quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

O Privilégio da Oração




Deus nos fala pela Natureza e pela Revelação, através de Sua providência e pela influência de Seu Espírito. Isto, porém, não basta; precisamos também abrir a Ele nosso coração. Para ter vida e energia espirituais, necessitamos manter verdadeira comunhão com o Pai celestial. Nossos pensamentos podem dirigir-se para Ele; podemos meditar sobre Suas obras, Suas misericórdias, Suas bênçãos; mas isto não é, no sentido mais amplo, ter comunhão com Ele. Para isso é preciso que tenhamos alguma coisa que Lhedizer acerca de nossa vida. A oração é o abrir do coração a Deus como a um amigo. Não que seja necessário, para que Deus nos conheça, mas para nos habilitar a recebê-Lo. A oração não faz Deus baixar a nós, mas eleva-nos a Ele. Quando Jesus andou na Terra, ensinou a Seus discípulos como deviam orar. Instruiu-os a apresentar suas necessidades diárias a Deus, e lançar sobre Ele todos os seus cuidados. A certeza que lhes deu, de que suas orações seriam ouvidas, nos é dada também. Jesus mesmo, enquanto andava entre os homens, muitas vezes Se entregava à oração. O Salvador identificou-Se com nossas necessidades e fraquezas, tornando-Se um suplicante, junto de Seu Pai, para buscar dEle novos suprimentos de força, a fim de que pudesse sair revigorado para os deveres e provações. Ele é nosso exemplo em todas as coisas. É um irmão em nossas fraquezas, pois "como nós, em tudo foi tentado". Mas, sem pecado como era, Sua natureza recuava do mal. Suportou lutas e tristezas num mundo de pecado. Sua humanidade tornou a oração uma necessidade e um privilégio para Ele. Encontrava conforto e alegria na comunhão com o Pai. E se o Salvador dos homens, o Filho de Deus, sentia a necessidade de orar, quanto mais devemos nós, débeis e pecadores mortais que somos, sentir a necessidade de fervorosa e constante oração! O Pai celestial deseja derramar sobre nós a plenitude de Suas bênçãos. É nosso privilégio beber livremente da fonte de Seu amor ilimitado. É de admirar, pois, que oremos tão pouco! Deus está pronto para ouvir a oração sincera do mais humilde de Seus fiIhos, e contudo há tanta relutância de nossa parte, para levar a Deus nossas necessidades! Que pensarão os anjos do Céu, a respeito dos pobres e desamparados seres humanos, sujeitos à tentaçâo, quando o coração de Deus, cheio de infinito amor,inclina-se para eles, pronto para lhes dar mais do que sabem pedir ou pensar. Contudo oram tão pouco, tão pequena fé exercem! Os anjos têm prazer em prostrar-se perante Deus, têm prazer em estar na Sua presença. Consideram a comunhão com Deus sua maior alegria. Os filhos da Terra, porém, que tanto precisam do auxílio que só Deus pode dar, parecem satisfeitos em andar sem a luz de Seu Espírito, sem a companhia de Sua presença. As trevas do maligno envolvem os que negligenciam a oração. As sutis tentações do inimigo os levam ao pecado. E tudo isso acontece por não fazerem uso do privilégio da oração, que Deus lhes ofereceu. Por que deveriam os filhos e filhas de Deus ser tão relutantes em orar, quando a oração é a chave nas mãos da fé para abrir os depósitos do Céu, onde estão armazenados os ilimitados recursos da Onipotência? Sem oração e vigilância constante, estamos em perigo de nos tornar descuidados e nos desviar do caminho verdadeiro. O adversário procura continuamente obstruir o caminho para o trono da graça, para que não obtenhamos, pela súplica fervorosa e fé, graça e poder para resistir à tentação. Há certas condições sob as quais podemos esperar que Deus ouça nossas orações e a elas atenda. Uma das primeiras é sentir nossa necessidade de Seu auxílio. Ele prometeu: "Vou fazer com que caia chuva no deserto e que em terras secas corram rios." Os que têm fome e sede de justiça, que anelam a Deus, podemestar certos de que serão satisfeitos. O coração tem de estar aberto à influência do Espírito. Ao contrário, não pode obter a bênção de Deus. Nossa grande necessidade é por si mesma um argumento, e intercede em nosso favor de modo muito eloqüente. Temos, porém, de buscar ao Senhor a fim de que faça essas coisas por nós. Ele diz: "Peçam ereceberão." "Ele não deixou de entregar nem o Seu próprio Filho, mas O ofereceu por todos nós! Se Ele nos deu Seu Filho será que também não nos dará também de graça todas as coisas?" Se guardamos ainda iniqüidade em nosso coração, se nos apegamos a algum pecado consciente, o Senhor não nos ouvirá. Mas a oração da pessoa arrependida e sincera será sempre aceita. Depois de termos nos arrependido de todas as faltas que nos são conscientes, poderemos crer que Deus atenderá às nossas orações. Nossos próprios méritos jamais nos recomendarão ao favor de Deus; é o mérito de Cristo que nos salvará, Seu sangue é que nos purificará. Nós, porém, temos uma parte a fazer para cumprir as condições da aceitação. Outro elemento da oração perseverante é a fé. "Porque quem vai a Deus precisa crer que Ele existe, e que recompensa os que O procuram." Jesus disse a Seus discípulos: "Quando orarem e pedirem alguma coisa, creiam que já a receberam, e assim tudo será dado a vocês." Cremos em Sua palavra? A certeza que Ele nos dá é ampla, sem limites. Aquele que prometeu é fiel. Se não recebemos exatamente as coisas que pedimos e no tempo desejado, devemos, assim mesmo, crer que o Senhor nos ouve e que atenderá às nossas orações. Somos tão cheios de faltas e possuímos uma visão tão estreita, que às vezes pedimos coisas que não seriam uma bênção para nós. O Pai celestial amorosamente atende às orações dando-nos aquilo que é para nosso maior bem - aquilo que nós mesmos desejaríamos se, com a visão divinamente iluminada, pudéssemos ver todas as coisas como são na realidade. Quando nossas orações ficam aparentemente sem resposta, devemos nos apegar à promessa, pois virá, por certo, a ocasião de serem atendidas, e receberemos a bênção de que mais necessitamos. Pretender no entanto, que a oração seja sempre atendida exatamente do modo e no sentido particular que desejamos é presunção. Deus é muito sábio para errar, e bom demais para deixar de conceder qualquer benefício aos que são sinceros. Não tenha medo, pois, de confiar nEle, ainda que não veja resposta imediata às suas orações. Apóie-se na segura promessa: "Peçam e receberão." Se tomarmos conselho com as nossas dúvidas e temores, ou procurarmos resolver tudo que não podemos compreender claramente, antes de ter fé, as dificuldades apenas aumentarão e se complicarão. Mas se chegarmos a Deus convencidos de nosso desamparo e dependência, tais como somos, e com humilde e confiante fé levarmos nossas necessidades Àquele cujo conhecimento é infinito, e que tudo vê na criação, governando todas as coisas por Sua vontade e palavra, Ele pode atender e atenderá ao nosso clamor, e fará a luz brilhar em nosso coração. Pela oração sincera somos ligados com a mente do Infinito. Não podemos ver, no mesmo momento, evidências claras de que a face do nosso Redentor se inclina para nós em compaixão e amor, mas é realmente assim. Podemos não sentir Seu contato visível, mas Sua mão está sobre nós em amor e compassiva ternura. Quando pedimos misericórdia e bênçãos de Deus, devemos ter no coração um espírito de amor e perdão. Como poderemos orar: "Perdoa as nossas ofensas como também nós perdoamos os que nos ofenderam" e não obstante, alimentar um espírito de ódio? Se esperamos que nossas orações sejam atendidas, devemos perdoar aos outros do mesmo modo e na mesma medida em que esperamos ser perdoados. A perseverança na oração é também uma condição para que seja atendida. Devemos orar sempre, se quisermos crescer na fé e experiência. Devemos "perseverar em oração, agradecendo a Deus". Pedro recomenda aos crentes: "Vocês devem ser prudentes e estar alerta para poderem orar." A Paulo instrui: "Mas em todas as orações peçam a Deus o que vocês precisam e sempre orem com o coração agradecido." "Porém vocês, meus amigos", diz Judas, "orem no poder do Espírito Santo. E continuem no amor de Deus." A oração constante é a união ininterrupta da alma com Deus, de maneira que a vida de Deus flui para nossa vida, e de nossa vida voltam para Deus pureza e santidade. É necessário que a oração seja diligente. Coisa alguma deve fazer com que você deixe de orar. Faça tudo o que estiver ao seu alcance para conservar aberta a comunhão entre Jesus e você. Procure toda oportunidade para ir aonde se costuma fazer oração. Os que estão realmente buscando a comunhão com Deus, serão vistos nas reuniões de oração, fiéis ao seu dever, e atentos e ansiosos por receber todos os benefícios que possam obter. Aproveitarão todas as oportunidades de colocar-se onde possam receber raios de luz do Céu. Temos que orar em família, mas acima de tudo, não devemos negligenciar a oração secreta, pois ela é a vida da alma. É impossível a uma pessoa prosperar se não ora o suficiente. A oração familiar e a oração pública não bastam. Sozinho, abra seu coração aos olhos de Deus. A oração secreta só deve ser ouvida por Ele - o Deus que ouve as orações. Nenhum ouvido curioso deve partilhar essas petições em que a alma entrega a Deus suas dificuldades. Na oração secreta a pessoa está livre das influências do ambiente, livre de excitamento. Calmamente, mas com fervor, pode buscar a Deus. A influência que vem dAquele que conhece os segredos será suave e permanente. Seu ouvido está aberto para ouvir a prece que vem do coração. Pela fé calma e singela o ser humano mantém comunhão com Deus e absorve raios de luz divina que irão fortalecê-lo e sustentá-lo no conflito contra Satanás. Deus é nossa fortaleza. Ore no seu aposento particular. E enquanto você executa seus afazeres diários, ore muitas vezes. Era assim que Enoque andava com Deus. Essas orações silenciosas sobem para o trono da graça como se fossem precioso incenso. Satanás não pode vencer aquele que dessa maneira se firma em Deus. Não há tempo nem lugares impróprios para fazer uma prece a Deus. Nada nos pode impedir de elevar o coração no espírito de uma oração sincera. Entre as pessoas na rua, ou em meio a uma transação comercial, podemos elevar a Deus um pedido, solicitando a direção divina, como fez Neemias quando apresentou seu pedido perante o rei Artaxerxes. Onde quer que nos encontremos podemos manter comunhão íntima com Deus. A porta do coração deve estar constantemente aberta, sempre pedindo a Jesus que venha habitar em nós, como hóspede celestial. Ainda que nos encontremos num ambiente maculado e corrupto, não somos forçados a respirar os odorespoluídos deste mundo, mas temos condições de viver no puro ambiente do Céu. Podemos fechar todas asportas a imaginações impuras e pensamentos profanos, conduzindo nossa alma à presença de Deus pormeio de sincera oração. Aquele que se acha aberto para receber o auxílio e a bênção de Deus poderá vivernum ambiente mais santo que o da Terra, e ter constante comunhão com o Céu. Precisamos ter uma visão mais clara acerca de Jesus, bem como uma compreensão mais ampla do valordas realidades eternas. O coração dos filhos de Deus tem que se encher de beleza e santidade, e para queassim seja, devemos procurar a divina revelação das coisas celestiais.Que o nosso interior se abra e se eleve, a fim de que Deus possa nos proporcionar um vislumbre maior daatmosfera celeste. Podemos nos conservar tão ligados a Deus que, em cada provação inesperada, nossospensamentos sejam direcionados para Ele de modo tão natural como a flor se volta para o Sol. Conte sempre ao Senhor acerca de suas necessidades, alegrias, tristezas, cuidados e temores. Você nãoconseguirá sobrecarregá-Lo; não O poderá cansar. Aquele que conta os cabelos de nossa cabeça não éindiferente às necessidades de Seus filhos. "Porque o Senhor é cheio de bondade e de misericórdia." Seucoração amorável se comove com nossas tristezas, e quando falamos delas.Entregue-Lhe tudo quanto causa insegurança em você. Coisa alguma é muito grande para Ele, poissustenta os mundos e dirige o Universo. Nada do que, de algum modo, se relacione com a nossa paz é tãoinsignificante que Ele deixe de observar. Não há em nossa vida nenhum capítulo demasiado obscuro paraque Ele não o possa entender; dificuldade alguma por demais complicada para que a possa resolver.Nenhuma calamidade poderá sobrevir ao mais humilde de Seus filhos, ansiedade alguma que lhe perturbea paz de espírito, nenhuma alegria que possa ter, nenhuma oração sincera que lhe escape dos lábios, semque seja observada pelo Pai celeste, ou sem que Lhe atraia o imediato interesse. Ele "cura os que estão desanimados e trata de seus ferimentos". As relações entre Deus e cada pessoa sãotão particulares e íntimas, como se não existisse nenhuma outra por quem Ele houvesse dado Seu bem-amado Filho.Jesus disse: "Naquele dia vocês farão pedidos em Meu nome. E Eu digo que não precisarei pedir ao Paiem favor de vocês." "Fui Eu que os escolhi... assim o Pai Ihes dará tudo o que pedirem em Meu nome."Orar em nome de Jesus, porém, é mais do que simplesmente mencionar-Lhe o nome no começo e fim daoração. E orar segundo o sentimento e o espírito de Jesus, ao mesmo tempo que cremos nas Suaspromessas, descansamos em Sua graça, e fazemos Suas obras. Deus não espera que nos tornemos eremitas ou monges, que nos afastemos do mundo, com o objetivo denos consagrar a práticas de piedade. Nossa vida deve ser tal como foi a de Cristo - dividir-se entre omonte da oração, e o convívio das multidões. A pessoa que não faz outra coisa senão orar, ou em brevedeixará essa prática, ou suas orações acabarão se tornando formais e rotineiras.Quando os homens se retiram da vida social, param de cumprir seus deveres cristãos e levar sua cruz;quando deixam de trabalhar com zelo pelo Mestre, que com tanto amor por eles trabalhou, perdem oobjetivo essencial da oração, não sendo mais estimulados às devoções. Suas preces se tornam pessoais eegoístas. Não podem orar a respeito das necessidades humanas, ou da edificação do reino de Cristo,rogando forças para o trabalho.Ao nos privarmos da alegria de nos reunir uns com os outros para fortalecimento e ânimo no serviço doSenhor, nosso prejuízo será grande. As verdades de Sua Palavra perdem o vigor e a importância para onós. O coração deixa de ser iluminado e comovido por Sua santificadora influência. A espiritualidadedeclina.Perdemos muito, em nossas relações como cristãos, devido à falta de simpatia de uns para com os outros. Aquele que se fecha em si mesmo não está preenchendo o lugar que lhe foi designado pelo Senhor. Odevido cultivo dos traços sociais de nossa natureza nos leva a ter simpatia pelos outros, sendo um meio denos desenvolver e tornar mais fortes para o serviço de Deus.Se os cristãos cultivassem maior convivência entre si, falando do amor de Deus e das preciosas verdadesda redenção, seu próprio coração seria abrandado, ao mesmo tempo que levariam conforto uns aos outros.Devemos aprender diariamente de nosso Pai celeste buscando nova experiência de Sua graça. Assim,desejaremos falar acerca de Seu amor e nosso ânimo e fervor crescerão.Se pensássemos e falássemos mais em Jesus e menos em nós mesmos, teríamos muito mais de Suapresença. Se pensássemos em Deus ao menos tantas vezes quantas vemos Suas demonstrações de cuidadopor nós, poderíamos tê-Lo sempre presente em nossa mente, alegrando-nos em falar a Seu respeito e emlouvá-Lo.Falamos sobre as coisas temporais, porque nos interessamos por elas. Falamos em nossos amigos, porqueos amamos; com eles partilhamos as dores e alegrias. Temos, no entanto, razões infinitamente maiorespara amar mais a Deus do que aos nossos amigos terrestres. Deveria ser a coisa mais natural do mundodar-Lhe o primeiro lugar em nossos pensamentos, falar de Sua bondade e de Seu poder.Ao conceder-nos tão preciosos dons, não era vontade de Deus que eles ocupassem de tal forma nossamente e coração, que nada nos restasse para Lhe dar. Os dons nos devem, ao contrário, fazer lembrarsempre dEle, ligando-nos com laços de amor e gratidão ao celeste Benfeitor.Vivemos muito apegados à Terra. Ergamos o olhar para a porta aberta do santuário no Céu, onde a luz daglória de Deus resplandece na face de Cristo, o qual "pode, hoje e sempre, salvar os que vão a Deus pormeio dEle."Devemos louvar mais a Deus "pela Sua bondade e pelas Suas maravilhas para com os filhos dos homens".Nossas orações não deviam se resumir só em pedir e receber. Não pensemos sempre em nossasnecessidades, sem nunca nos importar com os benefícios recebidos. Não oramos muito, mas somos aindamais pobres em nossas ações de graças. Continuamente recebemos as misericórdias de Deus e, noentanto, quão pouco Lhe expressamos nosso reconhecimento e O louvamos pelo que tem feito por nós!O Senhor instruiu antigamente os israelitas, quando se reuniam para Seu culto: "Ali na presença doEterno, o nosso Deus, vocês e as suas famílias comerão da carne dos sacrifícios e ficarão alegres porqueDeus abençoou todo o trabalho de vocês." Aquilo que fazemos para glória de Deus, deve ser feito comalegria, hinos de louvor e ações de graças, não com tristeza e aspecto sombrio.Nosso Deus é Pai misericordioso e amorável. Servi-Lo não deve ser considerado um exercício cansativo etriste. Deve ser uma alegria adorar o Senhor e tomar parte em Sua obra. Deus não quer que Seus filhos,para quem ofereceu tão grande salvação, ajam como se Ele fosse um patrão duro e exigente. Ao contrárioé o melhor amigo deles. E espera que, quando O adorem, possa estar com eles, para os abençoar econfortar, enchendo-lhes o coração de alegria e amor. O Senhor deseja que Seus filhos encontrem conforto em Seu serviço, achando mais prazer do que fadigaem Seu trabalho. Deseja que aqueles que O buscam para Lhe prestar adoração, levem consigopensamentos preciosos acerca de Seu cuidado e amor, podendo ser, desse modo, animados em todas asocupações da vida diária, e receber graça para lidar sincera e fielmente em todas as coisas.Precisamos nos reunir em torno da cruz. O Cristo crucificado deve ser o tema de nossas meditações denossas conversas, e de nossas mais gratas emoções. Devemos conservar em mente todas as bênçãos querecebemos de Deus e, ao compreendermos o grande amor que Ele nos tem, iremos sentir-nos atraídos aconfiar tudo às mãos que foram por nós cravadas na cruz.A alma pode subir para mais perto do Céu nas asas do louvor. Deus é adorado com hinos e música nascortes celestes. Ao exprimir-Lhe nossa gratidão, estamos nos aproximando do culto que Lhe é prestadopelas hostes celestes. "Aquele que Me traz ofertas de gratidão, esse Me honra." Cheguemos, pois, comreverente alegria a nosso Criador, "com ações de graças e voz de melodia" "A maior caridade que podemos fazer pela Doutrina Espírita é a sua divulgação." Chico Xavier - Emmanuel

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Ave Maria das Mulheres

Ave Maria das Mulheres

Mãe, Aqui, agora e a sós Quero lhe pedir por todas nós Por aquelas que foram escolhidas Para dar a vida Mulheres de todas as espécies De todos os credos, raças e nacionalidades; Todas aquelas nas quais a vida Está envolvida em sorrisos, lágrimas, tristezas e felicidades Aquelas que sofrem por filhos que geraram e perderam As que trabalham o dia inteiro Em casa ou em qualquer emprego; Quero pedir pelas mães Que penam por seus filhos doentes Quero pedir pelas meninas carentes E pelas que ainda estão dentro de um ventre; Pelas adolescentes inexperientes Pelas velhinhas esquecidas em asilos Sem abrigo, sem família, carinho e amigos Peço também pelas mulheres enfermas Que em algum hospital aguardam pela sua hora fatal; Quero pedir pelas mulheres ricas Aquelas que apesar da fortuna Vivem aflitas e na amargura Peço por almas femininas mesquinhas, pequenas e sozinhas Por mulheres guerreiras a vida inteira Pelas que não têm como dar a seus filhos o pão e a educação; Peço pelas mulheres deficientes Pelas inconseqüentes Rogo pelas condenadas, aquelas que vivem enclausuradas Por todas que foram obrigadas a crescer antes do tempo Que foram jogadas na lavoura Ou em alguma cama devastadora; Rogo pelas que mendigando nas ruas Sobrevivem apesar dessa tortura Pelas revoltadas, as excluídas e as sexualmente reprimidas; Peço pela mulher dominadora e pela traidora Peço por aquela que sucumbiu sonhos dentro de si Por todas que eu já conheci Peço por mulheres solitárias e pelas ordinárias As mulheres de vida difícil e que fazem disso um ofício E pelas que se tornaram voluntárias por serem solidárias; Rogo por aquelas que vivem acompanhadas Embora tristes e amarguradas E por todas que foram abandonadas As que tiveram que continuar sozinhas Sem um parceiro, um amigo, um ombro querido; Peço pelas amigas Pelas companheiras Pelas inimigas Pelas irmãs e pelas freiras Suplico por aquelas que perderam a fé Que se distanciaram da esperança Quero pedir por todas que clamam por vingança E com isso se perdem em sua inútil andança; Rogo pelas que correm atrás de justiça Que a boa vontade dos homens as assista Peço pelas que lutam por causas perdidas Pelas escritoras e as doutoras Pelas artistas e professoras Pelas governantes e pelas menos importantes Suplico pelas fêmeas que são obrigadas a esconder seus rostos E amputadas do prazer vivem no desgosto; Quero pedir também pelas ignorantes E por todas que no momento estão gestantes Por aquela mulher triste dentro do coração Que vive com a alma mergulhada na solidão Por aquela que busca um amor verdadeiro Para se entregar de corpo inteiro E peço pela que perdeu a emoção Aquela que não tem mais paz dentro do coração E rogo, imploro, por aquela que ama E que não correspondida, vive uma vida sofrida Aquela que perdeu o seu amor E por isso, sua alma se fechou Por todas que a droga destruiu Por tantas que o vício denegriu Suplico por aquela que foi traída Por várias que são humilhadas E pelas que foram contaminadas; Mãe, quero pedir por todas nós Que somos o sorriso e a voz Que temos o sentimento mais profundo Porque fomos escolhidas tanto quanto você Para gerar e, apesar de qualquer coisa, Amar... Independente de quem forem nossos filhos Feios ou bonitos Amáveis ou rebeldes Perfeitos ou deficientes Tristes ou contentes Mãe, ajuda-nos a continuar nessa batalha Nessa guerra diária Nessa luta sem fim Ajuda-nos a ser feliz como a gente sempre quis Dai-nos coragem para continuar Dai-nos saúde para ao menos tentar Resignação para tudo aceitar Dai-nos força para suportar nossas amarguras E apesar de tudo continuarmos a ser sinônimo de ternura; Perdoa-nos por nossos erros E por nossos insistentes apelos Perdoa-nos também por nossas revoltas Nossas lágrimas e nossas derrotas E não nos deixe nunca mãe, perdermos a fé E sempre que puder Peça por nós ao Pai E lembre-lhe que quando ele criou EVA Não deixou com ela nenhum mapa de orientação Nenhum manual com indicação Nenhuma seta indicando o caminho correto Nenhuma instrução de como viver De como, a despeito de tudo vencer E mesmo assim.....conseguimos aprender. Amém! DEDICADO A VOCÊ MULHER, PORQUE SER MULHER... É SEMPRE SER VENCEDORA!!!! (Silvana Duboc)

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Como mudar nossa forma de pensar - Divaldo Franco




Somo o que pensamos - Como mudar nossa forma de pensar? Divaldo Franco fala maneiras para nos livrarmos dos pensamentos negativos e mudar nossa forma de pensar.

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Nova publicação em Centro Espírita Amor e Caridade Santarritense

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6148

by ceacgallo
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ceacgallo | 19/01/2014 às 4:42 PM | Categorias: artigos | URL:http://wp.me/s1hFkH-6148
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Planeta Intermediário

by ceacgallo
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Dentre as objeções apresentadas contra a reencarnação, freqüentemente é referida a questão populacional do Planeta, que aumenta geometricamente, parecendo dar margem a paradoxos, desde que serviam os mesmos, os espíritos, no contínuo fluxo do ir-e-vir.
Esquecem-se tais opositores que a Criação é infinita, e não estanque, prosseguindo o Poder Gerador a criar sempre e incessantemente. Outrossim, da mesma maneira que as migrações, no Orbe, fazem-se continuamente, transferindo-se pessoas de uma outra região do país, ou de um para outro continente, ocorre, com assiduidade, fenômeno equivalente com os habitantes espirituais de outros mundos, que emigram, objetivando ajudar o progresso do planeta no qual se hospedam, ou atendendo a impositivos da evolução, em mecanismos reparadores de culpas e erros.
O mesmo sucede aos terrícolas que, vez por outra, são encaminhados a outras moradas onde adquirem experiências e conhecimentos se se tratam de lares mais elevados, ou são conduzidos a esferas mais primitivas, nas quais se depuram e reequilibram.
As leis de Deus vigem em toda parte e são iguais para todos.
Como progresso é contínuo, os mundos que gravitam nos espaços siderais constituem escolas de variada finalidade, no concerto universal da Divina Sabedoria.
Esse mecanismo é igualmente usado na Terra, no que se refere à aprendizagem, em qualquer área da educação. Desde os degraus mais elementares até os cursos mais complexos, há uma escala ascendente que se estende por várias Escolas com finalidades específicas, que fazem parte do arquipélago universitário.
Aprendiz constante, o espírito submerge e emerge no processo corporal, vivenciando experiências que o capacitarão para a felicidade posterior.
Sendo a Terra um planeta de provações, os espíritos que nela habitam encontram-se em processo de evolução, capacitando-se para grandiosos passos, que se prolongarão por outras Esferas mais ditosas, quando aqui encerrado o ciclo, ou seguindo-a, ao se tornar educandário de regeneração, iniciando uma fase de amplas bênçãos. .
Outrossim, recebe o nosso planeta-mãe hóspedes espirituais de diversas classes, que aqui se reeducam, quando indisciplinados, ou nos trazem informações e conhecimentos hábeis para o seu mais rápido crescimento na escala dos mundos, se adiantados.
Quando a santa fraternidade reinar entre os homens, auxiliando-os a romper com as amarras do próprio primitivismo, ser-Ihes-á mais fácil excursionar por esses ninhos de bênçãos que gravitam nos espaços siderais, onde a dor, a morte e a enfermidade não existem, facultando que os visitantes conheçam as delícias do "reino do céus" e retomem, ansiosos por promoverem o seu lar e seus habitantes, a fim de que desfrutem das mesmas alegrias que os aguardam.
Por essa razão, afirmou Jesus com tranqüilidade:
"Na casa de meu Pai há muitas moradas".

FRANCO, Divaldo Pereira. Reflexões Espiritas. Pelo Espírito Vianna de Carvalho. LEAL.
ceacgallo | 19/01/2014 às 4:41 PM | Categorias: artigos | URL:http://wp.me/p1hFkH-1B6
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ADULTÉRIO na visão espírita

by ceacgallo
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ADULTÉRIO na visão espírita
(Você tem ideia das consequências espirituais do adultério?)
O Espiritismo, tomando por base a questão 701 do Livro dos Espíritos, afirma que o casamento deve se fundar na afeição dos dois seres que se unem. Mas não podemos ignorar que o adultério é prática comum, tolerada pela sociedade.
Você já parou pra pensar a respeito do poder que há no sexo? O sexo sempre esteve por trás das grandes conquistas e das grandes tragédias da História. Talvez um dos desequilíbrios mais comuns na trajetória do espírito imortal seja justamente o sexo. Se você se alimenta pouco, enfraquece; se come demais, adquire doenças. Se você dorme pouco, não recupera totalmente as energias; se dorme muito, perde o dinamismo. Com o sexo ocorre o mesmo. É preciso equilíbrio.
O desejo sexual represado representa um grande perigo, pois poucas pessoas são elevadas a ponto de canalizar a energia sexual para o processo criativo. O represamento do desejo sexual pode levar ao descontrole e é causa de muitos crimes. Pessoas sexualmente equilibradas convivem melhor em sociedade e são mais felizes.
Nosso senso moral e nossa cultura cristã nos legaram (http://www.dicio.com.br/legar/) a monogamia como relação ideal mais propensa a incentivar o amor. Mas não podemos ignorar que o adultério é prática comum, tolerada pela sociedade.
Você tem ideia das consequências espirituais do adultério?
A relação sexual é o momento de maior intimidade e troca de energias que se pode experimentar na Terra. Isso não fica restrito ao plano físico, mas também ao plano astral.
Ao nos unirmos sexualmente com alguém, formamos ligações com as companhias espirituais da outra pessoa. Você sabe que nunca estamos sozinhos, estamos sempre acompanhados de espíritos que se afinizam conosco, com os nossos gostos, com nossas atividades, pensamentos, atitudes, emoções.
Numa relação adúltera é inevitável que sejam atraídos por nós espíritos que se afinizam com este tipo de ato clandestino, furtivo, baixo. Em situações assim reatamos antigas ligações espirituais conflituosas ou encetamos novos comprometimentos.
O MESMO OCORRE COM O SEXO PAGO.
Você acha que quem recorre à prostituição pratica o ato sozinho? Na verdade quem costuma comandar a situação são os espíritos desencarnados viciados em sexo. Os lugares ligados à prostituição são habitados por inúmeros espíritos nessas condições, que vivem da energia dos encarnados que os frequentam. São verdadeiras parcerias que se formam entre os dois planos. Os dois lados em busca do prazer desenfreado oferecido pelo sexo.
Há muitos que não consumam a traição. Não se atrevem a levar o adultério às últimas consequências. Mas o fazem em pensamento. Jesus falou sobre isso, ao dizer que desejar a mulher do próximo em pensamento já é cometer adultério. Nada ativa tão bem a imaginação como o desejo sexual.
O poder mental é capaz de atrair espiritualmente a pessoa desejada se for fortemente imaginada.
Se houver reciprocidade de intenções, pode haver uma espécie de vida paralela em que os adúlteros em pensamento passam a encontrar-se no astral para saciar seus desejos. De qualquer maneira, sendo ou não sendo correspondido o desejo, outros espíritos sedentos por sensações prazerosas do sexo são atraídos.
Qualquer pessoa que tenha seu pensamento dominado pela ideia do sexo atrai para si companhias espirituais das quais se torna muito difícil de se livrar.
Durante o período de sono físico, nada atrai tanto o espírito encarnado quanto o sexo. Muitos são habituados a se relacionar com desencarnados ou com outros encarnados desdobrados pelo sono.
Às vezes são pessoas de conduta exemplar, que racionalmente não procurariam essa situação. Mas, parcialmente livres do corpo físico durante o sono, se deixam dominar pelo subconsciente. No subconsciente está armazenada a bagagem de todas as vidas anteriores do espírito imortal; é a soma de tudo o que ele é.
Quem vive essas experiências geralmente não tem vida sexual satisfatória; vive sem esperança amorosa. Geralmente essas pessoas roubam a energia das pessoas próximas; familiares, amigos, colegas. A energia que retiram de seus próximos é gasta em seus encontros no astral.
O sexo é energia sagrada, é criação de Deus que nos concedeu o poder de criar, pois somos Sua imagem e semelhança. O sexo equilibrado é manifestação de amor, e eleva o espírito a Deus. Mas o sexo em desequilíbrio pode ser motivo de queda e destruição.
Deus não nos castiga, não há crime ou pecado. Há desgaste espiritual, há desperdício de forças criadoras, há desrespeito com o amor. E tudo isso tem um preço.
site/Espírito Imortal-
adulterio-aliancas-quebradas
ceacgallo | 17/01/2014 às 3:12 PM | Categorias: artigos | URL:http://wp.me/p1hFkH-1B1
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Nova publicação em Centro Espírita Amor e Caridade Santarritense

O que aconteceu com o corpo de Jesus ?

by ceacgallo
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Para nós, espíritas, o corpo de Jesus é a sua Doutrina, que o Espiritismo retoma à sua origem, tirando-lhe o véu colocado pelos homens, que lhe encobria o entendimento. Disse Jesus: "A carne (no caso o corpo) para nada presta, o espírito é que vivifica; as palavras que vos digo são espírito e vida." (João 6:63)

Jesus apareceu em algumas ocasiões após sua crucificação, conforme relatos do Evangelho e isso não seria de se duvidar, conforme os testemunhos dos apóstolos e as explicações trazidas em A Gênese, por Allan Kardec, transcritas neste estudo.

Ocorre que Jesus, em nosso entendimento, não voltaria para pedir que fossem feitas celebrações em seu nome, embora respeitosas, pois isso seria consagrar a letra que mata: o corpo e o sangue material em detrimento ao corpo doutrinário; os ensinamentos que representam o alimento espiritual.

Quando Jesus voltou aos discípulos após a crucificação, propugnou pela divulgação de sua doutrina em todos os lugares e pelo encorajamento dos discípulos em sua missão e não por outra motivação.

Se esse fosse realmente o desejo de Jesus – a celebração do corpo e do sangue, ele o teria dito aos seus apóstolos antes de sua crucificação ou durante os 40 dias que esteve com eles em espírito após a crucificação. Voltar 1.200 anos depois para inserir um novo fato seria como se estivesse deixado algo para trás em sua grandiosa tarefa ou como se não tivesse instruído adequadamente os seus discípulos.

Mas, isso não tira o valor da consagração religiosa, do belo e do sentimento de fraternidade próprios dessas manifestações. A data, como outras, está impregnada de fortes vibrações ao longo dos séculos, afetando a todos nós. Trás em si esse influxo que é sentido por todos, até pelos ainda mais apegados às questões materiais.

Sobre o desaparecimento do corpo de Jesus, muitos buscam explicações e tentam acomodá-las à ciência, como se esta pudesse endossar a ressurreição da carne. O fato é que os testemunhos dos apóstolos, discípulos e das mulheres levam a evidências muito fortes do aparecimento de Jesus depois de crucificado.

Essa questão da visão subjetiva que muitos cientistas e intelectuais gostam de abordar, entendemos ser parte dos sofismas que atendem a interesses contra a ressurreição. Provavelmente o cristianismo não sobreviveria sem a ressurreição. De um lado alguns negam, pois a ressurreição seria uma violação às leis naturais; de outro lado alguns tentam provar a ressurreição lançando mão de habilidades verbais e atributos milagrosos. Muitas dessas explicações são baseadas na crença de que a ressurreição de Jesus não poderia ter ocorrido porque ela não é uma experiência que pode ser repetida. Se mudarmos o paradigma, veremos que a experiência é repetida incontáveis vezes, com a ressurreição do espírito e não da carne. A ressurreição da carne não pode ser repetida, pois nunca ocorreu.

Poucos são os que buscam um novo entendimento, sem ferir a razão, a ciência ou a crença. Dentre estes, estão os que crêem na ressurreição de Jesus em Espírito (Aparição) ou a compreensão sobre o desaparecimento do corpo de Jesus pela razão, mesmo sem poder afirmá-la categoricamente, pois a resolução ainda não é assente.

Supondo o desaparecimento pela desmaterialização, como uma das explicações prováveis, fica a questão da pedra do sepulcro removida, pois, nessa hipótese, não haveria necessidade da remoção da pedra. Ocorre que era preciso levar ao mundo a mensagem da ressurreição, pilar do Cristianismo. Por isso, é de se supor que a iniciativa pelo desaparecimento do corpo de Jesus é do Alto, dentro da hipótese de um planejamento da passagem de Jesus pela Terra. O fato da pedra removida e o sepulcro vazio, se fez necessário para crença geral.

O sepulcro vazio, como atestado da ressurreição, foi fundamental para a projeção do Cristianismo em Jerusalém e no mundo. Se os principais dos sacerdotes e fariseus tivessem encontrado o corpo teriam fortalecido a idéia do embuste (Mateus 63/66) e a ressurreição estaria  morta no nascedouro.

OS RELATOS DO EVANGELHO

UM SOLDADO LANCETEIA O CORPO DE JESUS:

Para que os corpos não ficassem na cruz no dia do sábado seguinte, que era solene para a páscoa dos judeus, estes pediram a Pilatos que fossem quebradas as pernas dos condenados para apressar-lhes a morte e os corpos pudessem ser retirados antes do por do sol.

Os soldados quebraram as pernas dos dois condenados, mas não precisaram fazê-lo com Jesus, pois já estava morto. Mas um soldado lhe abriu o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água. Esse fato é importante porque Jesus irá aparecer a Tomé e pedirá que Tomé coloque a mão sobre o ferimento, para que veja e creia (aparição tangível).

JOÃO TESTEMUNHA A MORTE DE JESUS:

"Aquele que viu isto (João) testificou, sendo verdadeiro o seu testemunho; e ele sabe que diz a verdade, para que também vós creiais". João com isso, evita que mais tarde suponham que Jesus pudesse ter sido retirado com vida da cruz.

O SEPULTAMENTO DE JESUS:

Ao cair da tarde, José de Arimatéia (destacado membro do Sinédrio) foi procurar Pilatos para solicitar permissão para retirar o corpo de Jesus. Pilatos se admirou que já tivesse morrido; chamou um centurião que confirmou-lhe que a morte de Jesus já havia ocorrido. Então Pilatos cedeu o corpo de Jesus a José.

José foi até o local da crucificação (Calvário) para retirar o corpo. Com ele foi Nicodemos ("Necessário te é nascer de novo..."). Nicodemos levou um composto de mirras e aloés e, tirando o corpo da cruz, o envolveram em lençóis de linho com o aroma, como era de uso entre os Judeus na preparação para o sepultamento. No lugar onde Jesus foi crucificado havia um sepulcro novo, aberto na rocha, onde ninguém havia sido sepultado (Mateus, 27/60). Esse túmulo era de José de Arimatéia, segundo Mateus. Ali depositaram o corpo de Jesus e rolaram uma grande pedra para a entrada do túmulo. As mulheres (Maria, mãe de Jesus e Maria de Madalena) que tinham vindo da Galiléia com Jesus, seguindo, viram o túmulo e como o corpo fora ali depositado. Então se retiraram para preparar aromas e bálsamos, que trariam após o sábado.

A GUARDA DO SEPULCRO (Mateus 63/66):

No sábado, reuniram-se os principais sacerdotes e os fariseus e foram a Pilatos: Senhor, lembramo-nos de que aquele enganador, enquanto vivia, disse: "Depois de três dias ressurgirei". Portanto, manda que o sepulcro seja guardado com segurança até o terceiro dia, para não se dar o caso de que os seus discípulos vão de noite, o furtem e digam ao povo: "Ressurgiu dentre os mortos". Assim, o último embuste será pior do que o primeiro. Disse-lhes Pilatos: tendes aí uma escolta. Ide, guardai-o como bem vos parecer. Indo eles, montaram guarda ao sepulcro, selando a pedra e deixando ali a escolta.

Os judeus temiam fossem verdadeiras as palavras de Jesus sobre sua ressurreição. Daí o cuidado em vigiar o sepulcro. Tinham pois, o interesse de lhe conservar o corpo como prova, mostrando ao povo caso seus discípulos tentassem espalhar a ocorrência da ressurreição.

Esperaram passar a festa do sábado para que a autoridade assumisse a responsabilidade de vigiar o sepulcro. Quando foram falar a Pilatos, sabiam que o corpo estava no sepulcro e, só depois de verificarem que lá estava, foi que selaram a pedra e postaram os guardas a vigiá-lo. Por isso, quando alguns dos guardas lhes relataram o que ocorrera - A Ressurreição - (Mateus 28; 11/15), eles, os príncipes dos sacerdotes e os fariseus, se reuniram aos anciões e combinaram dar grande soma de dinheiro aos soldados, para que espalhassem que durante a noite, enquanto dormiam, o corpo de Jesus fora furtado pelos seus discípulos. Se a hipótese era a de que estavam dormindo, como poderiam saber quem havia roubado o corpo? E como os guardas não ouviram a pedra ser rolada para abrir o túmulo?

Por outro lado, a crucificação foi um duro golpe para os discípulos, que estavam profundamente abalados:"Nós esperávamos que fosse Ele que haveria de redimir a Israel" (Lucas 24:21). Nesse estado de prostração, eles não lembravam da promessa de Jesus de que ressuscitaria dentre os mortos. Por isso, as aparições tangíveis de Jesus durante quarenta dias, após os discípulos terem testemunhado a sua morte, lhes solidificou a fé, levando-os à divulgação do Evangelho por todos os lugares. Foram testemunhas da ressurreição ao povo, o que pode ser constatado em Atos, 5: 17-42, quando as autoridades judaicas pressionaram os discípulos para que não pregassem mais a respeito do Cristo ressuscitado.

OPINIÕES DIVERGENTES:

Até hoje, mesmo entre os cristãos, há quem negue o desaparecimento do corpo de Jesus por processos que atendem à razão, como a hipótese da desmaterialização, admitindo uns o roubo; outros o milagre. Colhemos algumas opiniões de estudiosos da Bíblia, nos meios de comunicação (Fantásticoabril/96; O Estado de São Paulo, 07.04.96, pag. A-23). Um deles afirma que o corpo de Jesus "apodreceu na sepultura" (Gerd Ludemann). Segundo ele, o Cristo ressuscitado que apareceu ao apóstolo Pedro não passou de uma "visão subjetiva", provocada pela dor profunda do apóstolo e por sua sensação de culpa por ter negado a Jesus quando este foi preso. Já para John Dominic Crossan, ex-sacerdote católico romano, a sepultura estava realmente vazia. A razão: seu corpo já havia sido devorado por cães selvagens. Esse, segundo Crossan, era o destino dos criminosos romanos crucificados. Estudioso da Bíblia na Universidade de Paul, de Chicago, Crossan não explica como os cães entraram na sepultura, ou como tiveram acesso ao corpo de Jesus, que desceu da cruz para a sepultura, que por sua vez foi fechada por José de Arimatéia e Nicodemos e que depois recebeu a guarda de uma escolta.

E PARA NÓS, ESPÍRITAS?

Vamos à Kardec (A Gênese, capítulo XV - Os milagres do Evangelho - Superioridade da Natureza de Jesus - Desaparecimento do corpo de Jesus):

Jesus esteve num corpo de carne como qualquer outro ser encarnado e ao ressurgir, o fez como uma aparição tangível; Kardec oferece várias exemplificações de aparições tangíveis, notadamente na Revista Espírita (exemplo: abril de 1860). No entanto, se Kardec não sugere como desapareceu o corpo de Jesus, é conclusivo quanto ao sepultamento de Jesus e sua ressurreição, deixando-nos a compreensão do desaparecimento do corpo de Jesus à luz do estágio de nosso entendimento e à confirmação geral dos Espíritos (CUEE) se um dia se der essa possibilidade.
No capítulo XIV - Os fluidos, de A Gênese, no item 14, temos: "Os espíritos agem sobre os fluidos espirituais... com o auxílio do pensamento e da vontade. O pensamento e a vontade são para o espírito, aquilo que a mão é para o homem. Pelos pensamentos eles imprimem a tais fluidos esta ou aquela direção; eles o aglomeram, os combinam e os dispersam; formam com esses materiais, conjuntos que tenham uma aparência, uma forma, uma cor determinada; mudam suas propriedades como um químico altera as propriedades dos gases ou de outros corpos, combinando-os segundo determinadas leis. É a grande oficina do laboratório da vida espiritual. É assim, por exemplo, que um espírito se apresenta a um encarnado, sob as aparências que tinha na época em que se conheceram, mesmo que isso se dê depois de diversas encarnações: Apresenta-se com as roupas, os sinais exteriores, enfermidades, cicatrizes, membros amputados, etc. Na realidade, ele não conservou tais aparências (como espírito não é coxo, etc); mas seu pensamento, entrando em relação com a época em que isto se dava, seu perispírito toma  instantaneamente aquela forma, a qual deixa também instantaneamente, desde que o pensamento cesse de agir. (...) Por um efeito análogo o pensamento do espírito cria, fluidicamente, os objetos dos quais tem o hábito de se servir: um militar terá suas armas, seus uniformes, etc. (...)

Já no item 6, do mesmo capítulo, temos:

(...) A matéria tangível, tendo por elemento primitivo o fluido cósmico etéreo, ao desagregar-se deve poder voltar ao estado de eterização, assim como o diamante, o mais duro dos corpos, pode volatizar-se num gás impalpável. A solidificação da matéria, na realidade, não passa de um estado transitório do fluido universal, o qual deve voltar ao seu estado primitivo quando as condições de coesão cessam de existir. Quem sabe mesmo se, no estado de tangibilidade, a matéria não é suscetível de adquirir uma espécie de eterização que lhe confira propriedades particulares?

Certos fenômenos, que parecem ser autênticos, tenderiam a tal suposição. Ainda não possuímos senão as balizas do mundo invisível, e o futuro nos reserva sem dúvida o conhecimento de novas leis que nos permitirão compreender o que para nós ainda é um mistério.

No capítulo XV, temos:

65. (...) Após o suplício de Jesus, seu corpo ficou lá, inerte e sem vida; ele foi sepultado como os corpos ordinários e cada um pôde vê-lo e toca-lo. Após a ressurreição, quando ele quis deixar a Terra, ele não morre; seu corpo se eleva, se desvanece e desaparece sem deixar nenhum traço, prova evidente que seu corpo era de uma outra natureza que a que permaneceu na cruz, de onde é preciso concluir que se Jesus pôde morrer, é que ele tinha um corpo carnal.

67. Em que se transformou o corpo carnal?  É um problema cuja solução não se pode deduzir, até nova ordem, salvo por hipóteses, falta de elementos suficientes para assegurar uma convicção. Esta solução, aliás, é de uma importância secundária e não juntaria nada aos méritos do Cristo nem aos fatos que atestam, de uma certa maneira bem contrariamente peremptória, sua superioridade e sua missão divina.

Não pode, pois, haver sobre a maneira na qual esse desaparecimento se operou senão opiniões pessoais que teriam valores apenas igualmente quanto as que fossem sancionadas por uma lógica rigorosa e pelo ensinamento geral dos Espíritos; ora, até o presente, nenhuma das que foram formuladas recebeu a sanção deste duplo controle.

Se os Espíritos ainda não resolveram a questão pela unanimidade de seus ensinamentos, é que, sem dúvida, o movimento da resolução não veio ainda ou que ainda falta conhecimentos em auxílio dos que possam resolvê-la por si própria. Em atentando, descarta-se a suposição de um rapto clandestino, poder-se-ia encontrar, por analogia, uma explicação provável na teoria do duplo fenômeno dos transportes e da invisibilidade. (Livro dos Médiuns, cap. IV e V).
Observação: o item 67 não consta da tradução de Victor Tollendal Pacheco, 17º edição LAKE, de outubro de 1990 de que nos servimos para o presente estudo. Para o item 67, utilizamos a tradução de Carlos de Brito Imbassahy, da 3ª edição de 1868, já próximo à desencarnação de Kardec. Consideramos o item 67 de vital importância para entendimento do assunto que nos propomos estudar.
Na tradução de Victor Tollendal Pacheco, o item 67 é o item 68 da tradução de Carlos de Brito Imbassahy.
Livros consultados:
A Gênese - Allan Kardec
Bíblia Sagrada - Tradução das línguas originais por João Ferreira de Almeida.
Estudos Espíritas do Evangelho - Therezinha Oliveira;
Elucidações Evangélicas - Sayão;
jesuscaridade




ceacgallo | 16/01/2014 às 8:18 AM | Categorias: artigos | URL:http://wp.me/p1hFkH-1AW
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A Arma Infalível

by ceacgallo
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Certo dia, um homem revoltado criou um poderoso e longo pensamento de ódio, colocou-o numa carta rude e malcriada e mandou-o para a chefe da oficina de que fora despedido.
O pensamento foi vazado em forma de ameaças cruéis. E quando o diretor do serviço leu as frases ingratas que o expressava, acolheu-o, desprevenidamente, no próprio coração, e tornou-se furioso sem saber por quê. Encontrou, quase de imediato, o subchefe da oficina e, a pretexto de enxergar uma pequena peça quebrada, desfechou sobre ele a bomba mental que trazia consigo.
Foi a vez do subchefe tornar-se neurastênico, sem dar o motivo. Abrigou a projeção maléfica no sentimento, permaneceu amuado várias horas e, no instante do almoço, ao invés de alimentar-se, descarregou na esposa o perigoso dardo intangível. Tão-só por ver um sapato imperfeitamente engraxado, proferiu dezenas de palavras feias; sentiu-se aliviado e a mulher passou a asilar no peito a odienta vibração, em forma de cólera inexplicável. Repentinamente transtornada pelo raio que a ferira e que, até ali, ninguém soubera remover, encaminhou-se para a empregada que se incumbia do serviço de calçados e desabafou. Com palavras indesejáveis inoculou-lhe no coração a estilete invisível.
Agora, era uma pobre menina quem detinha o tóxico mental. Não podendo despejá-lo nos pratos e xícaras ao alcance de suas mãos, em vista do enorme débito em dinheiro que seria compelida a aceitar, acercou-se de velho cão, dorminhoco e paciente, e transferiu-lhe a veneno imponderável, num pontapé de largas proporções.
O animal ganiu e disparou, tocado pela energia mortífera, e, para livrar-se desta, mordeu a primeira pessoa que encontrou na via pública.
Era a senhora de um proprietário vizinho que, ferida na coxa, se enfureceu instantaneamente, possuída pela força maléfica. Em gritaria desesperada, foi conduzida a certa farmácia; entretanto, deu-se pressa em transferir ao enfermeiro que a socorria a vibração amaldiçoada. Crivou-o de xingamentos e esbofeteou-lhe o rosto.
O rapaz muito prestativo, de calmo que era, converteu-se em fera verdadeira. Revidou as golpes recebidos com observações ásperas e saiu, alucinado, para a residência, onde a velha e devotada mãezinha o esperava para a refeição da tarde. Chegou e descarregou sobre ela toda a ira de que era portador.
- Estou farto! - bradou - a senhora é culpada dos aborrecimentos que me perseguem! Não suporto mais esta vida infeliz! Fuja de minha frente!...
Pronunciou nomes temíveis. Blasfemou. Gritou, colérico, qual louco.
A velhinha, porém, longe de agastar-se, tomou-lhe as mãos e disse-lhe com naturalidade e brandura:
- Venha cá, meu filho! Você está cansado e doente! Sei a extensão de seus sacrifícios por mim e reconheço que tem razão para lamentar-se. No entanto, tenhamos bom ânimo! Lembremo-nos de Jesus!... Tudo passa na Terra. Não nos esqueçamos do amor que a Mestre nos legou...
Abraçou-o, comovida, e afagou-lhe os cabelos!
O filho demorou-se a contemplar-lhe as olhos serenos e reconheceu que havia no carinho materno tanto perdão e tanto entendimento que começou a chorar, pedindo-lhe desculpas.
Houve então entre as dois uma explosão de íntimas alegrias. Jantaram felizes e oraram em sinal de reconhecimento a Deus.
A projeção destrutiva do ódio morrera, afinal, ali, dentro do lar humilde, diante da força infalível e sublime do amor.

XAVIER, Francisco Cândido. Alvorada Cristã. Pelo Espírito Neio Lúcio. FEB.