quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Nova publicação em Centro Espírita Amor e Caridade Santarritense

Nova publicação em Centro Espírita Amor e Caridade Santarritense

6148

by ceacgallo
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ceacgallo | 19/01/2014 às 4:42 PM | Categorias: artigos | URL:http://wp.me/s1hFkH-6148
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Planeta Intermediário

by ceacgallo
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Dentre as objeções apresentadas contra a reencarnação, freqüentemente é referida a questão populacional do Planeta, que aumenta geometricamente, parecendo dar margem a paradoxos, desde que serviam os mesmos, os espíritos, no contínuo fluxo do ir-e-vir.
Esquecem-se tais opositores que a Criação é infinita, e não estanque, prosseguindo o Poder Gerador a criar sempre e incessantemente. Outrossim, da mesma maneira que as migrações, no Orbe, fazem-se continuamente, transferindo-se pessoas de uma outra região do país, ou de um para outro continente, ocorre, com assiduidade, fenômeno equivalente com os habitantes espirituais de outros mundos, que emigram, objetivando ajudar o progresso do planeta no qual se hospedam, ou atendendo a impositivos da evolução, em mecanismos reparadores de culpas e erros.
O mesmo sucede aos terrícolas que, vez por outra, são encaminhados a outras moradas onde adquirem experiências e conhecimentos se se tratam de lares mais elevados, ou são conduzidos a esferas mais primitivas, nas quais se depuram e reequilibram.
As leis de Deus vigem em toda parte e são iguais para todos.
Como progresso é contínuo, os mundos que gravitam nos espaços siderais constituem escolas de variada finalidade, no concerto universal da Divina Sabedoria.
Esse mecanismo é igualmente usado na Terra, no que se refere à aprendizagem, em qualquer área da educação. Desde os degraus mais elementares até os cursos mais complexos, há uma escala ascendente que se estende por várias Escolas com finalidades específicas, que fazem parte do arquipélago universitário.
Aprendiz constante, o espírito submerge e emerge no processo corporal, vivenciando experiências que o capacitarão para a felicidade posterior.
Sendo a Terra um planeta de provações, os espíritos que nela habitam encontram-se em processo de evolução, capacitando-se para grandiosos passos, que se prolongarão por outras Esferas mais ditosas, quando aqui encerrado o ciclo, ou seguindo-a, ao se tornar educandário de regeneração, iniciando uma fase de amplas bênçãos. .
Outrossim, recebe o nosso planeta-mãe hóspedes espirituais de diversas classes, que aqui se reeducam, quando indisciplinados, ou nos trazem informações e conhecimentos hábeis para o seu mais rápido crescimento na escala dos mundos, se adiantados.
Quando a santa fraternidade reinar entre os homens, auxiliando-os a romper com as amarras do próprio primitivismo, ser-Ihes-á mais fácil excursionar por esses ninhos de bênçãos que gravitam nos espaços siderais, onde a dor, a morte e a enfermidade não existem, facultando que os visitantes conheçam as delícias do "reino do céus" e retomem, ansiosos por promoverem o seu lar e seus habitantes, a fim de que desfrutem das mesmas alegrias que os aguardam.
Por essa razão, afirmou Jesus com tranqüilidade:
"Na casa de meu Pai há muitas moradas".

FRANCO, Divaldo Pereira. Reflexões Espiritas. Pelo Espírito Vianna de Carvalho. LEAL.
ceacgallo | 19/01/2014 às 4:41 PM | Categorias: artigos | URL:http://wp.me/p1hFkH-1B6
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ADULTÉRIO na visão espírita

by ceacgallo
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ADULTÉRIO na visão espírita
(Você tem ideia das consequências espirituais do adultério?)
O Espiritismo, tomando por base a questão 701 do Livro dos Espíritos, afirma que o casamento deve se fundar na afeição dos dois seres que se unem. Mas não podemos ignorar que o adultério é prática comum, tolerada pela sociedade.
Você já parou pra pensar a respeito do poder que há no sexo? O sexo sempre esteve por trás das grandes conquistas e das grandes tragédias da História. Talvez um dos desequilíbrios mais comuns na trajetória do espírito imortal seja justamente o sexo. Se você se alimenta pouco, enfraquece; se come demais, adquire doenças. Se você dorme pouco, não recupera totalmente as energias; se dorme muito, perde o dinamismo. Com o sexo ocorre o mesmo. É preciso equilíbrio.
O desejo sexual represado representa um grande perigo, pois poucas pessoas são elevadas a ponto de canalizar a energia sexual para o processo criativo. O represamento do desejo sexual pode levar ao descontrole e é causa de muitos crimes. Pessoas sexualmente equilibradas convivem melhor em sociedade e são mais felizes.
Nosso senso moral e nossa cultura cristã nos legaram (http://www.dicio.com.br/legar/) a monogamia como relação ideal mais propensa a incentivar o amor. Mas não podemos ignorar que o adultério é prática comum, tolerada pela sociedade.
Você tem ideia das consequências espirituais do adultério?
A relação sexual é o momento de maior intimidade e troca de energias que se pode experimentar na Terra. Isso não fica restrito ao plano físico, mas também ao plano astral.
Ao nos unirmos sexualmente com alguém, formamos ligações com as companhias espirituais da outra pessoa. Você sabe que nunca estamos sozinhos, estamos sempre acompanhados de espíritos que se afinizam conosco, com os nossos gostos, com nossas atividades, pensamentos, atitudes, emoções.
Numa relação adúltera é inevitável que sejam atraídos por nós espíritos que se afinizam com este tipo de ato clandestino, furtivo, baixo. Em situações assim reatamos antigas ligações espirituais conflituosas ou encetamos novos comprometimentos.
O MESMO OCORRE COM O SEXO PAGO.
Você acha que quem recorre à prostituição pratica o ato sozinho? Na verdade quem costuma comandar a situação são os espíritos desencarnados viciados em sexo. Os lugares ligados à prostituição são habitados por inúmeros espíritos nessas condições, que vivem da energia dos encarnados que os frequentam. São verdadeiras parcerias que se formam entre os dois planos. Os dois lados em busca do prazer desenfreado oferecido pelo sexo.
Há muitos que não consumam a traição. Não se atrevem a levar o adultério às últimas consequências. Mas o fazem em pensamento. Jesus falou sobre isso, ao dizer que desejar a mulher do próximo em pensamento já é cometer adultério. Nada ativa tão bem a imaginação como o desejo sexual.
O poder mental é capaz de atrair espiritualmente a pessoa desejada se for fortemente imaginada.
Se houver reciprocidade de intenções, pode haver uma espécie de vida paralela em que os adúlteros em pensamento passam a encontrar-se no astral para saciar seus desejos. De qualquer maneira, sendo ou não sendo correspondido o desejo, outros espíritos sedentos por sensações prazerosas do sexo são atraídos.
Qualquer pessoa que tenha seu pensamento dominado pela ideia do sexo atrai para si companhias espirituais das quais se torna muito difícil de se livrar.
Durante o período de sono físico, nada atrai tanto o espírito encarnado quanto o sexo. Muitos são habituados a se relacionar com desencarnados ou com outros encarnados desdobrados pelo sono.
Às vezes são pessoas de conduta exemplar, que racionalmente não procurariam essa situação. Mas, parcialmente livres do corpo físico durante o sono, se deixam dominar pelo subconsciente. No subconsciente está armazenada a bagagem de todas as vidas anteriores do espírito imortal; é a soma de tudo o que ele é.
Quem vive essas experiências geralmente não tem vida sexual satisfatória; vive sem esperança amorosa. Geralmente essas pessoas roubam a energia das pessoas próximas; familiares, amigos, colegas. A energia que retiram de seus próximos é gasta em seus encontros no astral.
O sexo é energia sagrada, é criação de Deus que nos concedeu o poder de criar, pois somos Sua imagem e semelhança. O sexo equilibrado é manifestação de amor, e eleva o espírito a Deus. Mas o sexo em desequilíbrio pode ser motivo de queda e destruição.
Deus não nos castiga, não há crime ou pecado. Há desgaste espiritual, há desperdício de forças criadoras, há desrespeito com o amor. E tudo isso tem um preço.
site/Espírito Imortal-
adulterio-aliancas-quebradas
ceacgallo | 17/01/2014 às 3:12 PM | Categorias: artigos | URL:http://wp.me/p1hFkH-1B1
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O que aconteceu com o corpo de Jesus ?

by ceacgallo
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Para nós, espíritas, o corpo de Jesus é a sua Doutrina, que o Espiritismo retoma à sua origem, tirando-lhe o véu colocado pelos homens, que lhe encobria o entendimento. Disse Jesus: "A carne (no caso o corpo) para nada presta, o espírito é que vivifica; as palavras que vos digo são espírito e vida." (João 6:63)

Jesus apareceu em algumas ocasiões após sua crucificação, conforme relatos do Evangelho e isso não seria de se duvidar, conforme os testemunhos dos apóstolos e as explicações trazidas em A Gênese, por Allan Kardec, transcritas neste estudo.

Ocorre que Jesus, em nosso entendimento, não voltaria para pedir que fossem feitas celebrações em seu nome, embora respeitosas, pois isso seria consagrar a letra que mata: o corpo e o sangue material em detrimento ao corpo doutrinário; os ensinamentos que representam o alimento espiritual.

Quando Jesus voltou aos discípulos após a crucificação, propugnou pela divulgação de sua doutrina em todos os lugares e pelo encorajamento dos discípulos em sua missão e não por outra motivação.

Se esse fosse realmente o desejo de Jesus – a celebração do corpo e do sangue, ele o teria dito aos seus apóstolos antes de sua crucificação ou durante os 40 dias que esteve com eles em espírito após a crucificação. Voltar 1.200 anos depois para inserir um novo fato seria como se estivesse deixado algo para trás em sua grandiosa tarefa ou como se não tivesse instruído adequadamente os seus discípulos.

Mas, isso não tira o valor da consagração religiosa, do belo e do sentimento de fraternidade próprios dessas manifestações. A data, como outras, está impregnada de fortes vibrações ao longo dos séculos, afetando a todos nós. Trás em si esse influxo que é sentido por todos, até pelos ainda mais apegados às questões materiais.

Sobre o desaparecimento do corpo de Jesus, muitos buscam explicações e tentam acomodá-las à ciência, como se esta pudesse endossar a ressurreição da carne. O fato é que os testemunhos dos apóstolos, discípulos e das mulheres levam a evidências muito fortes do aparecimento de Jesus depois de crucificado.

Essa questão da visão subjetiva que muitos cientistas e intelectuais gostam de abordar, entendemos ser parte dos sofismas que atendem a interesses contra a ressurreição. Provavelmente o cristianismo não sobreviveria sem a ressurreição. De um lado alguns negam, pois a ressurreição seria uma violação às leis naturais; de outro lado alguns tentam provar a ressurreição lançando mão de habilidades verbais e atributos milagrosos. Muitas dessas explicações são baseadas na crença de que a ressurreição de Jesus não poderia ter ocorrido porque ela não é uma experiência que pode ser repetida. Se mudarmos o paradigma, veremos que a experiência é repetida incontáveis vezes, com a ressurreição do espírito e não da carne. A ressurreição da carne não pode ser repetida, pois nunca ocorreu.

Poucos são os que buscam um novo entendimento, sem ferir a razão, a ciência ou a crença. Dentre estes, estão os que crêem na ressurreição de Jesus em Espírito (Aparição) ou a compreensão sobre o desaparecimento do corpo de Jesus pela razão, mesmo sem poder afirmá-la categoricamente, pois a resolução ainda não é assente.

Supondo o desaparecimento pela desmaterialização, como uma das explicações prováveis, fica a questão da pedra do sepulcro removida, pois, nessa hipótese, não haveria necessidade da remoção da pedra. Ocorre que era preciso levar ao mundo a mensagem da ressurreição, pilar do Cristianismo. Por isso, é de se supor que a iniciativa pelo desaparecimento do corpo de Jesus é do Alto, dentro da hipótese de um planejamento da passagem de Jesus pela Terra. O fato da pedra removida e o sepulcro vazio, se fez necessário para crença geral.

O sepulcro vazio, como atestado da ressurreição, foi fundamental para a projeção do Cristianismo em Jerusalém e no mundo. Se os principais dos sacerdotes e fariseus tivessem encontrado o corpo teriam fortalecido a idéia do embuste (Mateus 63/66) e a ressurreição estaria  morta no nascedouro.

OS RELATOS DO EVANGELHO

UM SOLDADO LANCETEIA O CORPO DE JESUS:

Para que os corpos não ficassem na cruz no dia do sábado seguinte, que era solene para a páscoa dos judeus, estes pediram a Pilatos que fossem quebradas as pernas dos condenados para apressar-lhes a morte e os corpos pudessem ser retirados antes do por do sol.

Os soldados quebraram as pernas dos dois condenados, mas não precisaram fazê-lo com Jesus, pois já estava morto. Mas um soldado lhe abriu o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água. Esse fato é importante porque Jesus irá aparecer a Tomé e pedirá que Tomé coloque a mão sobre o ferimento, para que veja e creia (aparição tangível).

JOÃO TESTEMUNHA A MORTE DE JESUS:

"Aquele que viu isto (João) testificou, sendo verdadeiro o seu testemunho; e ele sabe que diz a verdade, para que também vós creiais". João com isso, evita que mais tarde suponham que Jesus pudesse ter sido retirado com vida da cruz.

O SEPULTAMENTO DE JESUS:

Ao cair da tarde, José de Arimatéia (destacado membro do Sinédrio) foi procurar Pilatos para solicitar permissão para retirar o corpo de Jesus. Pilatos se admirou que já tivesse morrido; chamou um centurião que confirmou-lhe que a morte de Jesus já havia ocorrido. Então Pilatos cedeu o corpo de Jesus a José.

José foi até o local da crucificação (Calvário) para retirar o corpo. Com ele foi Nicodemos ("Necessário te é nascer de novo..."). Nicodemos levou um composto de mirras e aloés e, tirando o corpo da cruz, o envolveram em lençóis de linho com o aroma, como era de uso entre os Judeus na preparação para o sepultamento. No lugar onde Jesus foi crucificado havia um sepulcro novo, aberto na rocha, onde ninguém havia sido sepultado (Mateus, 27/60). Esse túmulo era de José de Arimatéia, segundo Mateus. Ali depositaram o corpo de Jesus e rolaram uma grande pedra para a entrada do túmulo. As mulheres (Maria, mãe de Jesus e Maria de Madalena) que tinham vindo da Galiléia com Jesus, seguindo, viram o túmulo e como o corpo fora ali depositado. Então se retiraram para preparar aromas e bálsamos, que trariam após o sábado.

A GUARDA DO SEPULCRO (Mateus 63/66):

No sábado, reuniram-se os principais sacerdotes e os fariseus e foram a Pilatos: Senhor, lembramo-nos de que aquele enganador, enquanto vivia, disse: "Depois de três dias ressurgirei". Portanto, manda que o sepulcro seja guardado com segurança até o terceiro dia, para não se dar o caso de que os seus discípulos vão de noite, o furtem e digam ao povo: "Ressurgiu dentre os mortos". Assim, o último embuste será pior do que o primeiro. Disse-lhes Pilatos: tendes aí uma escolta. Ide, guardai-o como bem vos parecer. Indo eles, montaram guarda ao sepulcro, selando a pedra e deixando ali a escolta.

Os judeus temiam fossem verdadeiras as palavras de Jesus sobre sua ressurreição. Daí o cuidado em vigiar o sepulcro. Tinham pois, o interesse de lhe conservar o corpo como prova, mostrando ao povo caso seus discípulos tentassem espalhar a ocorrência da ressurreição.

Esperaram passar a festa do sábado para que a autoridade assumisse a responsabilidade de vigiar o sepulcro. Quando foram falar a Pilatos, sabiam que o corpo estava no sepulcro e, só depois de verificarem que lá estava, foi que selaram a pedra e postaram os guardas a vigiá-lo. Por isso, quando alguns dos guardas lhes relataram o que ocorrera - A Ressurreição - (Mateus 28; 11/15), eles, os príncipes dos sacerdotes e os fariseus, se reuniram aos anciões e combinaram dar grande soma de dinheiro aos soldados, para que espalhassem que durante a noite, enquanto dormiam, o corpo de Jesus fora furtado pelos seus discípulos. Se a hipótese era a de que estavam dormindo, como poderiam saber quem havia roubado o corpo? E como os guardas não ouviram a pedra ser rolada para abrir o túmulo?

Por outro lado, a crucificação foi um duro golpe para os discípulos, que estavam profundamente abalados:"Nós esperávamos que fosse Ele que haveria de redimir a Israel" (Lucas 24:21). Nesse estado de prostração, eles não lembravam da promessa de Jesus de que ressuscitaria dentre os mortos. Por isso, as aparições tangíveis de Jesus durante quarenta dias, após os discípulos terem testemunhado a sua morte, lhes solidificou a fé, levando-os à divulgação do Evangelho por todos os lugares. Foram testemunhas da ressurreição ao povo, o que pode ser constatado em Atos, 5: 17-42, quando as autoridades judaicas pressionaram os discípulos para que não pregassem mais a respeito do Cristo ressuscitado.

OPINIÕES DIVERGENTES:

Até hoje, mesmo entre os cristãos, há quem negue o desaparecimento do corpo de Jesus por processos que atendem à razão, como a hipótese da desmaterialização, admitindo uns o roubo; outros o milagre. Colhemos algumas opiniões de estudiosos da Bíblia, nos meios de comunicação (Fantásticoabril/96; O Estado de São Paulo, 07.04.96, pag. A-23). Um deles afirma que o corpo de Jesus "apodreceu na sepultura" (Gerd Ludemann). Segundo ele, o Cristo ressuscitado que apareceu ao apóstolo Pedro não passou de uma "visão subjetiva", provocada pela dor profunda do apóstolo e por sua sensação de culpa por ter negado a Jesus quando este foi preso. Já para John Dominic Crossan, ex-sacerdote católico romano, a sepultura estava realmente vazia. A razão: seu corpo já havia sido devorado por cães selvagens. Esse, segundo Crossan, era o destino dos criminosos romanos crucificados. Estudioso da Bíblia na Universidade de Paul, de Chicago, Crossan não explica como os cães entraram na sepultura, ou como tiveram acesso ao corpo de Jesus, que desceu da cruz para a sepultura, que por sua vez foi fechada por José de Arimatéia e Nicodemos e que depois recebeu a guarda de uma escolta.

E PARA NÓS, ESPÍRITAS?

Vamos à Kardec (A Gênese, capítulo XV - Os milagres do Evangelho - Superioridade da Natureza de Jesus - Desaparecimento do corpo de Jesus):

Jesus esteve num corpo de carne como qualquer outro ser encarnado e ao ressurgir, o fez como uma aparição tangível; Kardec oferece várias exemplificações de aparições tangíveis, notadamente na Revista Espírita (exemplo: abril de 1860). No entanto, se Kardec não sugere como desapareceu o corpo de Jesus, é conclusivo quanto ao sepultamento de Jesus e sua ressurreição, deixando-nos a compreensão do desaparecimento do corpo de Jesus à luz do estágio de nosso entendimento e à confirmação geral dos Espíritos (CUEE) se um dia se der essa possibilidade.
No capítulo XIV - Os fluidos, de A Gênese, no item 14, temos: "Os espíritos agem sobre os fluidos espirituais... com o auxílio do pensamento e da vontade. O pensamento e a vontade são para o espírito, aquilo que a mão é para o homem. Pelos pensamentos eles imprimem a tais fluidos esta ou aquela direção; eles o aglomeram, os combinam e os dispersam; formam com esses materiais, conjuntos que tenham uma aparência, uma forma, uma cor determinada; mudam suas propriedades como um químico altera as propriedades dos gases ou de outros corpos, combinando-os segundo determinadas leis. É a grande oficina do laboratório da vida espiritual. É assim, por exemplo, que um espírito se apresenta a um encarnado, sob as aparências que tinha na época em que se conheceram, mesmo que isso se dê depois de diversas encarnações: Apresenta-se com as roupas, os sinais exteriores, enfermidades, cicatrizes, membros amputados, etc. Na realidade, ele não conservou tais aparências (como espírito não é coxo, etc); mas seu pensamento, entrando em relação com a época em que isto se dava, seu perispírito toma  instantaneamente aquela forma, a qual deixa também instantaneamente, desde que o pensamento cesse de agir. (...) Por um efeito análogo o pensamento do espírito cria, fluidicamente, os objetos dos quais tem o hábito de se servir: um militar terá suas armas, seus uniformes, etc. (...)

Já no item 6, do mesmo capítulo, temos:

(...) A matéria tangível, tendo por elemento primitivo o fluido cósmico etéreo, ao desagregar-se deve poder voltar ao estado de eterização, assim como o diamante, o mais duro dos corpos, pode volatizar-se num gás impalpável. A solidificação da matéria, na realidade, não passa de um estado transitório do fluido universal, o qual deve voltar ao seu estado primitivo quando as condições de coesão cessam de existir. Quem sabe mesmo se, no estado de tangibilidade, a matéria não é suscetível de adquirir uma espécie de eterização que lhe confira propriedades particulares?

Certos fenômenos, que parecem ser autênticos, tenderiam a tal suposição. Ainda não possuímos senão as balizas do mundo invisível, e o futuro nos reserva sem dúvida o conhecimento de novas leis que nos permitirão compreender o que para nós ainda é um mistério.

No capítulo XV, temos:

65. (...) Após o suplício de Jesus, seu corpo ficou lá, inerte e sem vida; ele foi sepultado como os corpos ordinários e cada um pôde vê-lo e toca-lo. Após a ressurreição, quando ele quis deixar a Terra, ele não morre; seu corpo se eleva, se desvanece e desaparece sem deixar nenhum traço, prova evidente que seu corpo era de uma outra natureza que a que permaneceu na cruz, de onde é preciso concluir que se Jesus pôde morrer, é que ele tinha um corpo carnal.

67. Em que se transformou o corpo carnal?  É um problema cuja solução não se pode deduzir, até nova ordem, salvo por hipóteses, falta de elementos suficientes para assegurar uma convicção. Esta solução, aliás, é de uma importância secundária e não juntaria nada aos méritos do Cristo nem aos fatos que atestam, de uma certa maneira bem contrariamente peremptória, sua superioridade e sua missão divina.

Não pode, pois, haver sobre a maneira na qual esse desaparecimento se operou senão opiniões pessoais que teriam valores apenas igualmente quanto as que fossem sancionadas por uma lógica rigorosa e pelo ensinamento geral dos Espíritos; ora, até o presente, nenhuma das que foram formuladas recebeu a sanção deste duplo controle.

Se os Espíritos ainda não resolveram a questão pela unanimidade de seus ensinamentos, é que, sem dúvida, o movimento da resolução não veio ainda ou que ainda falta conhecimentos em auxílio dos que possam resolvê-la por si própria. Em atentando, descarta-se a suposição de um rapto clandestino, poder-se-ia encontrar, por analogia, uma explicação provável na teoria do duplo fenômeno dos transportes e da invisibilidade. (Livro dos Médiuns, cap. IV e V).
Observação: o item 67 não consta da tradução de Victor Tollendal Pacheco, 17º edição LAKE, de outubro de 1990 de que nos servimos para o presente estudo. Para o item 67, utilizamos a tradução de Carlos de Brito Imbassahy, da 3ª edição de 1868, já próximo à desencarnação de Kardec. Consideramos o item 67 de vital importância para entendimento do assunto que nos propomos estudar.
Na tradução de Victor Tollendal Pacheco, o item 67 é o item 68 da tradução de Carlos de Brito Imbassahy.
Livros consultados:
A Gênese - Allan Kardec
Bíblia Sagrada - Tradução das línguas originais por João Ferreira de Almeida.
Estudos Espíritas do Evangelho - Therezinha Oliveira;
Elucidações Evangélicas - Sayão;
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ceacgallo | 16/01/2014 às 8:18 AM | Categorias: artigos | URL:http://wp.me/p1hFkH-1AW
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A Arma Infalível

by ceacgallo
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Certo dia, um homem revoltado criou um poderoso e longo pensamento de ódio, colocou-o numa carta rude e malcriada e mandou-o para a chefe da oficina de que fora despedido.
O pensamento foi vazado em forma de ameaças cruéis. E quando o diretor do serviço leu as frases ingratas que o expressava, acolheu-o, desprevenidamente, no próprio coração, e tornou-se furioso sem saber por quê. Encontrou, quase de imediato, o subchefe da oficina e, a pretexto de enxergar uma pequena peça quebrada, desfechou sobre ele a bomba mental que trazia consigo.
Foi a vez do subchefe tornar-se neurastênico, sem dar o motivo. Abrigou a projeção maléfica no sentimento, permaneceu amuado várias horas e, no instante do almoço, ao invés de alimentar-se, descarregou na esposa o perigoso dardo intangível. Tão-só por ver um sapato imperfeitamente engraxado, proferiu dezenas de palavras feias; sentiu-se aliviado e a mulher passou a asilar no peito a odienta vibração, em forma de cólera inexplicável. Repentinamente transtornada pelo raio que a ferira e que, até ali, ninguém soubera remover, encaminhou-se para a empregada que se incumbia do serviço de calçados e desabafou. Com palavras indesejáveis inoculou-lhe no coração a estilete invisível.
Agora, era uma pobre menina quem detinha o tóxico mental. Não podendo despejá-lo nos pratos e xícaras ao alcance de suas mãos, em vista do enorme débito em dinheiro que seria compelida a aceitar, acercou-se de velho cão, dorminhoco e paciente, e transferiu-lhe a veneno imponderável, num pontapé de largas proporções.
O animal ganiu e disparou, tocado pela energia mortífera, e, para livrar-se desta, mordeu a primeira pessoa que encontrou na via pública.
Era a senhora de um proprietário vizinho que, ferida na coxa, se enfureceu instantaneamente, possuída pela força maléfica. Em gritaria desesperada, foi conduzida a certa farmácia; entretanto, deu-se pressa em transferir ao enfermeiro que a socorria a vibração amaldiçoada. Crivou-o de xingamentos e esbofeteou-lhe o rosto.
O rapaz muito prestativo, de calmo que era, converteu-se em fera verdadeira. Revidou as golpes recebidos com observações ásperas e saiu, alucinado, para a residência, onde a velha e devotada mãezinha o esperava para a refeição da tarde. Chegou e descarregou sobre ela toda a ira de que era portador.
- Estou farto! - bradou - a senhora é culpada dos aborrecimentos que me perseguem! Não suporto mais esta vida infeliz! Fuja de minha frente!...
Pronunciou nomes temíveis. Blasfemou. Gritou, colérico, qual louco.
A velhinha, porém, longe de agastar-se, tomou-lhe as mãos e disse-lhe com naturalidade e brandura:
- Venha cá, meu filho! Você está cansado e doente! Sei a extensão de seus sacrifícios por mim e reconheço que tem razão para lamentar-se. No entanto, tenhamos bom ânimo! Lembremo-nos de Jesus!... Tudo passa na Terra. Não nos esqueçamos do amor que a Mestre nos legou...
Abraçou-o, comovida, e afagou-lhe os cabelos!
O filho demorou-se a contemplar-lhe as olhos serenos e reconheceu que havia no carinho materno tanto perdão e tanto entendimento que começou a chorar, pedindo-lhe desculpas.
Houve então entre as dois uma explosão de íntimas alegrias. Jantaram felizes e oraram em sinal de reconhecimento a Deus.
A projeção destrutiva do ódio morrera, afinal, ali, dentro do lar humilde, diante da força infalível e sublime do amor.

XAVIER, Francisco Cândido. Alvorada Cristã. Pelo Espírito Neio Lúcio. FEB.

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