terça-feira, 21 de outubro de 2014

Fraternidade



Fraternidade




Em "Prolegômenos" de O Livro dos Espíritos, os Orientadores espirituais incumbidos de trazer aos homens o Consolador prometido por Jesus destacaram o objetivo do seu trabalho: "[...] Nele pusemos as bases do novo edifício que se eleva e que um dia há de reunir todos os homens num mesmo sentimento de amor e caridade. [...]"

Significa, tal propósito, transformar a Terra, moralmente classificada como Mundo de Expiações e Provas, em que prodominam o orgulho, o egoísmo e a violência, em Mundo de Regeneração, onde o homem, animado do desejo de aprimorar seus valores morais, substitua o orgulho pela humildade, o egoísmo pelo amor ao próximo, a violência pela fraternidade.

Convictos de que somos seres imortais, em constante processo de evolução com vistas à perfeição espiritual, como nos ensina a Doutrina Espírita, o caminho natural que nos cabe seguir, a par da busca de novos conhecimentos, é o da conquista de novos valores morais marcados pelo exercício da fraternidade.

Esse novo edifício, todavia, que há de reunir todos os homens num mesmo sentimento de amor e caridade, não se erguerá por simples concessão. Deverá, sim, ser construído por todos aqueles que pretendam nele habitar, sendo fruto do esforço renovador de cada um em aprender a amar ao próximo, a querer bem ao semelhante, independentemente das diferenças de raça, povo, religião, opinião, condição social, econômica ou cultural. Será também o resultado da nossa capacidade de conviver fraternalmente com todos aqueles que a Providência Divina coloca ao nosso lado na grande caminhada de redenção humana e espiritual. Será, numa palavra, obra de nosso firme propósito de viver a Caridade como a entendia Jesus:"Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas". ¹

Somente pela prática plena da Caridade, vivenciando a Fraternidade, poderá o homem conquistar sua libertação do círculo vicioso da dor, do sofrimento e da violência.

"Fora da caridade não há salvação",² proclamam os Espíritos Superiores.

Construamos, pois, a Paz, promovendo o Bem e praticando a Fraternidade.





_______________
¹  O Livro dos Espíritos, Edição Comemorativa, questão 886.
²  O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XV, item 10.





Fonte: Reformador FEB - maio/2007


Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/meditacao-diaria/fraternidade-51402/?PHPSESSID=1882ccb379d098fa51eb77576b45010b#ixzz3GpFZ62FI

Reforma Interior



Reforma Interior





Tendes seguidamente ouvido recomendações quanto ao vosso padrão vibratório, o qual deve ser, o mais possível, harmonioso e estável, evitando-se oscilações e quedas.

Não seria cabível exigir de vós elevação constante de pensamentos e vibrações. Entretanto, embora atualmente impossível vossa estabilização nos planos mais elevados que frequentemente atingis, por esforço próprio, tanto na esfera do pensamento como na do sentimento, bom seria que evitásseis ao máximo oscilações vibratórias. Naturalmente, referimo-nos a oscilações "para baixo", em sentido de "queda", e não aos vôos intelectuais e afetivos em que necessariamente vos deveis exercitar, até que vos possais estabilizar em planos mais elevados.

Infelizmente notamos, em muitos dos seguidores do Mestre, uma atitude de certa forma comodista. Deixam-se influenciar por entidades inferiores, ou obedecem a impulsos menos dignos, contando mais tarde reabilitarem-se mediante o devido retorno ao bom caminho, ou por meio de preces e passes, esquecidos de que a queda tem invariavelmente seu preço doloroso, e cada pacto com as forças do mal, por ligeiro que seja, implica sintonia e ligação, muitas vezes prolongando-se mais do que esperava o encarnado invigilante.

Olvidam muitos que não podem ligar-se ocasional e momentaneamente a uma entidade colérica, por exemplo, sem correrem o risco de tê-la, talvez por longo tempo, como obsessora, não mais atendendo a apelos inconscientes, na forma de impulsos raivosos do encarnado, mas acompanhando-o constantemente e, já agora, impelindo-o no sentido das explosões de ódio.

Conhecêsseis o imenso valor e a oportunidade sempre atual da oração e da vigilância, saberíeis evitar frequentes "pequenas quedas", eivadas do perigo de se tornarem em grande e terrível derrocada espiritual, e tampouco correríeis o risco de instantes, embora ligeiros, de sintonia com o astral inferior.

Muitos dão excessiva importância aos fatores cármicos, ao considerarem o problema das obsessões. Na realidade, mesmo o número de obsessões oriundas de rancores e inimizades pregressas diminuiria prodigiosamente, se atentásseis devidamente para o valor imenso da oração e da vigilância.

Para que ocorra obsessão, necessário é que haja, primeiramente ligação. E para que se efetive a ligação, é imprescindível sintonia.

É fato muito conhecido que mesmo os mais evoluídos Espíritos, encarnados entre vós, sempre contaram com acirrados inimigos nos planos astrais inferiores, em virtude mesmo de seu adiantamento espiritual. No entanto, embora o peso tremendo das vibrações adversas que os atingem e, muitas vezes, chegam a abalar profundamente, jamais se teve notícia de que Espíritos de escol fossem vítimas de obsessão. Sabeis que o próprio Cristo não escapou ao assédio das forças das trevas, mas de forma alguma poderia ser influenciado obsessivamente, por absoluta inexistência e impossibilidade de sintonia e ligação entre suas elevadíssimas vibrações e as de seus adversários.

Com o único recurso de defesa ante tais perigos, necessário vos é buscar, firme e decididamente, destruir a "criatura velha" que em todos habita, sujeita e vulnerável, por sua imperfeição, aos ataques das forças inferiores, e abraçar sinceramente o propósito de vossa reforma interior.

A ninguém ocorreria, galgando uma escada, subir e descer o mesmo degrau, repetidamente. Não pretenderíeis subir a escada de Jacó, permanecendo em perpétuo movimento de "queda - ascensão - queda".




por Bezerra de Menezes


Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/meditacao-diaria/reforma-interior-51385/#ixzz3GpFGwD1i

Saudade da vida livre



Saudade da vida livre








Que saudade da vida livre
Dos dias da minha infância
Sentir, do mato, as fragrâncias
No despertar das manhãs.
A brisa pela campina
Refrescava muitas flores
Dispersando os aromas
Das flores dos laranjais.



O cuco cantando cedo
Nos dias de primavera
Nos carvalhos entre eras
O “gayo” fazia o ninho.
Ao lado das mimosas
Raposa cuida filhotes
Entre “fentos e merotes”
Na beirada do caminho.



Ai! Que saudades que tenho
Das amoras da Silveira
Desde minha vez primeira
Que degustei seu sabor.
Driblando seus espinhos
Junto do ninho da melra
Dentro da pequena selva
Junto ao sabugueiro em flor.



Livre pelos matagais
Buscando mimosos ninhos
Para ver os passarinhos
Na sua cama acolchoada.
Nas ladeiras da montanha
Junto de alegres regatos
Esgueirando pelos matos
Nos dias de trovoada.



 




Que saudade da floresta
De carvalhos e pinheiros
Junto do rio, os salgueiros
Num mundo de fantasia.
Quando vinha o por do sol
E a noite se apresentava
O céu era minha amada
Ate raiar de um novo dia.



Como eram belos os campos
Andados na minha infância
Era um mundo de fragrância
De muitas vidas um lar.
Borboletas pelas matas
Grilos cantando na relva
Dentro da pequena selva
Os passarinhos a cantar.



Que doce que a vida era
Sentado a beira do rio
Ouvindo das aves o pio
Água passando a bailar.
No céu um manto azul
Pelo chão, campos de flor
Como um ninho de amor
Era, da vida, um sonhar.



Naqueles tempos difíceis
Trepava a colher as frutas
No rio a pegar as trutas
No forno a pegar o pão.
Pelos caminhos de pedra
Como andarilho perdido
Fugia bem escondido
Junto com o meu irmão.



As cerejas dos vizinhos
Eram manjares de Deus
Quase chegava aos céus
Subindo por tronco imenso.
Porque as cerejas divinas
Davam na ponta dos ramos
Muitas vezes as pegamos
Ficando no ar suspensos.









Muitas vezes vi o lobo
Fazendo cara de mau
Na árvore, o pica-pau
Construindo seu cantinho.
Rolinha fazendo casa
Era uma vida campestre
Naquele mundo rupestre
Todo mato tinha ninho.



Quantas lembranças da casa
Dos tempos da juventude
Sempre em alegre atitude
Diante do sol e do vento.
Que Sacudia as ramagens
Como flâmula e bandeira
Chorando na carvalheira
Como trompete em lamento.



Bebendo de fonte fresca
Junto da poça das rãs
Seu canto pelas manhãs
Era uma orquestra divina.
Deitado em fresca relva
Junto de cardos e flores
Vendo passar os pastores
Nos caminhos da campina.



Nas tardes de primavera
O sol acariciando a pele
Da paisagem se despede
Das flores e castanhal.
Aos poucos chegava a lua
E as estrelas brilhando
Grilos e anuros cantando
Por dentro do milharal.

 






ACA
Fonte: Cacef
Casa de Caridade Esperança e Fé


Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/meditacao-diaria/saudade-da-vida-livre/#ixzz3GpEwrzX1

Ilumines o santuário



Ilumines o santuário




"Pois nós somos um santuário do Deus vivo." - Paulo.
(II Coríntios, 6:16.)



O esforço individual estabelece a necessária diferenciação entre as criaturas, mas a distribuição das oportunidades divinas é sempre a mesma para todos.

Indiscriminadamente, todas as pessoas recebem possibilidades idênticas de crescimento mental e elevação ao campo superior da vida.

Todos somos, pois, consoante a sentença de Paulo, santuários do Deus vivo. Apesar disso, inúmeras pessoas se declaram afastadas da luz eterna, deserdadas da fé. Enquanto dispõem da saúde e do tesouro das possibilidades humanas, fazem anedotário leve e irônico. Ao apagar das luzes terrestres, porém, inabilitados à movimentação no campo da fantasia, revoltam-se contra a Divindade e precipitam-se em abismo de desespero. São companheiros invigilantes que ocuparam o santuário do espírito com material inadequado. Absorvidos pelas preocupações imediatistas da esfera inferior, transformaram esperanças em ambições criminosas, expressões de confiança em fanatismo cego, aspirações do Alto em interesses da zona mais baixa.

Debalde se faz ouvir a palavra delicada e pura do Senhor, no santuário interno, quando a criatura, obcecada pelas ilusões do plano físico, perde a faculdade de escutar. Entre os seus ouvidos e a sublime advertência, erguem-se fronteiras espessas de egoísmo cristalizado e de viciosa aflição. E, pouco a pouco, o filho de Deus encarnado na Terra, de rico de ideais humanos e realizações transitórias, passa à condição de mendigo de luz e paz, na velhice e na morte...

O Senhor continua ensinando e amando, orientando e dirigindo, mas, porque a surdez prossegue sempre, chegam a seu tempo as bombas renovadoras do sofrimento, convidando a mente desviada e obscura à descoberta dos valores que lhe são próprios, reintegrando-a no santuário de si mesma para o reencontro sublime com a Divindade.






pelo Espírito Emmanuel & Chico Xavier
livro: Vinha de Luz


Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/meditacao-diaria/iluminemos-o-santuario/#ixzz3GpDfxEte