quinta-feira, 6 de março de 2014

Nova publicação em Centro Espírita Amor e Caridade Santarritense

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Conto – O Espírito

by ceacgallo
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Um dia, um médico materialista resolveu questionar um de seus pacientes que ele sabia ser seguidor da doutrina espírita.
 
Enquanto examinava o rapaz o médico foi logo perguntando:
 
“Você tenta ajudar os espíritos com a sua doutrina?”
“Sim!” Respondeu.
“Você já viu um espírito?”
“Não!” Disse o paciente.
“Você já ouviu um espírito falando?”
“Não!” Falou o espírita.
“Você já sentiu algum espírito?”
“Não!”
 
“Pois bem”, completou triunfante o médico, “temos aí três argumentos contra, e um a favor da existência do espírito ou da alma. Logo se conclui que, segundo a lógica, não existe nem um, nem outra.”
 
O paciente então perguntou ao médico:
 
“Você, como médico, já viu uma dor?”
“Claro que não!” Respondeu rápido.
“Você já provou uma dor?”
“Não!”
“Você já cheirou uma dor?”
“Não!”
“Você já sentiu uma dor?”
“Sim!” Disse, finalmente o médico.
 
“Pois bem,” concluiu o paciente, “temos aí três argumentos contra e um a favor da existência da dor. Apesar disso, você sabe que existe a dor, e eu sei que existem espíritos!”
 
Somos feitos de sombra e luz. Somos seres materiais, sujeitos a todas as mudanças da matéria. E somos espíritos, com riquezas latentes e esperanças radiosas.
 
Cada alma humana é uma projeção do grande foco eterno. Temos em nós os instintos dos animais mais ou menos comprimidos pelo trabalho longo e pelas provas das existências passadas.
 
Temos também em nós a crisálida do anjo, do ser radioso e puro, que podemos vir a ser pelas aspirações do coração e pelo sacrifício constante do eu.
 
Somos seres que tocamos as profundezas sombrias do abismo, com os pés e com a fronte, as alturas fulgurantes do céu.
 
Quanto mais se eleva o espírito e se purifica, tanto mais se torna acessível às vozes do alto.
 
Tudo o que vem da matéria é instável. Tudo passa. Tudo foge. Os montes a pouco e pouco vão sendo abatidos pela ação dos elementos.
 
As maiores cidades se convertem em ruínas. Os astros se acendem, resplandecem. Depois apagam-se e morrem.
 
Só a alma é imperecível, imortal.
 
Acima das civilizações extintas, sobrevivem as almas.
 
Através dos tempos, a alma caminha, adquirindo conhecimento. Vê sempre se abrirem novos campos de estudos e descobertas.
 
Paulatinamente, vai descobrindo que por toda parte reina a ordem, a sabedoria, a providência e seu entusiasmo e sua confiança aumentam cada vez mais.
 
Seu destino é a perfeição. À medida que vai adquirindo virtudes, ela saboreia de maneira mais intensa as felicidades da vida espiritual.
 
***
 
Deus conhece todas as almas, que formou com o seu pensamento e o seu amor.
 
Ele as deixa percorrer vagarosamente as vias sinuosas, subir os desfiladeiros sombrios das existências terrestres, acumular pouco a pouco em si os tesouros de paciência, de virtude e de saber, que se adquirem na escola do sofrimento.
 
Mais tarde, amadurecidas pelos raios do sol divino, saem da sombra dos tempos e suas faculdades desabrocham em feixes deslumbrantes.
 
Daí em diante são luz que irradia e se revela em obras refletindo o próprio criador.
 
 
 
Equipe de Redação do Momento Espírita, a partir de mensagem de autor desconhecido, e do cap. IX do livro O problema do ser, do destino e da dor, de Léon Denis, ed. FEB.
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ceacgallo | 22/02/2014 às 1:19 AM | Categorias: artigos | URL:http://wp.me/p1hFkH-1Dg
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CONVITE

by ceacgallo
palestrante
HOJE dia 22/02/14 às 19:30 hs, teremos no Núcleo Espírita Nosso Lar a presença dom nosso querido companheiro Espírita o  Sr.Gilson, da Cidade Itajubá - MG.
Ele responderá perguntas doutrinárias e quem puder comparecer será muito produtivo com certeza.
Rua João Carlos de Alcântara, 781 no Bairro Fernandes em frente a construção da Associação do Câncer.
Abraços à todos!
ceacgallo | 22/02/2014 às 1:06 AM | Categorias: artigos | URL:http://wp.me/s1hFkH-convite
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O Livro dos Espíritos – Questões 843 a 850 – Livre-arbítrio

by ceacgallo
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Respostas dos guias espirituais para Allan Kardec no Livro dos Espíritos.
843. Tem o homem o livre-arbítrio de seus atos?
"Pois que tem a liberdade de pensar, tem igualmente a de obrar. Sem o livre-arbítrio, o homem seria máquina."
844. Do livre-arbítrio goza o homem desde o seu nascimento?
"Há liberdade de agir, desde que haja vontade de fazê-lo. Nas primeiras fases da vida, quase nula é a liberdade, que se desenvolve e muda de objeto com o desenvolvimento das faculdades. Estando seus pensamentos em concordância com o que a sua idade reclama, a criança aplica o seu livre-arbítrio àquilo que lhe é necessário."
845. Não constituem obstáculos ao exercício do livre-arbítrio as predisposições instintivas que o homem já traz consigo ao nascer?
"As predisposições instintivas são as do Espírito antes de encarnar. Conforme seja este mais ou menos adiantado, elas podem arrastá-las à prática de atos repreensíveis, no que será secundado pelos Espíritos que simpatizam com essas disposições. Não há, porém, arrastamento irresistível, uma vez que se tenha a vontade de resistir. Lembrai-vos de que querer é poder." (361)
846. Sobre os atos da vida nenhuma influência exerce o organismo? E, se essa influência existe, não será exercida com prejuízo do livre-arbítrio?
"É inegável que sobre o Espírito exerce influência a matéria, que pode embaraçarlhe as manifestações. Daí vem que, nos mundos onde os corpos são menos materiais do que na Terra, as faculdades se desdobram mais livremente. Porém, o instrumento não dá a faculdade. Além disso, cumpre se distingam as faculdades morais das intelectuais. Tendo um homem o instinto do assassínio, seu próprio Espírito é, indubitavelmente, quem possui esse instinto e quem lho dá; não são seus órgãos que lho dão. Semelhante ao bruto, e ainda pior do que este, se torna aquele que nulifica o seu pensamento, para só se ocupar com a matéria, pois que não cuida mais de se premunir contra o mal. Nisto é que incorre em falta, porquanto assim procede por vontade sua." (Vede n. 367 e seguintes - "Influência do organismo".)
847. Da aberração das faculdades tira ao homem o livre-arbítrio?
"Já não é senhor do seu pensamento aquele cuja inteligência se ache turbada por uma causa qualquer e, desde então, já não tem liberdade. Essa aberração constitui muitas vezes uma punição para o Espírito que, porventura, tenha sido, noutra existência, fútil e orgulhoso, ou tenha feito mau uso de suas faculdades. Pode esse Espírito, em tal caso, renascer no corpo de um idiota, como o déspota no de um escravo e o mau rico no de um mendigo. O Espírito, porém, sofre por efeito desse constrangimento, de que tem perfeita consciência. Está aí a ação da matéria." (371 e seguintes)
848. Servirá de escusa aos atos reprováveis o ser devida à embriaguez a aberração das faculdades intelectuais?
"Não, porque foi voluntariamente que o ébrio se privou da sua razão, para satisfazer a paixões brutais. Em vez de uma falta, comete duas."
849. Qual a faculdade predominante no homem em estado de selvageria: o instinto, ou o livre-arbítrio?
"O instinto, o que não o impede de agir com inteira liberdade, no tocante a certas coisas. Mas, aplica, como a criança, essa liberdade às suas necessidades e ela se amplia com a inteligência. Conseguintemente, tu, que és mais esclarecido do que um selvagem, também és mais responsável pelo que fazes do que um selvagem o é pelos seus atos."
850. A posição social não constitui às vezes, para o homem, obstáculo à inteira liberdade de seus atos?
"É fora de dúvida que o mundo tem suas exigências, Deus é justo e tudo leva em conta. Deixa-vos, entretanto, a responsabilidade de nenhum esforço empregardes para vencer os obstáculos."
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 76.ed. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1995.
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ceacgallo | 21/02/2014 às 3:08 PM | Categorias: artigos | URL:http://wp.me/p1hFkH-1D6
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Mundos Inferiores e Mundos Superiores

by ceacgallo
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A qualificação de mundos inferiores e mundos superiores nada tem de absoluta; é, antes, muito relativa. Tal mundo é inferior ou superior com referência aos que lhe estão acima ou abaixo, na escala progressiva.
Tomada a Terra por termo de comparação, pode-se fazer idéia do estado de um mundo inferior, supondo os seus habitantes na condição das raças selvagens ou das nações bárbaras que ainda entre nós se encontram, restos do estado primitivo do nosso orbe. Nos mais atrasados, são de certo modo rudimentares os seres que os habitam.
Revestem a forma humana, mas sem nenhuma beleza. Seus instintos não têm a abrandá-los qualquer sentimento de delicadeza ou de benevolência, nem as noções do justo e do injusto. A força bruta é, entre eles, a única lei. Carentes de indústrias e de invenções, passam a vida na conquista de alimentos. Deus, entretanto, a nenhuma de suas criaturas abandona; no fundo das trevas da inteligência jaz, latente, a vaga intuição, mais ou menos desenvolvida, de um Ente supremo. Esse instinto basta para torná-los superiores uns aos outros e para lhes preparar a ascensão a uma vida mais completa, porquanto eles não são seres degradados, mas crianças que estão a crescer.
Entre os degraus inferiores e os mais elevados, inúmeros outros há, e difícil é reconhecer-se nos Espíritos puros, desmaterializados e resplandecentes de glória, os que foram esses seres primitivos, do mesmo modo que no homem adulto se custa a reconhecer o embrião.
Nos mundos que chegaram a um grau superior, as condições da vida moral e material são muitíssimo diversas das da vida na Terra. Como por toda parte, a forma corpórea aí é sempre a humana, mas embelezada, aperfeiçoada e, sobretudo, purificada. O corpo nada tem da materialidade terrestre e não está, conseguintemente, sujeito às necessidades, nem às doenças ou deteriorações que a predominância da matéria provoca. Mais apurados, os sentidos são aptos a percepções a que neste mundo a grosseria da matéria obsta. A leveza específica do corpo permite locomoção rápida e fácil: em vez de se arrastar penosamente pelo solo, desliza, a bem dizer, pela superfície, ou plana na atmosfera, sem qualquer outro esforço além do da vontade, conforme se representam os anjos, ou como os antigos imaginavam os manes nos Campos Elíseos. Os homens conservam, a seu grado, os traços de suas passadas migrações e se mostram a seus amigos tais quais estes os conheceram, porém, irradiando uma luz divina, transfigurados pelas impressões interiores, então sempre elevadas. Em lugar de semblantes descorados, abatidos pelos sofrimentos e paixões, a inteligência e a vida cintilam com o fulgor que os pintores hão figurado no nimbo ou auréola dos santos.
A pouca resistência que a matéria oferece a Espíritos já muito adiantados torna rápido o desenvolvimento dos corpos e curta ou quase nula a infância. Isenta de cuidados e angústias, a vida é proporcionalmente muito mais longa do que na Terra. Em princípio, a longevidade guarda proporção com o grau de adiantamento dos mundos. A morte de modo algum acarreta os horrores da decomposição; longe de causar pavor, é considerada uma transformação feliz, por isso que lá não existe a dúvida sobre o porvir. Durante a vida, a alma, já não tendo a constringi-la a matéria compacta, expande-se e goza de uma lucidez que a coloca em estado quase permanente de emancipação e lhe consente a livre transmissão do pensamento.
Nesses mundos venturosos, as relações, sempre amistosas entre os povos, jamais são perturbadas pela ambição, da parte de qualquer deles, de escravizar o seu vizinho, nem pela guerra que daí decorre. Não há senhores, nem escravos, nem privilegiados pelo nascimento; só a superioridade moral e intelectual estabelece diferença entre as condições e dá a supremacia. A autoridade merece o respeito de todos, porque somente ao mérito é conferida e se exerce sempre com justiça. O homem não procura elevar-se acima do homem, mas acima de si mesmo, aperfeiçoando-se. Seu objetivo é galgar a categoria dos Espíritos puros, não lhe constituindo um tormento esse desejo, porem, uma ambição nobre, que o induz a estudar com ardor para os igualar. Lá, todos os sentimentos delicados e elevados da natureza humana se acham engrandecidos e purificados; desconhecem-se os ódios, os mesquinhos ciúmes, as baixas cobiças da inveja; um laço de amor e fraternidade prende uns aos outros todos os homens, ajudando os mais fortes aos mais fracos. Possuem bens, em maior ou menor quantidade, conforme os tenham adquirido, mais ou menos por meio da inteligência; ninguém, todavia, sofre, por lhe faltar o necessário, uma vez que ninguém se acha em expiação. Numa palavra: o mal, nesses mundos, não existe.
No vosso, precisais do mal para sentirdes o bem; da noite, para admirardes a luz; da doença, para apreciardes a saúde. Naqueles outros não há necessidade desses contrastes. A eterna luz, a eterna beleza e a eterna serenidade da alma proporcionam uma alegria eterna, livre de ser perturbada pelas angústias da vida material, ou pelo contacto dos maus, que lá não têm acesso. Isso o que o espírito humano maior dificuldade encontra para compreender. Ele foi bastante engenhoso para pintar os tormentos do inferno, mas nunca pôde imaginar as alegrias do céu. Por quê? Porque, sendo inferior, só há experimentado dores e misérias, jamais entreviu as claridades celestes; não pode, pois, falar do que não conhece. A medida, porém, que se eleva e depura, o horizonte se lhe dilata e ele compreende o bem que está diante de si, como compreendeu o mal que lhe está atrás.
Entretanto, os mundos felizes não são orbes privilegiados, visto que Deus não é parcial para qualquer de seus filhos; a todos dá os mesmos direitos e as mesmas facilidades para chegarem a tais mundos. Fá-los partir todos do mesmo ponto e a nenhum dota melhor do que aos outros; a todos são acessíveis as mais altas categorias: apenas lhes cumpre a eles conquistá-las pelo seu trabalho, alcançá-las mais depressa, ou permanecer inativos por séculos de séculos no lodaçal da Humanidade. (Resumo do ensino de todos os Espíritos superiores.)
KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. FEB. Capítulo 3. Livro eletrônico gratuito em http://www.febnet.org.br.
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ceacgallo | 21/02/2014 às 8:46 AM | Categorias: artigos | URL:http://wp.me/p1hFkH-1D0
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Lei de Liberdade

by ceacgallo
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A Liberdade Natural e a Escravidão

A liberdade é a condição básica para que a alma construa o seu destino. A princípio parece limitada às necessidades físicas, condições sociais, interesses ou instintos. Mas, ao analisar-se a questão mais profundamente, vê-se que a liberdade despontada é sempre suficiente para permitir que o homem rompa esse círculo restrito e construa pela vontade o seu próprio futuro.
Intrinsecamente livre, criado para a vida feliz, o homem traz, no entanto, inscritos na própria consciência, os limites da sua liberdade.
Jamais devendo constituir tropeço na senda por onde avança o seu próximo, é-lhe vedada a exploração de outras vidas sob qualquer argumentação, das quais subtraia o direito de liberdade.
A liberdade legítima decorre da legítima responsabilidade, não podendo triunfar sem esta.
A responsabilidade resulta do amadurecimento pessoal em torno dos deveres morais e sociais, que são a questão matriz fomentadora dos lídimos direitos humanos.
A toda criatura é concedida a liberdade de pensar, falar e agir, desde que essa concessão subentenda o respeito aos direitos semelhantes do próximo.
Ser livre, portanto, é saber respeitar os direitos alheios, porque “desde que juntos estejam dois homens, há entre eles direitos recíprocos que lhes cumpre respeitar.” [*LE- qst 826]
Vivemos num planeta que se caracteriza pela predominância do mal sobre o bem; é um planeta inferior, onde os seus habitantes estão submetidos a provas e expiações; daí ser comum que muitos Espíritos não possuam o discernimento natural para o emprego da liberdade que Deus lhes concedeu. A ocorrência de abusos de poder, manifestada nas tentativas de o homem escravizar o próprio homem, nas variadas formas e intensidade, é o exemplo típico do mau uso desta lei natural.
À medida que o ser humano evolui, cresce com ele a responsabilidade sobre os seus atos, sobre as suas manifestações verbais e, até mesmo, sobre os seus pensamentos. Neste estágio evolutivo, passa a compreender que a liberdade não se traduz por fazer ou deixar de fazer determinada coisa, irresponsavelmente. Passa a medir a sua linha de ação, de maneira que esta não atinja desastrosamente o próximo. Compreende, enfim, que sua liberdade termina onde começa a do próximo.
A vontade própria ou livre-arbítrio é, então, exercitada de uma maneira mais coerente, mais responsável. O livre-arbítrio é definido como “a faculdade que tem o indivíduo de determinar a sua própria conduta”, ou em outras palavras, a possibilidade que ele tem de, entre duas ou mais razões suficientes de querer ou de agir, escolher uma delas e fazer que prevaleça sobre as outras.”
Sem o livre-arbítrio, o homem não teria mérito em praticar o bem ou evitar o mal, pois a vontade e a liberdade do Espírito não sendo exercitadas, o homem não seria mais do que um autômato. Pelo livre-arbítrio, ao contrário, passa o indivíduo a ser o arquiteto da sua própria vida, da sua felicidade ou infelicidade, da maior ou menor responsabilidade em qualquer ato que pratique.
A liberdade e o livre-arbítrio têm uma correlação fundamental na criatura humana e aumentam de acordo com a sua elevação e conhecimento. Se por um lado temos a liberdade de pensar, falar e agir, por outro lado, o livre-arbítrio nos confere a responsabilidade dos próprios atos por terem sido eles praticados livremente e por nossa própria vontade.
A sujeição absoluta de um homem a outro homem é um erro gravíssimo de conseqüências desastrosas para quem o pratica. A escravidão, seja ela física, intelectual, sócio-econômica, é sempre um abuso da força e que tende a desaparecer com o progresso da Humanidade... É um atentado à Natureza onde tudo é harmonia e equilíbrio. Quem arbitrariamente desfere golpes cerceando a liberdade dos outros, escravizando-os pelos diversos processos que o mundo moderno oferece, sofre a natural conseqüência, e essa é a vergasta da dor , que desperta e corrige, educa e levanta para os tirocínios elevados da vida.
Coube ao Cristianismo mostrar que, perante Deus, só existe uma espécie de homens e que, mais ou menos puros e elevados, eles o são, não pela cor da epiderme ou do sangue, mas pelo Espírito, isto é, pela melhor compreensão que tenham das coisas e principalmente pela bondade que imprimam em seus atos.
*LE (O Livro dos Espíritos)
ceacgallo | 20/02/2014 às 8:00 AM | Categorias: artigos | URL:http://wp.me/p1hFkH-1CW
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Morte e desencarnação

by ceacgallo
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Se considerarmos a morte como o fenômeno de paralisação da vida no corpo físico, e desencarnação o fenômeno da libertação das influências magnéticas geradas entre o corpo e o Espírito − conforme nos ensinam os mentores espirituais, podemos afirmar que morrer e desencarnar são fenômenos que nem sempre acontecem simultaneamente. Entre eles é exigido um intervalo de tempo, que varia para cada Espírito. Esse intervalo pode ser mais ou menos longo, dependendo do tipo de vida que ele teve quando no corpo físico.
A mente é instrumento poderoso que, através do pensamento, imprime no perispírito (corpo fluídico) as marcas profundas ou superficiais em forma de dependências maiores ou menores, que não serão extintas de imediato com o fenômeno da morte. Dessa forma, cada Espírito, após o fenômeno da morte, irá se deparar com a prisão ou a liberdade a que fez jus como resultado da indisciplina ou disciplina mental que cultivou durante a experiência corporal.
Impressões longamente fixadas, e sensações vividas com sofreguidão, assinalam profundamente os tecidos sutis do perispírito, impondo necessidades e dependências que a morte não logra de imediato interromper”. (Temas da Vida e da Morte − Manoel Philomeno de Miranda / Divaldo Pereira, p. 89.)
A desencarnação pode para alguns ser rápida, proporcionando uma certa liberdade, até mesmo antes de sua consumação. Mas vale lembrar que esse fenômeno é uma conquista apenas dos Espíritos que souberam aproveitar a encarnação, transformando-a em instrumento importante para a sua evolução espiritual, não se deixando escravizar pelos excessos. Estes excessos, de acordo com os mentores espirituais, poderão ser transformados em viciações, que geram dependência e sofrimento.
Entretanto, são muitos os negligentes que vivem como se a vida no corpo físico fosse eterna, procurando nos excessos e viciações a plenitude do prazer; como resultados, criam fortes impressões e laços magnéticos, dos quais não se libertam de imediato. Somente alcançarão a libertação depois de um intervalo de tempo, proporcional ao tempo de dependência.
Novamente, Manoel Philomeno de Miranda, na já referida obra, à página 78, afirma: “Tendo-se em vista que o homem procede do mundo espiritual, a morte é o veículo que o reconduz à origem, onde cada qual ressurge com as características definidoras das suas conquistas”.
Essas conquistas não são apenas com relação ao que marcamos em nós, como resultado das virtudes cultivadas, mas principalmente das marcas que o nosso orgulho imprime em outras vidas (outras criaturas).
A sintonia com a lei de amor gera a libertação dos liames gravados pela vida física. Porém, não podemos esquecer que a vida tem outros mecanismos naturais, além dos que se refletem pela lei de amor. O sofrimento resignado, por exemplo, é instrumento de valor inestimável por facultar as possibilidades de mudanças nos painéis mentais, tornando menos densos os laços magnéticos que prendem o Espírito ao corpo.
De acordo com o Mestre Jesus, cada um receberá segundo as suas obras; conseqüentemente, o intervalo de tempo entre a morte biológica e a desencarnação tem relação direta com o gênero de vida (pensamentos e ações praticadas) do Espírito, enquanto encarnado.
F. ALTAMIR DA CUNHA
O Consolador
ceacgallo | 20/02/2014 às 7:57 AM | Categorias: artigos | URL:http://wp.me/p1hFkH-1CR
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