
Cantoria de passarinhos, brisa que agita os cabelos, o espetáculo do mar que brilha ao sol – tudo isso é Deus sussurrando mensagens de beleza e harmonia aos nossos ouvidos cansados, como um hino de esperança.
Por isso não demoremos mais: abramos a janela da alma para Deus. Ele está ali, no templo do nosso coração.
Para amá-lO, aprendamos a cuidar de tudo o que Ele criou. Mesmo que não entendamos alguém, não concordemos com algo ou não gostemos de alguma coisa, esforcemo-nos, ao menos, para respeitar o fruto do trabalho Divino. Já é um belo começo.
Deus sorri de volta quando O buscamos. Portanto, busquemo-lO.
Um dia, estaremos frente a frente com a morte. E mesmo que tenhamos milhares de amigos, esta será uma experiência solitária, uma viagem individual.
Estaremos diante de nós mesmos. Os parentes, amigos e amores ficarão para trás. Ou terão partido antes.
E nessa hora suprema, haverá somente um Ser a quem poderemos chamar com inteira confiança: Deus.
É ao nosso Pai que volveremos os olhos cheios de esperança. E Ele – que nos ama muito – estenderá até nós o Seu amor e seremos abraçados, acolhidos.
No colo desse Pai Divino, nos sentiremos embalados como pequenas crianças. E nosso coração se encherá de imortal alegria.
Redação do Momento Espírita.

"A maior caridade que podemos fazer pela Doutrina Espírita é a sua divulgação." Chico Xavier - Emmanuel



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Resistir ao suicídio...


Resistir ao suicídio...
  João estava desesperado. Fora despedido. A empresa falira, engolida no egoísmo de quem a geria. A esposa, empregada fabril, tinha sido despedida há 2 meses.

João pensava nos 2 filhos que tinha para criar, de 15 e 17 anos. Almejava dar-lhes um curso superior, que agora ia pelo cano abaixo. Faltavam 10 anos para acabar de pagar o empréstimo da casa, e agora não tinha como.

  O futuro tinha fugido, de repente. Não tinha saída. A solução estava ali à mão de semear. Vivia perto da linha de comboio, perto de uma curva, seria uma morte rápida e sem grande dor, pensava no seu íntimo.

Nessa noite, deitou-se pela última vez ao lado da esposa, carcomida pelas dificuldades da vida, tal como ele. Olhou para ela, dormindo, cansada, e uma lágrima de tristeza misturada com ternura rolou pela face. Não podia fraquejar!

  Levaria o seu plano por diante, após a rotina diária de desempregado, após o café diário, no café do Sr. Joaquim. Assim não daria nas vistas.

Ajeitou-se nas mantas, e sem saber como nem porquê, lembrou-se da sua falecida mãe, que lhe falava do seu anjo da guarda ou guia espiritual. Nunca fora dado a essas coisas da espiritualidade. Ela morrera, e era apenas uma leve recordação.

Adormeceu.

  Teve um sonho muito nítido, onde se via lado a lado com um ser luminoso, que o levava a visitar um local sinistro, sombrio, onde a dor não tem palavras para ser relatada.

Olhou para uma tabuleta que encimava a entrada:
  Vale dos suicidas”.

O seu companheiro de viagem durante o sono (o seu guia espiritual), mostrava-lhe ali o estado de inúmeras pessoas, que pensando tudo acabar com a morte do corpo de carne, ali sofriam os horrores da desilusão.

  Até que um dia, por mérito próprio, sejam resgatadas pelos espíritos benfeitores, levando-as para um local mais calmo, em preparação para nova reencarnação.

Gritos, tiros, apitos de comboios, gemidos de dores, de tudo um pouco ouvia, e aquilo perturbou-o imenso.

Pediu para voltar. De repente, acordou alagado em suor. 5 da manhã! A esposa dormia tranquila…

  Que raio de sonho!”, pensou…

  Deviam ser preocupações devido ao que planeava. Mas, aquilo tinha sido tão nítido, que não conseguiu dormir mais, e continuou até de manhã, a matutar naquele sonho, que para ele, parecia realidade.

Se fosse daqueles que acreditavam nas coisas da espiritualidade, iria jurar que tinha sido real. Mas não, a vida para além da morte não existe, cogitava ele, enquanto se procurava acalmar.

  No dia seguinte, levantou-se fez a rotina diária, e enquanto tomava o café. no Café do seu bairro e lia as notícias do dia, antes do fatídico momento que tinha preparado, apareceu-lhe o Victor, amigo de sempre.

Pensava com os seus botões:

  Pobre coitado, o filho fora assassinado no bairro, faz quase um mês, sem ter culpa nenhuma, e o homem, mesmo assim aguentou-se”.

Depois dos cumprimentos da praxe, Victor mandou vir um café, pousando um livro sobre a mesa.

  Que andas a ler, perguntou o João?”

  Ah, é um livro que me tem ajudado muito”, disse o Victor. “Imagina que o André, o nosso vizinho é espírita, faz parte daquelas reuniões todas as 4ªs feiras, naquele grupo espírita ali à beira da mercearia do António.

  Nunca acreditei nessas coisas. Ele convidou-me a lá ir, e destroçado com a morte do meu filho, lá fui”.

  Oh homem, vim de lá novo.

  O espiritismo, provando a vida para além da morte, demonstra que o suicídio não faz sentido, sendo uma fonte de sofrimentos inenarráveis.





  Este livro, “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec, abriu-me os horizontes da vida, tenho ido às reuniões, e venho sempre de lá melhor. Até tenho esperança de um dia receber uma mensagem do meu filho”.

João estava atónito, pois desconhecia a fé daquele homem, a quem tinham morto o seu único filho e esperança para o fim da sua vida.

  Queres ir lá um dia comigo, perguntou o Victor? Bem sei que não acreditas em Deus, mas vais ver que é diferente”.

  João irrompeu num pranto, soluçou, para espanto do seu colega de mesa e dos restantes que estavam nas mesas ao lado.

Depois de se acalmar, João lá lhe contou do seu projeto para dali a minutos quando o comboio passasse.

  Contou-lhe o sonho vívido que tivera, a lembrança repentina da sua mãe antes de adormecer, e agora aquele encontro inopinado, e ainda as mais inopinadas revelações da frequência do seu amigo às reuniões espíritas.

  Seria um sinal para que não se matasse? ...
  Cogitava agora em voz alta!

Victor pegou-lhe pela mão. Foram ao centro espírita.

▬  João pôde ali lavar a alma, com um dos dirigentes presentes, que lhe falou:

  Da comunicabilidade dos espíritos,
  Das inúmeras provas da imortalidade do espírito,
  Da reencarnação, e da esperança num dia melhor.

O comboio acabou por passar, apitando na dita curva, enquanto eles iam falando da espiritualidade e da imortalidade.

  Ali, naquele momento, João apanhou o comboio da vida de novo, e ainda hoje pensa que se não fosse o espiritismo, talvez estivesse naquele lugar do seu sonho, a carpir as mágoas, próprias de quem tenta em vão fugir da Vida e das leis sábias de Deus.

A esperança estava de novo ali, pois havia a perspectiva de ir trabalhar como jardineiro para a casa de um dos frequentadores do grupo espírita onde fora socorrido.

▬  Pensava com os seus botões:

  Nos momentos difíceis é fundamental…
  Resistir ao suicídio…

Desconheço a fonte.



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terça-feira, 24 de junho de 2014

A Vida: Duas Vidas




Vida: Duas Vidas





A vida são duas vidas.
A sua vida interior é a responsável
pelos reflexos no seu comportamento exterior.
O que você anele e cultive na mente se tornará impulso
e necessidade que se manifestarão em busca intérmina.





Assim, tente abandonar o ego,
porém sem pressão nem amargura, e sim mediante
a reflexão em torno daquilo que lhe é realmente importante,
pois que de imediato se apresentará na face exterior da sua vida
como a harmonia desejada.




O equilíbrio do seu pensamento,
fazendo-o tagarelar menos e meditar mais,
facultar-lhe-á um bom trânsito entre a vida interior e a exterior.
Quando você conseguir vencer no íntimo as paixões dissolventes,
externamente você irradiará bem-estar,
porque todo aquele que conhece a verdade corrige os excessos,
e não se preocupa com os resultados imediatos.




Aquele que apenas exibe a verdade, inquieto quão infeliz,
fomenta e vive a balbúrdia,
incapaz de beneficiar-se com a realidade.
vida interior saudável vincula o homem
ao mundo transcendente; enquanto a exterior,
com as suas sensações, liga-o ao mundo físico.




Viva interiormente na luz, e o exterior
se manifestará em tranquilidade, sem qualquer tormento.

 



Divaldo Pereira Franco / Eros (espírito)


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Se Você Voltar

Se Você Voltar

Um dia, vocês estão bem.
De repente, você muda de ideia.
Vai embora.
Só pra você saber.
Ela ia se casar com você.
Hoje, ela está bem.
De repente, você liga,
e diz:
“Não fiz tudo o que poderia ter feito.
Quero voltar.”
Se um dia, você voltar,
pelo bem dela,
aprenda algumas coisas.
Faça mais do que ela espera.
Levante e faça o café.
Dê um sorriso,
e não se esqueça, cafuné.
Se um dia, você voltar,
seja sincero.
Não traga as mesmas histórias.
Jogue fora as roupas velhas.
Cante músicas novas.
Encha o pulmão.
Dance sem razão.
Apaixone-se,
além da racionalidade.
Se um dia, você voltar,
seja atencioso.
Uma vez ou outra,
leve o café na cama.
Sussurre no escuro:
“O que você sempre quis fazer,
mas ainda não teve oportunidade?”
Se um dia, você voltar,
seja presente.
Uma vez ou outra,
compre flores e deixe um cartão:
“Eu não posso deixar de te amar, nem por um segundo.”
Seja educado.
Não levante a voz.
O grito da manhã,
é o silêncio na noite.
Se um dia, você voltar,
não seja tão egoísta.
Faça um gesto inesperado.
Desmarque o futebol.
Leve-a pra jantar.
Quando ela se arrumar,
segure a mão dela.
Tenha aquela sensação no peito.
É ela.
Escute a sua respiração.
Você precisa dizer:
“Eu amo você.”
Ponto final.
Ah, antes,
aquele vestido não é para outras mulheres.
É pra você.
Se um dia, você voltar,
seja fiel.
Onde começa a mentira,
termina a confiança.
O amor é uma escolha.
Não um sacrifício.
Se um dia, você voltar,
entregue seu coração.
Somente assim,
você poderá guia-lá pela mão.
Se um dia, você voltar,
faça um voto silencioso,
de protegê-la do mundo.
Se um dia, você voltar,
decida quem você quer ser.
Um eterno jogador,
ou o amor?
Se um dia, você voltar,
seja responsável.
Algumas palavras usadas,
não podem ser retiradas.
Então, não se esqueça, das palavras que falou.
Das promessas que quebrou.
Se um dia, você voltar,
tenha intimidade.
E isso não é apenas puxar o cabelo,
e prender na cama.
Procure abraçar, apenas, para aquecer.
Cuide dela,
e ela cuida de você.
Não vire para o lado.
Procure palavras.
A conversa e o sexo,
andam de mãos dadas.
Se um dia, você voltar,
o futuro estará ao seu lado.
O passado, por favor,
deixe de lado.
Se um dia, você voltar,
coloque o amor,
em primeiro lugar.
Irão lhe chamar de louco.
Se você desistir,
que bom,
não era amor.

Música Tristan Prettyman - I Was Going To Marry You
Texto: Ique Carvalho
http://www.thebrocode.com.br/artigo-238-se-voce-voltar/

"A maior caridade que podemos fazer pela Doutrina Espírita é a sua divulgação." Chico Xavier - Emmanuel



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segunda-feira, 23 de junho de 2014

BOM ÂNIMO


Nova publicação em Centro Espírita Amor e Caridade Santarritense

BOM ÂNIMO

by ceacgallo
babo
Hoje experimentas maior soma de aflições. Observaste a grande mole dos sofredores: mães desnutridas apertando contra o seio sem vitalidade filhos misérrimos, desfalecidos, quase mortos; mutilados que exibiam as deformidades à indiferença dos passantes na via pública; aleijões que se ultrajavam a si mesmos ante o desprezo a que se entregavam nos "pontos" de mendicância em que se demoram; ébrios contumazes promovendo desordens lamentáveis; enfermos de vária classificação desfilando as misérias visíveis num festival de dor; jovens perturbados pela resolução dos novos conceitos e vigentes padrões éticos; órfãos...
Pareceu-te mais tristonha a paisagem humana, e consideras mentalmente os dramas íntimos que vergastam o homem, na atual conjuntura social, moral e evolutiva do planeta.
Examinas as próprias dificuldades, e um crepúsculo de sombras lentamente envolve o sol das tuas alegrias e esperanças. Não te desalentes, porém.
O corpo é oportunidade iluminativa mesmo para aqueles que te parecem esquecidos e que supões descendo os degraus da infelicidade na direção do próprio aniquilamento.
Nascer e morrer são acidentes biológicos sob o comando de sábias leis que transcendem à compreensão comum.
Há, no entanto, acompanhando todos os caminhantes da forma carnal, amorosos Benfeitores interessados na libertação deles. Não os vendo, os teus olhos se enganam na apreciação; não os ouvindo, a tua acústica somente registra lamentos; não os sentindo, as parcas percepções de que dispões não anotam suas mãos quais asas de caridade a envolvê-los e sustentá-los.
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Perdido em meandros o rio silencioso e perseverante se destina ao mar.
Agitada e submissa nas mãos do oleiro a argila alcança o vaso precioso.
Sofrido o espírito nas malhas da lei redentora atinge a paz.
Ante a sombra espessa da noite não esqueças o Sol fulgurante mais além.
E aspirando o sutil aroma de preciosa flor não olvides a lama que lhe sustenta as raízes...
Viver no corpo é também resgatar.
O espírito eterno, evoluindo nas etapas sucessivas da vestimenta carnal, se despe e se reveste dos tecidos orgânicos para aprender e sublimar.
Numa jornada prepara o sentimento, noutra aprimora a emoção, noutra mais aperfeiçoa a inteligência...
Nascer ou renascer simplesmente não basta.
O labor, interrompido, pois, prosseguirá agora ou depois.
Não cultives, portanto, o pessimismo, nem te abatam as dores.
Cada um se encontra no lugar certo, à hora própria e nas circunstâncias que lhe são melhores para a evolução. Não há ocorrência ocasional ou improvisada na Legislação Divina.
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Quando retornou curado para agradecer a Jesus da morféia de que fôra libertado, o samaritano que formava o grupo dos dez leprosos, conforme a narração evangélica, fêz-nos precioso legado: o do reconhecimento.
Quando o centurião afirmou ao Senhor que uma simples ordem Sua faria curado o seu servo, ofertou-nos sublime herança: a fé sem limites.
Quando a hemorroíssa, vencendo todos os obstáculos, tocou o Rabi, deixou-nos precioso ensino: a coragem da confiança.
Identificado ao espírito do Cristo, não te deixes consumir pelo desespero ou pela melancolia, sob revolta injustificada ou indiferença cruel. Persevera, antes, no exame da verdade e insiste no ideal de libertação interior, ajudando e prosseguindo, além, porque se hoje a angústia e o sofrimento te maceram, em resgate que não podes transferir, amanhã rutilará no corpo ou depois dele o sol sublime da felicidade em maravilhoso amanhecer de perene paz.
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"Tem ânimo filho: perdoados são os teus pecados". Mateus: capítulo 9º, versículo 2.
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"Deus não dá prova superior às fôrças daquele que a pede; só permite as que podem ser cumpridas. Se tal não sucede, não é que falte possibilidade: falta a vontade". Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo 14º - Item 9, parágrafo 9.

FRANCO, Divaldo Pereira. Florações Evangélicas. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL. Capítulo 46.
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ceacgallo | 09/05/2014 às 1:01 AM | Categorias: artigos | URL:http://wp.me/p1hFkH-1In